Conecte-se agora

Nos relacionamentos ver o outro faz toda diferença

Publicado

em

Na terapia sistêmica conhecida como constelação familiar um tema de grande interesse é o relacionamento de casal. Bert Hellinger diz que esse é o relacionamento humano mais importante porque é só através dele que a vida pode seguir adiante, passando de geração em geração.

Podemos acrescentar que o relacionamento do casal também influencia a postura que os filhos terão nos seus próprios relacionamentos interpessoais, pois em alguma medida todos reproduzimos o casal que nos deu origem.

Então compreender as dinâmicas que envolvem o relacionamento do casal tem enorme importância não só para os cônjuges ou parceiros, mas também para seus filhos, se os tiverem.

Imagine duas pessoas, João e Lúcia. Eles se conhecem, se apaixonam só tem olhos um para o outro.  Como cada um está super focado no outro, forma essa imagem de uma pessoa linda, maravilhosa e completamente livre. Nenhum deles percebe que o outro tem uma família de origem, com a qual tem profundos vínculos invisíveis e inconscientes.

Quando João e Lúcia resolvem se unir, ainda não estão percebendo também estão se unindo com a família de origem do outro. É só depois de algum tempo de convivência que os padrões familiares de cada um começam a aparecer e incomodar o parceiro, fazendo surgir as primeiras reclamações e discussões.

Daí acontece um fenômeno bastante comum. Se um parceiro reclama de algo, o outro se comporta cada vez mais daquele jeito, parecendo até que faz por provocação. Mas na realidade não é isso o que acontece.

A verdade é que todas as pessoas inconscientemente reproduzem certos padrões familiares e adotam comportamentos que perceberam na sua família de origem quando eram crianças ou bebês. E então compreenderam que esses são os únicos e adequados comportamentos na vida, no amor e nos relacionamentos.

Ninguém sente saudade daquilo que desconhece. Como uma pessoa poderia ter um comportamento diferente daquilo que conhece??

Voltando a João e Lúcia, foi através de seus pais que cada um conheceu o amor de uma determinada forma. Para um foi leve, enquanto que para outro mais pesada. E cada um formou em seu inconsciente uma imagem emocional do relacionamento de casal que percebeu através de seus pais. E essa imagem permanece ali, vívida e influenciando nosso comportamento, mesmo que não temos clareza disso.

 

João e Lúcia podem até querer ser diferentes de seus pais, mas inexplicavelmente permanecem apegados e muitas vezes repetem comportamentos que lhes causam certos problemas e incômodos. Isso acontece porque, no fundo, os padrões comportamentais são mantidos inconscientemente como um ato de amor e lealdade à família de origem.

Se explorar o desconhecido é perigoso, preferimos permanecer seguros com aquilo que conhecemos desde crianças. E ninguém quer ser a ovelha negra da família, carregando o peso de ser diferente. Seguir os padrões é mais leve, embora tenha seu preço.

Então quando João reclama de um comportamento que Lúcia mantém inconscientemente devido ao vínculo de amor aos pais, o que ela sente é que sua lealdade à família de origem está sendo questionada. Por isso, ainda que Lúcia queira viver bem com João, uma força oculta maior faz com que ela continue repetindo o padrão da família de origem.  

Por outro lado, é preciso saber que João só se incomoda tanto esse comportamento de Lúcia porque não a vê verdadeiramente. Ele criou a imagem de uma parceria perfeita e isolada, e a enquadra nesse seu cenário irreal. Enquanto João ficar preso a essa imagem nunca verá Lúcia como ela realmente é, porque não a enxerga por inteiro, com seus vínculos familiares ocultos, com a família de origem que ela trás em seu coração.

Quando João enxergar de verdade Lúcia, não enxergará apenas ela. Será capaz de perceber que atrás dela estão seus pais e toda família de origem. Se isso ocorrer de Lúcia com relação a João, então cada um perceberá que aquilo que o outro faz é um ato inconsciente de amor aos seus ancestrais.

Sim, por mais estranho que pareça, quando repetimos um comportamento no fundo inconscientemente estamos dizendo: conheci o amor dos meus pais assim, pode não ser bonito, mas foi essa a realidade. E por amor e lealdade a eles mantenho esse comportamento.

Claro que quando ampliamos nossa consciência somos capazes de perceber que não precisamos fazer tudo aquilo que aprendemos na nossa família de origem. E compreendemos que não seremos desleais com nossos pais se fizermos as coisas diferentes, se tivermos outro comportamento, porque agora estamos em outra realidade e somos responsáveis por outra família.

Mas para isso é preciso se alcançar um grau de consciência e percepção que só é possível quando não há julgamento nem condenação. A ciência da psicologia já demonstrou suficientemente que tudo o que condenamos e excluímos na verdade permanece e depois repetimos. Para soltar algo primeiro é preciso que concordemos que tudo foi perfeito do jeito que foi, pois se não tivesse sido assim não estaríamos aqui.

E toda pessoa é aceita como perfeita assim como é, com suas virtudes e defeitos, se torna mais leve e confiante. E assim pode começar a falar abertamente aquilo que gosta, que não e o necessita para estar bem. Imagine então se João e Lúcia se permitirem um ao outro essa confiança e leveza de poder falar sobre suas necessidades, medos e desejos sem receio de serem criticados.

Na realidade essa é uma condição essencial para que aconteça algo fundamental num relacionamento: negociação. Cada pessoa é única e tem suas próprias peculiaridades, necessidades e desejos. Daí que mesmo num relacionamento entre pessoas que se amam, cada um precisa aprender a conviver e respeitar certos os gostos e estilos diferentes que são importantes para o outro.

Se isso ocorrer então se tornará possível e mais leve fazer pequenas mudanças no próprio comportamento em benefício do relacionamento. E se poderá ter uma convivência com um dar e receber equilibrado, com uma troca justa entre os parceiros.

Cada perceberá a importância de permitir que o outro seja autêntico, concordará até com algumas coisas que não gosta, porque saberá que o outro igualmente fará concessões e respeitará algumas coisas que não gosta.

E aí o amor passará a ser percebido como ele realmente é: não perfeito nem de contos de fadas, mas verdadeiro e forte o suficiente para se recriar e progredir.

(Luciano Trindade – constelador sistêmico)

Propaganda

Cidades

Abertas inscrições para vagas no FIES

Publicado

em

Estão abertas, a partir de hoje (24), as inscrições para as vagas que não foram preenchidas no processo seletivo regular do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2018. Para concorrer, os interessados devem fazer um cadastro no site doprograma.

Podem disputar as vagas remanescentes candidatos que tenham participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2010 e tenham obtido a nota mínima de 450 pontos nas provas e acima de zero na redação. Além disso, é necessário comprovar renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.

Uma vez pré-selecionados, eles terão um prazo de dois dias úteis para complementar os dados solicitados pelo FiesSeleção e, em seguida, três dias úteis para comparecer à instituição onde serão validadas as informações inseridas. Com a validação dos dados, os candidatos poderão comparecer ao banco para efetivar a contratação do financiamento.

Prazos de inscrição

As datas para a inscrição, tanto de início quanto finais, variam de acordo com o perfil do estudante. A prioridade é dos estudantes que participaram do processo seletivo regular do Fies do segundo semestre de 2018 e se inscreveram em cursos nos quais não houve formação de turma no período inicial. Para esses, o prazo de inscrição termina na quinta-feira (27).

O prazo de inscrição para os candidatos que desejam concorrer a vaga em instituições nas quais não estão matriculados termina no dia 1º de outubro e, para aqueles que querem concorrer a financiamentos nas instituições nas quais já estão matriculados, no dia 9 de novembro.

O cronograma detalhado dos períodos de inscrição está disponível na página do Fies.

Cursos superiores

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação (MEC).

O novo Fies tem modalidades de acordo com a renda familiar. A modalidade Fies tem juro zero para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos.

Nesse caso, o financiamento mínimo é 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é R$ 42 mil.

A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos.

Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito, que pode ser um banco privado ou Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento.

Continuar lendo

Cidades

Mercado aumenta inflação para 4,28%

Publicado

em

A estimativa de instituições financeiras para a inflação neste ano subiu pela segunda vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada às segundas-feiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,28%.

Na semana passada, a projeção estava em 4,09%.

Para 2019, a projeção da inflação também subiu: de 4,11% para 4,18%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,92% para 3,97%.

A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Taxa básica
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018.

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Crescimento econômico
As instituições financeiras revisaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Para 2018, a previsão passou de 1,36% para 1,35% e, para o próximo ano, permanece em 2,5%.

Câmbio
A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 3,83 para R$ 3,90 no fim deste ano, e de R$ 3,75 para R$ 3,80, ao término de 2019.

Na última sexta-feira, o dólar fechou o dia cotado a R$ 4,0477 para venda, com baixa de 0,59%.

Continuar lendo

Cidades

Confiança do consumidor cai 1,7 ponto

Publicado

em

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 1,7 ponto de agosto para setembro e chegou a 82,1 pontos, em uma escala de zero a 200.

Com o resultado, o índice retorna ao nível de junho passado, quando a confiança havia sido abalada pela greve dos caminhoneiros.

A queda foi provocada pela expectativa. O Índice de Expectativas caiu 3,3 pontos e chegou a 89,7, o menor nível desde fevereiro de 2017 (89 pontos).

O indicador que mede o otimismo com relação à evolução da economia diminuiu 3,4 pontos, ao passar de 103,4 em agosto, para 100 pontos, o menor desde maio de 2016 (que também foi de 100 pontos).

Já o Índice de Situação Atual, que mede a satisfação dos consumidores com o momento atual, subiu 0,9 ponto para 72,3 pontos, recuperando parte das perdas do mês anterior.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda, o resultado parece estar diretamente relacionado à situação financeira das famílias e à lenta recuperação do mercado de trabalho.

Ela explica que o cenário político-eleitoral não parece ser o principal fator para a queda do indicador em setembro.

Continuar lendo
Propaganda

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.