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Não espere um mamão com mel

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Por tudo o que se está vendo do final melancólico do atual governo petista é uma lição para ser tirada pelo governador eleito Gladson Cameli de como não se deve administrar um Estado. Os desafios do Cameli (foto) não serão poucos, a começar por pegar uma máquina estatal quebrada economicamente, vítima de um projeto econômico que não deu certo e do aparelhamento político em todos os seus órgãos. O primeiro teste do novo governador será resistir aos pedidos de espaço de dirigentes partidários para dar cargos aos seus afilhados políticos. Se resistir a esta pressão que virá como avalanche terá dado um passo no sentido de fazer um governo em que só tenha lugar para quem for competente. Se entupir o governo de amigos estará trilhando o mesmo caminho da velha política. Tem que diminuir o tamanho do paquiderme estatal, não há outro rumo para ter condições financeiras de fazer investimentos. A questão não foi ganhar a eleição. A questão é ganhar e ser um bom gestor. O Gladson Cameli não espere chegar ao governo e pegar no menu um mamão com mel. Pegará carne de pescoço. E a partir do momento em que mostrar á população como recebeu o governo, terá que pegar o abacaxi e passar a descascá-lo. Quem casa com a viúva cria os filhos, diz o ditado. Dois pontos, ele terá de atacar de imediato com medidas de choque: o capenga sistema de saúde e na segurança a violência que assusta os moradores da capital e municípios do interior. Não tem a vara de condão para operar milagres a um curto prazo, mas prometeu solução na campanha e em cima de tudo o que prometeu será cobrado. A quem entra tem sempre o crédito de confiança dos 100 dias. Depois disso será cobrado. Estarei os cobradores, por certo.   

SOBRE O ENEM
Qual é a relevância intelectual ou para o futuro profissional de um aluno saber qual é a “linguagem secreta dois gays”, questão que caiu na última prova do ENEM?  Nenhuma!

OUÇA OS ANTIGOS
A Rádio Difusora Acreana está sucateada. É um patrimônio das comunicações, no Acre, merece ser revitalizado. Não sei quem será o novo Diretor. Mas vai a sugestão: ouçam os radialistas antigos. Ninguém melhor do que eles conhecem a casa e por certo terão boas sugestões.

FALANDO EM RÁDIO
Quando se comemora o “Dia do Radialista” não pode se esquecer de nomes como Natal de Brito, Nivaldo Paiva, Mota de Oliveira, Estevão Bimbi, José Lopes, Zezinho Melo, Raimundo Fernandes, Rei do Brega, Cícero Moreira, compadre Lico, Nilda Dantas, coronel Chicão, Ilson Nascimento, João Nascimento, M.  Costa, Eurico, entre outros. Fizeram a bela história da Rádio Difusora Acreana.

VOTOS DE SAÚDE
Meus votos de restabelecimento ao amigo Maurício Hohenberger. Fé sempre!

NUNCA TINHA VISTO
Mais de 40 anos de jornalismo e aprendendo. Acompanhei como jornalista do governo Wanderley Dantas até o atual, mas nenhum governador do período saiu tão desgastado entre os seus aliados e ocupantes de cargos de confiança, como está saindo o nosso governador.

O MAIS DESGASTADO
O Orleir e o Romildo Magalhães saíram desgastados por atrasar os últimos meses dos salários dos servidores. Mas o atual governador vive um drama mais doloroso, mesmo não atrasando um dia os salários dos funcionários: está saindo queimado com os ocupantes de cargos comissionados, com um governo mal avaliado e uma fragorosa derrota política na conta.

OS DEMITIDOS NÃO ENTENDEM
Os mais de 400 ocupantes de cargos de confiança que foram demitidos nos últimos dias não vão entender jamais que ou o governador demitia, cortava gratificações, ou não pagaria a folha de dezembro e o 13º salário. Eles tinham nas suas contabilidades ficarem até dezembro.

UM EXEMPLO
Fui ontem a uma repartição falar com um amigo e na entrada fui parado por três senhoras se queixando com palavras nada amenas endereçadas ao governador pelo corte de gratificações que recebiam há anos, e todas elogiando o Binho e o Jorge Viana. Pode ser dada a explicação que for dada a este pessoal que não vai acatar nem compreender o momento econômico.

MÁQUINA INCHADA
Este momento econômico cruel e de baixa popularidade do governo atual pelas demissões antecipadas de comissionados, serviu por outro lado como exemplo ao governador eleito Gladson Cameli de que, não vai resolver os problemas do Acre inchando a máquina estatal.

SOUBE PELA IRMÃ
Quem deverá estar hoje com sua demissão no Diário Oficial é o ex-líder do governo na Assembléia Legislativa e atual subsecretário de Comunicação, Astério Moreira. Soube ontem pela manhã pela secretária de Turismo e irmã, Raquel Moreira, da sua demissão hoje.

O QUE CUSTAVA?
Eu entendo a encruzilhada econômica difícil na qual se encontra o governo do Acre. Entendo que não resta alternativa de se não cortar cargos atrasa os salários dos servidores do quadro. Mas por qual razão não chamar o Astério Moreira e o comunicar. Seria mais leal e elegante. Assim agem os amigos. Ou não?

CAPITANIAS POLÍTICAS
Um deputado da FPA fez ontem uma observação com a qual concordo. A de que o governador cometeu um erro primário de gestão e de política ao incentivar secretários serem candidatos. “Os secretários vendiam nas obras apenas seus nomes e esqueciam o nome do governador”, observou.

OUTRO LADO DA MOEDA
Vou acrescentar outro lado a esta moeda: esta estratégia causou descontentamento na base parlamentar do governo na ALEAC, fiel em todas as votações, mas que em represália à falta de reconhecimento, na campanha seus deputados pediam votos apenas para suas reeleições.

FINAL DEPRIMENTE
No último mês de campanha era comum deputado da FPA e candidatos sem mandato me mostrarem santinhos que tinham apenas seus nomes e sem as candidaturas majoritárias. Registrei este tipo de comportamento várias vezes na coluna. Sobrou para os majoritários.

UMA LADAINHA LADEIRA ABAIXO
Nos últimos trinta dias da campanha virou uma debandada ladeira abaixo de candidatos que abandonaram as candidaturas do Marcus Alexandre (PT) ao governo e o senador Jorge Viana (PT) ao Senado. Cansei de ouvir: “vão pedir votos para os secretários que são candidatos”.

CORTE NA VERBA DA MÍDIA
Haverá um corte de 50% no valor da verba destinada à mídia a partir de janeiro. Foi o que me contou ontem desolado um dono de órgão de comunicação. Fez as contas e acha que o pagamento mensal no próximo governo será inferior aos que estão recebendo no atual.

OUTRO CORTE LINEAR
Outra informação a que a coluna teve acesso é que na reforma administrativa programada para o futuro governo enviar à Assembléia Legislativa logo após a sua posse, haverá uma redução pela metade dos cargos comissionados, fusões de secretarias e fim de estatais.

PODE IR SE ACOSTUMANDO
A legião que se encontra esperando receber um cargo de confiança por conta de bonificação da campanha pode ir diminuindo as expectativas porque não haverá espaço para todo mundo.

MOSTRANDO RESULTADOS
O trabalho da PM e Polícia Civil no combate à criminalidade tem tido resultados positivos, é o que mostram as prisões de quadrilhas, apreensão de armas e recuperação de carros roubados.

NÃO PODE SIMPLESMENTE FAZER UMA RUPTURA
Os que comandarão no próximo governo o sistema de segurança pública não podem fazer uma ruptura com as ações que estão sendo postas em campo, mas aproveitar as práticas que deram certo, aperfeiçoar e descartar o que se mostrou ineficaz no embate com os bandidos.

PRIORIDADE PARA VALER
O que a população espera do próximo governador é que a segurança pública não seja apenas prioridade na campanha eleitoral, mas que sejam dadas reais condições para os policiais civis e militares fazerem um combate mais eficaz contra a bandidagem, porque as cobranças virão.

DANIEL ZEN FICA
Não há hipótese do deputado Daniel Zen (PT) perder o seu mandato ainda que os votos do ex-candidato a deputado estadual Nil Figueiredo (PT), preso por suposta corrupção eleitoral, venha a ter a sua votação anulada em caso de condenação. Descartada, pois, a degola do Zen.

BOM PARA A DEMOCRACIA
A permanência do deputado Daniel Zen (PT), no próximo ano como oposição ao então governador Gladson Cameli é boa para a democracia e a certeza que teremos embates inteligentes no plenário da ALEAC. Zen é uma das gratas surpresas desta legislatura.

NÃO É
O que como jornalista eu espero para 2019, na Assembléia Legislativa, é que haja uma oposição ativa porque isso é bom para quem governa. Um governante não pode ficar adstrito aos que lhe batem palmas e desejam saúde ao mais leve bocejo. Imprensa é fiscalização.

PERÍODO MUITO RUIM
Os últimos vinte anos foram péssimos para a imprensa acreana, porque a maioria dos seus órgãos funcionou como um puxadinho do governo na área de comunicação. Não pode se repetir. Na parte que me toca na coluna, este não será um espaço atrelado ao próximo governo, como não foi ao atual.

CORPO MOLE
O que se nota na Assembléia Legislativa é um corpo mole da maioria dos deputados. Poucos comparecem e quando comparecem e se trata de votar projetos de interesse do governador somem do plenário. Principalmente, projetos que tragam conseqüências ao futuro governo.

PODEM ANOTAR
Na próxima legislatura a oposição vai caber num fusca. Podem anotar: apenas os deputados Daniel Zen (PT), Jonas Lima (PT), Edvaldo Magalhães (PT) e Jenilson Lopes (PCdoB) estarão na bancada da oposição. Falo de oposição na plenitude, não na base da meia boca e do muro.

TRAÍDOS PELA EMOÇÃO
Tenho colegas da imprensa que trabalham no sistema de comunicação do governo que são excelentes profissionais. Alguns foram traídos pela emoção e se transformaram em militantes políticos para serem agradáveis ao poder. Só que o poder não é eterno. Esqueceram o detalhe.

FALANDO EM IMPRENSA
Tenho também muitos colegas que na campanha se transformaram de jornalistas em cabos-eleitorais do candidato vencedor. Diria a estes que não esperem pegar cargos relevantes no próximo governo, pois, pelo que fui informado a ASSECOM será um departamento enxuto e ligado ao Gabinete Civil.

MARASMO DE FIM DE MANDATO.
A Assembléia Legislativa vive um marasmo de fim de mandato. Poucos deputados no plenário e o restante sem a mínima vontade de dar quorum para votar projetos enviados pelo governo. Não sei pelo andar da carruagem se o governador conseguirá aprovar a sua prestação de contas. Há um sentimento grande de descontentamento com ele por parte dos deputados da FPA que perderam a eleição. São os suspiros finais de uma base governista esfacelada na última disputa. E o prenúncio do fim da FPA, uma aliança de partidos que depois de 20 anos perde o poder. Mas nada de novo, na política a renovação é inevitável. O povo coloca e o povo tira. A festa acabou. Fim da farra. E que venham os novos protagonistas.

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Acre

Os caminhos de Gladson Cameli

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CERTA FEITA perguntei ao governador Gladson Cameli o motivo pelo qual resolveu apoiar a prefeita Socorro Neri (PSB) para mais um mandato, deixando de lado candidatos aliados da sua última campanha. Deu suas explicações, mas nenhuma convincente, afinal, a Socorro foi vice na chapa do Marcus Alexandre (PT), partido que prometeu varrer do mapa da sua administração. E teria que estar no palanque de algozes quando disputou o governo.

Que a Socorro é uma gestora séria – um dos seus argumentos – não se discute. Se discute é que este apoio explodiria sua base, como explodiu com a derrota da sua candidata.

Então, desisti de entender este ato do Gladson em se afastar dos aliados.

Agora, para recompor antiga aliança e disputar a reeleição lhe custará muito mais problemas de que, se não tivesse apoiado a Socorro Neri.

O correto era ter ficado como magistrado, não apoiado ninguém, já que tinha vários aliados na disputa. Foi lhe sugerido isso, mas o Gladson é um político que age pela emoção e não pela razão.

Não tivesse apoiada a Socorro, não teria sido derrotado, e não precisaria compor mais nada para disputar a reeleição. Só que levou a birra ao extremo, e agora o buraco ficou mais embaixo.

Para repactuar espaços no governo, terá de sentar com um grupo fortalecido, que venceu a eleição, com o prefeito do maior colégio eleitoral, Tião Bocalom (PP), o deputado José Bestene (PP), a senadora Mailza Gomes (PP) e o senador Sérgio Petecão (PSD).

Pela informação que tenho é que, uma das exigências iniciais é ele se afastar do PSB. Trazer a Socorro ou um aliado dela para dentro do governo soaria como provocação.

Não sei onde é que esta repactuação vai chegar, mas sei que o único caminho para o Gladson Cameli ter sossego para disputar a reeleição em 2020, é uma recomposição dos espaços dentro do seu governo.
É o jogo.

CORTAR NA CARNE

UMA COISA é certa, num novo cenário, que agregue o grupo vencedor o governador Gladson Cameli vai ter que reduzir na sua gestão o tamanho do espaço de partidos que saíram derrotados, sem cacife para ter secretarias e centenas de cargos de confiança.

MUITO SIMPLES

É muito simples, cada partido deve ter espaço no governo de acordo com o seu tamanho. Assim é que as coisas funcionam.

NADA REPUBLICANA

NÃO foi republicana a declaração do prefeito eleito Tião Bocalom (PP) de refutar montar uma equipe para uma transição com a equipe da prefeita Socorro Neri. O ato faz parte da liturgia de qualquer troca de governo. Se não tiver contente com os dados que lhe forem passados, que faça auditagem. A eleição acabou. Até porque, ele vai precisar de dados para começar a governar.

NÃO É ACRELÂNDIA!

MESMO PORQUE, a prefeitura de Rio Branco não é a prefeitura de Acrelândia. Aqui, é a capital, os problemas são muitos. E terão de ser enfrentados já no primeiro dia de gestão, sem rompantes.

PRATO QUE SE COME FRIO

AO postar a música “Vou Festejar” da sambista Beth Carvalho, que tem o refrão: “Chora\não vou ligar\chegou a hora\pode chorar… para comemorar a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB), o ex-prefeito Marcus Alexandre, confirma o velho ditado de que “a vingança é um prato que se come frio”. A Socorro chegou a ponto de bloquear seu celular para não falar com ele.

COMEMORAÇÃO FOI GERAL

CONVERSEI ontem com cardeais petistas, eufóricos e comemorando derrota da prefeita Socorro Neri, para mais um mandato. Eles, votaram no Tião Bocalom (PP) de nariz tapado.

BALA TROCADA

O COMENTÁRIO era de que bala trocada na política não dói. Lembraram terem sido expurgados da PMRB e ainda serem taxados de propor coisas ilícitas. Não havia como não comemorar, disse um deles ontem ao BLOG DO CRICA.

NÃO DAVA PARA GANHAR

NO DIA DA ELEIÇÃO dei uma volta de carro por algumas seções eleitorais. Nas que passei vi fiscais do 40, ligados ao Bestene, ao Petecão, ao PSDB, todos infiltrados e eleitores do Tião Bocalom.

A QUE PONTO CHEGOU

VEJAM a que ponto chegou a falta de comando da campanha prefeita Socorro Neri (PSB). Quando pediram que as secretarias do governo mandassem nomes para serem fiscais, a maioria enviou nomes que votariam no Tião Bocalom. A história me foi contada às gargalhadas ontem pelo autor de uma dessas listas.

NÃO HOUVE ENVOLVIMENTO

FICOU CLARO que, o apoio do governo à Socorro Neri (PSB) ficou mais na ação pessoal do Gladson do que do governo como um todo. Um ou outro secretário botou a cara de fora. Explica-se: o governo tem secretário e cargos de confiança indicados por quem apoiava o Bocalom. E que jamais votariam na Socorro Neri.

NÃO PERSEGUIU

MAS RESSALTE-SE QUE, o governador Gladson marcou um ponto nesta eleição. Mesmo apoiando a Socorro Neri não promoveu caça às bruxas dentro do governo contra quem apoiava o Bocalom. Um ou outro aloprado, chegou a propor perseguições.

VIRADA ERA FICÇÃO

NÃO SEI se a Socorro Neri chegou em algum momento imaginar que poderia virar o jogo no segundo turno. Como é inteligente, acho que não. Ela esteve cercada de quem não era do ramo político. São os chamados “corneteiros”, que vivem de palpitar ao vento.

O JOGO SERIA OUTRO

A SOCORRO NERI teve dois momentos que desperdiçou: quando foi convidada pelo Gladson Cameli a se filiar no PP, e quando foi convidada para se filiar no PSD do senador Sérgio Petecão (PSD). Tivesse ela aceitado, a candidatura do Tião Bocalom nem existiria.

AVALIAÇÃO DO ZEN

O deputado Daniel Zen (PT) avalia que os grandes perdedores da eleição foram o governador Gladson e o vice Rocha, porque estão no poder e os seus candidatos á PMRB foram derrotados.

ESPAÇO DE MANOBRA

O FUTURO prefeito Tião Bocalom vai ter um espaço de manobra para formar uma base majoritária na Câmara Municipal de Rio Branco, que pode chegar a dez vereadores. Sem problemas.

SEM CONVERSA SOLITÁRIA

O SENTIMENTO no grupo que esteve no apoio à candidatura do Tião Bocalom é de que, qualquer conversa política com o Gladson não será solitária, mas tem que envolver o novo prefeito, a senadora Mailza Gomes (PP), o deputado José Bestene (PP) e o senador Petecão (PSD). Afinal, chegaram ao pódio da eleição.

SABIA DA DIFICULDADE

O GOVERNADOR Gladson Cameli não foi tomado de surpresa com a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB). Já no final do primeiro turno chegou a prever que sua vitória seria difícil.

FALTA DE HABILIDADE

ESCUTEI também de assessores mais próximos do governador Gladson Cameli que membros do comitê político da prefeita Socorro Neri colocaram entraves a um trabalho conjunto, por isso se afastaram da campanha. Ficaram apenas no apoio formal.

CURIÓ DE MUDA

O SENADOR PETECÃO (PSD) está igual curió de muda, não dá um pio sobre 2022. Principalmente, se o assunto for candidatura ao governo. Lúcido, Petecão quer ver antes o cenário a se formar.

NÃOCOMBINOU COM AS URNAS

O DEPUTADO Jenilson Lopes (PSB) fez uma leitura correta ao trocar o PCdoB pelo PSB. Apostou tudo numa vitória da Socorro Neri (PSB), o que lhe daria cacife para almejar o Senado, Câmara Federal, ser um Vice, mas esqueceu de combinar com as urnas.

PREFEITURA ENXUTA

NUM ASPECTO, o prefeito eleito Tião Bocalom (PP) não poderá reclamar da prefeita Socorro Neri: pegará uma prefeitura enxuta, saneada, sem grupos de esquemas, pronta para ser tocada logo.

GRANDE ERRO

VOLTO a bisar que o problema da prefeita Socorro Neri foi não aliar a sua boa gestão à política. Em alguns momentos tomou decisões pela emoção, não formou uma base de aliados sólidos.

NUNCA FOI PROTAGONISTA

NÃO SEI o que viu no PSB, para permanecer no partido, acho que o conselho de alguns que a cercavam a cegaram. O PSB, é só ver os anais, nunca foi protagonista na capital nas últimas décadas.

PROBIDO E INDICAR VICE

O DEPUTADO LUIZ TCHÊ (PDT) levou o seu partido a sair mais forte da eleição municipal, com duas prefeituras. Belo trabalho. Mas na questão de indicar vice é um pé gelado. Os dois vices que o PDT indicou, para o governo e PMRB, foram para a balsa.

ENGRADECE MAIS A VITÓRIA

A VITÓRIA do Tião Bocalom para a PMRB ficou mais engrandecida, porque derrotou uma adversária de mãos limpas. E a gestão da Socorro não foi algo desastroso nestes dois anos.

FRASE MARCANTE

“Um inimigo é muito; cem amigos é pouco”. Ditado alemão.

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Acre

A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

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Blog do Crica

Ibope reforça favoritismo de Bocalom

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A última pesquisa do IBOPE, divulgada pela TV-ACRE na noite de ontem só veio reforçar o favoritismo do candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP) sobre a candidata Socorro Neri (PSB), na eleição do próximo domingo. Bocalom apareceu com 61% contra 32% de Socorro, uma diferença que se confirmada deve dar uma soma bem superior aos 47 mil votos do primeiro turno a favor do candidato do PP. Para sintetizar, será a vitória da campanha profissional, organizada, do Tião Bocalom (PP), contra a campanha sem organização e amadora da candidata Socorro Neri (PSB). É o que melhor define o resultado.

OUTRO QUADRO

DEPOIS DE DOMINGO vamos ter um novo quadro de composição política. O Gladson terá pela primeira vez desde a sua posse a lhe confrontar um grupo de aliados da sua campanha a governador, que esteve em outro palanque e saído vencedor. Se quiser recompor sua base, ele terá que sentar com este grupo.

VISTO COMO AFRONTA

CONVERSEI ONTEM com uma figura importante do grupo que apoiou a candidatura do Tião Bocalom (PP) à PMRB. E me disse o seguinte: caso o Gladson convide em caso de derrota a Socorro Neri ou outra figura influente da sua gestão para seu governo, será visto como uma afronta ao grupo, que não deglutiu a aliança com o PSB. Querem conversar com a esquerda longe.

ASSUNTO PARA DEPOIS

O SENADOR Petecão (PSD) não quer falar sobre uma possível candidatura ao governo em 2022. Quer primeiro ajudar a eleger o Bocalom á PMRB e conversar depois sobre este assunto.

NÃO SE FURTA A CONVERSAR

SOBRE fazer uma conversa política com o governador Gladson Cameli, o senador Sérgio Petecão (PSD) diz que não vai lhe procurar, mas se for procurado não se furtará a conversar.

MUITO MAIS FORTE

CLARO QUE, caso Tião Bocalom (PP) venha mesmo ser eleito no domingo como as pesquisas indicam, o senador Petecão (PSD) sentará à mesa da conversa bem mais forte que antes da eleição.

SAPO ENGOLIDO

O BLOG tem a informação que existe no grupo que toca a candidatura do Tião Bocalom (PP), uma mágoa grande com o deputado federal Flaviano Melo (MDB), que tentou tirar o MDB do apoio formal ao candidato do PP, para levar à neutralidade.

DIFERENÇA ABISSAL

UM FATO desta campanha que acaba no domingo bastante notado, foi a diferença de volume entre as campanhas do Tião Bocalom (PP) e da Socorro Neri (PSB). A do Bocalom, volumosa: a da Socorro, tímida. O visual do candidato do PP dominou a cidade.

PREVISÃO DOS MAIS AFOITOS

NA PREVISÃO dos mais afoitos defensores da candidatura do Tião Bocalom (PP), este tende a vencer a eleição com uma margem de 75% dos votos. Citam que o IBOPE não pesquisou a zona rural, onde o candidato do PP leva ampla vantagem.

FECHA COM CARREATA

A CAMPANHA do Bocalom deverá fechar as suas atividades com uma grande carreata amanhã na parte da tarde, para mostrar força na reta de chegada. É a velha história do vento favorável.

SENDO SINCERO

NA PROVÁVEL hipótese de uma derrota da  Socorro Neri (PSB) neste domingo, estará criada uma situação surreal. A derrota de uma prefeita que não fez uma má gestão. São coisas da política.

AOS VENCEDORES, AS BATATAS!

NUMA ELEIÇÃO se ganha ou se perder. E como diz o velho jargão”: “Aos vencedores, as batatas!.” Faz parte do jogo.

ELITE NÃO DECIDE

A CHAMADA elite não decide uma eleição, no máximo dá pitacos e alguns votos. Quem decide mesmo é o eleitor da periferia. E nisso está a beleza da democracia, os votos são igualitários.

GRANDE VENCEDOR

O PP, ganhando na capital, vai encerrar a eleição como o grande vencedor, ficando com os dois maiores colégios eleitorais, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes (PP) tem pé quente. E, sem ela, a candidatura Bocalom não vingava. Brecou uma aliança com a Socorro Neri (PSB).

NÃO FOI UNIFICADO

O APOIO do governo à candidata Socorro Neri (PSB) ficou mais no empenho pessoal do governador Gladson e de alguns assessores, do que propriamente da máquina do governo, onde boa parte dos cargos de confiança apoiaram o Tião Bocalom (PP).

NÃO AMEAÇOU PELO VOTO

DEVE-SE TAMBÉM registrar como positivo o fato do governador Gladson ter pedido votos aos chamados comissionados, mas em momento algum ameaçou alguém de demissão se não votasse na Socorro Neri. Se houve pressão, foi por parte dos aloprados.

DIFÍCIL DE FORMULAR

FICA DIFÍCIL neste momento de fim da disputa municipal formular um quadro para a eleição de 2022, para governador e senador. Tem que primeiro ver como ficarão as composições.

MUITO FRAGILIZADA

A FRENTE dos partidos de esquerda, composta pelo PT e PCdoB, está saindo da eleição municipal bastante fragilizada. Não elegeu um vereador na capital e terá que se reinventar para 2022.

UMA IMAGEM QUE FICOU

UMA IMAGEM que ficou desta eleição no grupo da Socorro Neri (PSB), foi a do esforçado deputado Jenilson Lopes (PSB). Mas não foi suficiente para viabilizar seu plano do PSB manter a prefeitura, para servir de trampolim a ele para uma disputa municipal em 2022. Depois de domingo, o PSB vira nanico.

OPOSIÇÃO É SAUDÁVEL

FAZ BEM para a democracia a volta do Leo de Brito (PT) para a Câmara Federal. É preciso ter sempre alguém exercendo o contraditório. Natural ser oposição ao Gladson e ao Bolsonaro.

FRASE MARCANTE

“Não é batendo com uma esponja que conseguimos pregar um prego na parede”. Ditado uruguaio.

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Acre

Liderando pesquisas, Bocalom não vai ao debate da TV Acre

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O candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), que lidera as pesquisas, não vai participar do debate desta sexta-feira (27) com a prefeita Socorro Neri (PSB), que está sendo anunciado pela TV-ACRE.

A confirmação da ausência chegou ao BLOG pelos assessores políticos do candidato. O argumento é que a direção da emissora está notificada há 5 dias de que, Bocalom não se faria presente, por ter outra programação de campanha agendada para o horário. Na nova pesquisado IBOPE, Tião Bocalom (PP) aparece com 61% contra 32% da prefeita Socorro Neri (PSB).

Mais política no BLOG DO CRICA.

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Bombando

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