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Construção civil tem inflação de 0,43%

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A inflação da construção civil desacelerou no mês de outubro, mas o índice acumulado em 12 meses cresceu. O dado, medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), foi divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador teve variação de 0,43% em outubro, percentual 0,02 ponto percentual inferior à alta registrada em setembro. Em outubro de 2017, a inflação foi de 0,16%

Com o resultado de outubro, a soma da inflação da construção civil em 12 meses chegou a 4,61%. No período de 12 meses que terminava em setembro, esse total era de 4,33%.

O custo nacional da construção civil chegou a R$ 1.108,75 por metro quadrado em outubro, sendo R$ 574,70 relativos aos materiais de construção, e R$ 543,05, à mão de obra contratada. A inflação para os materiais foi de 0,69%, enquanto a da mão de obra ficou em 0,16%.

O índice que acompanha os preços da construção teve sua maior variação na Região Norte, com alta 1,83%. No Pará, a variação mensal chegou a 3,16%, e em Tocantins, a 2,09%. Segundo o IBGE, o resultado nesses dois estados se deve aos reajustes previstos nas convenções coletivas de trabalhadores.

A Região Sudeste teve uma variação de 0,06% em outubro, com deflação no estado de São Paulo, onde o índice variou negativamente em 0,22%.

Centro-Oeste (1,01%), Sul (0,26%) e Nordeste (0,41%) registraram uma inflação menor que o Norte e maior que o Sudeste.

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Cidades

Em Xapuri, internauta dá aviso de blitz em rede social e vai parar no xilindró

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Uma prática aparentemente boba, mas que tem sido corriqueira em todo o país, existindo até mesmo uma infinidade de grupos em redes sociais para esse fim, o aviso da localização de blitze policiais pode terminar mal para quem se dedica ao trabalho de alertar outras pessoas sobre as fiscalizações.

Foi o que aconteceu em Xapuri com o ajudante de mecânico Francimar Marques Lopes, de 21 anos, preso em flagrante por divulgar uma blitz que estava sendo realizada na noite desta terça-feira, 12, em frente a um supermercado da cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, Francimar postou o aviso sobre o trabalho de fiscalização em seu “status” na rede WhatsApp. Localizado por policiais, ele foi levado para a delegacia geral de Xapuri, onde está aguardando audiência de custódia, que tem previsão se ocorrer ainda nesta quarta-feira, 13.

A prática criminosa está prevista no artigo 265 do Código Penal – atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública, que tem pena de um a cinco anos de reclusão e multa.

Ao delegado Alex Danny, Francimar afirmou desconhecer que incorria em ato criminoso. Ele alegou ainda que não foi o autor da postagem, mas que “apenas compartilhou”. A polícia investiga e pode indiciar outras pessoas que tenham ligação com o fato.

O delegado de Xapuri fez um apelo à população para que não se utilize dessa prática que, além de atrapalhar o trabalho da polícia, favorece a ocorrência de acidentes de trânsito e ajuda pessoas que estão incorrendo em atos criminosos a escapar das ações de fiscalização e combate ao crime.

“A gente solicita, pede humildemente que a população xapuriense, que é uma população ordeira, constituída em sua imensa maioria por pessoas do bem, que não colaborem com esse tipo de atitude para que consigamos manter a paz aqui na nossa comunidade”.

Francimar postou o aviso sobre o trabalho de fiscalização em seu “status” do WhatsApp

Casos semelhantes

A ocorrência de prisão em flagrante por esse tipo de delito não é dos mais comuns, mas numa rápida pesquisa em sites jurídicos e policiais é possível relacionar uma série de casos relativamente recentes em que pessoas foram presas por crimes dessa natureza.

No mês março de 2016, no Espírito Santo, um policial do serviço reservado, infiltrado em um grupo do WhatsApp, prendeu, em flagrante, um jovem de 21 anos que avisou sobre a localização de uma radiopatrulha da PM nas ruas da cidade onde morava. Utilizando o aplicativo, o jovem tirou uma foto da viatura e compartilhou no grupo. Pela atitude, foi acusado de ter atentado contra a segurança pública.

Em junho de 2017, um homem e uma mulher foram detidos em Minas Gerais após terem criado um grupo no WhatsApp para divulgar informações sobre blitze que estavam ocorrendo na região. Enquanto os policiais estavam em serviço, receberam um comunicado que havia um grupo no WhatsApp onde estavam sendo compartilhadas informações, áudios e fotos da blitz que estava em andamento.

Em dezembro de 2017, no Rio Grande do Sul, dezessete moradores da cidade Vacaria foram indiciados após utilizarem o WhatsApp para divulgar informações sobre blitze. Através de mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram telefones celulares dos administradores do grupo. Dessa forma, chegaram também a quem fazia parte do grupo, pois terceiros envolvidos também podem ser indiciadas pelo crime previsto no artigo 265 do CP.

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Cidades

Pontes são liberadas em Cobija após posse da presidente interina, Jeanine Añez

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Depois de muita expectativa e alguns tumultos, as pontes localizadas entre a capital do departamento de Pando, Cobija, e as cidades acreanas de Epitaciolândia e Brasiléia, foram liberadas no começo da noite desta terça-feira, 12.

Os manifestantes aguardavam posicionamentos oficiais sobre a situação de instabilidade política e de vácuo no poder da Bolívia desde quando o então presidente Evo Morales renunciou ao cargo de mandatário do país.

O desbloqueio das pontes ocorreu após Jeanine Añez, segunda vice-presidente do senado boliviano, se autodeclarar presidente. A primeira passagem a ser liberada foi a que liga Epitaciolândia à Cobija, por volta das 18h30. Em seguida, por volta das 19h10, os manifestantes desocuparam a ponte Wilson Pinheiro, cantando e dizendo palavras de ordem contra ao antigo governo.

De acordo com informações do jornal boliviano El Deber, Jeanine Añez Chávez, 52 anos, entrará na história como a segunda mulher que chegou à Presidência da Bolívia. Ele fez isso com o apoio do Tribunal Constitucional e o acompanhamento da Igreja Católica, da Organização dos Estados Americanos e da embaixada da União Europeia (UE) na Bolívia.

Añez liderou as negociações com funcionários do governo para ajudar e endossar a sucessão. A sessão no Senado deveria começar às 15h da terça-feira, mas havia o atraso dos senadores do Movimento pelo Socialismo (MAS), que estavam a caminho de La Paz. Fontes do partido Evo Morales informaram que, no último minuto, houve até ligações do ex-presidente para pedir que não endossassem a sucessão.

FOTO: ALEXANDRE LIMA

Por volta das 16 horas, depois de ser verificado que não havia quórum no Senado, Añez se proclamou presidente daquele órgão legislativo, “pelas renúncias do chefe anterior e do primeiro vice-presidente desta câmara”; em questão de minutos, ele desceu ao plenário da Assembleia.

Ás 18h48, ela se declarou presidente da Bolívia, aplicando a sucessão constitucional devido às renúncias e asilo no México a que Evo Morales e Álvaro García Linera se refugiaram, e as renúncias por Adriana Salvatierra e Víctor Borda.

“Prometo tomar todas as medidas necessárias para pacificar o país. O povo boliviano está testemunhando que fizemos todos os esforços necessários para canalizar a presença dos membros da assembleia das três forças políticas”, afirmou após duas tentativas fracassadas de sessões nas câmaras superior e inferior, suspensas por falta de quórum.

Finalmente, ela marchou de braços dados com seus dois filhos e toda a bancada de oposição ao Palácio Queimado, onde, diante de uma bíblia gigante, recebeu a faixa e a medalha presidencial e, sem mais protocolos, foi ao camarote da Sala Vermelha para cumprimentar o povo.

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