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O protagonismo do Ministério Público do Acre em defesa do Meio Ambiente

Estratégia de atuação em 2018: Combate às queimadas, desmatamento e monitoramento das diversas formas de poluição. Acompanhar a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico e de Resíduos Sólidos. Monitorar as mudanças climáticas e atuação do órgão nos casos de desastres naturais.

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O Ministério Público tem o dever constitucional de proteger o meio ambiente. É sua função institucional promover o Inquérito Civil e a Ação Civil Pública para garantir a proteção do Patrimônio Público e Social, do Meio Ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

Seguindo essa determinação, um dos eixos do Plano Geral de Atuação da procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, refere-se à defesa prioritária do Meio Ambiente. Para colocar em prática esse compromisso, diversas ações vêm sendo efetivadas no primeiro ano de gestão da chefe do MP acreano.

“Nossa estratégia de atuação coloca o Ministério Público frente ao combate às queimadas, ao desmatamento e à poluição. Avançamos na elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos em todo o estado e estamos elaborando projetos visando assegurar investimentos para o monitoramento das mudanças climáticas. Fortalecemos nossa atuação em casos de desastres naturais, nas hipóteses de transbordamento do rio ou de desabastecimento de água”, destacou Kátia Rejane.

A maior parte dessas ações vem sendo efetivadas por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural e Habitação e Urbanismo (Caop/Maphu) do MPAC, cuja titular é a procuradora de Justiça Rita de Cássia Nogueira.

Seguindo os objetivos propostos pelo Planejamento Estratégico do Ministério Público Brasileiro, houve a instauração de procedimentos objetivando acompanhar o cumprimento de políticas públicas concernentes às Políticas Estadual e Municipal sobre Mudança de Clima, no que toca à elaboração e implementação do Plano Estadual e dos Planos Municipais de Prevenção e Controle de Desmatamento e Queimadas PPCDQ.

Assim, também, dos Planos Estadual e Municipais de Contingência contra Queimadas Urbanas e Rurais; e à implementação das Políticas Nacional – Lei nº 9.433/97 e Estadual de Recursos Hídricos – Lei n.º 1500/03, assim como acompanhamento da execução pelo Estado do Acre e pelos Municípios, da Política Nacional de Proteção e
Defesa Civil – Lei nº 12.608/12.

Nesse sentido, foi realizado o I Seminário de Avaliação do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Acre (PLERH), no dia 19 de setembro, além da celebração de diversos Termos de Cooperação Técnica, e, como referido, a elaboração de 04 novos projetos na área ambiental; e, ainda, está em fase de execução o Projeto “Consumo Sustentável”.

Tudo isso para que o Ministério Público do Acre, dentro da gestão estratégica proposta para o biênio 2018-2020, fortaleça sua atuação na tutela do meio ambiente, a fim de dar respostas resolutivas à sociedade pela sua atuação judicial e extrajudicial. Sensores de fumaça asseguram controle das queimadas Por meio da Resolução nº. 147/2016, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) estabeleceu as diretrizes do Planejamento Estratégico do Ministério Público Brasileiro. Um dos eixos contidos no documento aponta para os objetivos estratégicos
a serem alcançados pelas unidades ministeriais do país.

O Caop/Maphu, sob o acompanhamento da Procuradoria Geral de Justiça, instaurou alguns Procedimentos Administrativos (PA), que visam à atuação do MPAC no combate às queimadas, desmatamentos e no monitoramento das diversas formas de poluição, visando o desenvolvimento sustentável no estado.

Dentro desse Procedimento Administrativo, o MPAC está desenvolvendo um projeto que visa à aquisição de medidores de fumaça que possibilitarão medir a qualidade do ar. Isso foi possível graças à celebração de um Termo de Cooperação Técnica entre o MPAC e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão da
Ufac (Fundape).

A aquisição desses aparelhos será possível porque os Promotores de Justiça com atribuições na área ambiental, no âmbito dos Juizados Especiais Criminais, nos crimes de menor potencial ofensivo, notadamente, nas infrações ambientais, estão destinando os valores relativos às transações para uma conta da FUNDAPE, aberta
com essa finalidade, consoante estabelece o Termo em comento. Recentemente, foi autorizada a compra de 12 aparelhos, inicialmente.

“Os sensores de fumaça são de baixo custo e vão possibilitar monitorar a qualidade do ar, se existe ou não poluição atmosférica, além de visualizar a existência de queimadas, pois um dos objetivos estratégicos estabelecidos pelo Ministério Público do Estado do Acre em seu Planejamento é monitorar as diversas formas de poluição. Com essa inovação, o Acre passará a ser o primeiro Estado a contar em todos os seus Municípios com esse aparelho, realizando o monitoramento online das emissões de fumaça em todo o Estado”, destaca Rita de Cássia Nogueira.

Cumprimento das Políticas de Recursos Hídricos no Acre
O CNMP expediu a Recomendação nº 65, de 25 de junho de 2018, que dispõe sobre a necessidade de integração da atuação do Ministério Público para a proteção dos recursos hídricos; e, foi definido, dentro da Comissão de Aperfeiçoamento e Fomento da Atuação do Ministério Público na área de Defesa do Meio Ambiente e de
Fiscalização das Políticas Públicas Ambientais, que todos os MPs dos estados atuassem em 2018 na questão dos recursos hídricos, em virtude de sua escassez. Cumprindo o seu papel, o MPAC instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar o cumprimento das políticas federal, estadual e municipal de recursos
hídricos (Lei federal nº. 9. 433/97 e Lei Estadual 1.500/03), assim como para a implementação da Lei de Proteção e Defesa Civil – Leis Federais nº 12.340/10 e 12.608/12.

“Esse procedimento permite que o MPAC acompanhe as questões relacionadas à escassez de água e às enchentes, a fim de avaliar os riscos, tanto pela inundação, quanto pela seca, que podem gerar problemas de abastecimento de água potável”, explicou a procuradora de Justiça.

Em 2016, por exemplo, o Acre enfrentou uma situação preocupante, onde, por muito pouco, a população de Rio Branco não enfrentou uma crise de desabastecimento, chegando o Rio Acre a 1,49m, resultando na assinatura de um Decreto de situação de alerta por causa da seca do Rio. No ano anterior, 2015, a crise foi inversa com o transbordamento do Rio em diversas cidades do estado, incluindo Rio Branco, que foi mais afetada, tendo milhares de famílias desabrigadas pelas cheias.

Desse modo, em maio  desse ano, o MPAC instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a implementação das Políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos e, consequentemente, acompanhar a execução do Plano Estadual de Recursos Hídricos, sendo solicitadas informações a vários órgãos sobre essa
temática. Assim, durante oI Seminário de Avaliação do Plano Estadual de Recursos Hídricos no Ministério Público, foi feita a apresentação dos resultados alcançados.

“A partir de então estamos acompanhando o cumprimento dessas políticas de recursos hídricos e queremos agora envolver os municípios, que não têm muito envolvimento com essa questão, pois é justamente nesses locais, nos Municípios, que estão as nascentes dos rios e suas fontes”, destacou Rita de Cássia.

O Plano Estadual de Recursos Hídricos foi elaborado em 2012, mas ainda não havia sido apresentado o resultado de suas ações pelos órgãos responsáveis, de forma pública e transparente.

Atuação do MPAC na prevenção de desastres naturais (secas e enchentes)
No mesmo PA relacionado ao acompanhamento da execução da política de proteção dos recursos hídricos, foi inserido o tema alusivo atuação do MPAC nas situações de calamidade e desastres naturais, ou seja, visando fiscalizar a execução da Política de Proteção e Defesa Civil.

“Nós temos estabelecido no MPAC um grupo designado para atuar nas situações de calamidade e desastres naturais (Grupo Especial de Apoio e Atuação para Prevenção e Resposta a situações de emergência ou estado de calamidade devido à ocorrência de Desastres (GPRD))”.

“Por meio do GPRD, o MPAC atua preventivamente junto ao Estado, Municípios, à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, buscando auxiliar e cooperar nessas situações; e, assim, neste PA, buscamos acompanhar se estão sendo elaborados planos de contingencia, para saber quais medidas a administração pública pretende adotar diante dessas situações de risco”, detalhou a procuradora-geral de Justiça.

Acessibilidade e mobilidade urbana

A procuradora-geral de Justiça do MPAC, atenta e sensível à gravidade da situação quanto à qualidade de vida nas cidades, onde reside a maior parte da população, objetivando a inclusão e a propiciação de cidades verdadeiramente democráticas, incluiu no seu Plano Geral de Atuação o projeto “Cidades Acessíveis”, que visa fiscalizar o ordenamento urbano de Rio Branco e acompanhar as situações sociais e urbanísticas das cidades.

“Nós instauramos um PA para acompanhar e fiscalizar a execução das políticas de mobilidade e acessibilidade; e, ainda, outro Procedimento Administrativo, visando à proteção do patrimônio histórico e cultural e isso resultou na elaboração de quatro projetos: um para a defesa do Patrimônio Histórico e Cultural, outro voltado para a
questão da mobilidade e acessibilidade, um para o projeto “Cidades Saneadas” e outro para o Observatório de Mudanças Climáticas”, contou Rita de Cássia.

Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural acreano
Após o episódio do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no início do mês de setembro – quando se perderam mais de 20 milhões de itens do acervo histórico- cultural do país – representantes dos Ministérios Públicos Estaduais de todo o Brasil reuniram-se durante a II Reunião Ordinária do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH) para discutir as diretrizes que o MP brasileiro adotaria para o aprimoramento de sua atuação na preservação do patrimônio histórico e cultural.

Além disso, também foi identificada a necessidade do Ministério Público agir articuladamente e de forma integrada em todo o Brasil. Nesse sentido, iniciando essa ação e intensificando as atividades, o MPAC realizou vistorias em espaços culturais e de memória relevantes no estado.

No Acre, foram inspecionados o Palácio Rio Branco, Centro Cultural do Tribunal de Justiça, Memorial dos Autonomistas, Casa dos Povos da Floresta e Biblioteca Pública. Em razão de reforma estrutural, o Museu da Borracha ainda não foi vistoriado. Cooperações Técnicas em Defesa do Meio Ambiente

Polícia Militar – Outras ações do MPAC resultaram na formalização de alguns Termos de Cooperação Técnica com outras instituições, a fim de garantir proteção, desenvolvimento e sustentabilidade para o meio ambiente. Em junho, Kátia Rejane assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC), que visa a realização de ações conjuntas entre os dois órgãos, para o atendimento de infrações ambientais de menor potencial ofensivo.

Com essa cooperação, a Polícia Militar passou a elaborar os Termos Circunstanciados de Ocorrência – TCOs , no que se refere aos crimes ambientais de menor potencial ofensivo. Antes, a Polícia Militar realizava os Boletins de Ocorrência, mas tinha que passar pela Delegacia. Assim, todos, Policiais Militares e infratores, tinham que se
dirigir à Delegacia, onde tinham que aguardar atendimento, causando demora para voltar às suas atividades de segurança.

Agora, aproximadamente em 30 minutos, isso pode ser resolvido e esses Termos passaram a ser encaminhados direto para os Juizados Especiais Criminais, poupando o tempo da Polícia Militar  da Polícia Judiciária, agilizando o trabalho da Justiça, prestando um serviço mais célere à população.

Ifac, Semeia e Sema – Outro Termo foi firmado entre o MPAC, o Instituto Federal do Acre (Ifac), as Secretárias de Meio Ambiente do Estado e Município e a Associação SOS Amazônia, para a produção e difusão da Campanha ‘Semeando Atitudes Sustentáveis’. O documento resultou na produção de cartilhas sobre consumo consciente, que visa reduzir a questão do consumo exagerado e evitar desperdício que trazem diversos prejuízos ao meio ambiente.

IMC e Banco Alemão KfW – Com o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), do governo do Estado do Acre, o MPAC assinou um Termo de Cooperação Técnica que visa uma parceria para um programa de formação e capacitação em autocomposição, voltado para a resolução de conflitos socioambientais, mudanças climáticas e eventos
extremos.

O Termo marcou, ainda, o ingresso definitivo do MPAC no programa de preservação ambiental Redd for Early Movers Fase II (REM Acre – Fase II), por meio do IMC, através da parceria entre o Acre e o Banco alemão KfW.

ONU, MPAC e MMA pela sustentabilidade na Administração Pública
Com a proposta de implementar práticas de sustentabilidade na administração pública, visando à proteção do meio ambiente e à economia de recursos públicos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) promoveram cursos nas cinco regiões do país. O MPAC sediou o evento na
capital.

Trata-se do Curso de Sustentabilidade na Administração Pública (Agenda A3P), ministrado pelo instrutor do Pnuma, professor doutor Manoel Alves da Silva. A capacitação reuniu gestores públicos no âmbito municipal, estadual e federal, técnicos do Meio Ambiente, de Finanças, Administração, Recursos Humanos, Educação,
Saúde etc.

“É muito importante essa capacitação quanto ao bom emprego social e econômico dos recursos públicos e ao combate ao desperdício, pois o educador ambiental tem esse papel de promover a conscientização da sociedade, visando à mudança de atitude”, destaca Rita de Cássia.

A capacitação é parte de um programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Meio Ambiente, e de um conjunto de capacitações da ‘Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P)’, que é um programa do Ministério do Meio Ambiente para estimular órgãos públicos do país a implementarem práticas de sustentabilidade.

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Cidades

Prefeito reeleito em Mâncio Lima, Isaac Lima diz que é hora de descer do palanque eleitoral

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O prefeito reeleito de Mâncio Lima, Isaac Lima (PT), recebeu nessa segunda-feira, 23, os 5 vereadores eleitos no último dia 15, que vão integram a base de apoio dele na Câmara Municipal. Ele quer ampliar essa sustentação e diz que vai procurar todos os eleitos e buscar entendimento porque para ele é hora de descer do palanque e somar forças em benefício do desenvolvimento do município.

“A partir de agora é desmontar o palanque eleitoral e somar todas as forças para o bem de nossa cidade. Fizemos 5 vereadores, mas, vamos manter diálogo com todos os 11 para que possamos fazer um mandato de união e parceria entre o executivo e legislativo e desenvolvendo as ações para o bem da coletividade”, disse Isaac.

Para a vice-prefeita Ângela Valente, o momento é novo e requer a união de todos os poderes, com ações conjuntas. “Estou muito feliz com essa aproximação. Os poderes tem que trabalhar juntos, esquecendo cor ou sigla partidária. Vivemos um ano difícil, a pandemia do novo coronavírus nos impôs mudanças bruscas e, principalmente nos mostrou que somente o trabalho feito em parcerias, em harmonia é que pode surtir os efeitos desejados”, destacou.

Entre os 5 vereadores do grupo da situação, Mazinho, do Republicanos, partido da vice Ângela Valente e Renan Costa, do PT, de Issac, devem disputar entre si e decidir qual dos 2 será candidato a presidente da Câmara Municipal.

Diversidade na Câmara

Nir do Odilon , do MDB, foi o vereador que mais recebeu votos em Mâncio Lima : 446 votos. O cacique Joel Puyanawa (PT) da Aldeia Barão teve a terceira melhor votação do município alcançando 413 votos.

Vlade Vasconcelos do PSD, que teve 237 votos é o único negro eleito. “Para mim é motivo de orgulho em ser o único vereador negro em Mâncio Lima. Prometo honrar acima de tudo a nossa cor que muitas vezes sofre preconceitos e discriminação. A questão de pele infelizmente ainda é vista no meio político como entrave para alguns cargos e, quero com isso, fazer um mandato proativo, propositivo, defendendo os interesses da nossa população”, contou.

Duas vereadoras foram eleitas em Mâncio Lima.

Veja os eleitos:

Nir do Odilon (MDB) – 446 votos – 4,15%

Prof. Jean Almeida (PT) – 419 votos – 3,90%

Joel Puyanawa (PT) – 413 votos – 3,85%

Alice Rocha (PSDB) – 365 votos – 3,40%

Renan Costa (PT) – 363 votos – 3,38%

Reziane Barros (PP) – 309 votos – 2,88%

Zeca do Pentecostes (MDB) – 285 votos – 2,65%

Raimundo da Marcenaria (PROS) – 267 votos – 2,49%

Mazinho (Republicanos) – 264 votos – 2,46%

Evandro Nascimento (PP) – 254 votos – 2,37%

Vlade Vasconcelos (PSD) – 237 votos – 2,21%

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Cidades

Com maioria, Zequinha acredita que não enfrentará problemas com vereadores

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Zequinha Lima, eleito prefeito do município de Cruzeiro do Sul com 44,15% dos votos válidos, está tranquilo quanto à base de apoio na Câmara Municipal. A coligação que o elegeu tem 8 dos 14 vereadores eleitos. Com a maioria dos parlamentares, Zequinha diz estar agora inteiramente concentrado na transição, mas afirma que vai buscar o diálogo com todos os vereadores de oposição.

“Nossa coligação elegeu oito vereadores. Respeito a todos e o diálogo irá acontecer com todos os vereadores”. Os 8 vereadores da coligação de Zequinha são os 3 eleitos pelo PP, 2 do PROS, 2 do PSD e 1 do PDT. Já a oposição conta com 6 votos: 4 do MDB, 1 do PSDB e 1 do DEM. Os 3 partidos compuseram chapas majoritárias de oposição à Zequinha.

A base de apoio é importante para a gestão porque o Executivo depende do Legislativo para aprovar, além dos Projetos de Lei, o Orçamento do município, Plano Diretor entre outros.

O vereador mais votado de Cruzeiro do Sul, Cristiano Rodrigues do MDB, diz que não chegará à Câmara para brigar com ninguém e que será guiado sempre pela busca do bem estar da população. “Acho que temos que nos unir vereadores e executivo pelo bem maior que é o povo. Sempre com responsabilidade votando o que for melhor para o povo”, citou.

Veja os vereadores eleitos em Cruzeiro do Sul:

Cristiano Rodrigues (MDB) – 1.048 votos – 2,42%

Franciney (PP) – 1.031 votos – 2,38%

Keleu (PP) – 979 votos – 2,26%

Zaldo Moto Taxi (PROS) – 978 votos – 2,26%

Antonio Cosmo (MDB) – 973 votos – 2,25%

Márcio da Farinha (PSDB) – 937 votos – 2,16%

Elter Nobrega (PROS) – 833 votos – 1,92%

Altemar Santa Rosa (MDB) – 828 votos – 1,91%

Noeca (DEM) – 825 votos – 1,91%

Mazinho da BR (MDB) – 813 votos – 1,88%

Clerton Souza (PSD) – 752 votos – 1,74%

Leandro Cândido (PP) – 707 votos – 1,63%

Gilmar da Saúde (PDT) – 675 votos – 1,56%

Betão da BR (PSD) – 507 votos – 1,17%

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Cidades

Câmara de Xapuri permanece sem realizar sessões desde paralisação por pandemia

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Os nove atuais vereadores de Xapuri participaram ativamente da campanha eleitoral deste ano, uma vez que todos foram candidatos à reeleição – a maioria sem sucesso – com a exceção de Gessi Capelão, do PSD, que concorreu à prefeitura, ficando em último lugar na disputa municipal.

Um fato que chama a atenção é que os chamados representantes do povo em Xapuri não estão se reunindo semanalmente em razão das medidas de prevenção ao novo coronavírus, causador da covid-19, mas não se abstiveram de participar das aglomerações de campanha, que não foram poucas.

Questionado a respeito do assunto, o presidente Ronaldo Ferraz (MDB), que acaba de se eleger para o oitavo mandato, disse que a Câmara está funcionando todos os dias, normalmente, mas com quadro de funcionários reduzido. Ele não deu previsão para o retorno dos vereadores aos trabalhos no plenário.

Pelo o que se pôde apurar com alguns deles, as deliberações sobre matérias de urgência e outras providências não estão sendo prejudicadas, pois mediante eventual necessidade eles se reúnem em caráter extraordinário para apreciar expedientes do Poder Executivo, por exemplo.

Ao contrário do que ocorre em Xapuri, a Câmara de Brasiléia pouco parou suas atividades em plenário. No pior momento da crise sanitária, os vereadores do município vizinho adotaram as sessões por meio virtual e, depois de algum tempo, retomaram as reuniões presenciais tomando medidas de prevenção.

A presidência da Câmara de Xapuri não afirmou, mas ao que tudo indica a suspensão dos trabalhos ocorrida há quase oito meses deverá desembocar no recesso parlamentar de fim de ano. Sinal de que boa parte não será mais vista na tribuna, pelo menos até que sejam novamente eleitos, em oportunidade futura.

Renovação

Dos oito vereadores que disputaram a reeleição para o cargo, cinco – Joseni Oliveira, Manoelzinho do Pedro Vieira e Guinaldo Alves, todos do Dem, Fernando da Cageacre (PSD) e Equi (PT) cederão os lugares a outros. Clemilton Lima (Dem), Miranda (PT) e Ronaldo Ferraz (MDB) seguem.

Nem tudo será novo na “Casa do Povo” de Xapuri a partir de janeiro do ano que vem, mas pelo menos cinco novas caras comporão o Legislativo Municipal. Alarice Botelho (PT), Kaíco Roque (Dem), Menudo Melo (PSD), Dim Lopes (PSB) e Alcemir Teodózio (Dem) são os neófitos.

O sexto nome que compõe o grupo que substituirá os que foram solenemente dispensados pelo povo não é tão novo, mas retorna à Câmara após um bom tempo. Eriberto Mota (PSB) já foi vereador por três mandatos e vice-prefeito na chapa de Bira Vasconcelos, em sua primeira eleição, no ano de 2008.

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Cidades

Gerar emprego e renda é um dos grandes desafios para Assis Brasil, segundo prefeito eleito

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A eleição do professor Jerry Correia Marinho (PT) para a prefeitura do pequeno município acreano de Assis Brasil, na fronteira com o Peru e a Bolívia, a 342 quilômetros de Rio Branco, pode ser considerada como uma das mais emblemáticas do estado pela maneira como foi desenhada a trajetória do jovem candidato até a vitória nas urnas, no último dia 15 de novembro.

O resultado também pode ser dado como surpreendente para quem acreditou que o concorrente petista seria apenas um mero coadjuvante na disputa que tinha o atual prefeito, Antônio Zum (PSDB), e o atual vice-prefeito, Zé do Posto (PSD) como concorrentes teoricamente mais fortes, por razões bastante óbvias no cenário político local.

Com um partido ainda bastante desgastado estadual e nacionalmente, sem alianças políticas (o PT disputou a eleição de maneira isolada) e sem a adesão de empresários, a campanha de Correia cresceu e superou dois grupos políticos poderosos, um comandado pelo vice-governador Wherles Rocha (Zum) e outro pelo senador Sérgio Petecão (Zé do Posto).

Haviam ainda na disputa pela prefeitura de Assis Brasil, os candidatos João Júnior (MDB), contando com a estrutura da bancada que o partido possui e o apoio de nomes de peso como o do senador Marcio Bittar e dos deputados federais Flaviano Melo e Jéssica Sales, e Sebastian Pilique (PCdoB), um dos empresários mais ricos do município.

Com poucos recursos financeiros, tendo recebido apenas R$ 28 mil do Fundo Partidário, o petista lançou mão de um expediente que ganhou enorme popularidade durante os meses de isolamento causado pela pandemia de covid-19 para chegar até os eleitores. Foi por meio das lives, como são chamadas as transmissões ao vivo pela internet, que a campanha dele deslanchou.

Em conversa com o ac24horas, Jerry Correia disse que entre os desafios que vislumbra no mandato para o qual foi eleito com 1.583 votos está a geração de emprego e renda. Segundo ele, o município de Assis Brasil é dos campeões do desemprego no Acre, uma realidade que ele sonha transformar por meio da atração de investimentos e incentivo ao turismo.

“Queremos gerar emprego e renda, trazendo dignidade para o nosso povo. Precisamos atrair para Assis Brasil, que está na porta do Pacífico, os investidores, fortalecer o comércio local, mas buscando a vinda de indústrias e fábricas que venham empregar a nossa população. Acredito que vamos conseguir fazer história nos próximos quatro anos”, disse.

Também estão entre as prioridades da futura gestão petista em Assis Brasil a infraestrutura urbana e rural, a qualificação e a valorização dos recursos humanos da prefeitura e o resgate dos eventos culturais do município que, segundo ele, já foram os mais prestigiados da regional do Alto Acre. Para isso, ele diz que vai buscar parcerias com o governo estadual.

“O governo tem demonstrado que deseja fazer parcerias com os prefeitos que querem trabalhar, e sabemos que o povo, que nos deu essa vitória, está com muita vontade porque acreditou no nosso plano de governo e nas nossas propostas, então vamos continuar nesse ritmo, fazendo uma gestão participativa para colocar Assis Brasil no lugar de onde ela nunca deveria ter saído”, complementou.

Se a falta de alianças ou coligação não foi obstáculo para a eleição, também não o será na hora da composição da equipe de governo, uma vez que não haverá disputa por cargos entre partidos. A ausência de amarras políticas, usando-se as palavras do próprio futuro prefeito, permitirão a tranquilidade para que ele monte a melhor equipe, dentro do perfil que almeja para a nova gestão.

“Já estamos conversando e vamos montar uma equipe jovem que também está com muita vontade, ressaltando que não temos nenhuma amarração política e muito menos cargos e secretarias comprometidos com grupos políticos, o que os deixa livres para fazer as melhores escolhas, como já estamos fazendo, com intuito de trazer muita inovação para essa gestão”, concluiu.

Aos 36 anos de idade, formado em Letras pela Universidade Federal do Acre (Ufac), Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia de Wenceslau Brás e pós-graduado no Ensino de Língua Portuguesa, o novo prefeito já foi vereador, é radialista, blogueiro e poeta, possuindo, apesar da pouca idade, um histórico reconhecido de militância política, social e cultural em Assis Brasil.

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Bombando

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