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O Helicóptero “Estrelão” gera mais discórdias nas redes sociais

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Desde que foi comprado pelo Estado o Helicóptero “Estrelão”, como ficou conhecido pela população, vem gerando polêmicas. Adquirido ainda no Governo de Binho Marques (PT), foi a primeira aeronave oficial do Acre na sua história. A função seria a de servir de apoio para serviços da Defesa Civil, como resgates, apoios logísticos, etc. Ao contrário de outros estados brasileiros, o helicóptero não deveria ser o meio de transporte do governador. E assim de fato aconteceu. Mas nesses anos a aeronave teve muitos problemas de manutenção e pouco foi utilizada. A cada uso fora do programa muitas polêmicas na mídia. Como, por exemplo, quando o compositor acreano João Donato resolveu participar do Festival dos Yawanawas, no distante rio Gregório. Muitos dias de “conversa” porque o helicóptero levou e trouxe um dos maiores nomes da música brasileira que tem mais de 80 anos de idade. Numa outra ocasião a tripulação da aeronave foi fotografada conversando com “meninas” que pousaram pra fotos no seu interior. O mundo quase caiu. Também muita fofoca porque o “Estrelão” levou de volta à sua comunidade na Floresta uma senhora líder do Santo Daime com mais de 90 anos de idade. Afinal de contas, esse helicóptero foi comprado pra ser usado ou servir de bibelô? O fato é que a pintura na sua fuselagem que reproduz as cores da bandeira acreana sempre foi associada à bandeira do PT. Inclusive, a enorme estrela, que lhe rendeu o apelido de Estrelão, parecia realmente com o símbolo do partido. O Ministério Público aconselhou o Governo petista a refazer a pintura, mas não obedeceram. Acredito que se tivessem mudado as cores e tornado o helicóptero um simples instrumento da Defesa Civil todas essas polêmicas não teriam acontecido.

Politização
Quando o Governo do PT se negou a trocar a pintura do helicóptero, de uma certa maneira, admitiu que se tratava de uma referência ao partido. Ainda que também fossem visíveis as referências à bandeira acreanas. Mas poderiam ter simplificado as coisas. Assim muitas dores de cabeça seriam evitadas.

O quê fazer?
Na minha opinião, o novo Governo deveria avaliar o estado do Estrelão. Se tiver em boas condições de uso, pintar a fuselagem e entregar para a Defesa Civil. Afinal, o Acre tem muitas regiões isoladas e uma aeronave desse tipo poderá ajudar e até salvar a vida de muita gente em determinadas situações extremas.

Tempestade inútil
Agora, transformar uma aeronave num debate ideológico me parece uma estupidez. Existem tantos problemas sérios que precisam ser debatidos para se encontrar soluções no Estado. Perder tempo com um helicóptero que ainda pode ser útil para socorrer populações isolados não me parece inteligente.

Telhado de vidro
Uma pessoa que está participando da transição entre os gestores do Governo Estadual simplificou a situação. A fonte me disse que são muitas as “aberrações” encontradas. Por enquanto, me parece, que tudo vai ficar no plano da “diplomacia”. Mas esperem o “carnaval passar”, ou seja, o novo Governo começar pra valer pra verem a chuva de denúncias nos órgãos públicos fiscalizadores.

Sem fuga
Outro dia, conversando com o vice-governador eleito Major Rocha (PSDB), notei a propensão para uma investigação apurada do que foram os Governos do PT. Existe ainda a tendência de que supostos futuros “investigados” percam seus passaportes até responderem todos os inquéritos que por ventura sejam abertos.

Fogo no circo
Realmente seria muito bom tacar “fogo no circo” e depois que a lona estivesse queimando “vazar” para outros países. Mas não acredito que quem fala tanto em honra não irá enfrentar de cabeça erguida todas as acusações que por ventura vierem a ser feitas. Provar ou não a sua inocência pra depois seguir viagem…

Acertou
Tenho notado que as notas e publicidades oficiais da prefeitura de Rio Branco estão utilizando apenas o escudo de armas oficial do município. Essas logos criadas por agências de publicidade são para “inglês ver” e contém intrinsicamente uma mensagem política. As gestões precisam ser republicanas e não se confundirem com partidos que são passageiros em todas elas.

Ponderação
O descarte do nome do ex-reitor da UFAC Minoru Kimpara (Rede) como secretário de educação merece uma reflexão. Primeiro acredito ser ele o técnico mais capacitado para a função, como se viu no resultado do seu trabalho na UFAC. Segundo que seria mais um partido a apoiar o novo Governo. Terceiro que já estariam neutralizando um forte candidato à prefeitura de Rio Branco, em 2020.

Projeção
Agora, espero que escolham algum gestor para a Educação da nova geração. Que não apresentem algum “dinossauro” simplesmente pela filiação partidária. A Educação é uma das áreas mais sensíveis do Governo do Acre com o maior número de funcionários na ativa. Portanto, um espaço político essencial.

Devagar se vai longe
Outro dia encontrei com o vereador e deputado estadual eleito Roberto Duarte (MDB). Em poucos dias seu nome já foi ventilado para presidente da ALEAC e candidato a prefeito da Capital, em 2020. Ele me disse que não cairá nessas “armadilhas” e que pretende dedicar mais tempo a sua família. Desde 2014, quando foi candidato ao Senado, Roberto participou de todas as eleições subsequentes.

Atento
Também conversei esses dias com prefeito do Bujari, Romualdo (PC do B). O jovem gestor está atento às mudanças políticas que aconteceram a sua volta. Mas não deverá ter dificuldades para sobreviver. Apoiou obviamente os candidatos do PC do B nas eleições, mas deixou espaço para dois parlamentares que o tem ajudado muito, o deputado federal Alan Rick (DEM) e o senador Sérgio Petecão (PSD). O primeiro tem as portas abertas com o presidente eleito Bolsonaro (PSL) e o segundo deverá continuar a direcionar recursos de emendas à prefeitura do Bujari. Romualdo segue um script de bom senso para a sobrevivência política que lhe permitirá disputar à reeleição em 2020.

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