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A fumaça que cobre Rio Branco é fruto do atraso produtivo do Acre  

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Uma das principais pautas a ser levada a sério pelos candidatos ao Governo do Acre é a produção agrícola do Estado e a geração de empregos. Mas isso não pode ser feito de “qualquer maneira”. Os cuidados ambientais são essenciais se quiserem garantir uma boa qualidade de vida aos acreanos. Vejam o que está acontecendo esses dias na região da Capital. Uma fumaça constante cobrindo o horizonte e prejudicando a saúde de milhares de pessoas. Um calor insuportável e o céu encoberto pela poluição que vem das queimadas nas zonas rurais e urbanas. O povo respirando um ar contaminado por partículas oriundas das queimas indiscriminadas. Tudo isso mostra que o atual modelo de desenvolvimento do Acre não está dando certo. Não gerou os empregos necessários para a população, a industrialização não passou de uma falácia e o nosso meio ambiente está a cada dia mais degradado. Se o próximo governador eleito quiser investir no agronegócio que o faça, mas tomando os cuidados necessários com a natureza. Primeiro que temos milhares de hectares de terras degradas, antes pastos que foram abandonados. Então não será preciso derrubar mais florestas. Ali se pode produzir as toneladas necessárias de grãos. Segundo que é preciso encontrar meios mais modernos de produção agrícola. As queimadas nos remetem a ações primitivas de produção com baixo rendimento. O Acre precisa vencer esse atraso se quiser galgar um novo patamar na sua economia interna.

Recordar é viver
Lembro-me que em 2009 o Ministério Público baixou uma portaria proibindo as queimadas. Por dois anos não tivemos essa situação caótica com a fumaça cobrindo o Estado que agora vivemos. E isso afetou a produção? Obviamente que não. Existem maneiras de otimizar a produção agrícola sem causar tantos danos à saúde humana.   

Eterna polêmica
Essa fumaça que cobre Rio Branco são de queimadas feitas no Acre ou estados vizinhos? Grande parte é daqui mesmo. Esses dias vi uma enorme queimada às margens do rio São Francisco bem na confluência dos bairros Bosque e Placas, na área urbana da Capital. Tudo tranquilo para quem queima porque em época de eleição ninguém vai falar nada. E a saúde da população em alto risco.

Os dois votos ao Senado
Tenho a sensação que a maioria dos eleitores acreanos ainda não sabe que poderá escolher dois senadores. Esse segundo voto tende a provocar surpresas na abertura das urnas. Nada resolvido numa eleição que promete ser uma das mais disputadas da história do Acre.

Favoritismo
Em todas as pesquisas publicadas até agora os dois candidatos com os maiores índices de intenções de votos são o Jorge Viana (PT) e o Sérgio Petecão (PSD). Coincidentemente os dois que ocupam as vagas no momento e são candidatos à reeleição. O fator ser “conhecido” vai valer muito nessa disputa.

Indecisão
Mas tenho observado que nas pesquisas o número de eleitores indecisos ainda é bastante alto. Acredito que a decisão final dos eleitores sobre os dois votos ao Senado irá ocorrer em cima da hora. No momento, as eleições à presidência e ao Governo do Estado ocupam mais a atenção dos eleitores.

Os limites
Quem pensa em jogar com o “poderio econômico” para se eleger senador corre um enorme risco. Primeiro que não é possível “comprar” todo o eleitorado numa disputa majoritária. Segundo que a fiscalização pode identificar os “derrames” que por ventura estiverem ocorrendo. E isso dá cassação de candidatura.  

Lugar ao Sol
Na minha avaliação todos os principais candidatos ao Senado ainda estão no jogo exatamente por esse fator “segundo voto”. Jorge Viana, Petecão, Minoru Kimpara (Rede), Ney Amorim (PT) e Márcio Bittar (MDB) deverão acelerar as suas campanhas nos próximos dias se quiserem um lugar ao Sol. Eles são os melhores colocados nas pesquisas até agora com percentuais que permitem sonhar. Pedraza (PSL), por enquanto, ainda patina em um dígito de intenções de votos.  

Segundo ou primeiro turno?
Na disputa ao Governo do Acre a dúvida que permanece é se a eleição será resolvida em um ou dois turnos. A corrida liderada até agora por Gladson Cameli (Progressistas) seguido por Marcus Alexandre (PT) tende a se polarizar cada vez mais. Resta saber se com todos os recentes acontecimentos o Coronel Ulysses (PSL) poderá ter um notável crescimento. Claro que faltando pouco menos de um mês para o pleito tudo pode acontecer, até mesmo o Ulysses ir para o segundo turno, mas a tendência, por enquanto, é a de polarização entre os líderes das pesquisas. Nesse caso, entra o famoso “voto útil”. Ou seja, a tendência dos eleitores escolherem entre os dois que lideram a corrida e canibalizarem as outras candidaturas. Mas vamos aguardar as pesquisas de meados de setembro para poderemos ter uma noção mais precisa do que pode acontecer.      

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