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Conheça a equipe de transição governamental de Bolsonaro

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A equipe de transição do governo terá pela frente 55 dias de trabalho até a posse, no dia 1º de janeiro. Destaca-se no grupo o número significativo de economistas, ligados a Paulo Guedes, e de militares, que chegam a oito – contando o o coronel da reserva Elifas Gurgel do Amaral, especialista em informática. Ele está trabalhando no grupo de transição, segundo confirmou a Agência Brasil, mas seu nome não consta ainda entre os nomeados. Há dois indicados que já responderam ou ainda respondem a processos na Justiça comum e na Justiça Eleitoral.

Os 27 integrantes tiveram seus nomes publicados no Diário Oficial da União e vão ocupar os chamados Cargos Especiais de Transição Governamental. Dessa lista, 22 assessores vão receber remuneração. A equipe de transição será coordenada por Onyx Lorenzoni, já confirmado para a Casa Civil no governo eleito. Assessores próximos ao presidente eleito garantem que ele nomeará ainda quatro mulheres, das quais três militares e uma civil.

Cada integrante poderá dispor de um telefone celular com acesso ao sistema que vai servir como base para o governo eleito. A equipe também terá acesso irrestrito às informações das pastas, dados sobre o governo atual e o que se planeja para 2019 com base no Orçamento previsto para o ano que vem.

Todos os nomeados serão automaticamente exonerados dez dias após a posse de Bolsonaro. Integram a equipe:

Astronauta Marcos Pontes (Divulgação/Nasa)

1. Marcos César Pontes

Astronauta, militar da reserva e engenheiro formado pelo Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), foi confirmado por Jair Bolsonaro para o Ministério da Ciência e Tecnologia. O nome de Pontes já vinha sendo ventilado desde a campanha eleitoral. Logo após eleito, Bolsonaro disse que faltavam apenas alguns detalhes para anunciar a escolha de Pontes. Em suas mídias sociais, Pontes postou vídeo sinalizando que aceitaria o convite do presidente eleito.

General Heleno, após reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro, no ministério da Defesa

2. Augusto Heleno Ribeiro Pereira

General da reserva do Exército Brasileiro, cotado para assumir o Ministério da Defesa no governo de Jair Bolsonaro ou o Gabinete de Segurança Institucional. O militar foi o primeiro comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), de junho de 2004 a setembro de 2005. No início da carreira, foi primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. No posto de major, integrou a missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, e foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris. Como oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército. O general também foi comandante militar da Amazônia.

O economista Paulo Guedes, que assumirá, no governo de Jair Bolsonaro (PSL), o recém-criado Ministério da Economia, se reúne com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia

3.Paulo Roberto Nunes Guedes

Futuro ministro da área econômica do governo Bolsonaro. Paulo Guedes é economista com título de PhD na Universidade de Chicago e tem larga experiência no mercado financeiro e em iniciativas na educação privada. Ele é sócio e membro do comitê executivo da Bozano Investimentos Guedes e foi um dos fundadores do Banco Pactual S.A., em 1983, e presidente e acionista majoritário do IBMEC, instituição de educação brasileira. Posteriormente, Guedes fundou a BR Investimentos, que foi incorporada na criação da Bozano Investimentos. Ele também foi membro do conselho de diversas empresas como Localiza, PDG, Abril Educação e Anima Educação.

4.Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque

É o atual presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). É também vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cargo que ocupa desde 1997. Economista, obteve quatro títulos superiores pela Universidade de Harvard: bacharel em economia; mestre em planejamento regional; mestre em economia; e doutor em economia. Cintra é professor titular e vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas. É ainda conselheiro da Associação Comercial de São Paulo, membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) e presidente do Conselho de Economia da Federação de Serviços do Estado de São Paulo (Fesesp). O economista também é conhecido por ser o autor da proposta do Imposto Único.

5.Roberto da Cunha Castello Branco

Possui doutorado em economia pela Fundação Getúlio Vargas e pós-doutorado pela Universidade de Chicago. Atualmente, é diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

6.Carlos Von Doellinger

Economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é pesquisador aposentado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

7.Carlos Alexandre Jorge da Costa

Possui graduação em economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestrado em economia pela Universidade da California. Foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atualmente, é coordenador acadêmico da Ibmec Educacional S.A.

8.Arthur Bragança de Vasconcellos Weintraub

Professor de direito previdenciário e de direito atuarial da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Graduado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), é mestre e doutor em direito previdenciário também pela USP. Pesquisador convidado em Harvard e professor visitante nos cursos de graduação, mestrado e doutorado da Faculdade de Direito da Universidade de Milão, Arthur também é presidente do Centro de Estudos em Seguridade.

9.Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub

Irmão de Arthur Weintraub, é também professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), graduado em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo (USP). Executivo do mercado financeiro, atuou como sócio na Quest Investimentos, diretor estatutário do Banco Votorantim, CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities nos Estados Unidos e na Inglaterra, além de ter sido economista chefe por mais de dez anos.

10.Adolfo Sachsida

Doutor em economia pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutor pela Universidade do Alabama. Lecionou economia na Universidade do Texas e foi consultor contratado por tempo determinado (consultor short-term) do Banco Mundial para Angola. Atualmente, é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

11.Luciano Irineu de Castro Filho

Mestre e doutor pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Trabalhou, durante cinco anos, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA);  como 1º tenente engenheiro na Força Aérea Brasileira; e, durante sete anos, no Colégio Militar de Fortaleza.  É pesquisador na área de desenho de mercados de energia e leilões

12.Eduardo Chaves Vieira

Graduado como oficial da arma de engenharia do Exército Brasileiro pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e em engenharia química pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Tem pós-graduação em engenharia de segurança do trabalho pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e doutorado pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Foi inspetor das Nações Unidas no Iraque, compondo o Grupo de Especialistas Químicos da Comissão de Monitoramento, Verificação e Inspeção das Nações Unidas em 2003. Foi representante da Autoridade Nacional Brasileira na 21ª Sessão do Conselho Executivo da Organização para a Proibição das Armas Químicas em Haia, na Holanda, no ano 2000.

13.Luiz Tadeu Vilela Blumm

Coronel da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), bacharel em direito pelo Centro Universitário Unieuro, especialista em salvamento e extinção de incêndio, combate a incêndios florestais pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos. Possui o curso de altos estudos de política e estratégia pela Escola Superior de Guerra. No CBMDF, foi comandante do Centro de Especialização, Formação e Aperfeiçoamento de Praças; comandante do Centro de Manutenção; diretor de Serviços Técnicos; chefe do Estado Maior Geral e diretor de Saúde.

14.Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior

Tenente-coronel da reserva, cursou a Academia Militar das Agulhas Negra (Aman). Graduado em engenharia eletrônica pelo IME e pós-graduado em processamento digital de sinais pela Universidade de Brasília (UnB). Assessor acadêmico da Escola Politécnica do Exército, no Equador; professor universitário, em Brasília, por mais de 20 anos, trabalhou no Ministério das Comunicações.

15. Alexandre Xavier Ywata de Carvalho

Engenheiro mecânico-aeronáutico e especialista em engenharia de armamento aéreo pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em estatística pela Universidade de Brasília (UnB) e Ph.D. em estatística pela Universidade Northwestern. Foi primeiro tenente engenheiro no CTA, analista de previsão na UBS/Chicago, professor no doutorado em estatística na UBC/Vancouver, e professor de Econometria e Estatística no Ipea, UnB, FGV e Enap. É servidor do Ipea, onde foi coordenador de estudos regionais, chefe da assessoria técnica da Presidência, diretor de políticas e estudos regionais, urbanos e ambientais, e vice-presidente. Atualmente, é gerente de cadastro na Funpresp. Suas áreas de interesse são inteligência artificial, avaliação de políticas públicas e modelagem matemática para uso do solo.

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e integrantes do partido falam sobre a ida de Jair Bolsonaro ao segundo turno eleitoral, no hotel Windsor, Barra da Tijuca.
16.Gustavo Bebianno Rocha

Advogado, foi presidente interino do PSL e um dos principais coordenadores de campanha de Jair Bolsonaro. Deixou a presidência do partido horas após o anúncio da vitória do capitão reformado nas urnas.

17.Paulo Antônio Spencer Uebel

Advogado, foi secretário municipal de Gestão durante a administração de João Doria na prefeitura de São Paulo. É bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especialista em direito tributário, financeiro e econômico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em liderança global pela Universidade de Georgetown. Possui mestrado em administração pública pela Universidade de Columbia , onde trabalhou como pesquisador no Instituto de Estudos Latino-americanos e no Centro Lemann de Estudos Brasileiros.

18. Bruno Eustáquio Ferreira Castro de Carvalho

É o atual titular da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Secretaria-Geral da Presidência. Foi assessor na Secretaria Executiva e na Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. Foi assessor no Ministério da Integração Nacional no processo de reestruturação do Cenad. Assessor na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência com coordenação de projetos na área de infraestrutura.

19.Sérgio Augusto de Queiroz

Possui graduação em engenharia civil e direito e mestrado em filosofia e teologia pela Universidade Federal da Paraíba. Atuou como técnico da Justiça Federal e auditor-fiscal do Trabalho. Atualmente, é pastor titular da Primeira Igreja Batista Bessamar em João Pessoa, presidente da Fundação Cidade Viva e procurador da Fazenda Nacional no estado da Paraíba.

20.Antônio Flávio Testa

Sociólogo, antropólogo e cientista político pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em planejamento urbano e administração pública, psicanalista clínico, mestre e doutor em sociologia. Pesquisador da UnB e da Universidade Federal de Santa Catarina. Professor do Instituto Legislativo Brasileiro e da Escola Superior de Administração. Foi assessor técnico do Senado Federal por mais de 35 anos e diretor do Interlegis.

21.Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro

Analista de infraestrutura do Ministério do Planejamento, já ocupou cargos de chefia e assessoria também no Ministério da Integração Nacional. Foi diretor do departamento de Projetos Estratégicos da pasta, responsável pela coordenação e acompanhamento da implantação do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Foi ainda secretário substituto de Infraestrutura Hídrica no mesmo ministério.

22.Ismael Nobre

Biólogo pela Universidade Federal de São Carlos com doutorado em dimensões humanas dos recursos naturais pela Universidade Colorado State e pós-doutorado em estudos de população pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tem experiência em planejamento de turismo, ecoturismo e desenvolvimento sustentável de comunidades. Atualmente, é consultor científico na área de desenvolvimento sustentável e tecnologias no Projeto A3W/Amazônia 4.0 com o pesquisador Carlos A. Nobre.

23.Pablo Antônio Fernando Tatim dos Santos

Atual secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.

24. Waldery Rodrigues Júnior

Possui graduação em engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestrado em economia pela Universidade de Michigan, mestrado e doutorado em economia pela Universidade de Brasília (UnB). Economista-sênior concursado do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Atualmente, é coordenador-geral na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

25.Marcos Aurélio Carvalho

Empresário e sócio da AM4, que presta serviços relacionados a mídias digitais. A empresa foi contratada pelo então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral e, posteriormente, passou a ser investigada pela Polícia Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostas irregularidades no envio massivo de mensagens de WhatsApp para eleitores. Reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo revelou que empresários teriam comprado pacotes de disparo de mensagens pelo aplicativo com conteúdo que favorecia Bolsonaro.

26. Gulliem Charles Bezerra Lemos

Empresário natural de Campina Grande (PB), mais conhecido como Julian Lemos. Foi eleito deputado federal pela Paraíba este ano pelo PSL. Tem uma condenação por estelionato em primeira instância, em 2011, que prescreveu antes de novo julgamento.

27.Paulo Roberto

Foi secretário parlamentar do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava lotado desde maio de 2018.

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Acre

Justiça nega pedido de liberdade e mantem Ícaro e Alan presos

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Um novo pedido de liberdade feito pelas defesas de Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima foi negado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e Auditoria Militar na última semana. Ambos os motoristas envolvidos no atropelamento que matou Jonhliane de Souza, de 30 anos, permanecerem presos preventivamente. O acidente aconteceu no dia 6 agosto, enquanto a jovem percorria a Avenida Antônio da Rocha Viana numa motocicleta e Ícaro dirigia uma BMW que a atingiu.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou Ícaro e Alan no dia 16 de setembro por homicídio, racha e mais dois crimes acessórios, como fuga e omissão de socorro. Para o MP, o racha foi uma das principais condutas verificadas pela investigação da polícia.

A vítima do acidente foi atingida pela BMW em alta velocidade, que era dirigida por Ícaro Pinto. A suspeita é Alan Lima também fazia parte de um racha no momento em que Jonhliane foi atingida.

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Acre

Comemoração da vitória do PT em Xapuri termina com um morto

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A festa de comemoração pela vitória da coligação Frente Popular de Xapuri, composta por PT, PSB e PC do B, na eleição do último domingo, 15, realizada neste sábado, 21, com um churrasco que foi servido no clube Sumaré, localizado na entrada da cidade, terminou com brigas e uma pessoa assassinada a golpes de arma branca, segundo informações das polícias Civil e Militar.

A vítima fatal é Cleílson Oliveira Facal, de 22 anos, que foi esfaqueado nas dependências do clube indo a óbito horas depois, no Pronto Socorro de Rio Branco, após ser transferido às pressas do hospital Epaminondas Jácome, do município. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que lavrou Boletim de Ocorrência entregue à Polícia Civil ainda na noite do sábado.

O ac24horas conversou com inspetor de polícia Eurico Feitosa, da Delegacia Geral de Xapuri, que está investigando o caso. Segundo ele, foi apurado até o momento que o crime ocorreu depois de uma briga que aconteceu na parte interna do clube onde ocorria o evento, envolvendo algumas mulheres. O suspeito do crime já foi identificado, mas ainda está foragido.

De acordo com o policial, há indícios de que a briga inicial e o crime estejam relacionados, apesar de que isso ainda não esteja confirmado. Segundo os relatos que o investigador obteve, momentos depois dos desentendimentos ocorridos entre as mulheres, Cleílson entrou no espaço interno do clube sendo perseguido pelo autor das perfurações.

O rapaz tentou se refugiar em cima do palco, mas terminou sendo atingido por vários golpes de arma branca. Socorrido e encaminhado à unidade hospitalar local, ele foi encaminhado ao Pronto Socorro da capital em razão da gravidade dos ferimentos. A comunicação do óbito foi feita à delegacia de Xapuri no começo da madrugada deste domingo.

No local onde se realizava o evento não havia seguranças e em nenhum momento da festa houve ronda por parte da Polícia Militar. Até o fechamento desta nota, a reportagem não havia conseguido falar com nenhum dos dirigentes dos partidos que compõem a Frente Popular de Xapuri para saber que providências prévias foram tomadas quanto à garantia da segurança na festa.

Pessoas que participavam da comemoração relataram que a organização do evento tentou encerrar a festa por duas oportunidades, após o início das brigas, mas disseram que a música continuou e que, apesar de muita gente ter ido embora, outras permaneceram no espaço.

O ac24horas se mantém à disposição para qualquer informação adicional ou esclarecimentos que se façam necessários.

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Acre

Detenta é morta com corte no pescoço no presídio da capital

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A presidiária Jamilly Ferreira Barbosa, de 39 anos, foi degolada e teve os pulsos cortados na manhã deste domingo, 22, e morreu na cela 1, da unidade prisional feminina Carmélia, do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), localizada na Estrada do Barro Vermelho, em Rio Branco.

De acordo com informações da Polícia, Jamilly foi morta por duas detentas identificadas como Ana Clara Freitas de Sá, de 23 anos, e Waldereis de Souza Nascimento, de 40 anos, que dividiam a cela com a vítima, ambas presas pelos crimes de homicídio qualificado. As acusadas em posse de giletes fizeram um corte profundo no pescoço de Jamilly e nos dois pulsos. Jamilly foi morta em cima da cama.

Segundo a Polícia, as acusadas assumiram o crime e chegaram a declarar que a vítima perturbava muito na cela por sofrer de transtornos psiquiátrico e resolveram matá-la.

A Polícia informou ainda que Jamilly foi presa no dia 11 de novembro de 2019 pelo crime de furto simples e que em setembro deste ano, médicos e peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil apontaram que Jamilly tinha problemas mentais.

Agentes Penais quando perceberam a situação acionaram a ambulância do suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas quando os paramédicos chegaram ao local a presidiária já se encontrava morta.

A área foi isolada pela Policiais Penais para os trabalhos do Perito em criminalística. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos.

As acusadas de matar Jamilly foram conduzidas à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os devidos procedimentos.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Acre

Thor Dantas afirma que não quis imputar culpa a ninguém

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Após nota de repúdio da Liga das Igrejas Evangélicas do Acre, o médico infectologista Thor Dantas, usou as redes sociais neste sábado, 21, para salientar que não quis imputar culpa a ninguém pela segunda onda da Covid-19, e destacou que apenas reproduziu dados de um estudo científico da revista Nature.

O infectologista ressaltou que apenas comentou um estudo lançado pela revista, que mapeou a mobilidade de 98 milhões de pessoas nos EUA, a cada hora do dia, anonimamente, através do sinal de GPS dos celulares e cruzou, em um modelo matemático, com a ocorrência de casos de Covid.

“O que acrescentei na lista, por minha conta, foram as campanhas eleitorais que, como ficou evidente, ainda não aprenderam também a como se adaptar aos novos tempos. Há ainda um outro importante item nessa lista: as aglomerações particulares, em casas e ambientes privados, por vezes com interesses comerciais, por vezes muito numerosas, e difíceis de serem alcançadas tanto pela conscientização quanto pela fiscalização”, enfatizou Thor.

Em um longo texto, Thor Dantas pediu desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos e que busca sempre pelo entendimento acima do conflito.

“A religião é uma necessidade humana, como também a arte, a música, o lazer, a atividade física. Com a perspectiva de duração prolongada da pandemia, todas essas nossas necessidades devem encontrar seu modo de funcionamento adaptado a esse momento pandêmico tão singular que vivemos”, afirmou.

Em outro trecho, Thor destacou que é preciso inverter a lógica de pensamento da população que aguarda a cada 15 dias para saber se regrediu ou não de faixa.

“Poderíamos trabalhar juntos para evitar que tenhamos retrocesso. Penso que é preciso inverter a lógica. Ao invés de aguardarmos ansiosos a cada 15 dias para saber se regredimos de faixa, poderíamos trabalhar juntos para evitar que tenhamos retrocesso.Não se trata de botar a culpa na conta de ninguém, mas de assumir que a responsabilidade é de todos nós. As mesmas atividades que têm potencial de aglomerar, têm, exatamente por isso, o enorme potencial de evitar a disseminação. Minha sugestão é para que unamo-nos em torno desse desafio em comum. Encontremos juntos as soluções. Ajudemos a educar a população, a mudar atitudes, a cobrar das autoridades ao mesmo tempo em que fazemos a nossa parte”, destacou Thor.

LEIA O TEXTO NA INTEGRA:

As igrejas, assim como todas as atividades sociais e comerciais do Estado, são parte da solução
Por Thor Dantas
Fui pego de surpresa pela polêmica em torno do papel dos cultos religiosos na disseminação da Covid no Acre. Pelo que entendi, a reação das associações de igrejas se deu a matérias publicadas nas mídias locais dando conta que eu imputava a elas o aumento do número de casos no Estado. Frases fora de contexto adoram alimentar polêmicas.
Comentei publicamente sobre um estudo lançado na prestigiosa revista científica Nature, que mapeou a mobilidade de 98 milhões de pessoas nos EUA, a cada hora do dia, anonimamente, através do sinal de GPS dos celulares e cruzou, em um modelo matemático, com a ocorrência de casos de Covid.
Aquele estudo mostrou o que diversos outros, e até o senso comum, já vêm dizendo: a disseminação da Covid guarda íntima relação com aglomeração, ou seja, com o número de pessoas por metro quadrado. Desse fato, advém o conceito de “superespalhadores”, eventos ou locais que contribuem para elevada transmissão, exatamente por promoverem o contato entre muitas pessoas ao mesmo tempo.
Ambientes fechados e cheios de gente estão associados a elevada transmissão de todos os vírus respiratórios, incluindo o novo coronavírus. A redução da ocupação de determinado ambiente para 20% de sua capacidade, reduz a transmissão da Covid em 80%. A relação é direta. Por isso restringir a ocupação de ambientes fechados é mais eficaz do que restringir uniformemente a mobilidade populacional.
O estudo da Nature, e não eu, é quem cita restaurantes, bares, cafés, academias, hotéis, lojas de departamento e igrejas. O estudo ainda mostra um aspecto da desigualdade social: quanto mais de baixa renda é a região, mais pessoas por metro quadrado ocupam esses espaços.
O que acrescentei na lista, por minha conta, foram as campanhas eleitorais que, como ficou evidente, ainda não aprenderam também a como se adaptar aos novos tempos.
Há ainda um outro importante item nessa lista: as aglomerações particulares, em casas e ambientes privados, por vezes com interesses comerciais, por vezes muito numerosas, e difíceis de serem alcançadas tanto pela conscientização quanto pela fiscalização.
Não desejo de forma alguma imputar culpa a ninguém em particular. E peço, desde já, sinceras desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos. Busco a solução e não o problema. Sou pelo entendimento acima do conflito.
A religião é uma necessidade humana, como também o são a arte, a música, o lazer, a atividade física. Com a perspectiva de duração prolongada da pandemia, todas essas nossas necessidades devem encontrar seu modo de funcionamento adaptado a esse momento pandêmico tão singular que vivemos.
Se as igrejas acharem que a culpa é só do bar, o bar alegar que o problema é a academia, a academia acusar a política e, na política, cada candidatura culpar o adversário, não iremos a lugar algum. O quão comum é o discurso de que “eu faço a minha parte, o problema é o meu concorrente/vizinho/amigo ali do lado que não faz”. E assim caminhamos, todos juntos, para a segunda onda.
Penso que é preciso inverter a lógica. Ao invés de aguardarmos ansiosos a cada 15 dias para saber se regredimos de faixa, poderíamos trabalhar juntos para evitar que tenhamos retrocesso. Todos estão cansados de conviver com esse incômodo problema, mas infelizmente não existe solução fácil.
Nós, profissionais de saúde que cuidamos de pacientes no dia-a-dia dos hospitais, também estamos cansados de ver a vida de tantas pessoas, que significam tanto para os seus, sendo abreviada tão inesperadamente.
Hoje, em particular, me sinto profundamente triste pela iminente perda de um paciente que há dias luto arduamente para salvar dentro da UTI-Covid. Um homem de Deus. Um esposo amado, um irmão querido, de mais uma família que sofre inconsolável. E eu sofro junto.
Novamente, não se trata de botar a culpa na conta de ninguém, mas de assumir que a responsabilidade é de todos nós. Só assim é possível enfrentar o grave problema.
As mesmas atividades que têm potencial de aglomerar têm, exatamente por isso, o enorme potencial de evitar a disseminação. Todos podemos sair de problema à solução em simples tomadas de atitude.
Nesse sentido, entendo que as igrejas são parte da solução, assim como todas as atividades sociais e comerciais do Estado.
Minha sugestão é para que unamo-nos em torno desse desafio em comum. Encontremos juntos as soluções. Ajudemos a educar a população, a mudar atitudes, a cobrar das autoridades ao mesmo tempo em que fazemos a nossa parte.
Sejamos a mudança.
Sigamos juntos.
Forte e fraterno abraço!
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Bombando

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