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Sem citar desentendimentos internos, Ney Amorim entrega carta de desfiliação ao PT

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Ao contrário do que muitos esperavam a carta de desfiliação que o deputado Ney Amorim entregou ao presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), na tarde desta quinta-feira (8), não relatou os vários desentendimentos internos que que movimentaram sua campanha ao Senado e que foram responsáveis pela sua saída da legenda que o projeto politicamente em todo o Estado do Acre.

Em tom poético, Ney Amorim narrou sua trajetória no PT, destacando que tudo na vida tem início e fim e que as pessoas precisam se preparar para o final de cada ciclo. Amorim destaca que entrou no partido aos 15 anos, quando seu pai, Josué Amorim foi candidato e chegou ao mandato de vereador pelas fileiras petistas, com apoio dos moradores da Baixada, um dos maiores redutos do PT.

Ele destacou sua participação na construção do partido, deixando uma alfinetada sobra uma possível mudança no projeto petista. “Várias foram as demonstrações de empenho de nossa parte. Percorremos todos os postos e todas as fases de participação na caminhada de crescimento do Partido dos Trabalhadores e do projeto apresentando que tinha um objetivo: O bem coletivo”, destaca Ney.

Segundo Amorim, ele militou nos tempos em que o PT não disponibilizava de recursos financeiros, quando seus militantes pintavam camisetas, fixavam cartazes e balançavam bandeiras nas esquina da cidade. “Nós entregamos, nos empenhamos, apoiamos e defendemos as cores, as ideias e as pessoas”. O dissidente destaca que defendeu a legenda e foi fiel aos seus princípios.

“Mas, como disse no início, tudo que começa um dia acaba. E chegamos ao fim. Eu, Ney Amorim, deputado estadual de três mandatos, presidente da Assembleia Legislativa comunico minha desfiliação do quadros do Partido dos Trabalhadores. Ciente de ter feito a minha parte na construção dessa história e de ter a liberdade democrática de caminhar na direção do que acredito”.

Ney Amorim encerra a carta destacando sua tendência cristã e que vai continuar servindo a quem o procurar. “Vamos estar sempre aqui, onde sempre estivemos, para servir ao maior número de pessoas possível. A todos deixo meu abraço e minha gratidão por tudo que foi partilhado e vivido durante esses anos”, finaliza o deputado que ainda não escolheu novo partido para se filiar.

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PL que pede a venda de R$ 1 bilhão da dívida do Acre será encaminhado a Aleac na próxima semana

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O governo do Acre conseguiu autorização da Secretaria do Tesouro Nacional para vender R$ 1 bilhão de sua dívida relacionada a financiamentos para uma instituição financeira. A informação foi confirmada pelo governador Gladson Cameli na manhã desta sexta-feira, 18.

De acordo com o Chefe do Palácio Rio Branco, com o sinal verde, o projeto de lei que pede autorização para venda de parte da dívida que tem como valor global R$ 3,5 bilhões será enviado a Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira, 21, para análise e aprovação em regime de urgência.

Segundo o governo, a expectativa é que o Estado economize num primeiro momento cerca de R$ 150 milhões por ano. O ac24horas apurou que o Estado teria uma carência de pelo menos 12 meses para começar a pagar a dívida com juros mais baixos.

“Nesse primeiro momento o Tesouro Nacional autorizou esse montante entre R$ 800 milhões a R$ 1 bi. Com o passar do tempo poderemos vender o restante da dívida, mas estamos analisando porque alguns financiamentos já estão próximos de serem quitados, faltando 4 , 6 ou 8 parcelas’, explicou Cameli.

Com a base do governo alinhada na Assembleia Legislativa após sucessivas vitórias, a expectativa é que o Projeto seja aprovado rapidamente.

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Destaque 2

Calegário surpreende oposição e vota a favor do governo em alteração da LDO

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FOTO: SÉRGIO VALE - AC24HORAS

O deputado Fagner Calegário (sem partido) parece ter cedido aos encantos do poder. O parlamentar que estava sumido dos principais debates da Casa nos últimos dias, surpreendeu a todos (imprensa e oposição) ao votar favorável ao projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Calegário, que cumpria agenda no interior do Estado na terça-feira, 15, não participou da manobra do governo na casa que desarquivou o projeto que havia sido arquivado na semana passada, porém marcou presença na Aleac somente na tarde de hoje, na reunião conjunta das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Orçamento e Finanças (COF).

Antes de iniciar a votação, o deputado Edvaldo Magalhães pediu que a base de oposição e independentes se reunisse para definir uma estratégia. Calegário se levantou da cadeira e foi ao encontro do grupo.

Mas ao retornar, durante a votação nominal, revelou que votaria a favor do governo. “Continuo seguindo minha postura independente, mas votarei a favor da proposta do governo com intuito de interesse do Estado e da população”, disse.

A manifestação surpreendeu a todos. Desconcertado, o deputado Edvaldo Magalhães veio até a cabine de imprensa e revelou que o governador ligou para o Calegário antes da votação. Já o petista Jonas Lima foi mais ferino e tascou: “choveu no roçado”, disse.

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