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Previdência é o maior problema do AC e não as dívidas, diz Malheiros

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A atual dívida do Estado do Acre é de R$ 3, 9 bilhões, mas o maior problema do Estado é com a previdência, afirmou na manhã desta sexta-feira, 23, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Malheiros, ao lado do governador Sebastião Viana, momentos antes de uma solenidade na sede do TCE. As informações sobre os problemas financeiros que o Acre enfrenta foram dadas um dia após o governador eleito Gladson Cameli ter recebido das mãos de servidores do órgão detalhes sobre o rombo nas finanças do Estado, fato que acabou desagradando o Palácio Rio Branco.

Malheiros, na verdade, tratou de reduzir o mal-estar provocado ao informar que apesar de a dívida ser no total de R$ 3, 9 bilhões, o Estado tem prazo de pagamento até 2048. “Um valor dentro da lei, legalizado. O limite é oito bilhões. Acredito que o próximo governo também fará operações de crédito. As operações de crédito são boas, são necessárias, fazem parte de qualquer planejador pra poder fazer investimentos em dinheiro, trazer dinheiro pro Estado. E essa não é a situação problemática do Estado”.

“A situação problemática do Estado, e é aquela que aflige o Estado, é a situação de fluxo de caixa, motivado pelo problema do modo como foi feito a estruturação da previdência, das previdências nacional e estaduais. Nessa previdência estadual que foi pensada há 40 anos não foi levada em consideração que a população passaria a viver mais”, explicou.

Em 2017 foi necessário R$ 340 milhões para completar a folha de previdência e em 2018 esse valor deve chegar a R$ 480 milhões. Já no próximo ano, na gestão de Gladson Cameli, ultrapassará meio bilhão.

Ao mesmo que tem que lidar com o rombo na previdência, o Estado tem a obrigação de “manter serviços de saúde, segurança e obras de manutenção”, lembra.

“Até 2016 quando o fluxo de caixa não tinha que bancar nenhuma diferença com a providência, o Estado navegava em águas tranquilas. O atual governo, e aqui é bom que o Tribunal faça essa pontuação que é correta, é justa, o atual governo deu azar de ter quebrado a previdência no seu colo. O problema do Estado não é investimento. Os convênios trazem dinheiro para fazer a quinta ponte, a sexta ponte, a sétima ponte, mas pode faltar dinheiro pro diesel.”

Ao comentar o relatório divulgado nesta quinta-feira, Malheiros disse que a “a intenção do Tribunal de Contas, o que não é segredo para o atual governo e nem para o próximo governo, é mostrar para a sociedade que nós estamos em um momento difícil para o Estado e que as reformas são necessárias”.

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Acre

Jenilson Leite recebe Comissão de concursados da Polícia Militar

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O deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB), vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre, recebeu na sala de reuniões da Casa os membros da Comissão dos aprovados do concurso da Polícia Militar que estão no cadastro de reservas do certame. Dentre os participantes tinha duas pessoas de Cruzeiro do Sul.

Durante o período eleitoral, o então candidato Gladson Cameli (Progressistas) assinou um documento se comprometendo convocar todos os aprovados do concurso. Contudo, na semana passada ele deu garantia de convocar somente os 250 classificados dentro do número previsto de vaga. Deixando de fora os 537 que também obtiveram aprovação em todas etapas prevista no edital do certame. O documento também foi assinado pelo vice-governador Major Rocha, que ficou responsável na atual gestão pela área de segurança.

Os componentes da comissão do cadastro de reservas procuraram o deputado para cobrar um posicionamento do gestor, haja vista que foi ele o precursor da luta em defesa da prorrogação do prazo de validade do certame, de seis meses para dois anos, ainda gestão passada. Além disso, o deputado apresentou requerimentos e se reuniu algumas vezes com chefe da SGA, na época Sawana Carvalho, para cobrar celeridade nas etapas do concurso devido à demora para realização de uma fase para outra.

Amanhã, terça-feira (19), na sessão ordinária, o deputado vai fazer uma fala cobrando uma posição do governador e da cúpula de segurança do estado. Além disso, os aprovados farão uma manifestação durante a sessão contra o governo, bem como o documento que em Gladson Cameli se compromete em convoca-los, será lido em plenário. “ É um dever nosso, enquanto representante da sociedade, defender a convocação desses jovens que almejam um emprego, além disso, a área de segurança necessita do trabalho dessas pessoas. Eu já encabecei essa luta no governo passado, e vou continuar fazendo até vê-los eles serem convocados, isso vocês podem ter certeza”, garantiu o parlamentar.

Para Jose, um dos representes da Comissão, na campanha o governador se comprometeu em chamar o quantitativo excedente do número de vaga, mas até agora não deu uma posição, por isso ele vieram pedir o auxílio do deputado Jenilson e de todos os membros da Casa.

Além da falta de posição do governador, outra preocupação dos aprovados que estão fora do número de vaga previsto, é que o prazo do concurso expira em junho de 2020

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