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O PT insistiu com Emylson de vice para depois “escondê-lo” na campanha

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Acompanhei de perto os bastidores da pré-campanha das principais coligações partidárias na disputa ao Governo do Acre. Portanto, posso afirmar que entre a maioria dos militantes do PT e de outros partidos da FPA a indicação do ex-secretário de segurança Emylson Farias (PDT), para vice na chapa de Marcus Alexandre (PT), estava longe de ser unanimidade. Muito pelo contrário, até algumas lideranças consagradas sabiam que o cargo ocupado anteriormente por ele poderia gerar dificuldades junto a opinião pública durante a campanha. Nada contra a pessoa ou a capacidade profissional do Emylson, mas o fato é que ele assumiu uma pasta delicada no seu pior momento. Justamente quando as facções se “empoderaram” no Estado e fizeram crescer a sensação de insegurança da população. Imagino que o governador Tião Viana (PT), um dos maiores defensores do seu nome como vice, acreditava que até a chegada das eleições a questão da segurança pública do Estado estaria num momento positivo. Só que não. Mesmo que o atual Governo apresente índices de melhoria dos números a violência continua a incomodar os moradores do Acre. Emylson deixou a pasta com muitos problemas que nem de perto foram resolvidos para a maioria das pessoas. Não por culpa dele, mas de todo um contexto social complexo que precisaria de tempo e recursos financeiros para ser equacionado. Era preferível que Emylson tivesse continuado o seu trabalho e o concluído tecnicamente, antes de dar esse passo político. Numa eleição muito disputada o Marcus precisava de alguém que agregasse votos e não colocasse em dúvida a eficiência da chapa. O fato é que em muitos eventos majoritários de campanha o vice não tem aparecido. Na grande maioria dos releases à imprensa que recebo o seu nome não é lembrado. Mais recentemente quando se referem à chapa majoritária são citados Marcus, Jorge Viana (PT) e Ney Amorim (PT). O mesmo em relação aos programas eleitorais do PT em que Emylson até agora não foi apresentado aos telespectadores.

Opção
Na minha opinião, o nome que talvez mais tivesse agregado para vice de Marcus, seria o do deputado estadual Jonas Lima (PT). Com uma base eleitoral forte no Juruá, Jonas poderia estar tocando uma campanha paralela ao Governo na região. A questão da sua filiação partidária poderia ter sido resolvida com facilidade na janela aberta para mudanças em abril. Mas em suma…

Nome leve
Também acredito que a atual vice Nazaré Araújo (PT) seria uma outra boa opção. Assim como aconteceu com César Messias (PSB) que foi vice de Binho Marques e, posteriormente, de Tião Viana. Uma personalidade descomplicada de leve trato com os eleitores e com um currículo de vida exemplar.

E tem mais…
O próprio César Messias agregaria muito mais à chapa de Marcus. Deputado estadual, prefeito de Cruzeiro do Sul, duas vezes vice-governador e deputado federal. Além do fato de ter boa parte do seu eleitorado no Juruá. Portanto, nomes haviam em profusão.

Vida que segue
O cacique do MDB, deputado federal Flaviano Melo (MDB), costuma dizer que ninguém vota em vice. É verdade. No entanto, uma boa escolha pode ajudar e uma má escolha atrapalhar. Marcus Alexandre tem se mostrado um candidato competitivo com chances de chegar a vitória. Talvez se fosse outro o nome do PT a eleição já estivesse resolvida. Porque o julgamento do eleitorado acreano nessas eleições não é apenas em relação as qualidades de cada um dos concorrentes, mas também da aprovação ou não do atual Governo do PT.

Classes divididas
Uma professora de uma escola da Sobral me contou que a direção teve remanejar alunos das classes do segundo grau simpatizantes das facções Bonde dos 13 e Comando Vermelho. A separação foi para evitar brigas. Isso aconteceu em 2017, mas o critério se estendeu ao atual ano letivo de 2018.

Enrolados
A publicação de pesquisas de intenções de votos sem a devida comprovação de metodologia pode criar muitos problemas. Se o Ministério Público Eleitoral (MPE) provar que houve manipulação de números podem haver multas pesadas e até mesmo prisões. Segundo uma fonte, pelo menos duas pesquisas já publicadas estão sendo investigadas no momento no Acre.

Pelo cabresto
Um amigo que trabalha como terceirizado no DERACRE me falou que tem sofrido assédio para entrar na campanha eleitoral. Esse tipo de atitude pode ser um belo tiro no pé. No caso, esse funcionário, me revelou que não votará sob nenhuma hipótese nos nomes que lhes foram sugeridos. Ainda que finja votar para não perder o emprego.

Belo comitê
Fiquei impressionado com o tamanho do comitê de campanha do ex-secretário de saúde, Gemil Júnior (PDT), na avenida Floriano Peixoto, na Capital. Imponente com dois pisos e bem decorado na fachada mostrando que o candidato a deputado estadual terá “bala na agulha” durante a sua campanha.

Bem estruturado
O deputado estadual Manoel Moraes (PSB) está fazendo uma campanha ampla em todo o Estado. Creio que a intenção do parlamentar que concorre à reeleição é disputar para ser um dos mais votados. Manoel tem estrutura de campanha em quase todos municípios acreanos.

Bem nas redes
O deputado estadual Daniel Zen (PT) está fazendo uma campanha eficiente nas redes sociais para tentar a sua reeleição. Os pequenos vídeos e artes gráficas apresentados são simples, mas mostram bem as suas ações parlamentares e os seus objetivos num eventual segundo mandato. Zen aposta no voto ideológico da educação e da juventude.

Em pé firmada
A deputada estadual Eliane Sinhasique (MDB) não abandonou o seu mandato para fazer campanha na tentativa de se reeleger. Continua a fiscalizar o Executivo como parlamentar. Tem feito sérias denúncias sobre o Hospital de Brasiléia que, segundo ela, está longe de estar funcionando na sua plenitude apesar de ter sido inaugurado pelo atual Governo do PT.

Colhendo
Esses dias peguei um UBER que tinha afixado propaganda do candidato a deputado estadual Roberto Duarte (MDB). O voto se deve à luta do vereador para ajudar a conseguir a regularização dos serviços de transportes por aplicativos em Rio Branco, foi o que me explicou o motorista.

Chapas da morte
Na realidade temos várias coligações muito “difíceis” para deputado estadual tanto na oposição quanto na FPA. São as chamadas “chapas da morte” em que nomes famosos da política acreana poderão não se elegerem. Uma delas é a do PT com o PC do B que tem postulantes como Daniel Zen (PT), Lourival Marques (PT), Jonas Lima (PT), Leila Galvão (PT), Nil (PT), Jenilson Leite (PC do B), Edvaldo Magalhães (PC do B), entre outros. Uma briga de titãs em que apenas dois ou três sobreviverão. Pelos lados da oposição a chapa MDB-PSD também será uma das mais disputadas. Eliane Sinhasique (MDB), Antônia Sales (MDB), Roberto Duarte (MDB), Meire Serafim (MDB) e Jairo Carvalho (PSD) são alguns dos nomes mais conhecidos. Na minha avaliação, apenas dois deles comemorarão a eleição, no máximo três, com muito otimismo.

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