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Gladson Cameli foi “traído” e não consegue emplacar novos chefes do Sebrae no Acre

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O governador eleito Gladson Cameli sofreu um duro golpe na tarde desta quarta-feira, dia 05, durante a reunião do Conselho Deliberativo Estadual (CDE). Gladson tinha como candidato a superintendente o bancário Marivaldo Melo, amigo pessoal do senador Sérgio Petecão, e que tinha as bênçãos de Cameli para chefiar o órgão.

Há menos de 20 dias de assumir o posto de governador, Cameli, como afirmam interlocutores, teria sido “traído” por conselheiros que disseram votar segundo a preferência dele durante a reunião do Conselho do Sebrae acreano. Derrota que rendeu um “pico de pressão” ao governador.

Como superintendente, o Sebrae terá Marcos Lameira, empresário e atual vice-presidente da Federação do Comércio do Acre (Fecomércio). Ele é ligado a Leandro Domingos, que já foi presidente da Junta Comercial do Acre (Juceac) e tem ligação forte com o governador Sebastião Viana e a Frente Popular.

Lameira, que já foi dono de pelo menos uma drogaria, vai receber cerca de R$ 23 mil para dirigir o Sebrae no Acre a partir de 2019. Atualmente, como braço direito de Domingos na Federação do Comércio, o advogado tem substituído o empresário que, agora, foi indicado a um cargo na Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Uma das curiosidades do pleito foi a retirada do nome de Assuero Veronez, que tinha se colocado como candidato ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE). O anúncio de desistência foi feito na manhã desta quarta-feira, dia 05.

Segundo apurou o ac24horas, Lameira venceu a eleição com os votos das seguintes instituições: Federação da Agricultura, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Federação das Indústrias, Instituto Evaldo Lodi, Secretaria de Planejamento do Acre, Sebrae Nacional, Fundação de Tecnologia do Acre e Federação do Comércio.

A reunião do Conselho foi suspensa por conta de um empate na escolha do presidente do Colegiado. Após o retorno, o vice-reitor da Universidade Federal do Acre, Josimar Batista, que estava votando em Rubenir Guerra [também candidato de Gladson], resolveu mudar de voto e apoiou o presidente da Federação das Indústrias, José Adriano Ribeiro, que acabou eleito.

No final das contas, quem traiu o governador?

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Acre 01

Após exoneração, Raphael Bastos desabafa: “achava que se tratava de mais um ataque”

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O ex-secretário de Planejamento do Acre (Seplan), Raphael Bastos, que foi demitido pelo governador Gladson Cameli nesta quarta-feira, dia 24, fez um desabafo nas redes sociais sobre a forma pela qual foi desligado do Governo do Acre. Raphael disse que só soube da demissão ao acordar e ver o nome no Diário Oficial.

A demissão de Raphael Bastos, que já era praticamente certa desde a segunda-feira, dia 22, justamente o dia em que o decreto de exoneração teria sido assinado pelo governador, teria ocorrido porque o democrata não conseguiu se comunicar bem com os demais colegas da equipe econômica do governo.

“Confesso que fiquei surpreso com o questionamento, pois achava que se tratava de mais um ataque – muito comum até aqui – de nossos “aliados” no Governo, o chamado “fogo amigo”, que vem me acompanhando durante esses 114 dias no governo, de modo que não acreditei que o fato viesse a se concretizar”, escreveu no facebook.

Além disso, Bastos destaca que a missão dele em favor do Acre não acabou, e que há vários motivos que podem ter levado à exoneração do cargo. “Lamento muito a forma com que foi orquestrada a minha saída e, principalmente, por tomar conhecimento do fato por meio da imprensa, mas acredito que nem um “inimigo” deveria ter recebido tal tratamento”, completa.

Raphael Bastos também disse que esperava outra atitude de Gladson Cameli, “Esperei do Governador, por quem tenho profundo respeito, uma atitude diferente, mas em face da nova realidade, desejo-lhe muita sorte e sucesso, pois a missão dele é muito difícil: fazer um Governo produzir com tantas “amarras” e “freios”, onde o medo de errar tem sido infinitamente maior do que a vontade de acertar”, finaliza.

Quando ao deputado federal Alan Rick, que indicou Bastos e está insatisfeito com a demissão do ex-secretário, Cameli minimizou a crise. “Vou conversar com o deputado federal Alan Rick agora pela manhã, e explicar a ele os motivos. Minha relação continuará a melhor possível. O nosso propósito é único: é olhar e defender o nosso estado”, completa.

Com a baixa de Bastos, o Democratas pode deixar de dar apoio ao governador acreano. O deputado Alan Rick comenta, nos bastidores, que levará a questão ao Planalto, numa nítida demonstração de que se colocará contra o governo de Gladson. A ameaça pode causar mais problema na gestão progressista.

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Acre 01

Após exoneração de secretário, Gladson minimiza e diz que está “preocupado com o povo”

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A exoneração do agora ex-secretário de Planejamento do Acre, Raphael Bastos, indicado político do deputado federal Alan Rick, incomodou os democratas, mas deixa o governador Gladson Cameli aliviado. Bastos estaria “emperrando” programas do governo que precisavam avançar.

Raphael foi exonerado nesta quarta-feira, dia 24. Nos bastidores, a demissão dele já era praticamente certa desde a segunda-feira, dia 22, justamente o dia em que o decreto de exoneração teria sido assinado pelo governador, como mostra o Diário Oficial.

“Havia uma falta de diálogo com a equipe econômica, e aí eu cito a Fazendo, Gestão, e até a infraestrutura. Essa foi uma decisão que eu já vinha há tempos tentando evitar, mas eu não podia esperar o último dia do governo para fazer. Nós estamos falando de Estado, e eu estou preocupado com o povo”, explica o governador.

Quando ao deputado federal Alan Rick, que indicou Bastos e está insatisfeito com a demissão do ex-secretário, Cameli minimizou a crise. “Vou conversar com o deputado federal Alan Rick agora pela manhã, e explicar a ele os motivos. Minha relação continuará a melhor possível. O nosso propósito é único: é olhar e defender o nosso estado”, completa.

Com a baixa de Bastos, o Democratas pode deixar de dar apoio ao governador acreano. O deputado Alan Rick comenta, nos bastidores, que levará a questão ao Planalto, numa nítida demonstração de que se colocará contra o governo de Gladson. A ameaça pode causar mais problema na gestão progressista.

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