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Gladson: “não quero imprensa para me elogiar”

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O governador eleito Gladson Cameli me ligou ontem para elogiar a postura crítica da coluna sobre as ações que estão acontecendo no período de transição até a sua posse em janeiro. “Não quero uma imprensa que fique a me elogiar, quero uma imprensa que aponte os erros que o meu governa posa a cometer”, enfatizou. Cameli avisou que não vai aceitar pressões para a indicação de nenhum secretário, porque a responsabilidade sobre os atos da sua administração serão dele. Sobre a composição do seu secretariado, destacou que pedirá aos partidos nomes que sejam técnicos competentes e não afilhados políticos, para depois fazer a sua escolha. “Quero nomes técnicos”, reafirmou. Acerca do que espera sobre o comportamento do PT na oposição, foi textual: “o PT quer ver a minha caveira”. Cameli diz saber o tamanho da responsabilidade que o espera e por isso quer ter um secretariado com competência técnica. É o caminho correto numa gestão focar na competência e deixar de lado indicações de afilhados. O atual governo é a prova que o aparelhamento político é prejudicial.

AINDA BEM…
Ainda bem que o futuro governador Gladson Cameli tem a consciência da campanha negativa que sofrerá dos políticos do PT durante a sua administração. Estarão no quanto pior melhor.

UM ALENTO Á LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A declaração do governador eleito Gladson Cameli de que não quer uma imprensa para ficar lhe bajulando é uma luz no fim do túnel na relação entre os órgãos de comunicação e o futuro governo. Um alento á liberdade de expressão! Até aqui funcionou uma relação promíscua.

NÃO AJUDARAM EM NADA
O que se viu nos últimos anos foi a maioria da mídia de joelhos. A bajulação, longe de ajudar quem governa, só prejudica, não acrescenta nada de positivo. Em que a imprensa, que viveu numa simbiose com o atual governo lhe ajudou na formatação de um perfil positivo do governador perante a população? Em nada! Obras até importantes não tiveram divulgação e o povo desconhece. Ou as pesquisas não lhe colocariam em baixa popular.

UMA POSIÇÃO MUITO CLARA
Em colunas anteriores, eu já tinha publicado que a mesma posição crítica que foi a linha em relação ao atual governo petista, também adotaria em relação ao próximo governo. É bom á liberdade de imprensa, a manifestação do futuro governador Gladson Cameli contra a censura.

OS MAIS ENGAJADOS
O senador eleito Márcio Bittar (MDB) e o deputado federal Alan Rick (DEM) são da coligação do senador Gladson Cameli (PROGRESSISTA), os que mais estão empenhados em atos na defesa do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Foram ostensivos durante a campanha.

OPOSIÇÃO UNIDA
Será feito um trabalho político na oposição para que, em 2020, se tenha nos municípios, candidaturas únicas à prefeito. Não apostem muito na desunião da oposição, o poder costuma unir. O que manteve por 20 anos a coligação da FPA não foi nada mais que os empregos.

NÃO ESTÁ ERRADO, MAS É UM SONHO
O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) reafirmou ontem que, se houver uma divisão na oposição será candidato à presidência da ALEAC. Não está errado. Mas é difícil que venha a ocorrer. O mais lógico é o PP fazer o futuro presidente, inclusive, com votos dos partidos nanicos da FPA.

PILAR FISIOLÓGICO
Vamos parar com a história de que a FPA será reorganizada. A FPA, no seu formato original, morreu na última eleição. Mesmo porque o seu pilar nunca foi ideológico, mas centrado na distribuição fisiológica de cargos aos dirigentes partidários. Parem de sonhar com a FPA.

CENA QUE RETRATA BEM
Uma cena que retrata bem como a relação na FPA era fisiológica, cito o marido de uma parlamentar, que quando perguntado por um amigo aonde trabalhava no governo, respondeu: “nem sei, quero saber o meu do fim do mês”. E assim era a maioria dos assessores.

NÃO FARÁ FALTA
Por isso mesmo é que não existe saída ao futuro governador, ao não ser podar cargos.

CENA CÔMICA
O cantor Geraldo Azevedo foi o protagonista da cena mais cômica da campanha. Acusou o general Mourão, vice do Bolsonaro, de em 1969 ter lhe torturado. O Mourão tinha 16 anos, nem no Exército estava. Mas como cadete militar. O PT entrou na maior fria ao repercutir.

MISSA REZADA
Não adianta se criar fatos negativos inventados, o Fernando Hadad (PT) procurar apoio da Marina, FHC, Ciro Gomes, é zero é a mesma coisa, porque esta é uma eleição decidida a favor do Jair Bolsonaro (PSL). É uma missa de 7º Dia do PT, que já está rezada. E ponto final.

DÁ PARA SE NOTAR
Virou uma espécie de consenso entre todos os candidatos à presidência da Assembléia Legislativa, o nome do deputado Luiz Gonzaga (PSDB) para a primeira secretaria da Casa.

A IRONIA DO JONAS
A cúpula petista nunca teve simpatia pelo deputado Jonas Lima (PT). Nunca deu uma xícara de café para ajudar na campanha. Jonas diz que vê com ironia quando algum deles vem lhe cumprimentar pela sua vitória. Tem razão, se elegeu graças ao seu trabalho.

MIRANDO 2020
O deputado Josa da Farmácia (PODEMOS) comentou ontem numa roda de jornalistas que, ele mira disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul na eleição de 2020. Seus votos são no povão.

PETISTA ATÉ O FIM
Ninguém foi mais fiel ao PT na eleição do que a deputada Juliana Rodrigues (PRB), mesmo com as pesquisas mostrando a derrota certa do candidato Marcus Alexandre. Ficou na campanha até o fim acreditando que as pesquisas estavam erradas e o Gladson Cameli perderia o jogo.

VIANISTA NA MEDULA
A deputada Juliana Rodrigues (PRB) é daquelas políticas vianistas até a medula óssea.

POSIÇÃO VOLÚVEL
Não conheço um partido mais volúvel nas suas posições do que o PHS. Nunca firma até o fim a sua postura política acerca de uma disputa. O presidente Manoel Roque alardeou que o PHS não abriria mão da primeira secretaria da Câmara Municipal de Rio Branco e miou no fim.

RAILSON CORREIA
A direção do PHS estava ontem trombeteando apoio ao vereador Railson Correia (PODEMOS) para primeiro secretário da Câmara Municipal de Rio Branco. Não sei se leva até à votação.

JV FICHA-LIMPA
O STF declarou em definitivo a inocência do senador Jorge Viana (PT) sobre manipulações na sua prestação de contas da campanha em 2010. Tem sim de comemorar. Sofreu muitas Fake News na eleição. Tem razão em reclamar. Mas não é um atributo negativo exclusivo da oposição usar notícias falsas contra adversários, o PT é um perito em destruir reputações.

SAINDO LIMPA
A deputada Leila Galvão (PT) entrou limpa e está saindo limpa da campanha. Mesmo sem mandato continuará a ser uma das maiores lideranças do Alto Acre e com influência na eleição municipal de 2020. Cubro a política há 40 anos. A Leila é uma das políticas mais honradas que conheci.

LÍDERES NO CADAFALSO
Numa conversa ontem na ALEAC com um velho petista este previa dias amargos para o PT, na política acreana: “Luis Carlos, os grandes caciques do PT e seus principais aliados foram derrotados. O governador, que poderia reorganizar o partido na oposição, termina sem força”.

ÚLTIMA CANARANA
A última canarana aonde os líderes petistas poderiam se agarrar no poder estará descendo rio abaixo com a vitória do Jair Bolsonaro (PSL) para presidente. Se o Fernando Hadad (PT) ganhasse poderiam ter espaço no governo federal para futricar o futuro governo estadual. Nem isso.

A POLÍTICA CEGA
A política costuma cegar quem está no poder. Você ganha uma eleição, ganha outra e passa a viver num mundo irreal de que é eterno. Vira arrogante, a perseguir, pisar em quem ousa contestá-lo, e quando menos espera dorme no poder e acorda foram dele. Fim da ilusão.

A RODA GIRA
Quando se está no poder não se pode pisar na cabeça de quem está embaixo, porque a roda gira e quem está em baixo fica em cima. Conheço tantos casos de políticos que tinham o rei na barriga no poder e hoje desfilam na multidão com mais um anônimo. Assim é a política.

NÃO TEM 1,3 BI NA GAVETA
O líder do governo, deputado Daniel Zen (PT), confirmou ontem o que a coluna já tinha publicado. O alardeado 1,3 bilhão que o atual governador disse que deixará ao sucessor, não passa de empréstimos junto a bancos. E tem que se ressaltar que, para a sua aplicação o Estado tem que injetar uma contrapartida em cerca de 10% sobre o valor a ser usado. Não há 1,3 bi na gaveta limpo e proto para ser aplicado. Na verdade, o Gladson Cameli pegará um Estado quebrado. No vermelho e com a saúde fiscal abalada. Este é o quadro real.

NÃO É “GÓPI”!
Quando a Dilma (PT) perdeu a presidência num julgamento em que teve todo o direito de defesa, a chamada cumpanherada passou a empunhar a bandeira de que foi vítima de um “Gópi”. E sustentaram o discurso ao longo do mandato do Temer. Pois bem, teremos no próximo domingo uma eleição democrática para a presidência e tudo está a indicar que, o candidato do PT, Fernando Hadad, será derrotado nas urnas para o Jair Bolsonaro (PSL), pela
vontade soberana do povo. O povo colocou o PT no poder e está rejeitando o PT no poder. E desta feita, a cumpanherada, não poderá mais dizer que, o Hadad sofreu também um “Gópi”.

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Acre

Blog do Crica – A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

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Blog do Crica

Ibope reforça favoritismo de Bocalom

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A última pesquisa do IBOPE, divulgada pela TV-ACRE na noite de ontem só veio reforçar o favoritismo do candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP) sobre a candidata Socorro Neri (PSB), na eleição do próximo domingo. Bocalom apareceu com 61% contra 32% de Socorro, uma diferença que se confirmada deve dar uma soma bem superior aos 47 mil votos do primeiro turno a favor do candidato do PP. Para sintetizar, será a vitória da campanha profissional, organizada, do Tião Bocalom (PP), contra a campanha sem organização e amadora da candidata Socorro Neri (PSB). É o que melhor define o resultado.

OUTRO QUADRO

DEPOIS DE DOMINGO vamos ter um novo quadro de composição política. O Gladson terá pela primeira vez desde a sua posse a lhe confrontar um grupo de aliados da sua campanha a governador, que esteve em outro palanque e saído vencedor. Se quiser recompor sua base, ele terá que sentar com este grupo.

VISTO COMO AFRONTA

CONVERSEI ONTEM com uma figura importante do grupo que apoiou a candidatura do Tião Bocalom (PP) à PMRB. E me disse o seguinte: caso o Gladson convide em caso de derrota a Socorro Neri ou outra figura influente da sua gestão para seu governo, será visto como uma afronta ao grupo, que não deglutiu a aliança com o PSB. Querem conversar com a esquerda longe.

ASSUNTO PARA DEPOIS

O SENADOR Petecão (PSD) não quer falar sobre uma possível candidatura ao governo em 2022. Quer primeiro ajudar a eleger o Bocalom á PMRB e conversar depois sobre este assunto.

NÃO SE FURTA A CONVERSAR

SOBRE fazer uma conversa política com o governador Gladson Cameli, o senador Sérgio Petecão (PSD) diz que não vai lhe procurar, mas se for procurado não se furtará a conversar.

MUITO MAIS FORTE

CLARO QUE, caso Tião Bocalom (PP) venha mesmo ser eleito no domingo como as pesquisas indicam, o senador Petecão (PSD) sentará à mesa da conversa bem mais forte que antes da eleição.

SAPO ENGOLIDO

O BLOG tem a informação que existe no grupo que toca a candidatura do Tião Bocalom (PP), uma mágoa grande com o deputado federal Flaviano Melo (MDB), que tentou tirar o MDB do apoio formal ao candidato do PP, para levar à neutralidade.

DIFERENÇA ABISSAL

UM FATO desta campanha que acaba no domingo bastante notado, foi a diferença de volume entre as campanhas do Tião Bocalom (PP) e da Socorro Neri (PSB). A do Bocalom, volumosa: a da Socorro, tímida. O visual do candidato do PP dominou a cidade.

PREVISÃO DOS MAIS AFOITOS

NA PREVISÃO dos mais afoitos defensores da candidatura do Tião Bocalom (PP), este tende a vencer a eleição com uma margem de 75% dos votos. Citam que o IBOPE não pesquisou a zona rural, onde o candidato do PP leva ampla vantagem.

FECHA COM CARREATA

A CAMPANHA do Bocalom deverá fechar as suas atividades com uma grande carreata amanhã na parte da tarde, para mostrar força na reta de chegada. É a velha história do vento favorável.

SENDO SINCERO

NA PROVÁVEL hipótese de uma derrota da  Socorro Neri (PSB) neste domingo, estará criada uma situação surreal. A derrota de uma prefeita que não fez uma má gestão. São coisas da política.

AOS VENCEDORES, AS BATATAS!

NUMA ELEIÇÃO se ganha ou se perder. E como diz o velho jargão”: “Aos vencedores, as batatas!.” Faz parte do jogo.

ELITE NÃO DECIDE

A CHAMADA elite não decide uma eleição, no máximo dá pitacos e alguns votos. Quem decide mesmo é o eleitor da periferia. E nisso está a beleza da democracia, os votos são igualitários.

GRANDE VENCEDOR

O PP, ganhando na capital, vai encerrar a eleição como o grande vencedor, ficando com os dois maiores colégios eleitorais, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes (PP) tem pé quente. E, sem ela, a candidatura Bocalom não vingava. Brecou uma aliança com a Socorro Neri (PSB).

NÃO FOI UNIFICADO

O APOIO do governo à candidata Socorro Neri (PSB) ficou mais no empenho pessoal do governador Gladson e de alguns assessores, do que propriamente da máquina do governo, onde boa parte dos cargos de confiança apoiaram o Tião Bocalom (PP).

NÃO AMEAÇOU PELO VOTO

DEVE-SE TAMBÉM registrar como positivo o fato do governador Gladson ter pedido votos aos chamados comissionados, mas em momento algum ameaçou alguém de demissão se não votasse na Socorro Neri. Se houve pressão, foi por parte dos aloprados.

DIFÍCIL DE FORMULAR

FICA DIFÍCIL neste momento de fim da disputa municipal formular um quadro para a eleição de 2022, para governador e senador. Tem que primeiro ver como ficarão as composições.

MUITO FRAGILIZADA

A FRENTE dos partidos de esquerda, composta pelo PT e PCdoB, está saindo da eleição municipal bastante fragilizada. Não elegeu um vereador na capital e terá que se reinventar para 2022.

UMA IMAGEM QUE FICOU

UMA IMAGEM que ficou desta eleição no grupo da Socorro Neri (PSB), foi a do esforçado deputado Jenilson Lopes (PSB). Mas não foi suficiente para viabilizar seu plano do PSB manter a prefeitura, para servir de trampolim a ele para uma disputa municipal em 2022. Depois de domingo, o PSB vira nanico.

OPOSIÇÃO É SAUDÁVEL

FAZ BEM para a democracia a volta do Leo de Brito (PT) para a Câmara Federal. É preciso ter sempre alguém exercendo o contraditório. Natural ser oposição ao Gladson e ao Bolsonaro.

FRASE MARCANTE

“Não é batendo com uma esponja que conseguimos pregar um prego na parede”. Ditado uruguaio.

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Acre

Liderando pesquisas, Bocalom não vai ao debate da TV Acre

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O candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), que lidera as pesquisas, não vai participar do debate desta sexta-feira (27) com a prefeita Socorro Neri (PSB), que está sendo anunciado pela TV-ACRE.

A confirmação da ausência chegou ao BLOG pelos assessores políticos do candidato. O argumento é que a direção da emissora está notificada há 5 dias de que, Bocalom não se faria presente, por ter outra programação de campanha agendada para o horário. Na nova pesquisado IBOPE, Tião Bocalom (PP) aparece com 61% contra 32% da prefeita Socorro Neri (PSB).

Mais política no BLOG DO CRICA.

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Blog do Crica

Gladson anuncia volta ao Progressistas

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EM DECLARAÇÃO dada ontem pela manhã ao BLOG DO CRICA, o governador Gladson Cameli revelou que vai retornar às suas atividades partidárias no PP, de onde se encontra afastado desde o início da eleição municipal. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes, com quem conversou a respeito, lhe deu sinal verde para a volta. Conversas também foram encaminhadas junto a bancada estadual, formada pelos deputados Nicolau Junior (PP), José Bestene (PP) e Gerlen Diniz (PP), todos de acordo com a reativação da sua presença no partido. “Não será uma volta de pires na mão, mas uma volta pelo diálogo de quem terá um espaço respeitado e possa emitir as suas opiniões. E respeitando as posições em contrário. O PP vai fazer política, eu vou fazer gestão”, destacou ao BLOG. Sobre a sua relação com o provável futuro prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), o governador Gladson enfatizou que não terá nada a lhe cobrar, porque estiveram em palanques diferentes na eleição da capital, mas que as portas do seu gabinete estarão abertas para uma relação institucional respeitosa, caso se confirme no domingo a vitória do candidato do PP, para a PMRB. Cameli diz estar mesmo preocupado depois da eleição é em fazer gestão e obras no estado. Falou que, as atividades políticas serão secundárias.

NA POLÍTICA TUDO É CONVERSA

NÃO DEVE ser vista como anormalidade a volta do governador Gladson Cameli para o PP, do qual estava afastado. É o seu partido de origem, e as diferenças se tiram na mesa de diálogo.

TUDO MUITO SIMPLES

NA POLÍTICA, tudo é muito simples. As partes se sentam à mesa, debatem as diferenças, e toca o barco para a frente. Mas, para isso tem de se afastar de partidos de esquerda, como o PSB.

ESPAÇOS REPACTUADOS

GLADSON CAMELI também enfatizou na conversa de ontem que pretende fazer uma ampla repactuação de espaços no governo entre os partidos, cortando onde tem que cortar, como no DEPASA, onde demitiu toda a sua diretoria. A repactuação de cargos deverá ser em cima de critérios técnicos do indicado.

CASTANHA QUEBRADA

O GOVERNADOR deve fechar o ano quebrando a castanha dos ex-dirigentes do PT, que apostavam que no máximo em seis meses do primeiro ano atrasaria os salários. Não só não atrasou nos primeiros dois anos, mas pagou antes do fim de cada mês.

NÃO TINHA OUTRO CAMINHO

SOBRE as demissões dos diretores do DEPASA, vejo como uma medida acertada, devido às denúncias de assédio sexual e desvios financeiros. Não cabia omissão. Não tinha outro caminho a ser tomada como governador. Tinha virado cabide de emprego.

PRINCIPAL DESAFIO

O QUE o governador Gladson deve ter como prioridade de momento e adequar os gastos públicos ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, e precisa reduzir gastos com pessoal.

QUATRO PREFEITURAS

O DEPUTADO federal Léo de Brito (PT) partirá para a reeleição com os quatro prefeitos do PT lhe apoiando: Fernanda Hassem, Bira Vasconcelos, Isaac Lima e Jerry. Tem emendas para destinar.

DEU UMA LOBA

O PREFEITO de Mâncio Lima, Isaac Lima (PT), deu uma loba no governador Gladson Cameli, com quem chegou a conversar para se filiar no PP, mas depois que ganhou, se nega a cumprir o trato.

BOCADO ESQUECIDO

NA CAMPANHA, o governador Gladson Cameli sofreu desgaste com seus apoiadores em Mâncio Lima, por ter declarado o seu apoio à reeleição do prefeito Isaac Lima (PT). Bocado comido, bocado esquecido, já diz o velho, mas sempre aplicável ditado.

TUDO INDICANDO

AS PESQUISAS internas de partidos continuam indicando uma vitória folgada do candidato Tião Bocalom (PP). Há dois dias da eleição, é difícil uma mudança. Mas quem vai falar será a urna.

NADA MAIS AMADORA

CONVERSANDO ontem com uma pessoa do miolo da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), esta revelou que já participou de várias campanhas, mas nenhuma amadora como a da Socorro.

PIOR DE TUDO

ATÉ SE JUSTIFICARIA este fracasso da sua coordenação política se fosse uma má prefeita e não tivesse o que ser mostrado na sua gestão. Pelo contrário, em 2 anos fez muito, e não foi explorado.

A CHITA É DE OUTRA COR

ACONTECE é que os coordenadores da campanha da Socorro (PSB) estufaram o peito e achavam que a fatura estava liquidada pelo simples apoio do Gladson. A chita política é de outra cor.

REPLETA DE EXEMPLOS

A HISTÓRIA política da capital está repleta de exemplos de candidatos que perderam a eleição para a prefeitura, tendo o apoio do governo e com a prefeitura na mão. Não será novo.

ESPÓLIO PEQUENO

O EX-SENADOR Jorge Viana (PT) sabe ler um cenário político. A baixa votação do PT na capital, não deve ter lhe deixado otimista para sonhar com o Senado em 2022, só com a esquerda.

COLÉGIOS PEQUENOS

É NÃO é mesmo para ter ficado otimista. Brasiléia, Assis Brasil, Xapuri e Mâncio Lima, onde o PT elegeu prefeitos, são colégios eleitorais pequenos, no contexto de uma eleição estadual.

SERÁ COBRADO

VENCENDO A ELEIÇÃO de domingo, o candidato a prefeito Tião Bocalom (PP) terá uma fatura longa e variada a ser cobrada, que passa do aumento da produção agrícola com arroz e feijão baratos até o fim do madrugar numa fila para ser atendido nas unidades de saúde da prefeitura. Terá os 100 dias de tolerância. 

SEM REAJUSTE

O DEPUTADO Daniel Zen (PT) questionou em fala na ALEAC a falta de reajuste salarial aos professores nos dois anos do governo Gladson. Zen defendeu ainda que, o governo revogue o decreto que limita o pagamento do PDV- Prêmio de Valorização do Desenvolvimento Profissional para os profissionais de Educação. São dois pontos que governo tem de desentravar.

FOCO EM 2022

O BLOG tem informação de que a prefeita Fernanda Hassem (PT) já tem o seu candidato a deputado estadual em 2022, deverá ser seu irmão e Secretário de Finanças, Tadeu Hassem. Sairá pelo PT.

FRASE MARCANTE

“Quando um dedo aponta para lua, os tolos olham para o dedo.” Ditado chinês.

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