Conecte-se agora

Gladson terá apoio de cinco deputados federais e três senadores

Publicado

em

Dos oito deputados federais eleitos cinco são de partidos da oposição. São eles: Flaviano Melo (MDB), Alan Rick (DEM), Vanda Milani (Solidariedade), Mara Rocha (PSDB) e Jéssica Sales (MDB). Os outros três foram eleitos pela Frente Popular: Perpétua Almeida (PC do B), Jesus Sérgio (PDT) e Pastor Manuel Marcos (PRB).

Como na Assembleia Legislativa, onde conta a maioria, Gladson não terá problemas com a bancada federal do Acre em Brasília. O governador eleito, além do quinteto de deputados federais, terá o apoio integral dos três senadores da República pelo Estado do Acre. Márcio Bittar (MDB), Sérgio Petecão (PSD) e Mailza Gomes, do Progressistas, suplente e colega de partido do governador eleito, são aliados de primeira hora do progressista.

Entre os três deputados federais da FPA, Cameli deve ter uma oposição mais ferrenha de Perpétua, com quem nunca teve boa relação política. Há quatro anos, Gladson virou senador da República ao derrotar a comunista em uma eleição marcada por ataques.

O Pastor Manuel Marcos, embora integrante de um partido que sustenta o atual governo, tem uma postura conciliadora, o que não é garantia de apoio ao governador eleito.

Jesus Sérgio, do PDT, já deu sinais de que não é tão submisso assim ao projeto da Frente Popular. Nem o deputado e nem o partido que ele integra, que é presidido pelo deputado estadual eleito José Luiz Tchê.

Em tempos de crise financeira nos Estados, uma bancada federal tem enorme importância para os governos estaduais por causa da destinação de emendas parlamentares para áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

A depender do presidente eleito, Cameli terá ainda mais possibilidades de portas abertas em Brasília. O progressista e toda a bancada federal oposicionista devem apoiar Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial do segundo turno contra o petista Fernando Haddad.

Propaganda

Acre

Governo do Acre ainda não cogita aumentar alíquotas extras

Publicado

em

O governo de Gladson Cameli (Progressistas) não trabalha com a hipótese cobrar uma alíquota extra de até 8 pontos percentuais dos servidores públicos para cobrir o rombo mensal do Instituto Acreprevidência, que acumula déficit mensal de quase R$ 50 milhões. A informação foi descartada pelo Estado após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que se reuniu por duas horas e meia com o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (20) terá uma autorização para os estados cobrarem uma alíquota extra.

“Até o momento essa possibilidade não foi levantada. A situação de Goiás é ainda pior que a nossa em relação a previdência. Esse assunto não foi discutido no âmbito do governo do Acre. Nem mesmo como possibilidade”, informou a Assessoria de Gladson Cameli.

Pela proposta, a Constituição incluiria uma autorização para que os governadores enviem às assembleias legislativas um projeto para criar uma alíquota extraordinária e temporária para reduzir o déficit da previdência dos servidores públicos locais. O prazo e o valor da alíquota adicional seriam definidos conforme a necessidade de cada estado.

A maioria dos estados cobra 11% do salário bruto dos servidores públicos locais para financiarem as aposentadorias e pensões. Nos últimos anos, diversos estados elevaram a alíquota para 14%, inclusive o Acre. No caso de Goiás, a contribuição está em 14,25%. Mesmo assim, segundo Caiado, faltam R$ 200 milhões por mês para pagar os benefícios para os inativos locais, diferença coberta pelo Orçamento do estado.

Caiado confirmou que os governadores se reunirão com a equipe econômica na quarta-feira (20) para receber detalhes da proposta de reforma da Previdência. Ele defendeu a aprovação da proposta o mais rápido possível e cobrou o engajamento dos governadores. “Hoje estamos com folha atrasada do governador anterior, com projeção para 2019 de R$ 6,6 bi de déficit e não temos condições de aplicar o mínimo em saúde, educação, segurança pública e muito menos em programas sociais. Não dá mais para ficar enganando, adiando, enxugando gelo em todo minuto”, destacou.

Caiado disse que Guedes não incluirá, na proposta de reforma da Previdência, o uso de ativos de estatais locais para formar um fundo que arcaria com os passivos (dívidas e obrigações) das previdências estaduais. “Eu concordo com essa exclusão. Afinal de contas, a previdência [de um estado] atende de 3% a 4% da população [local], enquanto uma estatal é propriedade de toda a população de um estado”, declarou o governador.

Segundo Caiado, o texto a ser enviado prevê que as mudanças para a Previdência valerão automaticamente para estados e municípios, diferentemente da proposta do governo anterior, que dava carência de alguns meses para que os estados aprovassem regras para a previdência dos servidores locais e que as mudanças só seriam adotadas se nada fosse feito.

Continuar lendo
Propaganda

Leia Também

Mais lidas

Copyright © 2019 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.