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PT e MDB se misturam na “infidelidade partidária”

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A disputa pelas duas vagas do Acre ao Senado está sendo intensa e provocando situações políticas inusitadas. O “vale tudo” das articulações e apoios tem feito membros de partidos diametralmente opostos se unirem para defender a eleição dos candidatos que lhes interessam. Notadamente o PT e o MDB estão protagonizando essas contradições com as candidaturas de Márcio Bittar (MDB) e Ney Amorim (PT). Neste final de semana, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), realizou uma carreata no município que governa para ungir o seu apoio a Ney Amorim. Dessa forma abandonou Márcio Bittar, do seu partido, pelo caminho. Os motivos embutem uma disputa política local. Mazinho rompeu com Charlene Lima (PTB), uma das principais aliadas de Bittar, que lhe apoiou nas eleições municipais de 2016. E não gostou de Bittar ter rejeitado a esposa Meire Serafim (MDB) como sua suplente. Assim preferiu apoiar o petista junto com Petecão (PSD). Por outro lado, Bittar declarou apoio ao presidenciável Bolsonaro (PSL) em detrimento do candidato medebista Henrique Meirelles. Mais uma situação polêmica, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (Progressistas), nos bastidores, não esconde a sua preferência por Ney que, obviamente, aceita de bom grado o apoio. Bittar além de ser o candidato de Vagner Sales (MDB), que se tornou um desafeto de Ilderlei, parece ter negado ajuda ao prefeito num momento difícil da sua vida. Seguindo ainda a novela das “infidelidades” Bittar orgulha-se de ser a segunda opção para o Senado do grupo político do Coronel Ulysses (PSL) que disputa o Governo contra o seu candidato oficial Gladson Cameli (Progressistas). Uma verdadeira salada ideológica que transcende a lógica partidária e coloca ainda mais fogo na disputa ao Senado.

Silêncio
Tanto por parte dos dirigentes do MDB quanto do PT parece existir um pacto de silêncio em relação a essas “infidelidades” dos seus membros. Com os principais personagens envolvidos diretamente nas campanhas ninguém questiona as opções dos seus filiados “infiéis”. Nessa altura o que vale é o voto na urna.

Bastidores
No entanto, vale lembrar que esses apoios velados e declarados acontecem de todos os lados entre partidos que teoricamente seriam adversários. O principal articulador de Petecão, professor Coelho, gravou vídeo declarando apoio ao Ney.

Fogo nas redes
O ex-deputado Luiz Calixto (PSD), um dos políticos mais próximos de Petecão, também não poupa Bittar nas suas postagens das redes sociais. Na maioria das vezes não cita o nome do “desafeto”, mas refere-se ao “candidato Copa do Mundo”

Raia miúda
Nos dias que passei em Cruzeiro do Sul assisti uma verdadeira romaria de vereadores de partidos da oposição conversando com Amorim. Segundo as minhas fontes a maioria deles deverá apoiar o petista como segunda opção.

Contradição
Bittar até convocou uma reunião dentro do MDB para exigir a fidelidade dos membros à sua candidatura. Mas fica difícil cumprir essa determinação na medida que ele mesmo apoia um presidenciável de outro partido.

Cada um por si
Também tenho notado que muitos candidatos proporcionais, a federal e estadual, não se empenham para garantir os votos aos candidatos para o Governo do seu partido. Se o cara é da FPA e chega numa casa em que o pessoal vota no Gladson não se esforçam para mudar. Preferem garantir o voto para si do que criar uma polêmica. Ouvi vários relatos nesse sentido.

Jogo das personalidades
Acredito que na disputa ao Senado e aos cargos proporcionais de federal e estadual os eleitores se guiam por nomes da sua preferência e não por partidos. Por isso, os candidatos que estiverem mais próximos dos eleitores têm as suas chances aumentadas. Aqueles que são mais conhecidos e têm serviços prestados ao Acre também levam vantagem nessa corrida eleitoral.

Pé na estrada
Indiferente dos jogos de bastidores, Jorge Viana (PT) tem feito uma campanha de militância por todos os municípios do Estado. Leva consigo o legado das conquistas dos seus dois governos. Também Minoru Kinpara (Rede) tem andado bastante para se tornar mais conhecido no interior. Tem a sua boa gestão como reitor da UFAC como bandeira de luta.

Serviço à democracia
As sabatinas ao vivo do ac24horas ao Governo do Acre se tornaram  um grande sucesso de acessos dos internautas. Agora, será a vez dos candidatos ao Senado serem entrevistados pelos jornalistas do site. Numa disputa que ainda tem um alto percentual de indecisos não tenho dúvida de que as sabatinas do ac24horas para os candidatos ao Senado baterão novamente todos os recordes de audiência na internet.

Sindicalista na pista
O lançamento da candidatura a deputado estadual do ex-presidente do Sindicato dos Bancários, Neném Almeida (SD) reuniu milhares de pessoas na AABB da Capital. Na eleição de 2014 perdeu a vaga por 200 votos. Na sua nova tentativa de chegar à ALEAC, em 2018, tem o apoio da maioria dos bancários do Estado.

Mudança de paradigma
Nas outras eleições, a maioria dos sindicalistas se candidatavam por partidos da “esquerda”. Parece que essa tendência mudou. Rosana Nascimento (PPS) que dirigiu o SINTEAC, certamente o sindicato mais forte do Acre, também está na oposição.

Silencioso
Um outro lançamento que impressionou foi o do Joza da Farmácia (Podemos), em Cruzeiro do Sul. Na sua tentativa de reeleição os apoiadores de Joza lotaram a Musical Clube. O interessante é que a maioria de quem estava lá era da zona rural do Juruá e da periferia de Cruzeiro.

Fator de segundo turno?
A vinda do presidenciável Bolsonaro (PSL) ao Acre, no próximo sábado, 1 de setembro, poderá ajudar o Coronel Ulysses (PSL). O candidato ao Governo tem aparecido nas pesquisas com percentuais beirando os 10%. Se crescer nos próximos dias forçará um segundo turno. É preciso saber o quanto essa visita será utilizada pelo seu grupo político para impulsioná-lo na disputa. Quem se beneficia também da visita é o candidato a deputado federal Bocalom (PSL).

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