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No dia Mundial da Prevenção ao Suicido, o #SemRegras aborda o Setembro Amarelo

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“Nenhuma polícia pode ser eficaz se tiver que prender mais de quatro vezes a mesma pessoa”, diz promotor Bernardo Albano

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O promotor de Justiça Bernardo Albano, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, disse durante o “Fórum de Segurança Pública: um direito fundamental do cidadão”, no auditório da Firb/Faao, que o atual sistema criminal está “absolutamente falido” e “não é suficiente para o enfrentamento das organizações criminosas”.

“A gente não consegue ultrapassar essa crise sem envolver a comunidade. O nosso sistema criminal está absolutamente falido. Ele não é suficiente para o enfrentamento das organizações criminosas. Precisamos reforçar a polícia técnica.”

O promotor salientou que os “mecanismos de isolamento das lideranças de facções criminosas” é necessário e que é preciso “vencer a burocracia” para combater o crime.

Em sua palestra, ao falar sobre as facções criminosas Comando Vermelho, PCC e Bonde dos 13, facção criminosa local, ele afirmou que
“estamos caminhando em passos muito rápidos para ter estrutura de máfia italiana. Hoje, o que se busca é a entrada na estrutura de Estado”.

O promotor detalhou os modos de operação das facções criminosas do Acre, especialmente a partir de 2015 quando teve início os atentados a prédios públicos e ônibus. Para Bernardo Albano, esses ataques foram “uma espécie de 11 de setembro” no Acre.

Bernardo Albano citou a Operação Fim da Linha que culminou na prisão de 165 denunciados. 12 deles já haviam sido presos quatro vezes em apenas um ano.

“Nenhuma polícia no mundo pode ser eficaz se tiver que prender mais de quatro vezes a mesma pessoa em um ano”, afirmou o promotor.

O evento teve início nesta segunda-feira, 19, e encerrou nesta terça-feira, 20, e contou com as presenças de advogados, estudantes, magistrados, servidores da Segurança Pública, membros do Ministério Público e assessores.

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Notícias

Mudanças no Enem devem ser implantadas a partir de 2021

Ministro da Educação destaca que a tarefa caberá ao novo governo

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Não é novidade que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve passar por mudanças nos próximos anos a partir da homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relativa ao ensino médio. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (20), o Ministério da Educação homologou as diretrizes nacionais curriculares e sinalizou que o novo exame deve ser implantado a partir de 2021.

“A estrutura do Enem vai observar o que o Novo Ensino Médio determina”, sinalizou o ministro da Educação, Rossieli Soares. Com a reformulação do exame, a aplicação da prova comum a todos os participantes deve acontecer apenas no primeiro dia, quando serão observadas as determinações da BNCC em termos de competências e habilidades. A mudança mais significativa envolve o segundo dia, quando o participante poderá escolher qual a área do conhecimento que deseja ser avaliado.

A mudança nas provas do último dia deve acompanhar as alterações apresentadas na BNCC. A proposta do Novo Ensino Médio é que apenas matemática e linguagens sejam ofertadas obrigatoriamente em todas as etapas. As outras áreas devem ser distribuídas ao longo das três séries, a critério das redes de ensino.

Conteúdos abordados

De acordo com o ministro, os itinerários técnicos ainda estão em processo de definição, mas devem estar organizados a partir dos requisitos: investigação científica, processos criativos, mediação e intervenção sociocultural e empreendedorismo. “A construção do novo Enem caberá ao novo governo. Não estamos encerrando nada, estamos dando mais um passo rumo à construção, mas com parâmetros já definidos”, sinalizou.

O Sistema de Seleção Unificada (SiSU) foi pontuado uma vez que algumas universidades já atribuem pesos específicos para notas das provas a depender das áreas do conhecimento e da graduação escolhida pelo candidato.

Acesso aos programas do Governo Federal

Atualmente, além do SiSU, o Enem também viabiliza a participação nos programas do Governo Federal de acesso ao ensino superior como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (Prouni).

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Acre 01

Delegados querem que Gladson escolha secretário de Polícia por meio de lista tríplice

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A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Acre (Adepol/AC) lançou um inédito edital para formação de lista tríplice para escolha dos candidatos ao cargo de secretário de Polícia Civil do Estado.

A categoria quer que o governador eleito Gladson Cameli escolha o próximo chefe do setor a partir dessa lista.

Três delegados, já escolhidos pela classe, estão na lista e integram o processo eleitoral: Fabrizzio Leonard Sobreira, Alcino Ferreira Júnior e Sérgio Lopes.

O voto ocorre por meio de cédulas e é depositado em uma urna localizada em uma das salas da sede da Delegacia de Flagrantes, na Estação Experimental, em Rio Branco. Apenas delegados que estão na ativa, um total de 58, podem votar.

O ato não está previsto em lei. Por isso, a lista é informal e seria mais uma sugestão da classe do que uma imposição ao próximo governador.

O presidente da Adepol, delegado Cleiton Videira, lembra, entretanto, que diversos Estados do país seguem esse modelo de escolha, entre eles, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Mato-Grosso e Rondônia, o Estado vizinho que acabou de aprovar uma lei estadual que obriga a nomeação do chefe da Polícia Civil por meio de lista tríplice.

Apesar da boa intenção, a a lista informal acabou gerando boatos de que os delegados que compõem a lista são ligados ao ex-secretário de Polícia Civil, Emylson Farias, e por tabela ao atual governo, o que geraria um certo desconforto ao governador eleito Gladson Cameli na hora da escolha, já que cargos de secretário de Estado são indicações de natureza política.

O delegado Cleiton Videira afastou qualquer contaminação político/partidária do processo. Ele afirma que o objetivo é manter o setor fortalecido e minimamente independente.

“Se buscou dentro de todo o Brasil um norte de como seriam realizadas essas eleições por listas tríplices e dentro disso foi estabelecido critérios para escolha, para que delegados integrantes da carreira de polícia pudessem participar desse pleito eleitoral. Tanto é que nós nos reunimos com o candidato à época Gladson Cameli e informamos que a entidade é apartidária.”

Lista tríplice gera legitimamente, diz delegado

O edital possui exigências para candidatos. Estão aptos delegados com no mínimo seis anos de atividade, maiores de 35 anos e quem não possui condenação criminal transitada em julgado e por improbidade administrativa por sentença irrecorrível nos últimos cinco anos.

O delegado Rodrigo Noll, presidente da Comissão Eleitoral, acredita que a eleição gera legitimidade para a escolha do novo secretário.

“Por conta de ser um eleição feita pelos delegados com uma lista tríplice escolhida por todos os delegados que estão na ativa, isso já gera uma legitimidade para os três nomes escolhidos e facilita muito o processo de escolha do governador, se ele assim entender de acatar a lista tríplice, porque já vão ser três nomes escolhidos pela classe que gozam desse respeito e já possuem liderança. Iniciar um processo de mudança que o Estado vai passar, tendo três nomes indicados pela classe, já começa muito melhor do que de repente escolher um nome que não seja as primeiras escolhas da classe”

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