Conecte-se agora

Video mostra secretário sendo levado pela PF; governo resolve afastar servidores presos em operação

Publicado

em

Um vídeo gravado durante a deflagração da Operação Democracia, da Polícia Federal, no prédio do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), nesta sexta-feira, mostra o diretor-presidente Iteracre, Nil Figueiredo, sendo conduzido por agentes em um veículo à Superintendência da Polícia Federal.

Operação Democracia tem a finalidade de combater a prática de crimes eleitorais de compra de votos, transporte irregular de eleitores, uso ilegal de instalações públicas para fins eleitorais, peculato e associação criminosa.

Foram cumpridos 8 mandados de prisão, 22 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva de testemunhas, expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre.

Em nota, o governador Sebastião Viana informou que “determinou pelo afastamento de todos os servidores envolvidos que ocupem função de confiança, até que a denúncia seja esclarecida, para evitar juízo de valor antecipado sobre quem quer que seja”.

“A Controladoria-Geral do Estado, pautada em sua função de realizar o controle interno do Governo, sempre orientou todos os órgãos a tratar seus processos com ética, transparência e lisura”, diz o governo.

Propaganda

Destaque 2

Secretário de Segurança do Acre diz que pedir “intervenção federal é irrelevante”

Publicado

em

O secretário de segurança, Paulo César dos Santos, se manifestou na noite deste domingo, 19, após o ac24horas questioná-lo a cerca das declarações do deputado estadual Roberto Duarte (MDB), que pediu para que o governador Gladson Cameli solicitasse intervenção federal na Segurança Pública.

De férias para tratamento de saúde de seu filho, o gestor afirmou que não deixa de participar do processo decisório quanto as ações que estão sendo desencadeadas no Sistema de Segurança e lembrou que nesta segunda-feira, 20, uma coletiva de imprensa será realizada pela cúpula para prestar esclarecimentos e providências a respeito dos últimos acontecimentos.

“Por outro lado, as declarações do Deputado em questão surgem num momento sensível e que carece de reflexão de todos que tem influência sobre a segurança da sociedade, pois acredito que simplesmente requerer intervenção federal é irrelevante, pois antes de requerer intervenção temos que solicitar que a União cumpra seu papel constitucional quanto aos fatores que impulsionam a violência”, explicou.

Paulo César acredita que “o Acre precisa realmente de intervenção federal para que a União cumpra seu papel constitucional” quanto ao controle da fronteira, do espaço aéreo e dos rios, por onde trafegam os insumos do crime (drogas e armas). “Rrazão pela qual necessitamos que o Exército realize o patrulhamento das fronteiras, que a Aeronáutica instale uma base em Cruzeiro do Sul e que Marinha tenha pelo menos uma capitania em terras acreanas, bem como aumentem os efetivos das Polícias Federal e Rodoviária para que cumpram suas competências, respectivamente, de combater o narconegócio e realizar o policiamento das rodovias federais, requisições realizadas junto ao Presidente da República e ao Ministro da Justiça em duas oportunidades, pelo Governador e por integrantes da bancada federal”, justificou.

Sem querer polemizar, o secretário afirmou que não contraria o parlamentar do MDB, mas acredita que a proposta “está ligeiramente equivocada quanto ao sentido da intervenção a ser realizada”.

“Reafirmo que a redução de homicídios no ano passado alcançou 25% em relação ao ano anterior e que novas medidas estão sendo adotadas para retomar essa redução, dentre as quais os diversos investimentos que aportarão ao sistema de segurança neste ano, bem como a futura nomeação dos policiais civis aprovados no último concurso, já anunciada pelo Governador e o término do curso de 250 policiais militares que estão em formação inicial, que impactará no aumento de quase 20% nos efetivos das polícias estaduais”, enfatizou Paulo.

Continuar lendo

Destaque 2

Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

Publicado

em

O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required
Propaganda
Propaganda

Mais lidas