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Acre realiza primeiro curso de classificação comercial de banana

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Na sexta-feira (7), engenheiros agrônomos de diferentes instituições públicas e empresas privadas do Acre, ligadas à área de produção vegetal, concluíram o primeiro curso sobre classificação comercial de banana do Acre. Realizada pela Embrapa, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Superintendência Federal da Agricultura (SFA), em Rio Branco, a capacitação de 40 horas preparou 15 profissionais que vão atuar com foco na melhoria da qualidade e adequação da produção do Estado ao padrão comercial estabelecido pela legislação que orienta a classificação de produtos vegetais no País.

O curso integra as ações para implantação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) da Sigatoka-negra no Acre. Os conteúdos abordaram conhecimentos teóricos sobre a classificação, padronização e fiscalização de produtos vegetais e aspectos legais do processo, além de práticas sobre coleta de amostras de frutos de banana, técnicas de
classificação do produto e uso adequado de equipamentos entre outros aspectos normativos exigidos. A programação também contou com exames classificatórios.

“Os participantes aprovados deverão se credenciar junto ao Mapa como classificadores de banana, procedimento necessário para obtenção do registro profissional de habilitação técnica para o exercício da atividade”, explica a pesquisadora da Embrapa Acre, Virgínia Álvares, coordenadora da atividade e autora do projeto de capacitação.

Critérios de classificação

De acordo com a legislação, a banana destinada ao comércio interno e exportação deve ser classificada em Grupos e Tipos, com base em critérios como tamanho dos frutos (comprimento e diâmetro), nível de maturação, apresentação (quantidade de frutos por penca) e qualidade (limpeza dos frutos e ausência de defeitos como rachaduras,
amassados). O Grupo 1, representado pelas variedades nanica e nanicão, pode ser dos Tipos Extra, Especial, Comercial e Comum. Já a bananas do grupo 2 (prata, maçã e banana da Terra, conhecida como banana comprida), variedades abundantes no Acre, incluem os Tipos Extra, Especial e Comercial.

“A tipificação ajuda a garantir padronização e homogeneidade à banana e agrega valor comercial ao produto. A prática trará benefícios para os produtores, que poderão obter preços mais justos para a produção, e para o consumidor, que contará com um produto com melhor qualidade”, afirma a engenheira agrônoma Maria do Carmo Brilhante, lotada no Serviço de Sanidade, Inspeção e Fiscalização da SFA/Mapa no Acre.

Ezequiel Pelentir, técnico da Cidasc e instrutor da capacitação, explica que os defeitos mais comuns na banana disponibilizada para o mercado são lesões por doenças, podridão, machucados e escurecimento dos frutos, geralmente resultantes de práticas inadequadas na colheita e pós-colheita e na logística de acondicionamento e transporte da produção. “Esses problemas, facilmente identificados, influenciam a compra do produto pelo consumidor, que dará preferência a pencas que possibilitem aproveitar todos os frutos. A permanência de bananas defeituosas na gôndola de exposição afeta outros frutos, inviabilizando a comercialização”, diz.

Casa de embalagem

A classificação comercial da banana também envolve critérios para embalagem e comercialização da produção. Desde 2005, a legislação brasileira recomenda que os frutos sejam comercializados em pencas, mas, no Acre, a fruta ainda é vendida em cacho para supermercados e outros estabelecimentos comerciais. “Essa prática tem por base sempre pagar pela menor banana, resultando em prejuízo para o produtor rural. Classificar a banana em pencas maiores e menores, selecionando os frutos, permite preços diferenciados”, enfatiza Ezequiel Pelentir.

A atividade de classificação e embalagem da banana deve ser realizada em local apropriado, seguindo critérios legais. A primeira casa de embalagem do Acre será construída no município de Acrelândia, principal polo produtor de banana do Estado, com recursos financeiros do Banco Mundial. Em fase de licitação, o processo é coordenado pela Associação dos Produtores Rurais do Ramal Campo Novo (Apruracan). A estrutura entrará em funcionamento no primeiro semestre de 2019.

“A existência dessa estrutura é requisito essencial para implantação do Sistema de Mitigação de Risco da Sigatoka-negra. Estamos finalizando o diagnóstico da produção do município e a partir dos pontos críticos identificados, vamos capacitar os produtores em boas práticas na colheita e pós-colheita da banana e em procedimentos de
embalagem, para garantir produção comercial de qualidade”, diz Virgínia Álvares.

Para o engenheiro Agrônomo Josicley Azevedo, técnico da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), um dos 15 participantes do curso, a classificação comercial do produto requer mudança de comportamento por parte dos agricultores, que deverão se profissionalizar e investir mais na atividade produtiva.

“Atualmente, o produtor rural é quem menos ganha com a venda da produção, mas, pretendemos atuar para mudar essa realidade. A oferta de banana classificada pode aumentar a procura pelo produto e resultar em mais renda para as famílias”.

Novos mercados

A Sigatoka-negra ataca as folhas da bananeira, reduz a produtividade dos cultivos e prejudica a qualidade dos frutos e impõe limitações comerciais. Devido à ocorrência da doença, a banana acreana somente pode ser comercializada com Rondônia e Amazonas, estados que também não contam com o Sistema de Mitigação de Risco da doença. Para implantar o sistema no Acre, um conjunto de instituições atua na capacitação de produtores rurais e técnicos ligados à produção agrícola do Estado. “Além da adoção de procedimentos adequados em todas as fases da cultura da banana, com o objetivo de garantir sanidade aos bananais, aumentar a produtividade e fortalecer essa cadeia produtiva, o sistema visa contribuir para abrir novos mercados para a fruta”, afirma Virgínia Álvares.

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Cidades

Famílias protestam em Rio Branco por entrega de casas do governo

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FOTO: Notícias da Hora

No início da tarde desta segunda-feira, 24, dezenas de pessoas interditaram a saída da ponte Juscelino Kubitschek, a ponte metálica, no centro de Rio Branco, para exigir a entrega de casas sorteadas pelo governo federal.

Os manifestantes, em sua maioria contemplada com unidades habitacionais no Loteamento Andirá, alegam que participaram de programas de habitação do governo federal e desde 2009 aguardam a entrega das residências prometidas.

Durante o protesto, eles solicitaram a presença de um representante do Acre. Segundo eles, famílias que foram sorteadas recentemente não receberam o imóvel.

Em entrevista à rádio Aldeia FM hoje cedo, o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, Thiago Caetano, falou que os cadastros de 2009, pelo menos, não podem mais ser usados para contemplação das casas de habitação.

Caetano disse, ainda, que os cadastros estão sendo atualizados e que em breve o governo irá lançar um programa de construção de casa no interior do Acre.

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Cidades

Em visita, ouvidor da União enaltece trabalho da prefeitura de Rio Branco

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Durante visita à Ouvidoria do Município de Rio Branco, ocorrida na última quarta-feira, 19, o Ouvidor-Geral da União Adjunto, Fábio Valgas, parabenizou o trabalho desenvolvido na capital acreana. Segundo ele, entre os 5.574 municípios do país, grande parte ainda enfrentam problemas de institucionalização. Já Rio Branco, para ele, possui instalações dignas, com todo um aparato propiciado em favor do cidadão, evidenciando a clara preocupação com as questões que envolvem a governança.

Aqui, Valgas participou do projeto ‘Abraçando o Controle Social’, desenvolvido em parceria com o Conselho Federal de Contabilidade Regional, como forma de incentivar o controle social, por intermédio de ações afirmativas.

Outro fator que motivou a vinda do ouvidor Federal ao Acre foi entrada em vigor do Código de Defesa do Usuário dos Serviços Públicos, disciplinado pela Lei Federal nº 13.460/2017, que obriga União, Estados e Municípios a manterem atividades de ouvidoria e criarem conselhos de usuários de serviços públicos, além de avaliarem a qualidade dos serviços prestados pelo poder público.

“Estamos num trabalho inicial. A orientação da prefeita Socorro Neri é para consolidar esses serviços. Dessa maneira, temos alcançado as respostas adequadas para os usuários dos serviços públicos”, destacou Estefânia Pontes, ouvidora do município.

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