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Quase metade da população do Acre vive na pobreza

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A Síntese de indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (5) aponta uma cruel realidade acreana: 17,4% da população vive na extrema pobreza. Ainda segundo os dados, quase metade dos mais de 800 mil habitantes do estado (47,7%) é classificada como pobre.

Os indicadores são referentes a 2017 e mostram estabilidade na comparação com o ano anterior. Em 2016, 47,6% estavam incluídos na linha de pobreza.

O IBGE classifica como pobre pessoas com rendimento diário abaixo dos cinco dólares (equivalente a R$ 20). Já na extrema pobreza está quem vive com menos de dois dólares diários (pouco mais de R$ 7).

A pesquisa do IBGE mostra que, passadas duas décadas de governos petistas no Acre, a realidade da pobreza e da extrema pobreza pouco mudou no período.

Um dos reflexos desta desigualdade na distribuição de renda são os altos índices de violência do estado, que ocupa os primeiros lugares no ranking nacional da criminalidade.

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Destaque 7

Pesquisador roda o mundo hasteando a Bandeira do Acre

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A admiração que o pesquisador capixaba João Luiz Lani tem pelo Acre o levou a hastear a Bandeira Acreana nos lugares mais incríveis do mundo, como a Antártida, o Mar da Galiléia, e o Monte Sinai. “Vocês são um povo guerreiro”, diz o professor da Universidade Federal de Viçosa, que há dois anos hasteou a Bandeira do Acre na Antártica e passou a fazer isso em outros locais históricos. O doutor em Solos e Nutrição de Plantas que colabora há mais de 15 anos com estudos e orientações acerca da realidade acreana, relata que adotou essa prática com a intenção de que “ela não representasse só um símbolo, mas um ideal de vida”.

João Luiz disse que a presença da bandeira na Antártica é parte do reconhecimento que a humanidade presta ao Acre, principalmente pelo que representou a luta de Chico Mendes em defesa da floresta e, consequentemente, da humanidade. “A Antártica e o Acre são antagônicos em muitos aspectos, mas os desafios são os mesmos.

Lani viveu algum tempo no Acre e ainda presta consultoria na área de desenvolvimento agrário para algumas instituições. Fez amigos importantes, como o chefe da Embrapa, Eufran Amaral, e guarda sincero respeito a personagens locais, como o ambientalista Chico Mendes.

A Bandeira do Acre é tida como simples e perfeita sob o aspecto técnico, além de guardar uma história riquíssima. Tudo começa com a onda migratória do nordeste para a Amazônia. Apesar de o território acreano pertencer à Bolívia, a chegada dos imigrantes fez com que a maioria da população se constituísse de brasileiros, que não obedeciam à autoridade boliviana e exigiam a anexação do território ao Brasil.

Em 1899, na tentativa de assegurar o domínio da área, o governo boliviano instituiu a cobrança de impostos e fundou a cidade de Puerto Alonso (hoje Porto Acre). Os brasileiros revoltaram-se com a decisão, e vários conflitos se sucederam. O jornalista espanhol Luiz Galvez Rodrigues de Arias foi o primeiro a proclamar o Estado Independente do Acre, no levante de 1° de maio de 1889 e a dar-lhe estrutura administrativa.

A Bandeira do primeiro Estado Independente do Acre surgiu do Decreto nº 17 de 1899, assinado pelo mesmo Luiz Galvez Rodrigues de Arias. A bandeira era dividida em dois triângulos sendo o superior verde e o inferior amarelo.

Depois, veio Plácido de Castro e estabeleceu a Bandeira. Constando de dois triângulos retângulos (um verde e outro amarelo), unidos pelas respectivas hipotenusas, constituindo no todo um quadrilátero paralelogramo de um metro e dez de altura por dois de comprimento. No triângulo retângulo amarelo, que forma a parte superior da flâmula, Plácido de Castro acrescentou-lhe apenas uma estrela de cor vermelha na diagonal amarela, por sugestão do coronel Rodrigo de Carvalho, que simboliza o sangue dos que lutaram pela incorporação do Acre à Federação brasileira.

Epaminondas Jácome, Governador do ex-Território Federal do Acre, adotou oficialmente o símbolo criado por José Plácido de Castro, por meio do decreto de 15 de março de 1921.

Em 1995 as proporções da bandeira foram alteradas, por meio da Lei estadual 1.170/95, conforme art. 3º “ Fica determinado como tamanho oficial da Bandeira Acreana o de 1.13m de altura por 1.61m de comprimento, e a devida estrela vermelha, no vértice superior do triângulo retângulo, de 30 cm de ponta a ponta”.

Onde tem um acreano será possível ver a Bandeira do Acre -no quarto do líder do BBB18, com a Gleici Damasceno, ou com dona Graça Janse no Maracanã, para citar o exemplo mais recente. A consideração que o cientista Luiz Lani dedica a ela mostra que o amor ao Acre não tem nacionalidade. “É uma das mais bonitas, senão a mais bonita”, disse a vencedora do BBB18 ainda na casa, arrancando olhares admirados dos companheiros de programa. (Com: portais de história)

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Destaque 7

Pecuária de larga escala cresceu 126% em 20 anos e pôs Rio Branco entre os 50 maiores criadores

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Os governos do PT podem ser acusados de tudo menos de empatar o agronegócio no Acre. Não quando se fala na pecuária industrial, segmento que dispõe de 1.419.137 hectares em pasto distribuídos por 22.640 fazendinhas e fazendonas de 20 a 2,5 mil hectares para criação de 2.807.088 bovinos e bubalinos, nada menos que o 14º maior rebanho brasileiro com crescimento de 21,21% em dez anos -o quinto maior para o período. Ganha do Rio de Janeiro, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Amazonas, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Roraima, Distrito Federal e Amapá.

No Acre são 3,4 bois para cada habitante. Ao contrário do que sugere o senso comum, foi, por exemplo, nos governos petistas que o rebanho bovino cresceu ao ponto de colocar Rio Branco no seleto grupo dos 50 maiores rebanhos do País e virar referência no Beef Report – O Perfil da Pecuária no Brasil, talvez um dos mais conceituados relatórios da atividade no mundo. O documento é divulgado anualmente pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Bovinas (Abiec).

É na capital do Estado onde a pecuária de larga escala mostra todo o potencial adquirido em duas décadas de discreto fomento. Em duas décadas, de 1998 a 20-8, o rebanho do município de Rio Branco cresceu 127,02%. Ocorreram perdas mas são compensadas com o cálculo do longo prazo.

Os dados nacionais sobre exportações corroboram a força da pecuária na economia dos Estados. As exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em 2019. De acordo com os dados da Abiec, de janeiro a março desse ano, os embarques somaram 405.668 toneladas, crescimento 2,6% em relação as 395.536 toneladas no mesmo período do ano passado. Trata-se do melhor início de ano dos últimos 12 anos. Em receita, as vendas do período somaram US$ 1,51 bilhão, redução de 5,6% ante a receita de US$ 1,60 bilhão no primeiro trimestre de 2018.O Brasil encerrou o ano de 2018 registrando crescimento no Produto Interno Bruto (PIB), que atingiu R$ 6,83 trilhões. No mesmo período, o PIB da pecuária somou R$ 597,22 bilhões, 8,3% acima dos R$ 551,41 bilhões apurados em 2017. Com isso, o PIB da pecuária elevou para 8,7% sua participação no PIB total brasileiro.

Nesta quarta-feira (17) não foram localizados representantes dos segmentos envolvidos para comentar o levantamento da Abiec.

O ex-secretário de Agropecuária do Acre, José Reis Meireles, comemorou os números: “Parabéns aos que acordam cedo e fazem da labuta diária o sustento de suas famílias e desse país”, disse.

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