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Sérgio Petecão: “não quero cargo para minha mulher”

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O senador Sérgio Petecão (PSD) disse ontem à coluna que recusou as ofertas de indicar os futuros dirigentes da COHAB e outros órgãos de pouca projeção, feitas pelo chefe do Gabinete Civil, Ribamar Trindade, que seria uma espécie de cala-boca para sair da disputa da indicação do secretário de Agricultura. Na verdade, os órgãos oferecidos como contrapartida não possuem qualquer peso político. Num deles, Petecão colocaria a sua mulher Marfisa Galvão. “Estão enganados comigo, não quero emprego para minha mulher. O que quero é que cumpram com a palavra de que a pasta da Agricultura seria indicada pelo PSD que, inclusive, reuniu a sua executiva e deliberou sobre nomes. São eles o agrônomo Nilton Craveiro e o deputado Jairo Carvalho, para livre escolha do Cameli. O próprio Ribamar, que hoje puxa para trás, foi quem garantiu o espaço, com base em promessa do Gladson”, reagiu Petecão (foto). Para Petecão, não se trata de pressão, de racha, mas de apenas ser cumprido o que foi acordado como o espaço do PSD. No caso de não ser atendido no que lhe foi prometido, disse que não vai brigar, virar oposição, mas simplesmente irá tratar do seu mandato e não terá nenhum compromisso político com o governador eleito. Dentro do contexto político da última eleição, o senador Sérgio Petecão (PSD) teve mais votos do que todos os candidatos do PSDB somados, que hoje pressiona para ficar com a secretaria de Agricultura. O certo é que este tipo de impasse não se mostra bem para a imagem de um governo que ganhou a eleição em cima de um projeto de mudança. Um político se elege pelo prestígio, pela empatia que a sua candidatura teve com a população, pela simpatia, pelas suas propostas, mas não governa sem a classe política. Mesmo porque a lua de mel de um novo governante com a população sempre tem prazo de validade.

TUDO MUITO SIMPLES
Na política, tudo é muito simples, os políticos é que muitas das vezes a tornam um exercício complicado. Se não queriam levar avante a promessa de dar o espaço prometido ao PSD, o chefe do Gabinete Civil, Ribamar Trindade, não deveria ter sido o fiador do acordo fechado.

CONVERSA FRANCA
O senador Sérgio Petecão (PSD) conta que na conversa que teve com o futuro chefe do Gabinete Civil, Ribamar Trindade, este foi enfático ao dizer que o espaço era do PSD para indicação do secretário de Agricultura de livre escolha. “Não o pressionei”, diz Petecão.

NÃO HÁ COMO CONDENAR
E não há como condenar o senador Sérgio Petecão (PSD) por nada. O PROGRESSISTA não indicou toda a cúpula da secretaria de Saúde, com os nomes que bem entendeu? O PSDB não vai indicar toda a cúpula da Segurança Pública? Por qual razão o PSD não pode ter espaço?

MUITO CUIDADO
A COHAB não estava no pacote das estatais a serem extintas, segundo promessa de campanha? É preciso muito cuidado, para cumprir o que foi dito na eleição.

VOCÊS QUE SE ENTENDAM
Estou apenas comentando fatos que se tornaram públicos e notórios. Não engaveto notícias, favoráveis ou desfavoráveis. Os políticos que se entendam ou se desentendam. Como jornalista da área política, meu dever é divulgar o que acontece nos bastidores da notícia.

NOMES NA MESA
O vice-governador eleito Major Rocha revelou ontem à coluna que espera até sexta-feira ter fechado todos os nomes para ocupar o ISE, IAPEN e secretaria de Segurança. Sobre quem vai comandar a Segurança, falou que tem dois nomes para discussão, o de um Delegado aposentado da PF e o de um Coronel da PM aposentado. A conversa ainda vai ocorrer.

NINGUÉM QUER
Para Rocha, a pasta mais problemática é a do ISE, que tem 200 servidores com contratos provisórios e menos de vinte de funcionários efetivos. E tem como o seu público alvo menores infratores, que na maioria é muita mais violenta que o detento adulto. “Ninguém quer”, conta.

COMPONENTE DESFAVORÁVEL
Outro componente nada atrativo do ISE é que os agentes não podem andar armados e estes preferem se transferir para o IAPEN, onde o salário é maior. O que torna a pasta complexa.

SUMIU DO CIRCUITO
O deputado Lourival Marques (PT) sumiu da ALEAC depois da derrota. Um dirigente da FPA fez ontem uma conta para os jornalistas que cobrem a casa de que, se o PT tivesse saído de chapa própria poderia ter elegido três parlamentares. Mas caíram no erro de se coligar com o PCdoB.

CONTA DO VIGÁRIO
Na verdade, o PT caiu na última eleição à ALEAC, numa espécie de conto do vigário político, ao se coligar com o PCdoB. Na verdade, uma arapuca armada pelo PCdo B que deu certo.

PELA ENÉSIMA VEZ
O deputado Heitor Junior (PODEMOS) pediu ontem pela enésima vez a demissão da diretora da Fundação Hospitalar do Acre, Juliana Quintero, a quem responsabiliza pela falta de medicamentos e pela precariedade nos atendimentos. Foi o calcanhar de Aquiles do atual governo. O pedido do deputado Heitor fica sem sentido, porque a direção mudará em janeiro.

PROBLEMA A SER RESOLVIDA
A Saúde é uma pasta extremamente complexa e de difícil gerência. Um dos principais desafios do futuro secretário Alysson Bestene é o de fazer funcionar a contento a Fundação Hospitalar.

COMO É FIM DE GOVERNO
Como está chegando mal ao fim do mandato, o atual governador! Até entre os aliados de oito anos da FPA é execrado. Ontem, numa roda de quatro deputados da FPA, todos o criticavam.

CUMPRIRAM COM O DEVER
O que a coluna previa, ocorreu ontem na Câmara Municipal de Rio Branco: por unanimidade, os vereadores aprovaram o projeto de Reforma Administrativa enviado pela prefeita Socorro Nery, que reduz secretarias e cargos de confiança. Cumpriram com o dever, não haveria como nenhum vereador votar contra um pacote de medidas que moraliza a máquina municipal.

NÃO TINHA COMO VOTAR CONTRA
O projeto aprovado ontem pelos vereadores de Rio Branco é o tipo da matéria que não há como ser contra, porque acaba com empreguismo e o gigantismo da estrutura da PMRB.

FICOU MUITO MAL
A cena cômica da votação de ontem foi a presença de um grupo de presidentes de associações de moradores tentando convencer os vereadores a votar contra a extinção da secretária de assuntos comunitários, que na gestão anterior era um cabide de emprego dos presidentes.

DECISÃO EXCLUSIVA
Decidir com quantas secretarias vai ficar na gestão da PMRB é decisão exclusiva da prefeita. Em que ajudou a prefeitura manter uma estrutura como a secretaria de assuntos comunitários? Não ajudou em nada na governabilidade, foi um recurso sem retorno.

NÃO HÁ COMO JUSTIFICAR
Seis dos atuais futuros deputados tiveram menos votos do que seis candidatos à ALEAC que foram derrotados. Foi o fim da grande malandragem. Da próxima eleição em diante não haverá mais coligações proporcionais, será cada partido com chapa própria.

NÃO É ESPAÇO POLÍTICO
A próxima gestão da secretaria de Saúde deve pensar bem antes de tomar qualquer iniciativa na Central de Transplantes, é uma área na qual deve ser esquecida a política, porque não se pode improvisar. Os seus funcionários têm anos de especialização em medicina de ponta.

EQUIPE PROFISSIONAL
Não há como se pensar em desmontar a atual estrutura, que funciona de forma exemplar. Se há um setor em que a política deve ser apenas um suporte e não um protagonista é a Saúde.

SÓ CONSULTANDO O PAPA
Um amigo jornalista que foi recentemente demitido da equipe de assessores de imprensa do governo me perguntou ontem na ALEAC, se eu sabia se o governador pagará as indenizações. Minha resposta: “só consultando o Papa”. Ninguém pode afirmar isso com certeza.

SERIA O GOVERNADOR AMANHÃ
Ou a prefeita Socorro acabava com o ninho de privilégios políticos na PMRB ou iria passar o restante do mandato apenas pagando a folha salarial. E bisaria o que ocorre neste fim de governo no Estado, que vai fechar ano dentro de um dantesco quadro de desgaste popular.

NO COLO DO GLADSON CAMELI
Até entendo a luta do sindicalista Marcelo Jucá na defesa dos servidores da Eletrobrás, mas não há como aprovar um projeto que transfere os servidores, que são federais, ao Estado. Falta base jurídica. Se aprovado seria como jogar uma bomba no colo do Gladson Cameli.

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
Se o projeto de autoria do deputado Manoel Moraes (PSB) for aprovado não resistirá a um recurso judicial. Além de que, o Estado está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

IMPORTA A COMPÊTENCIA
Não importa se o futuro diretor do DETRAN, Anderson Lima, seja tio do governador eleito Gladson Cameli. Importa é se mostrará competência. Sua gestão será medida com a mesma régua que medirá a eficiência dos demais integrantes do primeiro escalão do governo. Ponto.

COMEÇOU A COBRANÇA
O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) já fez a primeira cobrança ao governador eleito Gladson Cameli, de que resolva a situação do Pró-Saúde, cujos servidores foram enganados pelos governos petistas, que os trataram como párias e de forma humilhante. É bom não esquecer que é uma herança do PT. Não sei como o assunto será encaminhado, mas é muito complexo.

HORA DE APARAR AS ARESTAS
O futuro governador Gladson Cameli tem de começar o seu mandato sem problemas a resolver na área política, para evitar futuro desgaste. O que deve de ser feito tem de acontecer até o fim deste mês. O ideal seria anunciar ainda nesta semana todo o seu secretariado, para evitar que continue a celeuma, o impasse, sobre quem será nomeado ou não. Quanto mais tempo se arrastar esta indefinição mais problemas tendem a acontecer. Um fato a avaliar.

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Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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