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Presidência da Assembleia Legislativa deverá ser dos Progressistas

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Conversei com o senador e governador eleito Gladson Cameli (Progressistas) na manhã desta quinta, 25. Ele me deixou claro mais uma vez que não abrirá mão de colocar uma deputado estadual do seu partido na presidência da ALEAC. Ainda que não tenha definido um nome, Gladson quer o comando da Casa aliado e próximo. É uma questão de coerência política, segundo o que ele me disse. Enquanto eu esperava para gravar um bate-papo com o novo governador para a TV Juruá chegaram os principais líderes dos Progressistas que passaram uma hora conversando. Os deputados estaduais José Bestene (eleito), Nicolau Júnior, Gehlen Diniz  e Nelson Sales devem ter recebido orientações do Gladson para dialogarem com os outros partidos aliados que também têm pretensões de indicar o próximo presidente. A vaga de primeiro secretário, segundo cargo da mesa diretora, deverá ficar nas mãos do PSDB ou do MDB para facilitar as negociações internas. Agora, é fundamental que os deputados Progressistas estejam em sintonia para decidirem quem vai fazer a gestão parlamentar do Acre. Obviamente que uma “guerra” pelo poder no começo da nova gestão só atrapalharia os planos de fazer mudanças profundas na máquina do Estado.

Crescendo
O Partido Progressista (PP) deverá crescer naturalmente durante a gestão de Gladson Cameli. Com o governador no comando a legenda tem tudo para aumentar o número de filiados para disputar as próximas eleições municipais. Também não duvido que, se abrir uma “janela legal” que permita a mudança de partido, muitos parlamentares se juntem à legenda do governador.

Pistas do próximo Governo do Estado
Vou resumir algumas partes da minha conversa com o governador Gladson Cameli para que os leitores possam fazer uma avaliação do que podem esperar da gestão.

Saída do Legislativo para o Executivo
Passei 12 anos no legislativo e agora vou executar. Já comecei a trabalhar em todos os projetos garantindo os recursos em Brasília para dar um choque de gestão. Aquilo que nós dissemos na campanha vai dar certo. Estou determinado a fazer o novo na política. Fazer a reforma administrativa e não fatiar o Estado. Vou ouvir os partidos, mas sempre com a responsabilidade de colocar as pessoas certas nos lugares certos.”

Sanha de poder dos partidos
“Tem muita cogitação de algumas pessoas de partidos que me apoiaram. Só que estão se esquecendo de um pequeno detalhe, não estão falando com o governador eleito Gladson Cameli. Estou autorizado pela população do Acre para fazer o meu trabalho. Tenho procurado ouvir todos os partidos para me indicarem nomes. E não vou passar por cima de partidos porque preciso de aliados, mas o meu maior aliado é o povo a quem eu devo satisfações. Não vou deixar os partidos de lado, mas não vou fatiar o Estado. Tenho 40 anos de idade e não vou voltar para trás. Estou determinado a trabalhar pelas pessoas. Não posso aceitar ver um pai de família esperar três meses para fazer uma consulta médica. Mas tenha certeza que vou fazer tudo com muito diálogo porque dando pra conversar a gente sempre chega a uma solução. Mas vou governar com pessoas que queiram me ajudar e não me atrapalhar a resolver os problemas do Estado.”

Equipe de Governo
“Eu ainda não tenho nenhum nome definido para a equipe. Só o Ribamar Trindade que será o chefe da Casa Civil. Estou sondando alguns nomes. Vazam supostas indicações para a imprensa, mas não passam de especulações. E não vai ter esse negócio de secretaria de porteira fechada para partidos. Tem que ter qualificação. Quero um governo 100% transparente. Não preciso esconder nada.”

Pasta da Educação
Ainda não conversei diretamente com o Minoru Kinpara, mas é um grande nome. Quem é que não viu o grande trabalho que ele fez na UFAC? Agora, porque ele é do partido A ou B? Ficam fazendo o jogo político? Se tiver nomes qualificados que possam me ajudar na educação vamos absorver. Sou amigo e tenho respeito pelo Minoru e coloquei recursos pra UFAC como deputado e senador que foram bem executados.

Prefeituras do Acre
Vou governar com todas as prefeituras. O meu compromisso com a prefeita de Rio Branco, que era vice do Marcus Alexandre (PT), será o mesmo do que com o prefeito de Cruzeiro do Sul que é o meu aliado. Não vou tratar municípios com diferenças. Quero governar para todos, inclusive, com todos os órgãos competentes. Eu não sou o dono da razão.”

Juruá
“Se o tio Orleir Cameli (ex-governador) fez o que fez com as poucas condições que tinha naquela época eu vou fazer duas vezes mais. No dia que fui oficializado governador eleito eu entrei no meu quarto e comecei a chorar. Senti o Orleir muito próximo de mim essa campanha toda. Evitei usar o nome dele por causa das maldades que existem e para não acharem que eu queria tirar proveito. Mas o Orleir antes de falecer me fez um pedido. Eu achei que ele iria me pedir pra sair da política. E eu fui preparado para responder se ele fizesse esse pedido. Mas pelo contrário, ele me disse: Não decepcione o povo do Acre, não decepcione o povo do Juruá. Então baixei minha cabeça e respondi: O senhor vai ver o tamanho do orgulho que terá, estando o senhor onde estiver, do trabalho que vou fazer porque eu não vou decepcionar.”

Fim da perseguição
“Eu quero dizer aos que mais me atacaram na campanha: não se preocupem, porque eu não guardo mágoa, sou um homem do bem e tenho Deus no meu coração. Tenho uma família linda. A palavra perseguição podem tirar do dicionário político do Acre porque não vai ter mais. E tem outra coisa, se eu ver um secretário meu perseguindo vou demitir. Obrigar funcionário público a balançar bandeira de partido não admito.”  

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