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Relatório do CFM mostra o Acre entre os menores números de leitos de UTI no país

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou na quarta-feira, 12, em sua página oficial, um mapeamento do número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em todo o Brasil.

O levantamento refere-se tanto aos leitos conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), como os particulares. Ao todo, o Brasil possui quase 45 mil leitos de UTI, segundo informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

A pesquisa revela que embora o número de leitos de UTI tenha aumentado nos últimos anos – algo em torno de 5,7 mil nos últimos oito anos – a quantidade de leitos ainda é insuficiente, sobretudo no SUS, onde a demanda é crescente.
O Acre aparece entre os com menor quantidade de leitos da Região Norte, com 75 vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos. Da Região Norte, Acre e Roraima aparece com o índice abaixo do ideal, mesmo se considerados os leitos privados disponíveis. A média de ambos é de 0,90 leitos para cada 10 mil habitantes.

O levantamento revela que 17 unidades federais estão abaixo deste índice quando o assunto é a oferta de leitos de UTI pelo SUS. São eles: Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Em Nota de Esclarecimento divulgada recentemente na imprensa, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) nega os dados e alega que existem 1.414 leitos de internação do SUS no estado atualmente. Alegam ainda que foram ampliados oito leitos cirúrgicos em contratualidades no Hospital Santa Juliana e que houve aumento de oito leitos na UTI do Pronto-Socorro de Rio Branco.

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Destaque 2

Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

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O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

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Destaque 2

Videomaker do ac24horas dorme no presídio e mostra o encontro com Deus de 240 faccionados

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O vídeomaker do ac24horas, Kennedy Santos, acompanhou o primeiro Encontro com Deus realizado dentro de uma penitenciária do Acre.

Durantes três dias, 8, 9 e 10 de janeiro, O Pavilhão L da Penitenciária Francisco de Oliveira Conde foi o local onde cerca de 240 presos, entre eles assassinos, traficantes e assaltantes manifestaram o desejo de trilhar uma vida longe do crime por meio da conversão religiosa.

A preparação para o encontro teve orientação para que os presos não fizessem nenhum uso de entorpecente antes do cultos e também o compromisso de que não haveria qualquer tipo de ameaça aos religiosos ou qualquer retaliação.

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Assim que os pastores foram chegando no presídio, antes mesmo do início da programação, eram chamados pelos presos para gravar vídeos. Esse tipo de manifestação é a única maneira de abandonar as facções e receber o perdão dos líderes das organizações criminosas. Ao todo, nos três dias de encontro, 240 homens de todos os pavilhões foram desligados de facções.

Os cultos foram realizados pela manhã, tarde e noite no pátio, mesmo espaço onde todos dias eles tomam o banho de sol por horas.

A estrutura de som, iluminação e uma tenda foram montados sob acompanhamento da Polícia Penal.

O momento mais emocionante foi o anúncio surpresa da visita de familiares. Algumas famílias estavam afastadas há mais de 10 anos

Assista.

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