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Binho atribui derrota de Jorge Viana a distorção do projeto “Florestania” nos últimos anos

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Da mesma forma que o governador Sebastião Viana (PT) tenta atribuir o fracasso de algumas de suas ações à frente da administração ao presidente Michel Temer (MDB) que ocupa a Presidência da República há dois anos, o ex-governador Binho Marques (PT) tenta justificar a derrota do projeto da Frente Popular do Acre (FPA) depois de 20 anos ocupando a cadeira do Poder Executivo Estadual.

Sem citar nomes, mas deixando nas entrelinhas que o governador Sebastião Viana poderia ser o responsável pelo fracasso eleitoral do PT que resultou na derrota de cardeais petistas no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, nas eleições deste ano, Binho destaca que o maior prejudicado seria o senador Jorge Viana, que estaria pagando por possíveis erros de seu irmão.

Para o ex-governador, “amigo Jorge, você pagou uma conta muito alta, que não era sua. São coisas desse tempo”. Lembrando do apelido que os filiados, dirigentes e militantes de partidos de esquerda atribuem ao candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), mas claramente se referindo a outra pessoa, Binho Marques ressalta que a derrota de JV “são coisas do coiso”.

Outro fator que Binho Marques destaca como responsável pela derrota de Jorge Viana, seria o que ele classifica como desvirtuamento do projeto da FPA na administração de Sebastião Viana. “Do nosso projeto de um Acre justo e republicano, que noutros tempos chamávamos de florestania, não sobrou o endereço”, disse Marques, que não detalha conquistas do governo atual.

Finalizando seu post no Facebook, Binho Marques reforça que o projeto político iniciado por Jorge Viana e continuado por ele, foi “desvirtuado e torturado que foi nos últimos anos. por tudo isso, que imagino que saibas tanto quanto eu, admiro ainda mais tua postura serena nestes tempos de traição e amnésia coletiva. agora, é hora de dar tempo ao tempo. ele é senhor da razão”.

 

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Paciente denuncia falta de médicos e materiais para procedimentos no setor de traumatologia do Huerb

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Uma denúncia enviada na noite de segunda-feira (15) pelo técnico em informática Leandro Cavalcante, de 29 anos, escancara o colapso no sistema público de saúde do Acre. Ele relata que no setor de traumatologia do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) estaria faltando médicos e materiais para realizar cirurgias nos pacientes que por falta de espaço estão internado em corredores da maior unidade de saúde do Estado.

Leandro Cavalcante destaca que fraturou a tíbia durante um acidente no dia 12 de outubro e permanece internado na unidade de saúde à espera de uma cirurgia que ainda não tem data certa para acontecer. Nos dias em que continua no Huerb, ele descreve que a situação é de caos. De acordo com o paciente, os corredores funcionam como depósito humano, com várias pessoas deixadas em macas e sofrendo com dores dos mais variados tipos de fraturas.

“A situação aqui é a de derrotado. Cheguei no dia 12 de outubro, me parece que acompanham meu caso através de laudos e relatórios do acidente e de chegada ao PS. Os médicos atendem os pacientes de forma interativa. Quando entram médicos no quarto, passam pelo leito e dizem: Este é o paciente X, chegou no dia Y com fratura em tal osso, aguardando cirurgia, mas não param para falar com o paciente e coletar sobre como está a evolução do problema”, diz Leandro.

O paciente ressalta que os médicos não param pra olhar a fratura e “sequer usam luvas, para nem se darem ao trabalho de toca-los”. A informação que teria chegado através de um médico residente é que as cirurgias não estariam sendo agendas por falta de material. “Tem uma enorme fila da semana anterior aguardando, ou seja, mesmo que esse material chegue, terão que começar a sanar os atrasos, para depois iniciar as que chegaram depois”, destaca.

Os agendamentos das cirurgias, quando há material para os procedimentos, estaria acontecendo de acordo com a fila de espera, a partir da data de internação do paciente. A mãe de Leandro Cavalcante, a jornalista Lenilda Cavalcante informa que se ofereceu para comprar o material para cirurgia de seu filho, mas recebeu resposta negativa para o apelo que fez junto a médicos e a direção do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco.

Lenilda Cavalcante destaca que recebeu a informação que não há previsão de chegada do material para realizar os procedimentos e se os insumos que estariam para chegar daria para resolver o problema dos pacientes que estão na fila de cirurgias do setor de traumatologia do Huerb. “Não se sabe nada sobre essa agenda de cirurgias. As pessoas estão sofrendo, mas ninguém informa nada aos pacientes e muito menos aos parentes que estão aflitos”, enfatiza.

Segundo a jornalista, a situação de seu filho agravou porque ele passou o dia inteiro com a perna fora da imobilizadora. “O médico mandou abrir a e não mandou colocar outra. Ao notar a demora, eu consultei a enfermeira sobre novamente imobilizar o membro. Ela disse que sem as ordens do médico não seria possível. Porém, o profissional do dia o que fez? Pegou minha perna pelo calcanhar e ergueu, mesmo sabendo de minha fratura na tíbia”, disse Leandro.

O paciente documentou em fotografias, que todos casos de ortopedia, incluindo um idoso com fratura no fêmur não estariam sendo priorizados. “Como ele é lúcido, consegue avisar para esposa sobre suas necessidades fisiológicas. E ela usa uma garrafa de álcool, cortada na parte de cima para o marido urinar e saco de lixo para fezes. Ela não recebe ajuda de nenhum profissional para essas tarefas”, informa Leandro Cavalcante, que revela o caos no setor.

A reportagem tentou contato com a diretora do Huerb, mas ela não atendeu nenhuma de nossas ligações.

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Vanderlei Thomas deixa Secretaria de Segurança do Acre e delegado Carlos Flávio assume

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O delegado Vanderlei Thomas se despediu nesta segunda-feira, 15, do cargo de secretário de Segurança Pública. Em aviso dado via Facebook, ele alegou “motivos pessoais” e aproveitou para agradecer aos operadores da segurança pública, amigos e sua família.

“Penso que cumpri minha missão. Espero ter cumprido com a sociedade acreana. Volto para minha função de origem e sempre estarei à disposição com humildade, seriedade, respeito, dedicação e profissionalismo”, disse.

No lugar de Thomas vai assumir o atual secretário de Polícia Civil, Carlos Flávio Portela, que vai acumular as duas Pastas.

Vanderlei Thomas passou a comandar a Secretaria de Segurança Pública em abril deste ano no lugar do seu colega de trabalho, o também delegado Emylson Farias, que deixou o cargo para virar vice na chapa do candidato Marcus Viana (PT), derrotado nas eleições do primeiro turno.

Com Thomas na Segurança, o Estado comemorou uma redução significativa no número de homicídios nos últimos meses. Mas foi também ele, em julho deste ano, que deu a polêmica declaração em entrevista à Rádio CBN de que o acreano deveria se acostumar com o conflito entre as facções criminosas. “Essa guerra se instalou e precisamos nos acostumar a ela”, declarou o delegado em entrevista a emissora de rádio.

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Socorro Neri anuncia ajuste fiscal, reforma administrativa e diz que quer reinventar a Frente Popular

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Ao contrário do que a maioria das pessoas apostavam nos bastidores políticos a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB) não pretende mudar de lado após a derrota histórica da Frente Popular do Acre (FPA) nas eleições deste ano. A gestora diz que estaria disposta a reinventar a coligação que foi comandada pelo Partidos dos Trabalhadores (PT) nos últimos 20 anos, ao lado de pessoas que estiverem disposta que não lutem apenas por projetos de poder.

Com objetivo de adequar a estrutura da prefeitura ao momento de crise econômica do país, Socorro Neri vai promover um ajuste fiscal no município. “Farei um ajuste fiscal objetivando garantir as condições para que a Prefeitura continue atravessando a crise financeira, que afeta a todos os entes públicos brasileiros, sem colocar em risco a manutenção dos serviços essenciais à cidade e os compromissos com servidores e fornecedores”, destaca a prefeita.

Após a derrota do PT na disputa pelo governo, o primeiro questionamento foi sobre o destino dos cargos comissionados petistas que ficarão desempregados a partir de janeiro de 2019. Muitas pessoas apostavam que a prefeitura da Capital se tornaria uma espécie de cabide de emprego para ajudar a manter a estrutura política do PT, mas perderá quem apostar nessa possibilidade. Socorro Neri pretende fazer um reforma administrativa para enxugar a máquina.

Na reforma administrativa, a prefeita diz que “buscarei reduzir despesas com atividade-meio e focalizar a aplicação dos recursos nas funções precípuas do Município, que são essenciais à manutenção da cidade (coleta e tratamento dos resíduos sólidos, limpeza da cidade, manutenção da malha viária, iluminação pública, mobilidade urbana, manutenção dos mercados e cemitérios, manutenção dos espaços públicos, apoio ao escoamento da produção da agricultura familiar) e às políticas públicas fundamentais (educação, saúde, assistência e inclusão social e produtiva). Como se vê são muitas funções, todas indispensáveis, e envolvem muito mais recursos do que o Município dispõe. O orçamento municipal para 2019, ora em análise na Câmara Municipal, é quase semelhante ao de 2015, resultado do contexto econômico ainda retraído que estamos vivendo. Daí a necessidade urgente de otimizarmos recursos e estabelecermos prioridades. Penso que fazer gestão responsável requer coragem para fazer ajustes, quando necessários. E é o caso agora”, destaca Socorro Neri.

Questionada se pensa em mudar de partido ou se pretender se aliar ao novo grupo político que ocupará a estrutura da máquina estadual, Socorro Neri afirma que não é sua intenção. “Não mudarei de partido. Estou muito feliz no PSB. Comungo com as bandeiras do Partido e tenho com as nossas lideranças, César Messias e Manoel Moraes, os dirigentes e militantes um relacionamento respeitoso e muito cordial. Me sinto respeitada no ambiente do PSB, gosto muito do clima fraterno que construí com todos e estou muito animada em contribuir com o crescimento do Partido”, ressalta.

Sobre a permanência na Frente Popular e futuro da coligação, a prefeita estaria disposta a lutar pela elaboração de um novo projeto. “Quanto à FPA, no que depender de mim, me somarei aos que estiverem dispostos a reinventá-la, a partir de convergências sobre as razões pelas quais lutamos para assumir o poder. Pessoalmente estarei alinhada com aqueles que compreendem que o poder só vale a pena se for para produzir as transformações que promovam justiça social”, finaliza Socorro Neri.

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