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O PT ainda não entendeu que o candidato é o Gladson e não o Orleir Cameli

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A estratégia de fazer comparações dos 20 anos das gestões do PT com o Governo de Orleir Cameli (já falecido), que durou apenas quatro anos, é um erro tremendo. O orçamento do Estado naquela época era 10 vezes menor e a situação política e econômica do país completamente diferente. Um outro ponto óbvio é que o senador Gladson Cameli (Progressistas), apesar de ser sobrinho do Orleir, não é ele. Cada um deles certamente têm suas virtudes e defeitos, mas o contexto social e político atual não pode ser comparado com aqueles tempos. Então o Marcus Alexandre (PT) deveria orientar os seus marqueteiros para pararem com essas comparações estúpidas. Em recente programa eleitoral deram entender que a Educação nos tempos do Orleir era padrão Mongólia e atualmente, a dos governos do PT, comparável à Suíça. Isso não é verdade. Obviamente que houve evoluções naturais, mas não se pode jogar pedras no telhado do vizinho gratuitamente. Fica parecendo que querem distorcer o passado para benefícios políticos imediatos. Isso não vai funcionar. Só vai criar um clima emocional negativo para a candidatura ao Governo dos petistas. Mesmo porque Orleir não tem mais como se defender. Faz tempo que essas tentativas de tentar “desmoralizar” o ex-governador estão em curso. Mesmo quando ele ainda estava vivo a maneira como o tratavam beirava a crueldade. Cansei de ver petistas importantes irem a Cruzeiro do Sul e elogiarem o Orleir publicamente quando lhes era conveniente. Por outro lado, em Rio Branco, mudavam completamente o discurso e procuravam ignora-lo. Um peso e duas medidas de acordo com o interesse para a permanência no poder.

Cada um que cuide do seu destino
Acho natural numa democracia que haja o debate de ideias. Mas se querem confrontar “alguém” que o façam diretamente com o Gladson, que é o candidato. Os programas de rádio e TV existem para se difundir planos de governos e apresentar soluções para os problemas do presente. Além disso, acontecerão debates para que cada um dos candidatos ao Governo apresente a sua verdade, olho no olho, com os adversários.

Legado
Eu não vivia no Acre nos tempos que o Orleir foi governador. Mas posso afirmar que ele construiu várias escolas que permanecem funcionando até hoje em quase todos os municípios do Acre. Poderiam comparar também a educação do PT com o tempo de Getúlio Vargas ou de Juscelino Kubitschek. Mas não é esse o caminho.

Questão geracional
Um acreano que tenha 30 anos de idade quando o PT assumiu o Governo tinha apenas 10 anos. E nessa fase uma criança ainda não está preocupada com política. Então podemos deduzir que os acreanos e acreanos de até 30 anos só conheceram as gestões petistas. Tentar criar uma história anterior moldada nos interesses de quem está no poder por tanto tempo irá gerar desconfianças. A única saída é apresentar propostas para transformar o presente e esquecer o passado e o futuro.

Atentado à democracia
O “louco” que esfaqueou o presidenciável Bolsonaro (PSL) prestou um desserviço à democracia. Criou uma situação de “dúvidas” para os eleitores brasileiros. Principalmente porque na eleição passada o candidato Eduardo Campos (PSB) morreu num acidente aéreo que gerou muitos questionamentos.

Reflexos de um ato impensado
Não dá para prever como o eleitorado brasileiro vai  reagir em relação ao atentado contra o Bolsonaro. Se isso vai fazer dispará-lo na pesquisa ou não alterar o atual quadro ninguém sabe. Mas certamente era melhor que não tivesse acontecido e as coisas se resolvessem nos debates entre os candidatos.

A hora da Paz
Acho que o Brasil nunca precisou tanto de paz. Essa briga entre “coxinhas”, “mortadelas” e “petralhas” esgotou a paciência. Isso tem gerado um clima de “guerra civil” nas redes sociais e entre as pessoas. O pior que não temos inocentes nessa disputa. Então não dá pra ninguém apontar o dedo pra ninguém sem ter quatro outros apontados contra si próprio. Está na hora de parar e pensar no bem estar de cada um dos brasileiros. Sem paz não haverá solução.

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