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Provável disputa Bolsonaro X Haddad poderá dividir ainda mais o Brasil

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Os dois campeões de rejeição, como mostram todas as recém pesquisas publicadas, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) deverão ir para o segundo turno das eleições presidenciais. Um quadro radical que deverá resultar numa divisão ainda mais profunda dos brasileiros. A eleição de 2018 que se apresentava como uma possível “tábua de salvação” para o país vencer as atuais crises econômica e política poderá ter um efeito contrário. Qualquer um dos dois que vencer deixará um rastro enorme de insatisfações colocando em risco a nossa democracia que vem sendo fustigada nos últimos tempos por seguidos escândalos de corrupção. O candidato à presidência da República capaz de unir não apareceu ou não decolou. Nenhum dos pretendentes mais moderados aparece com intenções de votos indicando possibilidades de ir ao segundo turno. Assim, com Bolsonaro ou Haddad, a democracia brasileira passará por um dos seus mais rigorosos testes da nossa história. Outro ponto importante a ser considerado é que também nenhum deles terá apoio popular suficiente para implementar as reformas necessárias. Tanto um quanto o outro tem rejeições acima dos 40%, apesar de liderarem a corrida no primeiro turno. Pior ainda é que o extremismo tomou conta das redes sociais. Os apoiadores de um e do outro estão num embate que descambou para ataques pessoais e a perda de amizades. Uma verdadeira guerra entre compatriotas em que não tem como haver vencedores. Nunca a política no Brasil foi um fator de tanta separação e segregação como vemos nesse momento. Um pesadelo do qual os brasileiros parecem não conseguir acordar.

Herança de 2014
O atual momento político que vivemos, como tudo na história, tem origem no passado. Nesse caso, a eleição de 2014 que não acabou. Dilma (PT) e Aécio (PSDB) seguiram se fustigando muito além do palanque do segundo turno. O resultado é que Dilma foi impechimada e Aécio responde a uma montanha de processos por corrupção. Mesmo assim parece que os nossos eleitores não aprenderam.

Acre à parte
Bolsonaro, como mostram as pesquisas, terá mais de 50% dos votos dos acreanos. Em nenhum outro estado brasileiro o candidato militar conseguiu um índice tão alto de intenções de votos. Essas realidade se refletirá na escolha do próximo governador do Acre. Dificilmente um eleitor do Bolsonaro votará num candidato do PT.

Rejeição
Esse alto índice de intenções de votos no Bolsonaro no Estado mostra ainda um cansaço natural aos governos do PT. Afinal foram 20 anos de comando do partido no Palácio Rio Branco. O desgaste e o desejo de mudança se traduz nas pesquisas publicadas até agora. Mesmo que haja um segundo turno será muito difícil para o PT convencer os eleitores a manterem a continuidade.

Pouca influência
Por outro lado, Haddad cresceu em quase todos os estados brasileiros, menos no Acre onde aparece estacionado em 7% de intenções de votos. Assim, mesmo indo para o segundo turno, não terá força política para interferir na eleição do Acre.

Nada a ver
Não é o Marcus Alexandre (PT), candidato ao Governo que está perdendo, mas todo o projeto da FPA. A maioria dos votos em Gladson Cameli (PT) ou no Coronel Ulysses (PSL) são contra o PT e não propriamente nos candidatos.

Ainda vivo
Outro dia me perguntaram o que será do Marcus se perder essa eleição. Tenho certeza que continuará na política com muitas alternativas de futuro. A sua carreira não se acabará porque ainda é jovem, venceu todas as eleições que participou até agora e poderá trilhar novos caminhos para a continuidade.

Perder e ganhar
A política é feita de vitórias e derrotas. Agora, o diferencial é que alguns candidatos aprendem com a derrota e se tornam mais fortes. Outros, mesmo vencendo, acabam se acabando por falta de capacidade e visão de futuro. Para um bom político perder e ganhar faz parte do jogo. Simples assim.

Debate morno
Achei muito ruim o debate da TV Gazeta. Os dois principais candidatos que lideram as pesquisas, Gladson e Marcus, pareciam nervosos. Os dois cometeram gafes. Marcus ao dizer que só tem processos quem trabalha e Gladson ao não responder sobre Plano de Contingência. Ulysses e Janaína (Rede) foram os que se saíram melhor. Mas nada que vá alterar o resultado da eleição, acredito eu.

Diferencial
Gladson encontrou no seu vice Major Rocha (PSDB) um apoio imprescindível para a campanha. Tanto que ele tem comandado muitas ações da coligação de oposição. Por outro lado, Emylson Farias (PDT), vice de Marcus, se manteve longe da linha de frente da campanha. Quase escondido no processo eleitoral.

Destrambelhados
Esses áudios de secretários do PT que têm vazado pedindo apoio para os candidatos mostra uma tremenda burrice política. Alguns até incentivando crimes eleitorais. Existem maneiras mais sutis de apoiar os candidatos petistas dentro da lei. Afinal, os secretários também são cidadãos e cidadãs com seus direitos à opinião. Mas têm que exercer essa liberdade fora do ambiente institucional público.

Muita água pra rolar
A eleição para os dois senadores que representarão o Acre ainda não está definida. É só olhar as pesquisas com grande número de indecisos. Nessa hora os candidatos mais conhecidos da população levam vantagem. Isso porque o segundo voto para o Senado será decidido em cima da hora pelos eleitores. Portanto, a campanha para o Senado vai até a hora da votação.

Mais do mesmo
Eu tenho visto as pesquisas para o Senado de outros estados brasileiros. Essa tendência da indecisão dos eleitores também se confirma. O segundo voto ao Senado não tem sido devidamente divulgado. A maioria dos eleitores brasileiros acha que poderá escolher apenas um. Outro fator que influencia essa indefinição ao segundo voto para o Senado é o fato dos olhares estarem mais postos nas eleições presidenciais e ao Governo.

Questão de consciência
Com o atual sistema político brasileiro quem manda no país é o Congresso Nacional, formado por deputados federais e senadores. Não adianta nenhum presidente achar que poderá fazer o que bem entender sem antes ter a aprovação dos parlamentares. Por isso, a importância de se escolher bem em quem se vota para deputado federal e senador. O futuro do Acre e do país depende muito de uma representação eficiente para poder se desenvolver socialmente e economicamente. Simples assim.

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