Conecte-se agora

Secretário de Sebastião Viana é levado a sede da Polícia Federal; 8 são presos durante operação

Publicado

em

A Polícia Federal no Acre deflagrou nesta sexta-feira, dia 19, a Operação Democracia, com a finalidade de combater a prática de crimes eleitorais de compra de votos, transporte irregular de eleitores, uso ilegal de instalações públicas para fins eleitorais, peculato e associação criminosa.

Estão sendo cumpridos 8 mandados de prisão, 22 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva de testemunhas, expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre. Até o momento a PF não divulgou o nome das pessoas presas, mas o que se sabe é que o diretor-presidente do Iteracre, NIl Figueiredo, candidato a deputado estadual pelo PT derrotado nas eleições, foi levado a Sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. 

As investigações tiveram início a partir da constatação de um esquema de desvio de recursos públicos que ocorria dentro do ITERACRE, o órgão estadual responsável pela política fundiária no Acre.

Esse esquema funcionava com a intenção de obter apoio eleitoral para a campanha do diretor-presidente do ITERACRE e envolvia o pagamento de diárias a servidores para custeio de viagens que não eram realizadas.

Foi constatado também que, durante o atual período eleitoral, diversas instalações públicas, inclusive uma escola, e vários veículos oficiais do ITERACRE foram utilizados para beneficiar a campanha eleitoral do responsável pelo Instituto, que foi candidato a deputado estadual.

A Polícia Federal conseguiu identificar que o grupo criminoso ligado a esse candidato era formado majoritariamente por servidores públicos e ocupantes de cargos em comissão do ITERACRE, e que cometeu diversos outros crimes eleitorais, organizando-se e transportando eleitores, desviando combustível do órgão para benefício eleitoral e oferecendo vantagens indevidas em troca de votos nas eleições do último dia 7 de outubro.

Estão sendo cumpridos 8 mandados de prisão, 22 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva de testemunhas, expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre. Até o momento a PF não divulgou o nome das pessoas presas.

Anúncios

Destaque 2

Sem arrependimento, pai que matou filho diz que sofreu influência do “diabo”

Publicado

em

Em entrevista concedida ao ac24horas, o delegado Frederico Tostes, titular da Delegacia de Flagrantes (Defla) e responsável pelo inquérito policial do menino de 5 anos Cristopher Leão Arsênio, morto na madrugada dessa quinta-feira, 14, com uma facada no pescoço, falou a respeito do crime cometido por Cristiano Lima Arsênio, o próprio pai da criança. De acordo com o delegado, em depoimento, Cristiano alegou estar em abstinência de droga e que sofreu uma grande pressão psicológica vinda do “demônio”.

“O Cristiano relatou que sempre teve problemas com droga e, inclusive, há três semanas, estava na abstinência, sem usar droga, indo para igreja, ajudando nos serviços do ministério”. O acusado alegou ao delegado que no momento do crime sofreu uma pressão psicológica muito grande “de algo como se fosse o demônio incentivando-o a cometer o crime. Cristiano foi à cozinha, tomou posse de uma faca e cortou o pescoço da criança”, relatou Frederico.

O delegado disse ainda à reportagem que Cristiano não demonstrou arrependimento pelo que fez com o filho. “Durante o depoimento, isso já com suas emoções normais, ao perguntar se ele [Cristiano] tinha se arrependido, ele simplesmente disse que isso não tinha nada a ver, ou seja, não demonstrou arrependimento. A pessoa pode alegar problema psicológico, abstinência, por estar há muito tempo sem usar droga, mas Cristiano não demostrou arrependimento, se demonstrou extremamente frio”.

Por fim, o delegado Frederico Tostes afirmou que a mãe de Cristopher disse em depoimento que Cristiano sempre foi um bom pai, que nunca agrediu a criança e sempre foi amoroso com os filhos e a companheira. “Ou seja, atitude essa não condizente com o crime”, concluiu o delegado.

Cristiano responderá pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, será encaminhado para a penitenciária Francisco de Oliveira Conde e ficará à disposição da justiça.

Continuar lendo

Destaque 2

Metade dos salários dos servidores do Acre poderá ficar retido com uso de cartão Avancard

Publicado

em

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse nesta terça-feira (11) em sessão virtual da Assembleia Legislativa do Acre que o debate intenso sobre empréstimos consignados foi judicializado. Ele relatou o andamento das questões relacionadas a esses empréstimos -até chegar à mudança da empresa que opera a margem consignável dos servidores públicos do Acre.

“O argumento é que, como São Francisco, a Fênix (a nova empresa) ofereceu um ganho a mais de R$ 100 mil por mês para o Fundo de Capacitação dos servidores”, disse Edvaldo, se referindo a uma “contrabando regulamentar” na lei que regulamenta o teto de 35%, mas que adiciona mais 15% de margem para que obter o cartão Avancard. Com isso, metade do salários dos servidores poderá ficar comprometido.

Recentemente, os mais de 40 mil servidores públicos do Acre receberam mensagem de SMS que diz “servidor inicie o mês com o AvanCard” ou “Servidor, o Avan Card tem vantagens”.

“Jogaram o salário do servidor no ´fuba´ como se diz no Juruá -porque aqui no Alto Acre é ´guiza´-já que esse cartão é a forma de superendividar o servidor e ganhar milhões”, denunciou o parlamentar do PCdoB. “Armaram uma arapuca para o servidor”, completou.

Já o deputado Daniel Zen (PT) afirmou que o que está acontecendo em relação aos consignados é um roubo. “Não bastasse a tal toda poderosa Murano, importada de Manaus para realizar as parcas obras realizadas pelo governo do Estado, agora vemos um verdadeiro cartel manauara de empresas”, disse Zen, citando a empresa Fênix, que foi trocada pela Zetra na gestão dos empréstimos consignados.

O cartão oferecido pela Fênix é um cartão pré-pago, que totaliza 50% de margem consignável. “Não sei de que cinzas saiu essa Fênix, começaram a oferecer crédito com juros de 5,5% -o que numa modalidade convencional tem juros de 1,2%”, disse o deputado do PT.

“Isso é digno de BO porque é coisa de bandido, de gente safada”, afirmou Daniel Zen. “Como o secretário, de formação militar, compactua com uma safadeza dessas?”, completou, referindo-se ao secretário de Planejamento, Ricardo Brandão.

Continuar lendo

Destaque 2

Policia e MP investigam pastor Nelson por praticar intolerância contra gays

Publicado

em

O pastor evangélico Nelson de Freitas Correia, conhecido como Nelson da Vitória, também empresário no ramo de autoescola, nomeado em agosto do ano passado em uma CEC-6 na secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM), deverá responder por crime de racismo na justiça.

Segundo informações repassadas ao ac24horas, o Centro de Atendimento a Vítimas do Ministério Público recebeu uma denúncia na última quinta-feira, 06, acerca das postagens e publicações de Nelson que incitava a disseminação de ódio e a intolerância às pessoas transgênero.

Em 2019, os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideraram que atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo. A pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

Segundo informações repassadas, a Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos, do Ministério Público do Acre e a Corregedoria de Polícia Civil deverão abrir uma investigação contra Nelson por crime de intolerância.

De acordo com informações, a Secretária de Direitos Humanos Ana Paula Lima, foi notificada acerca da conduta de Nelson nas redes sociais, mas até o momento não houve qualquer tipo de manifestação oficial.

Em uma das publicações, Nelson da Vitória compartilhou um post em afirmava que só acredita na ideologia de gênero no dia em que Tammy Miranda fizer um filho no cantor Pabllo Vittar.

Em outra publicação compartilhada por Nelson da Vitória, faz o seguinte questionamento: “Alô, operadores de direito. Se eu der um pau na cara da Thamy eu respondo pela Lei Maria da Penha? Ou melhor, agressão contra a mulher?”.

Para Germano Marino, presidente do Fórum de Ongs LGBT do Acre, o comportamento de Nelson da Vitória, enquanto ocupante de cargo público na secretaria de Direitos Humanos, é “inadmissível”.

“Um gestor público que trabalha em uma secretaria que tem por objetivo buscar os direitos para todas as pessoas, resguardando os direitos constitucionais, não pode cometer crime de transfobia, que no Brasil é equiparado ao crime de racismo. Mesmo sendo em uma rede social privada é inadmissível que um gestor público incite a disseminação do ódio e da intolerância às pessoas trans”, diz Germano.

Recentemente, o ac24horas conversou com Nelson da Vitória e, em uma nota, o pastor e pré-candidato a vereador afirmou que sua página na rede social expõe suas opiniões pessoais, que não possuem relação com o seu vínculo de trabalho e garantiu que respeita a opinião de todos, mesmo sem concordar. Nelson ainda pediu desculpas no caso de alguém ter se sentido ofendido.

“Quando escrevo em minha página no facebook exponho ali minha opinião pessoal como cidadão independente de cor, raça, credo religioso ou vínculo empregatício. Se em minhas postagens alguém se sentir ferido ou machucado desculpem não é essa a intenção, mas opinião cada um tem a sua. No dia a dia trato todos com o devido respeito, mas não sou obrigado a concordar todos assim como nem todos concordam comigo. Saúde e paz a todos”, declarou Nelson.

Continuar lendo

Destaque 2

Pastor que tem cargo comissionado na pasta de direitos humanos é acusado de incitar o ódio contra gays

Publicado

em

Uma nova polêmica nas redes sociais envolve um cargo comissionado do governo acreano. Trata-se do pastor evangélico Nelson de Freitas Correia, conhecido como Nelson da Vitória, também empresário no ramo de autoescola. Ele foi nomeado em agosto do ano passado em uma CEC-6 na secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM). Exatamente por trabalhar na secretaria que tem como objetivo defender os direitos humanos é que as publicações de Nelson da Vitória tem causado repercussão e negativa perante entidades como o Fórum de Ongs LGBT do Acre.

Em dezenas de postagens em seu perfil na web, o pastor, que foi candidato a deputado estadual pelo DEM nas últimas eleições quando obteve 2.168 votos e já anunciou que é pré-candidato a vereador, é acusado de incitar a disseminação do ódio e a intolerância às pessoas transgênero.

Em uma das publicações, Nelson da Vitória compartilhou um post onde afirma que só acredita na ideologia de gênero no dia em que Tammy Miranda fizer um filho no cantor Pabllo Vittar. Outra publicação compartilhada por Nelson da Vitória faz o seguinte questionamento: “Alô, operadores de direito. Se eu der um pau na cara da Thamy eu respondo pela Lei Maria da Penha? Ou melhor, agressão contra a mulher?”.

Para Germano Marino, presidente do Fórum de Ongs LGBT do Acre, o comportamento de Nelson da Vitória, enquanto ocupante de cargo público na secretaria de Direitos Humanos, é inadmissível. “Um gestor público que trabalha em uma secretaria que tem por objetivo buscar os direitos para todas as pessoas, resguardando os direitos constitucionais, não pode cometer crime de transfobia, que no Brasil é equiparado ao crime de racismo. Mesmo sendo em uma rede social privada é inadmissível que um gestor público incite a disseminação do ódio e da intolerância às pessoas trans”, diz Germano.

O presidente do Fórum lembra que o governo nomeou há pouco tempo representantes do poder público e de entidades não governamentais, como conselheiros do Conselho Estadual de Combate a Discriminação LGBT, que é ligada a própria Secretaria de Direitos Humanos.

“Não se pode admitir que um membro da própria secretaria que tem um conselho como esse e que trabalha políticas afirmativas em direitos humanos para a população LGBT tenha esse tipo de posicionamento. Seria muito bom que o governo se manifestasse. Caso preciso, vamos acionar o Ministério Público enquanto sociedade civil”, diz Germano Marino.

O ac24horas conversou com Nelson da Vitória. Em uma nota, o pastor e pré-candidato a vereador afirmou que em sua página na rede social expõe suas opiniões pessoais, que não possuem relação com o seu vínculo de trabalho e garantiu que respeita a opinião de todos, mesmo sem concordar. Nelson ainda pediu desculpas no caso de alguém ter se sentido ofendido.

“Quando escrevo em minha página no facebook exponho ali minha opinião pessoal como cidadão independente de cor, raça, credo religioso ou vínculo empregatício. Se em minhas postagens alguém se sentir ferido ou machucado desculpem não é essa a intenção, mas opinião cada um tem a sua. No dia a dia trato todos com o devido respeito, mas não sou obrigado a concordar todos assim como nem todos concordam comigo. Saúde e paz a todos”, declarou Nelson.

O governo do Acre também foi procurado. A reportagem aguardou durante toda a semana, mas a gestão não se manifestou sobre o assunto, dando a entender que apoia a conduta de Nelson.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Recomendados da Web

Mais lidas