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No Acre a campanha eleitoral acontecendo e a bala comendo

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Li um relato nas redes sociais de um amigo de Cruzeiro do Sul que me impressionou. Estava ele com o filho na praça central da cidade quando começou um tiroteio na noite da última segunda, pelo que entendi. Segundo a narrativa, os
criminosos fugindo da polícia passaram ao lado da criança enquanto as balas zuniam pra todos os lados. Nesse mesma noite, em Rio Branco, um sargento da PM e um guarda penitenciário foram executados no bairro Bahia Nova. Um retrato do que está acontecendo no mundo real. Para alguns candidatos que estão em campanha esses acontecimentos não passam de números e estatísticas. Eles prometem acabar com a violência que aflige os acreanos. Mas sabemos que a situação fugiu do controle faz tempo e não será fácil para o próximo governador solucionar o problema “num passe de mágica”. Medidas mais duras deveriam ter sido tomadas quando esse processo se iniciou gradualmente com o aumento do tráfico de drogas e a chegada das facções no Estado. No entanto, o investimento em segurança pública do atual Governo não foi adequado para impedir o nascimento da “serpente” que se prenunciava dentro do “ovo”. As prioridades foram outras e a “serpente” não só rompeu a casca do “ovo” como está fazendo estragos na sociedade levando a vida de muitos jovens. Agora, não adianta ficar procurando culpados enquanto as pessoas estão morrendo. O momento é de nunião de todos os lados para estancar essa situação que se torna mais crítica a cada dia. Como vidas não são apenas números seria preciso fazer um pacto entre as forças políticas para uma solução emergencial. Mas isso exige também a humildade de quem está no comando para pedir ajuda porque não se trata de mais de quem vai ganhar ou perder a eleição. A verdade é que todos já estão perdendo o bem mais precioso que se pode perder, a força da juventude que representa o futuro dos acreanos.

Menos culpada
As policias civil e militar do Acre tem cumprido o seu papel no combate à violência. Mas falta estrutura para a efetividade das ações. Sem falar no número de policiais que é insuficiente. Não sei porque fizeram concurso público para a PM se o Governo sabia que não teria caixa para contratar.

Plenário vazio
As sessões da ALEAC estão esvaziadas com a campanha eleitoral. A maioria dos deputados ou são candidatos à reeleição ou a deputado federal. Assim fica difícil manter a normalidade legislativa do Estado. Isso não tem lógica porque na prática as sessões deliberativas acontecem apenas duas vezes por semana, terça e quarta, ficando quinta sempre para as solenes.

A hora de trabalhar
Vale lembrar ainda que os nobres deputados foram eleitos para “trabalharem” durante toda a legislatura que só termina no final de janeiro de 2019. Portanto, que todos cumpram com o compromisso assumido com a população e depois façam as suas campanhas.

Vantagem notável
Os candidatos a deputado federal do PT levam vantagem em relação ao PC do B. Isso porque Perpétua Almeida (PC do B), em tese, só deve se coligar para ajudar o marido candidato a deputado estadual, Edvaldo Magalhães (PC do B). Os outros podem fazer dobradinhas com os petistas pretendentes à ALEAC e também com outros candidatos a estadual dos partidos menores da FPA.

Começou o chororô
Recebi uma informação que os partidos “nanicos” da FPA já começaram a gritar por falta de recursos para fazerem as suas campanhas. Obviamente que esperam a ajuda, principalmente, dos candidatos majoritários do PT. Como a legislação e a fiscalização têm sido rígidas a “fonte está mais seca” e alguns ameaçam ir apoiar o candidato de oposição.

Vacas magras
Mas tampouco na oposição tenho visto aquela “gastança” que sempre marcou os pleitos no Acre. Com o financiamento público de campanha a principal fonte de recursos é oficial de acordo com as representatividades dos partidos no Congresso Nacional. Então é um verdadeiro cada um por si. Se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. A solução é lábia e sola de sapato.

Canto do cisne
Com a cláusula de barreiras muitos desses partidos “nanicos” da FPA e da oposição deverão desaparecer depois da eleição de 2018. Muitos estão participando da sua última eleição. Com isso aquele costumeiro “balcão de negócios” entre partidos está com os seus dias contados.

Busca do voto
Sena Madureira terá uma disputa renhida para deputado federal. Alguns dos candidatos que disputam votos no terceiro maior colégio do Acre, Nelson Sales (Progressistas), Charlene Lima (PTB), Mara Rocha (PSDB) e Alan Rick (DEM). Mas tem aqueles que cativaram bases por ali como Jéssica Sales (MDB) e Flaviano Melo (MDB).

Entre abacaxis
Em Tarauacá, Jesus Sérgio (PDT) é candidato a federal que tem a sua principal base na região. Mas Perpétua Almeida, por tradição, sempre foi forte nesse colégio eleitoral. Mas muitos outros candidatos irão ciscar nos terreiros do abacaxi grande.

Terra de ninguém
O Alto Acre continua a não ter ninguém de peso na disputa para federal. Ali os candidatos a federal do PT costumam ter uma boa votação. Mas obviamente que o pessoal da oposição irá investir também para conseguir seus votos em Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil e Xapuri.

Equilíbrio
Não vejo nenhum problema de batizarem o hospital de Brasiléia de Wild Viana, contanto que terminem a obra. Assim como acho que a BR 364, no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, deveria ser batizada de Orleir Cameli.

Afinal dois
políticos que têm as suas histórias ligadas ao Acre.

Mais pesquisas
Nesta semana, segundo informações que recebi, duas outras pesquisas de institutos do Acre deverão circular, Data Control e Delta. Preparem-se para mais “gritaria” nas redes sociais dos militantes dos candidatos majoritários. Continuo achando que algum empresário de comunicação do Acre deveria contratar o DataFolha. Seria uma novidade e pelo que me consta o Instituto paulista não aceita “arredondar” números para o interesse dos seus contratantes.

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