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Na TV, Gladson coloca segurança em pauta; Marcus prioriza a “nova economia”

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Após as trocas de farpas mais diretas entre os programas eleitorais de Gladson Cameli (PP) e Marcus Alexandre Viana (PT) na TV, os dois candidatos voltaram a colocar suas propostas no centro do debate, mas com algumas alfinetadas. No programa que foi ao ar na noite desta quarta, 12, o candidato progressista voltou a explorar a crise da segurança pública para desgastar o adversário governista.

Além de fazer críticas à gestão de Sebastião Viana (PT) pela atual onda de violência no estado, Gladson Cameli tentou transferir algum grau de culpa para Marcus Viana ao dizer que, enquanto prefeito, o oponente não cumpriu sua promessa de criar uma guarda municipal.

Outro ponto criticado pelo programa do progressista foi a possível falta de investimentos da gestão Marcus Viana à frente da prefeitura da capital em iluminação pública, criando ambiente favorável para a atuação de bandidos.

Ao expor suas propostas para a segurança pública, Gladson Cameli (PP) voltou a apresentar o seu vice, o deputado federal Major Rocha (PSDB), como o “selo de garantia” de resolutividade dos problemas da área.

Já Marcus Viana, numa linha mais “light”, preferiu dedicar o programa desta quarta ao tema desenvolvimento econômico. Ao abandonar a política da “florestania”, adotada por 12 anos nos governos Jorge Viana (PT) e Binho Marques (PT), e deixada de lado por Sebastião Viana, Marcus Viana falou em “nova economia” para o Acre.

O candidato governista enalteceu as ações desenvolvidas por Sebastião Viana no setor rural, como as cadeias produtivas do peixe e do porco. O petista destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos com os governos de seus aliados.

Marcus Viana mostrou dados do IBGE que apontam crescimento de 3% do PIB acreano em 2017, enquanto o país ficou com menos de 1%. Para ele, o baixo crescimento do país é fruto das políticas do governo Michel Temer (MDB), dizendo ser este o mesmo modelo que seus adversários querem implementar no estado.

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Destaque 2

Liga junina alega cancelamento de apresentação após saída do governador da Gameleira

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O que era para ter encerrado com festa e diversão na comemoração governamental pelos 57 anos de emancipação do Estado do Acre, nesse sábado, 15, acabou em decepção para mais de 200 integrantes de ligas de quadrilhas juninas de Rio Branco. Isso porque a apresentação do movimento, que estava marcada para ocorrer após discurso do governador Gladson Cameli, a partir das 17h30, foi cancelada em cima da hora, depois que os brincantes já estavam trajados e maquiados no local para dançar.

Segundo o diretor do grupo Matutos da Roça, Jimy da Silva Lima, o fato foi lamentável. Ocorre que os integrantes já estavam preparados para dançar, assim que acabou o discurso do governador, porém, quando a equipe de governo foi embora, a apresentação foi encerrada. Nenhum grupo de quadrilha se apresentou, segundo Jimy. “O ônibus foi buscar a gente e estávamos lá, só que, infelizmente, aconteceu um fato lamentável. O som parou e eles disseram que o fio queimou, mas nunca vi num evento desse um fio queimar”.

Depois de serem sido informados de que um suposto fio havia queimado, os integrantes da Matutos da Roça e da Amor Junino, simplesmente foram obrigados a se retirar da arena de dança. “Disseram que a gente não iria mais dançar”, diz o diretor da liga.

A indignação maior para os dançantes é que o cerimonial do governo não teve a mínima preocupação com os gastos que os integrantes tiveram que investir para estar ali. “Desde as 8 da manhã a gente estava se preparando, era cabelo, maquiagem, figurino, treinos. O trabalho que tivemos durante o dia todo foi em vão. Gastamos com muita coisa e foi prejudicial”, lamenta Jimy.

Situação constrangedora

De acordo com o coordenador da Malucos da Roça, foi realizada toda uma propaganda em todo da apresentação dos grupos juninos, em todos os veículos de comunicação do governo. “Enquanto o governador estava presente, estava tudo normal. Mas depois que ele saiu, desligaram o som no meio da apresentação e pediram pra quadrilha se retirar dizendo já tinha acabado o evento. Foi constrangedor”, diz Danilo dos Santos Guimarães.

A programação divulgada pelo governo acabaria às 22 horas. As duas quadrilhas que iriam se apresentar, não dançaram. Populares e famílias que saíram de casa para prestigiar as apresentações não puderam ver as danças. “Desmontaram o som e simplesmente quiseram levar a gente de volta”, completou Danilo.

As equipes tinham outra programação marcada para depois da, até então, prevista apresentação na Praça da Gameleira, a ser realizada no shopping. Lá, eles relataram o ocorrido para o público, que se compadeceu do fato e enalteceu os grupos prejudicados.

O outro lado

O ac24horas buscou um posicionamento da equipe do governo com relação ao caso. O cerimonial do evento, dirigido por Izabel Barros, afirmou à secretaria de comunicação do Estado que a denúncia não procede e que o que fora relatado pela liga de quadrilha junina não aconteceu.

“O cerimonial passou que essa informação não procede. O que foi definido e que estava, inclusive, no convite do governo, era que a programação seria até às 22 horas e o som estava lá ligado até às 22 horas para todas as quadrilhas que quisessem se apresentar”, informou o cerimonial do governo.

Quanto à afirmação de que a denúncia não procede, o diretor da quadrilha matutos da Roça rebateu a cerimonialista: “é a defesa dela, nós do movimento junino não estamos inventando isso e todos que estavam lá viram. Eles (governo) têm que se defender mesmo, porque foram irresponsáveis”, concluiu Jimy.

 

 

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Destaque 2

Rocha garante apoio à empresários para instalação de Porto Seco em Cruzeiro do Sul

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Reunido com empresários de Cruzeiro do Sul, na sede da centenária Associação Comercial do Alto Juruá, o vice-governador Major Rocha, disse a eles, que deverá ser instalado na cidade, um Porto Seco, possibilitando exportações e importações com o Peru.

Os empresários esperam que a continuidade da BR-364 rumo à Pucalpa no Peru, possibilite bons negócios para a região. Para isso, é necessário o serviço de alfandegamento, para o desembaraço de mercadorias, que poderá ser feito no Porto Seco. Assem Cameli, presidente da Associação Comercial, cita o exemplo da batata consumida na cidade, que é trazida de São Paulo, em percurso de mais de quatro mil km. ” E podemos trazer batata aqui de Pucalpa no Peru, há menos de 200 km daqui”

A deputada Mara Rocha, que é da Comissão Brasil Peru, da Câmara Federal, vai mobilizar a Bancada Federal Acreana, no sentido de agilizar a instalação do Porto Seco. “Acredito que toda a nossa bancada vai se empenhar nisso”, declarou Mara.

O deputado tucano Luís Gonzaga lembra que o momento político é apropriado para a execução, “já que o governador e o presidente da Assembléia Legislativa do Acre são cruzeirenses e o governo do Acre está alinhado com o governo federal no objetivo da continuidade da BR-364 por Pucalpa”.

Outra demanda dos empresários cruzeirenses, encampada pelo vice governador, foi da expansão do prazo do Refis em até 120 meses com juros e multas variando entre 5 e 10%. Assem Cameli diz que “só assim nós empresários poderemos respirar um pouco, voltar a crescer e desenvolver a economia local”.

Rocha assegurou aos empresários, ser aliado deles também nesse pleito. “Vamos esmiuçar esse assunto junto à equipe econômica do governo. Mas o governador Gladson Cameli e eu, temos a clareza de que é necessário destravar a economia acreana. Sou aliado dos que geram riqueza, emprego e renda”, assegurou Rocha aos empresários, lembrando que o governo acreano tem dividas que vão até 2048, somando mais de R$ 600 milhões. “Só o BNDES nos cobra uma dívida de R$ 100 milhões, mas vamos superar essas dificuldades e crescer novamente’, conclui Rocha.

A agenda de Rocha no Juruá teve ainda visita ao Lar Vicentino, à Delegacia da cidade e reunião com professores do IFAC, onde o tema foi o agronegócio.

A visita do vice-governador, deputada federal Mara Rocha e deputado estadual Luís Gonzaga, ao Vale do Juruá, prossegue ainda por Rodrigues Alves e Porto Walter.

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