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Nicolau garante a Ney Amorim que manterá 50% de seus cargos em 2019

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ACORDO DE CAVALHEIROS
A notícia que corria ontem nos bastidores da ALEAC entre os deputados era que, houve um acordo fechado entre o atual presidente Ney Amorim (sem partido) e o candidato à presidência da Casa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTA), pelo qual Nicolau manteria 50% da estrutura de pessoal do Ney, e este em contrapartida articularia apoio na sua eleição.

UNIVERSO RESTRITO
Num universo restrito de votos como o da eleição da ALEAC, nada passa em segredo.

O INICIO DA REFORMA
A prefeita Socorro Neri, dentro do seu programa de moralização da prefeitura, que começou com a demissão de afilhados de políticos e dirigentes partidários que estavam em cargos graciosos e que nada rendiam à municipalidade, envia á Câmara Municipal de Rio Branco na próxima segunda-feira um projeto de Reforma Administrativa que visa enxugar a máquina municipal, inchada pelos seus antecessores. A prefeita Socorro (foto) disse ontem ao BLOG DO CRICA que, amanhã a Reforma estará concluída e somente após isso é que poderá falar de mudanças de nomes. A Socorro precisa mesmo dar um perfil particular à sua gestão, já que ao assumir recebeu a prefeitura loteada, e não pode ficar como a sombra do antecessor Marcus Alexandre. Tem que mudar o eixo para que seja a sua marca de administrar. O certo é que se a sua gestão for analisada num contexto maior está se saindo muito bem. E dando a tudo um cunho de legalidade.  Em tempos bicudos de crise tem que se governar com cobertor curto.

AGASALHO NO TJ
O ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, está se pegando com desembargadores para que fique à disposição do Tribunal de Justiça do Acre, nos quatro anos do governo Gladson Cameli. O assunto ainda está em discussão dentro do TJ, sem unanimidade dos magistrados.

PERFIL DO SECRETARIADO
É apenas uma ilação sem qualquer base, digamos que apenas um faro jornalístico: três dos nomes que devem ser anunciados hoje pelo governador eleito Gladson Cameli para compor a sua equipe, vejo como a desejar. Não cito, mesmo porque podem até vir a surpreender.

MATO SEM CACHORRO
A desistência do Procurador João Pires de ser secretário de Segurança no próximo governo deixou o vice-governador Major Rocha, que tinha feito a indicação, num mato sem cachorro por não ter um Plano B. Até ontem à 20 horas, quando falei com ele, Rocha não tinha escolhido outro nome. “Tenho que pensar; só sei que, não poderá ser político”, disse.

EXPLICAÇÃO DO BITTAR
O senador Márcio Bittar (MDB) explica que o fato de não ter apontado nenhum secretário se prende ao fato de que muitos dos escolhidos o apoiaram e desta forma se sente contemplado.

FORA DA PAUTA
Márcio Bittar (MDB) voltou afirmar que está fora da sua meta de momento filiar-se ao PSL, mas que isso não implicará que não seja no Senado um dos defensores do presidente Jair Bolsonaro, com cujas pautas, ele diz se identificar.

PERFIL TÉCNICO
O perfil do secretariado Gladson Cameli já escolhido é composto de técnicos, como pregou. O único que destoa é o deputado Jairo Carvalho (PSD) para a SEAPROF.

TIPO POSTO YPIRANGA
O futuro governador Gladson Cameli terá duas eminências pardas na sua administração, que vão funcionar como espécies de filtros das grandes decisões a serem tomadas: o Conselheiro do TCE, Antonio Malheiros, e o chefe do gabinete, Ribamar Trindade. Tipo Posto Ypiranga.

NÃO PODERÁ RECLAMAR
O Gladson Cameli não vai poder reclamar se algo não der certo no seu secretariado. Teve ampla liberdade de vetar todos os que foram escolhidos, por isso, a responsabilidade no erro ou no acerto tem que ser exclusiva dele. E até de mudar o que não deu certo nestes 20 anos.

ESPERA-SE QUE CUMPRA
O que se espera é que seja cumprida a máxima anunciada pelo futuro governador que se em três meses um secretário não mostrar inovação e produtividade colocará na rua de imediato.

FORAM MUITAS PROMESSAS
Na campanha foram muitas as promessas do Gladson Cameli de que consertaria o estrago deixado pelo atual governador petista, principalmente, na Segurança e Saúde, um caos.

PRAZO DE UM ANO
O vice-governador Major Rocha pede um prazo de um ano para deixar o patamar da violência num nível baixo. Há uma grande expectativa porque esta sempre foi a sua plataforma de lutas contra o comando do atual sistema público de segurança. Será seu grande desafio.

OUTRA EXPECTATIVA
Outra expectativa que vamos ver se será cumprida é a de que a verba da mídia será menor do que a verba destinada à PM. Uma coisa é certa: o eixo da comunicação tem que ser mudado, o que foi posto em prática pelo atual governador com mais de 60 jornalistas fracassou. Tanto fracassou que ele está tendo um fim de gestão melancólico, com uma baixa popularidade.

CONVERSA A SER FEITA
O presidente do PDT, deputado eleito Luiz Tche, revelou ontem numa conversa que uma das suas metas será convencer a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT), a vir se filiar ao PDT.

GRANDE ESTRELA
A grande estrela da oposição ao próximo governo deverá ser o deputado Daniel Zen (PT), por motivos como ser preparado para o debate, bom orador e conhecer a engrenagem da máquina estatal. Zen deverá ter informações privilegiadas, porque o PT deixará tentáculos em todas as secretarias. E fazer oposição, convenhamos, é muito mais cômodo que ser situação.

NEM DISCUTEM
Pelo menos dois deputados com os quais já conversei a respeito não aceitam nem discutir assumir a próxima liderança do governo na ALEAC: Roberto Duarte (MDB) e Géhlen Diniz (PROGRESSISTA). Não estão errados: é uma função que costuma destruir políticos.

FIRME NO PROS
A deputada Maria Antonia negou ontem que sairá do PROS, como se propagou nas redes sociais.

MAIS PROVÁVEL
O governador Gladson Cameli resolveu optar pelo nome do deputado Jairo Carvalho (PSD) para ser o futuro secretário da SEAPROF. A decisão foi tomada após uma conversa com o senador. É o único político com mandato da equipe de primeiro escalão do futuro governo.

ABACAXI DE TARAUACÁ
O Relatório do TCE sobre a situação financeira do atual governo foi um Raio-X do tamanho do abacaxi que o governador eleito Gladson Cameli terá de descascar a partir da posse em janeiro. Como é que se leva um Estado pobre ao fundo do poço, como mostrou o TCE? Foi um Relatório demolidor de todas as publicações do governo de que o Estado goza de boa saúde fiscal. O Acre está endividado até a quarta geração. É o que se deduz do TCE.

NUNCA CONSEGUI ENTENDER
O Estado tem uma secretaria de Comunicação Social com um caminhão de jornalistas. Dava para cobrir todas as atividades do governo. Por isso não consegui entender o motivo do DETRAN ter verba publicitária própria. É um ralo que deveria ser extinto pelo futuro governo.

BATEU O DESESPERO
Só ontem pela manhã encontrei com três nervosos amigos demitidos de seus cargos de confiança no governo, com a mesma pergunta: “você sabe se o governador vai pagar até o fim de dezembro as nossas indenizações”. Resposta: “com o Estado quebrado, acho difícil, a prioridade deve ser o salário de dezembro e o 13º”.

VIROU PIADA
Esta patuscada de que o atual governador estará deixando ao seu sucessor 1,3 Bilhão de reais virou piada. Se era tão fácil gastar este dinheiro por qual razão não foi gasto na atual administração? Não foi gasto porque não havia caixa para a contrapartida, tal é a pindaíba.

FORRÓ DO PUTANIC
Há tanto coisa para os vereadores se preocuparem em Rio Branco e me vem a vereadora Elzinha (PDT) defender a recuperação do famoso “Putanic”, barco onde se realizavam forrós nos finais de semana. O município tem toda uma cidade a recuperar. Qual a relevância cultural do “Putanic”?

POR PURA PRECAUÇÃO
Não sei se já mandaram comprar papel higiênico para colocar nos banheiros da OCA. Por pura precaução recomenda-se a quem freqüenta a repartição a andar com um sabugo no bolso.

PRIMEIRA SECRETARIA
O nome do deputado Luiz Gonzaga (PSDB) caminha para o consenso na ocupação da primeira secretaria da Assembléia Legislativa, cargo que requer ao ocupante conhecer de finanças.

GASTO PARA ENCHER O EGO
O vereador Roberto Duarte (MDB). com a aprovação do seu projeto acabou com o gasto supérfluo de todo novo prefeito mudar as cores das secretarias e criar a sua logomarca. Não passava de um ato para encher o ego dos prefeitos. E sem nenhuma necessidade.

.VAMOS VER QUEM SÃO OS PERNAS DE PAU
O time do Gladson Cameli está formado e pronto para entrar em campo a partir de janeiro do próximo ano. Como ele anunciou, a sua composição é formado basicamente de técnicos, nenhum medalhão político na sua composição. Apenas dois deputados de primeiro mandato. Isso não implica em deixar de lembrar aos “técnicos” que só estão nestes cargos porque os políticos ganharam uma eleição. Terão a dura missão de recuperar um Estado arrasado pela administração que finda em dezembro. E lembrando que não adianta ficar jogando a culpa no atual governo, este já foi julgado e reprovado pelas urnas. Vão ter que mostram competência, principalmente, nas áreas mais delicadas como as complexas pastas da Saúde e da Segurança. Vamos ver quais os craques e os pernas de pau.

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Acre

A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

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Blog do Crica

Ibope reforça favoritismo de Bocalom

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A última pesquisa do IBOPE, divulgada pela TV-ACRE na noite de ontem só veio reforçar o favoritismo do candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP) sobre a candidata Socorro Neri (PSB), na eleição do próximo domingo. Bocalom apareceu com 61% contra 32% de Socorro, uma diferença que se confirmada deve dar uma soma bem superior aos 47 mil votos do primeiro turno a favor do candidato do PP. Para sintetizar, será a vitória da campanha profissional, organizada, do Tião Bocalom (PP), contra a campanha sem organização e amadora da candidata Socorro Neri (PSB). É o que melhor define o resultado.

OUTRO QUADRO

DEPOIS DE DOMINGO vamos ter um novo quadro de composição política. O Gladson terá pela primeira vez desde a sua posse a lhe confrontar um grupo de aliados da sua campanha a governador, que esteve em outro palanque e saído vencedor. Se quiser recompor sua base, ele terá que sentar com este grupo.

VISTO COMO AFRONTA

CONVERSEI ONTEM com uma figura importante do grupo que apoiou a candidatura do Tião Bocalom (PP) à PMRB. E me disse o seguinte: caso o Gladson convide em caso de derrota a Socorro Neri ou outra figura influente da sua gestão para seu governo, será visto como uma afronta ao grupo, que não deglutiu a aliança com o PSB. Querem conversar com a esquerda longe.

ASSUNTO PARA DEPOIS

O SENADOR Petecão (PSD) não quer falar sobre uma possível candidatura ao governo em 2022. Quer primeiro ajudar a eleger o Bocalom á PMRB e conversar depois sobre este assunto.

NÃO SE FURTA A CONVERSAR

SOBRE fazer uma conversa política com o governador Gladson Cameli, o senador Sérgio Petecão (PSD) diz que não vai lhe procurar, mas se for procurado não se furtará a conversar.

MUITO MAIS FORTE

CLARO QUE, caso Tião Bocalom (PP) venha mesmo ser eleito no domingo como as pesquisas indicam, o senador Petecão (PSD) sentará à mesa da conversa bem mais forte que antes da eleição.

SAPO ENGOLIDO

O BLOG tem a informação que existe no grupo que toca a candidatura do Tião Bocalom (PP), uma mágoa grande com o deputado federal Flaviano Melo (MDB), que tentou tirar o MDB do apoio formal ao candidato do PP, para levar à neutralidade.

DIFERENÇA ABISSAL

UM FATO desta campanha que acaba no domingo bastante notado, foi a diferença de volume entre as campanhas do Tião Bocalom (PP) e da Socorro Neri (PSB). A do Bocalom, volumosa: a da Socorro, tímida. O visual do candidato do PP dominou a cidade.

PREVISÃO DOS MAIS AFOITOS

NA PREVISÃO dos mais afoitos defensores da candidatura do Tião Bocalom (PP), este tende a vencer a eleição com uma margem de 75% dos votos. Citam que o IBOPE não pesquisou a zona rural, onde o candidato do PP leva ampla vantagem.

FECHA COM CARREATA

A CAMPANHA do Bocalom deverá fechar as suas atividades com uma grande carreata amanhã na parte da tarde, para mostrar força na reta de chegada. É a velha história do vento favorável.

SENDO SINCERO

NA PROVÁVEL hipótese de uma derrota da  Socorro Neri (PSB) neste domingo, estará criada uma situação surreal. A derrota de uma prefeita que não fez uma má gestão. São coisas da política.

AOS VENCEDORES, AS BATATAS!

NUMA ELEIÇÃO se ganha ou se perder. E como diz o velho jargão”: “Aos vencedores, as batatas!.” Faz parte do jogo.

ELITE NÃO DECIDE

A CHAMADA elite não decide uma eleição, no máximo dá pitacos e alguns votos. Quem decide mesmo é o eleitor da periferia. E nisso está a beleza da democracia, os votos são igualitários.

GRANDE VENCEDOR

O PP, ganhando na capital, vai encerrar a eleição como o grande vencedor, ficando com os dois maiores colégios eleitorais, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes (PP) tem pé quente. E, sem ela, a candidatura Bocalom não vingava. Brecou uma aliança com a Socorro Neri (PSB).

NÃO FOI UNIFICADO

O APOIO do governo à candidata Socorro Neri (PSB) ficou mais no empenho pessoal do governador Gladson e de alguns assessores, do que propriamente da máquina do governo, onde boa parte dos cargos de confiança apoiaram o Tião Bocalom (PP).

NÃO AMEAÇOU PELO VOTO

DEVE-SE TAMBÉM registrar como positivo o fato do governador Gladson ter pedido votos aos chamados comissionados, mas em momento algum ameaçou alguém de demissão se não votasse na Socorro Neri. Se houve pressão, foi por parte dos aloprados.

DIFÍCIL DE FORMULAR

FICA DIFÍCIL neste momento de fim da disputa municipal formular um quadro para a eleição de 2022, para governador e senador. Tem que primeiro ver como ficarão as composições.

MUITO FRAGILIZADA

A FRENTE dos partidos de esquerda, composta pelo PT e PCdoB, está saindo da eleição municipal bastante fragilizada. Não elegeu um vereador na capital e terá que se reinventar para 2022.

UMA IMAGEM QUE FICOU

UMA IMAGEM que ficou desta eleição no grupo da Socorro Neri (PSB), foi a do esforçado deputado Jenilson Lopes (PSB). Mas não foi suficiente para viabilizar seu plano do PSB manter a prefeitura, para servir de trampolim a ele para uma disputa municipal em 2022. Depois de domingo, o PSB vira nanico.

OPOSIÇÃO É SAUDÁVEL

FAZ BEM para a democracia a volta do Leo de Brito (PT) para a Câmara Federal. É preciso ter sempre alguém exercendo o contraditório. Natural ser oposição ao Gladson e ao Bolsonaro.

FRASE MARCANTE

“Não é batendo com uma esponja que conseguimos pregar um prego na parede”. Ditado uruguaio.

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Acre

Liderando pesquisas, Bocalom não vai ao debate da TV Acre

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O candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), que lidera as pesquisas, não vai participar do debate desta sexta-feira (27) com a prefeita Socorro Neri (PSB), que está sendo anunciado pela TV-ACRE.

A confirmação da ausência chegou ao BLOG pelos assessores políticos do candidato. O argumento é que a direção da emissora está notificada há 5 dias de que, Bocalom não se faria presente, por ter outra programação de campanha agendada para o horário. Na nova pesquisado IBOPE, Tião Bocalom (PP) aparece com 61% contra 32% da prefeita Socorro Neri (PSB).

Mais política no BLOG DO CRICA.

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Blog do Crica

Gladson anuncia volta ao Progressistas

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EM DECLARAÇÃO dada ontem pela manhã ao BLOG DO CRICA, o governador Gladson Cameli revelou que vai retornar às suas atividades partidárias no PP, de onde se encontra afastado desde o início da eleição municipal. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes, com quem conversou a respeito, lhe deu sinal verde para a volta. Conversas também foram encaminhadas junto a bancada estadual, formada pelos deputados Nicolau Junior (PP), José Bestene (PP) e Gerlen Diniz (PP), todos de acordo com a reativação da sua presença no partido. “Não será uma volta de pires na mão, mas uma volta pelo diálogo de quem terá um espaço respeitado e possa emitir as suas opiniões. E respeitando as posições em contrário. O PP vai fazer política, eu vou fazer gestão”, destacou ao BLOG. Sobre a sua relação com o provável futuro prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), o governador Gladson enfatizou que não terá nada a lhe cobrar, porque estiveram em palanques diferentes na eleição da capital, mas que as portas do seu gabinete estarão abertas para uma relação institucional respeitosa, caso se confirme no domingo a vitória do candidato do PP, para a PMRB. Cameli diz estar mesmo preocupado depois da eleição é em fazer gestão e obras no estado. Falou que, as atividades políticas serão secundárias.

NA POLÍTICA TUDO É CONVERSA

NÃO DEVE ser vista como anormalidade a volta do governador Gladson Cameli para o PP, do qual estava afastado. É o seu partido de origem, e as diferenças se tiram na mesa de diálogo.

TUDO MUITO SIMPLES

NA POLÍTICA, tudo é muito simples. As partes se sentam à mesa, debatem as diferenças, e toca o barco para a frente. Mas, para isso tem de se afastar de partidos de esquerda, como o PSB.

ESPAÇOS REPACTUADOS

GLADSON CAMELI também enfatizou na conversa de ontem que pretende fazer uma ampla repactuação de espaços no governo entre os partidos, cortando onde tem que cortar, como no DEPASA, onde demitiu toda a sua diretoria. A repactuação de cargos deverá ser em cima de critérios técnicos do indicado.

CASTANHA QUEBRADA

O GOVERNADOR deve fechar o ano quebrando a castanha dos ex-dirigentes do PT, que apostavam que no máximo em seis meses do primeiro ano atrasaria os salários. Não só não atrasou nos primeiros dois anos, mas pagou antes do fim de cada mês.

NÃO TINHA OUTRO CAMINHO

SOBRE as demissões dos diretores do DEPASA, vejo como uma medida acertada, devido às denúncias de assédio sexual e desvios financeiros. Não cabia omissão. Não tinha outro caminho a ser tomada como governador. Tinha virado cabide de emprego.

PRINCIPAL DESAFIO

O QUE o governador Gladson deve ter como prioridade de momento e adequar os gastos públicos ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, e precisa reduzir gastos com pessoal.

QUATRO PREFEITURAS

O DEPUTADO federal Léo de Brito (PT) partirá para a reeleição com os quatro prefeitos do PT lhe apoiando: Fernanda Hassem, Bira Vasconcelos, Isaac Lima e Jerry. Tem emendas para destinar.

DEU UMA LOBA

O PREFEITO de Mâncio Lima, Isaac Lima (PT), deu uma loba no governador Gladson Cameli, com quem chegou a conversar para se filiar no PP, mas depois que ganhou, se nega a cumprir o trato.

BOCADO ESQUECIDO

NA CAMPANHA, o governador Gladson Cameli sofreu desgaste com seus apoiadores em Mâncio Lima, por ter declarado o seu apoio à reeleição do prefeito Isaac Lima (PT). Bocado comido, bocado esquecido, já diz o velho, mas sempre aplicável ditado.

TUDO INDICANDO

AS PESQUISAS internas de partidos continuam indicando uma vitória folgada do candidato Tião Bocalom (PP). Há dois dias da eleição, é difícil uma mudança. Mas quem vai falar será a urna.

NADA MAIS AMADORA

CONVERSANDO ontem com uma pessoa do miolo da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), esta revelou que já participou de várias campanhas, mas nenhuma amadora como a da Socorro.

PIOR DE TUDO

ATÉ SE JUSTIFICARIA este fracasso da sua coordenação política se fosse uma má prefeita e não tivesse o que ser mostrado na sua gestão. Pelo contrário, em 2 anos fez muito, e não foi explorado.

A CHITA É DE OUTRA COR

ACONTECE é que os coordenadores da campanha da Socorro (PSB) estufaram o peito e achavam que a fatura estava liquidada pelo simples apoio do Gladson. A chita política é de outra cor.

REPLETA DE EXEMPLOS

A HISTÓRIA política da capital está repleta de exemplos de candidatos que perderam a eleição para a prefeitura, tendo o apoio do governo e com a prefeitura na mão. Não será novo.

ESPÓLIO PEQUENO

O EX-SENADOR Jorge Viana (PT) sabe ler um cenário político. A baixa votação do PT na capital, não deve ter lhe deixado otimista para sonhar com o Senado em 2022, só com a esquerda.

COLÉGIOS PEQUENOS

É NÃO é mesmo para ter ficado otimista. Brasiléia, Assis Brasil, Xapuri e Mâncio Lima, onde o PT elegeu prefeitos, são colégios eleitorais pequenos, no contexto de uma eleição estadual.

SERÁ COBRADO

VENCENDO A ELEIÇÃO de domingo, o candidato a prefeito Tião Bocalom (PP) terá uma fatura longa e variada a ser cobrada, que passa do aumento da produção agrícola com arroz e feijão baratos até o fim do madrugar numa fila para ser atendido nas unidades de saúde da prefeitura. Terá os 100 dias de tolerância. 

SEM REAJUSTE

O DEPUTADO Daniel Zen (PT) questionou em fala na ALEAC a falta de reajuste salarial aos professores nos dois anos do governo Gladson. Zen defendeu ainda que, o governo revogue o decreto que limita o pagamento do PDV- Prêmio de Valorização do Desenvolvimento Profissional para os profissionais de Educação. São dois pontos que governo tem de desentravar.

FOCO EM 2022

O BLOG tem informação de que a prefeita Fernanda Hassem (PT) já tem o seu candidato a deputado estadual em 2022, deverá ser seu irmão e Secretário de Finanças, Tadeu Hassem. Sairá pelo PT.

FRASE MARCANTE

“Quando um dedo aponta para lua, os tolos olham para o dedo.” Ditado chinês.

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