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A maioria dos eleitores ainda não escolheu o segundo voto para o Senado

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Todas as pesquisas que tive acesso até agora mostram ainda um contingente enorme de indecisos para o segundo voto ao Senado. A verdade é que a maioria nem tem consciência que poderá escolher dois senadores para representar o Acre. Cabem às coligações ajudar a divulgar essa possibilidade e explorar o segundo voto ainda indefinido. Portanto, nada resolvido sobre as duas vagas que poderá apresentar surpresas na reta final da campanha. A questão é que a psique dos eleitores nesse momento ainda está muito voltada para as escolhas do  próximo Governador do Acre e do presidente da República. Mesmo porque o noticiário sobre a corrida ao Senado é infinitamente menor do que para as disputas dos cargos executivos. As pesquisas, por enquanto, apontam Sérgio Petecão (PSD), Jorge Viana (PT) e Márcio Bittar (MDB) na dianteira, mas as possibilidades de Ney Amorim (PT) e do ex-reitor da UFAC Minoru Kimpara (Rede) ainda não podem ser descartadas. Exatamente pelo mistério que cerca o comportamento do eleitorado em relação ao segundo voto. Mesmo porque as porcentagens ainda são muito parelhas entre todos os principais candidatos. Portanto, quem for esperto e souber trabalhar nos próximos 12 dias que faltam para a votação poderá sair vitorioso na corrida ao Senado.

Reflexão
Indiferente de quem vai ser o próximo governador, Gladson Cameli (Progressista), Marcus Alexandre (PT) ou Coronel Ulysses (PSL), a escolha dos senadores afetarão o futuro desenvolvimento do Acre. É no Senado onde todos os estados brasileiros têm a mesma representatividade e, portanto, o mesmo peso político. A bancada do Acre precisa ter qualidade e eficiência para auxiliar não só o Governo, mas também as prefeituras. Se os eleitores optarem por candidatos baseados apenas em questões políticas ideológicas eleitorais poderemos ter uma bancada ineficaz que vai se refletir em todos os setores da sociedade acreana.

Vale quanto pesa
Na minha opinião, um caminho para o eleitor escolher os seus dois candidatos ao Senado é observar os serviços prestados de cada um ao Acre. Petecão já foi deputado estadual, presidente da ALEAC, deputado federal e agora é senador. Jorge Viana esteve a frente da prefeitura de Rio Branco, depois duas vezes governador do Estado e cumpre o seu primeiro mandato no Senado. Márcio Bittar foi deputado estadual e federal. Ney Amorim cumpre o seu terceiro mandato como deputado estadual e é o presidente da ALEAC. Enquanto Minoru Kimpara esteve a frente por seis anos do projeto de revitalização da Universidade Federal do Acre (UFAC). Pedrazza do PSL trabalhou em várias prefeituras do interior ocupando cargos técnicos-executivos.

Ideológico
Um dos poucos candidatos do PT que está efetivamente na campanha presidencial de Fernando Haddad, é o deputado estadual Daniel Zen (PT). Ele não se esconde atrás de cores diversas que negam o vermelho da esquerda e faz uma campanha defendendo minorias mesmo em tempo de conservadorismo exarcebado.

Futuro
Caso as pesquisas publicadas até agora se confirmem com uma eventual vitória de Gladson Cameli para o Governo, Zen terá um papel político essencial às avessas. Atualmente é o líder do Governo na ALEAC e se houver a mudança e, Zen conseguir se reeleger, não tenho dúvida que deverá ser o líder da oposição na Casa Legislativa.

Bom de papo
Se essa hipótese revelada nas pesquisas se confirmar e Zen passar nos testes das urnas será um opositor aberto ao diálogo. Aliás foi com muita conversa que conseguiu como líder do Governo do PT convencer deputados de oposição a votarem em projetos de interesse do atual Executivo.  

Bons debates
Para a liderança do Governo na ALEAC, caso a oposição saia vencedora, não faltarão nomes aguerridos para o debate. Claro que vai depender daqueles que se elegerem. Mas caso passem nas provas das urnas Eliane Sinhasique (MDB), Gehlen Diniz (Progressista) e Luiz Gonzaga (PSDB) serão nomes fortes. Sempre lembrando que tudo dependendo da vontade dos eleitores.

Referência
Claro que fica mais fácil para quem entabula uma análise política falar de deputados que já se conhece. Mas isso não impede que na próximo legislatura haja uma renovação e novos parlamentares se destaquem. Mas a tendência das lideranças da Casa deverá ficar na mãos dos mais experientes que já tiveram mandatos.  

Índios e as suas preferências
Assisti nas redes sociais a um longo depoimento do cacique yawanawa Biraci Brasil apoiando o senador Jorge Viana. Segundo ele, a opção é uma questão de gratidão pelo empenho do então governador para conseguir demarcar as terras indígenas das etnias que vivem no Acre.  

Candidato próprio
Os indígenas acreanos têm também, na sua maioria, preferência pela eleição de Francisco Pianko (PSOL) a deputado federal. Ele é irmão do prefeito de Marechal Thaumaturgo Isaac Pianko (MDB) e tem um longo histórico como secretário estadual dos povos indígenas e trabalhos na FUNAI. Pianko é Ashaninka.

Boa de serviço
A ex-secretária de pequenos negócios Silvia Monteiro (PMB), candidata a deputada federal, está tentando colher os frutos de anos de trabalho com os microempreendedores acreanos. Ela esteve oito anos rodando todos os municípios acreanos fomentando novos negócios para famílias de baixa renda.

Juntos na marcha
Percebi que dois dos candidatos a federal do Juruá que até pouco tempo estavam sob o fogo cruzado das discórdias baixaram as armas para participarem da caminhada de Gladson Cameli, em Cruzeiro do Sul. Jéssica Sales (MDB) e Rudilei Estrela (Progressista) estavam bem próximos, na linha de frente, numa das fotos que vi.     

Ainda sem fotos
Quem eu ainda não vi em nenhuma foto com o seu candidato ao Governo Marcus Alexandre (PT) foi César Messias (PSB) que está em campanha pela reeleição. Pela minhas fontes está andando pelos recônditos mais perdidos do Estado atrás de voto. Tipo cabeceiras de rios e outros grotões.

Novos rumos
Não acredito que se o deputado federal Raimundo Angelim (PT) se reeleger e, por ventura, o Gladson também sair vencedor, será seu opositor. Os dois sempre tiveram uma ótima relação desde os tempos que Angelim era prefeito e Gladson deputado federal. No Congresso Nacional Angelim manteve a boa convivência.

Só não cresce no Acre
Fica difícil explicar como o PT depois de 20 anos no Governo do Acre não consegue ao menos transferir intenções decentes de votos para o presidenciável Fernando Haddad(PT). Segundo uma matéria que li no OGlobo.com apenas no Acre que Haddad não conseguiu avançar nas pesquisas. A afirmação é baseada nas recentes sondagens do Ibope nos estados. Haddad continua patinando nos 7% por aqui. Estranho né?     

 

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