Conecte-se agora

Direito Sistêmico oxigena e humaniza judiciário brasileiro

Publicado

em

Em um sistema, o desequilibro de qualquer pessoa reflete nos outros. A frase traduz um conceito colocado em prática pelo Direito Sistêmico. Surgido da análise do Direito sob uma ótica baseada nas ordens superiores que regem as relações humanas, segundo a ciência das Constelações Familiares desenvolvida pelo psicoterapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger, o Direito Sistêmico vem revolucionando pouco a pouco o judiciário brasileiro graças à atuação pioneira de um baiano, o juiz Sami Storch.

O magistrado foi o primeiro no mundo a utilizar a abordagem sistêmico-fenomenológica das Constelações Familiares para promover conciliações e a resolução de conflitos na Justiça. Do primeiro contato com a terapia das Constelações Familiares, no ano de 2003, veio a constatação: além de ser uma terapia altamente eficaz na solução de questões pessoais, o conhecimento dessa ciência tem um potencial imenso para utilização na esfera jurídica. “Imediatamente, notei o potencial para resolver questões que no judiciário, tradicionalmente, são difíceis, trabalhosas e sofridas. A constelação tem o poder de aumentar a compreensão entre pessoas”, destaca o magistrado.

As descobertas de Bert Hellinger trazem um novo olhar sobre as relação humanas, inclusive as relações jurídicas. A Constelação Familiar é uma terapia breve, onde a questão é tratada em um único encontro entre o cliente e o terapeuta. O procedimento básico é utilizar pessoas externas ao sistema do cliente para representar os membros de sua família.  Do set terapêutico, onde é muito usada por profissionais da Psicologia, a técnica foi bem adaptada ao ambiente jurídico.  A melhor indicação de trabalhar com a Constelação Familiar é com os processos mais complexos, principalmente das varas de Família. “Desde que comecei, na Comarca de Castro Alves, em 2012, obtive sucesso grande nas conciliações. Casos considerados muito difíceis passaram a ser resolvidos com algumas técnicas, como meditação, visualização e Constelação Familiar”, conta Storch.

A tradicional forma de lidar com conflitos na Justiça já não é vista como a mais eficiente. Prazos, recursos e as inúmeras páginas de autos processuais podem se tornar desnecessários quando a percepção do problema muda de foco. “Comecei devagarinho. Aos poucos, fui percebendo cada situação e como o conhecimento das constelações podia facilitar o andamento do processo de forma mais harmônica. Testava e comparava a condução de um processo nos modos tradicionais com a condução pautada na filosofia e nas leis de amor e equilíbrio de Bert. Com o Direito Sistêmico, as soluções são mais eficazes”, assegura.

Novos caminhos trazem mais esperança para um mundo com tantos impasses. O Novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 2016, já transforma as audiências de mediação em uma fase obrigatória do processo e estimula o uso de novas técnicas para facilitar o fechamento de acordos. Nas varas de família, casos como pensão alimentícia e guarda dos filhos estão sendo trabalhados com um olhar mais humano.  “Para ouvir uma criança em relação a questões de divórcio, por exemplo, passei a ter cuidados especiais para preservar o filho e facilitar a solução do conflito. É um campo do conhecimento que faz toda a diferença na hora de aplicar o Direito. É o próprio Direito com a luz trazida pelas contribuições de Bert”, define, destacando que uma ordem sistêmica não bem resolvida gera consequências para as próximas gerações. “Um operador do Direito consciente destas dinâmicas vai trabalhar de uma forma profunda o suficiente para que tudo se resolva de uma forma harmônica”.

As experiências foram testadas e aprovadas em outras varas criminais, a exemplo da vara de Infância e Juventude. “O índice de reincidência com adolescentes que cometeram atos infracionais diminuiu muito. A satisfação das vítimas é maior. Elas se tranquilizam quando são vistas com um olhar sistêmico”, assegura.

Atualmente, o juiz Sami Storch aplica a constelação com o uso de representantes em âmbito coletivo, no Fórum de Itabuna, na Bahia. Lá, estão sendo realizadas, uma vez por mês, Constelações Familiares Coletivas na área de Família, onde são trabalhados processos envolvendo questões de guarda, pensão, divórcio. Eventos específicos para temática de sucessão, como herança, também já foram realizados. Com o auxílio de representantes voluntários, as sessões podem parecer uma cena de teatro mas a história contada é real e muito semelhante a de outras pessoas que estão na plateia. No lugar dos argumentos racionais e da troca de acusações, entram em cena intuição e emoções, criando um movimento interno de mudança para que as partes envolvidas possam ter mais recursos para enxergar a situação de um outro ângulo. Como método, é possível aprimorar a capacidade perceptiva e trazer à luz muitos insights decisivos. Em geral, mais pacificadores.

Além de alcançar mais pessoas, as sessões coletivas são mais eficazes e têm um efeito multiplicador. Hoje, muitos advogados estão aderindo ao movimento. Quase 30 comissões de Direito Sistêmico já foram instituídas nas OABs estaduais e municipais do país. “É muito gratificante ver advogados transformando também sua prática. Advogados “de briga” passaram a atuar buscando mais acordos, conciliações. Eles mudaram a postura e hoje se intitulam advogados sistêmicos”, comemora o magistrado.

Hoje, pelo menos, 17 tribunais do país adotam práticas de Constelações e de Direito Sistêmico. Muitos juízes, advogados, promotores estão buscando formação e aplicando nas suas atividades. Depois da repercussão do trabalho, de merecidos prêmios e de muitas formações no Brasil e no exterior – algumas na presença do criador do método das Constelações Familiares – o pioneiro magistrado vibra ao constatar o movimento de expansão do Direito Sistêmico. Hoje, ele é professor da primeira pós-graduação do mundo em Direito Sistêmico, que tem a chancela da Escola Hellinger. As aulas acontecem em São Paulo, mas ele também ministra palestras de norte a sul do país. Hoje, está na Bahia. Na semana que vem, desembarca em Balneário Camboriú, onde realizará palestra vivencial para interessados na temática, no dia 14 de novembro.

Advogar é mais que escrever petição

Quando também resolveu participar de uma sessão de Constelação Familiar para olhar uma questão de cunho pessoal, a advogada Karla Menezes não sabia que sairia do consultório disposta a enxergar a profissão com uma nova ótica: a das Leis do Amor de Bert Hellinger. O passo seguinte foi participar de um curso de Formação em Constelação Familiar que lhe permitiu vislumbrar outras possibilidades de atuação profissional. “A técnica da Constelação e o conhecimento de outras disciplinas como Psicologia, Filosofia, Antropologia oxigenou a minha forma de ver e viver o Direito”.

Com nova percepção da graduação que escolheu há quase três décadas, a advogada vem ressignificando sua atitude pessoal, o que, inevitavelmente, reverbera na prática profissional. “Estamos vivendo, sobretudo, um processo de mudança de paradigma nos espaços forenses. Nos últimos 20 anos, a construção mental era de que um perde para o outro ganhar. Era preciso vencer a qualquer custo. Hoje, através do Direito Sistêmico, é possível chegar a acordos muito interessantes e que são cumpridos porque as partes é que estão construindo esses acordos. As pessoas precisam ser tocadas no seu sentimento, é uma tarefa de reeducação das nossas matrizes mentais”.

Nas formações que acontecem em todo o país, profissionais de diversas áreas – médicos, professores, fisioterapeutas, psicólogos – estão buscando novas ferramentas para ajudar as pessoas a resolver suas questões com outro olhar, com uma consciência mais ampla. No Workshop que acontece hoje, em Salvador, o pioneiro e criador do Direito Sistêmico, o juiz baiano Sami Storch vai compartilhar sua experiência durante quatro horas. Na programação, palestra e experiência vivencial de exercícios de constelação. O encontro é aberto a todos os profissionais da área de Direito. “Alguns psicólogos e assistentes sociais também estão inscritos. Todas as pessoas que trabalham no sistema judiciário são bem-vindas”, convida Menezes.

É com o mesmo sentimento e de coração aberto que ela recebe interessados em conhecer a aplicação das Leis de Bert Hellinger na esfera jurídica. Iniciado em maio deste ano, o Grupo de Estudos de Direito Sistêmico, coordenado por ela, tem uma agenda de encontro mensais. O último do ano já tem data marcada: acontece dia 19 de novembro, na Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes, ao lado do Fórum Rui Barbosa. “A pedidos, vamos continuar em 2019 e isso me faz muito feliz”, celebra.

 Fernanda Carvalho  – Educa Mais Brasil

Anúncios

Cotidiano

Jenilson diz que Bocalom não foi ao debate por não ter explicação da fala de contaminação

Publicado

em

O deputado estadual e coordenador da campanha da prefeita Socorro Neri, Jenilson Leite, emitiu uma Nota nesta sexta-feira, 27, desafiando o candidato Tião Bocalom (Progressistas) a apresentar algum exemplo de baixaria feita pela campanha de Socorro Neri.

O socialista afirma que a justificativa dada por Bocalom para não participar do debate, de que estaria enfrentando uma campanha “agressiva” não passa de uma desculpa esfarrapada. Jenilson pontuou que quem sofreu ataques e baixarias foi Socorro Neri dos seis oponentes durante o 1º turno.

“Desafiamos o sr. Bocalom a mostrar um só exemplo de baixaria em nossa campanha. As últimas palavras de Bocalom antes de fugir do debate deixou claro que vai submeter crianças, adultos e idosos ao novo coronavírus, e que sua estratégia de saúde para as pessoas que moram em Rio Branco é baseada no senso comum, só falta ele ser contra as vacinas”, afirmou.

Em outro trecho, Jenilson destacou que Bocalom poderia ter apenas dito que não iria por questão de estratégia. “Se chegar a se eleger e usar os mesmos mecanismos, não podemos esperar coisa boa para nossa gente”, afirmou.

Jenilson destacou que o real motivo da desistência de Bocalom é devido à ausência de propostas para resolver os problemas de Rio Branco. “Seu despreparo que fica evidente cada vez que abre a boca e a incapacidade de explicar sua ideia insana e perigosa de que “todos devem se contaminar” com o coronavírus”, destacou Jenilson

Por fim, o parlamentar afirmou que a ideia de imunização de rebanho ocorreu devido Bocalom ter deixado de ler os textos dos marqueteiros.

“Essa posição de Bocalom foi revelada quando ele deixou de ler o texto que seus marqueteiros escreveram e falou de improviso numa entrevista, revelando quem de fato é e o que realmente pensa. Por isso, foi colocado em isolamento pelos caciques de sua coligação e proibido de ir ao debate, para não causar novos estragos à sua campanha. É Bocalom, da parte de cá não terá ataques, da sua parte estamos vendo que falta verdade, coragem e preparo para dizer como vai resolver os problemas de Rio Branco”, encerrou.

Continuar lendo

Acre

Rosana inicia processo de transição na prefeitura de Senador Guiomard

Publicado

em

A prefeita eleita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, iniciou nesta semana o processo protocolar para a transição de cargos e assumir de fato a prefeitura da cidade no dia 1º de janeiro. Esta foi a primeira vez que a candidata eleita esteve na prefeitura após o período de eleição no município.

No encontro com o atual prefeito, André Maia, Rosana fez questão de deixar claro sua intenção em controlar os gastos públicos. “Pensando sempre no melhor para a população Guiomaense”, afirma.

Gomes garante não abrir mão de honrar todos os compromissos assumidos durante a campanha. “É uma questão de honra”, disse. Ainda sobre esse assunto, Rosana Gomes deixou claro que, primeiramente, irá pensar políticas públicas aos mais pobres.

A candidata eleita também destacou um desejo: esquecer todas as críticas recebidas durante a campanha e pensar no futuro. “Fique despreocupado” disse ela a André Maia.

Continuar lendo

Acre 01

Energisa realiza ações para garantir qualidade da energia durante 2° turno das eleições 

Publicado

em

Ações preventivas envolvem inspeção, manutenção e planejamento da logística de equipes

A Energisa Acre intensificou as ações de prevenção, inspeção e manutenção da rede elétrica e dos equipamentos para evitar o risco de interrupções que possam comprometer o andamento da votação no segundo turno das eleições em Rio Branco, neste domingo, 29.

O plano de ações preventivas envolve profissionais distribuídos em equipes de planejamento e execução da Energisa Acre. Desta forma, serão disponibilizadas 10 equipes de plantão que ficarão em pontos estratégicos.

Após o término da votação, as equipes serão posicionadas nas proximidades dos locais de apuração. Será mantida uma equipe no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) durante todo o dia, para maior agilidade no atendimento aos locais de votação e apuração dos votos.

Entre às 0h do dia 28/11 até às 0h do dia 30/11, o Centro de Operação Integrado (COI), em Rio Branco, terá oito operadores por turno, além dos operadores de sobreaviso. Adicional as equipes de Plantão, serão disponibilizadas mais cinco equipes de manutenção, compostas por caminhões, veículos 4×4 e equipe de trabalhos em rede energizada.

“Mapeamos as equipes que estarão de plantão e as que ficarão de sobreaviso para atuar caso seja necessário. O balanço das ocorrências no primeiro turno foi positivo. Estamos nos estruturando para que tudo ocorra dentro do esperado e para garantir o pronto atendimento de qualquer problema que venha a acontecer agora no segundo turno”, afirma o diretor técnico comercial da Energisa Acre, Ricardo Xavier.

O segundo turno das eleições em Rio Branco ocorre no domingo, 29, e deve levar 256.673 mil eleitores às urnas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso ocorra interrupção de energia a população deve entrar em contato através do canal de atendimento 0800-647-7196.

Com informações da Comunicação Energisa Acre.

Continuar lendo

Destaque 4

Fiscalização é impedida de apurar denúncias de más condições de trabalho no Depasa/Xapuri

Publicado

em

Presidente dos Urbanitários faz apelo ao governador para que a situação seja resolvida

Uma equipe composta por membros da Divisão de Saúde do Trabalhador (Disat), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre); do Sindicato dos Urbanitários do Acre e da Vigilância Sanitária Municipal de Xapuri foi impedida de entrar nas instalações de uma das duas Estações de Tratamento de Água do Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa) no município.

O fato ocorreu na última quinta-feira, 26, segundo informou o presidente Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Menezes Jucá, que fazia parte do grupo, junto com a chefe da Disat, Eliane Alves Costa, e de um funcionário da Vigilância Sanitária Municipal, Faustino Silva. Eles pretendiam averiguar denúncias de más condições de trabalho no local.

Em maio passado, conforme foi noticiado pelo ac24horas, a gerência da unidade da autarquia em Xapuri foi denunciada por um funcionário da ETA onde os fiscais foram impedidos de entrar. As denúncias se deram tanto pelas péssimas condições do local de trabalho quanto por episódios de assédio moral contra servidores por parte do gerente Marcos Mansour.

Naquela ocasião, foram divulgadas fotografias que mostravam a situação de abandono em que se encontrava a estação, com alojamentos tomados por goteiras e servindo de moradia a ratos e morcegos, cujas fezes caíam na água. De acordo com Jucá, nada mudou nos últimos sete meses nas instalações da ETA e as denúncias continuaram a chegar ao sindicato.

O representante da categoria dos trabalhadores urbanitários relatou que ao chegar à estação a equipe foi impedida de entrar no local por Marcos Mansour, que teria alegado não ter sido comunicado previamente da visita. O gerente teria, inclusive, trancado as dependências que seriam vistoriadas e chegou a obstruir a passagem com os braços.

Até o fechamento desta matéria, a reportagem não havia conseguido localizar o gerente do escritório do Depasa em Xapuri, Marcos Mansour, para que ele desse a sua versão para os fatos relatados pelo sindicalista. Em maio passado, quando houve a primeira denúncia, ele negou as acusações. O espaço segue à disposição para que ele volte a se manifestar.

O ac24horas também não conseguiu falar com Eliane Alves, a chefe da Divisão de Saúde do Trabalhador. De acordo com o presidente dos Urbanitários, ficou acordado entre os membros da equipe que foi impedida de entrar na estação de tratamento que um relatório seria elaborado para ser endereçado ao Ministério Público Estadual e ao Gabinete do Governador.

Apelo ao governador

Após ser impedido de visitar a estação de tratamento em Xapuri, o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, gravou um vídeo relatando o fato e fazendo um apelo ao governador Gladson Cameli para que providências sejam tomadas, pois, segundo ele, existe grande risco para a saúde dos trabalhadores que sequer têm equipamentos de proteção individual para exercer suas funções.

Veja o vídeo:

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Recomendados da Web

Mais lidas