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Sabatina com Janaína Furtado

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Janaina Furtado, candidata da Rede Sustentabilidade ao governo do Estado do Acre, foi a entrevistada no quarto e penúltimo dia da sabatina promovida pelo ac24horas nesta quinta-feira, 23.

Ela foi perguntada sobre temas como educação, economia, saúde, segurança, infraestrutura e agricultura.

Janaina condenou a politização da segurança pública, lamentou a grande quantidade de jovens no crime, destacou a necessidade da contratação de novos policiais e a imediata implantação de um policiamento de fronteira eficaz.

Janaina, que é vereadora em Tarauacá, lamentou os indicadores de violência em seu município e a superlotação do presídio do Estado em sua cidade.

“É inaceitável ver os nossos jovens morrendo. Nosso município está mudando muito. Há presídio para 80 pessoas com 400 presos”, resumiu.

Janaina acredita que a falta de oportunidade e emprego estão entre as razões da entrada de muitos jovens no crime e lembrou que em Tarauacá há um pólo moveleiro parado, milhões de uma obra “jogados pelo ralo e a população sendo desassistida”.

Saúde e educação

A candidata da Rede afirmou, ao ser perguntada, que aborto é um caso de saúde pública e que deve ser encarado como bastante responsabilidade pelo Estado.

Marina Silva, a candidata de Janaina Furtado à Presidência da República, defende plebiscito sobre aborto e drogas caso seja eleita.

“A forma como a Marina se posiciona em relação ao aborto está extremamente correta. É uma questão de saúde pública. Em relação a questão da liberação das drogas eu sou completamente contra.”

Janaina defende a redução da máquina para investimentos em áreas essenciais como a Educação.

“É preciso a redução de cargos comissionados, de cargos de alto escalão. Não devemos permitir que tenhamos tantos cargos. Reduzindo esses cargos, a gente consegue investir melhor, por exemplo, em Educação.”

A candidata da Rede falou ainda em criar escolas de tempo integral incluindo atividades culturais e esportivas nesse tipo de modalidade de ensino.

Economia e infraestrutura

Janaina acredita que é possível sustentabilidade com agronegócio. Ela não abre mão da economia com respeito aos recursos florestais.

A candidata acha que o excesso de gastos com cargos em comissão trava o andamento do Estado e priva a liberdade política das pessoas.

Janaina acrescentou, quando foi indagada na sabatina, que pensa em concluir as obras do Estado voltadas ao setor econômico local como o complexo industrial de madeiras e a fábrica de ração e frigorífico de peixes em Cruzeiro do Sul.

Tema diversos

Janaina Furtado afirmou que não é candidata a governadora para concorrer em 2020 ao cargo de prefeita de Tarauacá, embora admita um sonho de governar sua cidade. “Se essa possibilidade acontecer, eu não vou me me abster de participar do debate”, conclui ela ao dizer, entretanto, que pensa apenas em seu atual desafio.

Furtado comentou seu desempenho na pesquisa Ibope divulgada nesta semana em que ela aparece com 3%. “Muito me honra ter três pontos na pesquisa.”

A candidata defendeu uma auditoria na previdência estadual e para isso acha necessária “a contratação de uma equipe com competência com conhecimento pra fazer esse estudo, pra analisar essa pauta”.

A vereadora disse que é contra a liberação de armas. “Eu não consigo me imaginar usando uma arma. Respeito quem acha que as pessoas devem andar armadas, mas eu não me vejo usando uma.”

Sobre a maioridade penal, ela respondeu: “Eu acredito que as nossas leis precisam ser revisadas, mas não tenho uma opinião formada sobre esse tema”.

Quando foi perguntada sobre seus adversários Gladson Cameli (Progressistas) e Marcus Viana (PT), Janaina disse que não tem nada contra ambos, porém lembrou que já trabalhou em campanhas de Gladson Cameli no passado.

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Destaque 7

Falta de estacionamento prejudica ainda mais quem procura atendimento no Pronto-Socorro

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Estacionamento é hoje um dos grandes problemas enfrentados pelas médias e grandes cidades brasileiras em relação ao que se chama de mobilidade urbana.

Em Rio Branco, com uma frota estimada em mais de 170 mil veículos, a dificuldade para estacionar já é uma realidade. Não à toa, que no final de 2014, no centro da capital acreana passou a funcionar a zona azul. Modelo rotativo onde se paga para estacionar.

Exatamente por isso, quem vai construir um prédio de grande escala, seja comercial ou público, uma das primeiras e principais preocupações é onde os clientes vão estacionar.

Preocupação que não aconteceu na verticalização do Pronto-Socorro que, mesmo a obra tendo durado mais de dez anos, ninguém pensou em resolver um dos problemas de quem vai até local levar, visitar alguém ou em busca de atendimento, que é a dificuldade de um lugar para se estacionar.

O resultado são imagens como as que chegaram até a redação do ac24horas. Em um vídeo, é possível verificar que agentes da RBTrans multam motocicletas estacionadas em uma área interna do hospital.

“O problema é que não existe lugar pra estacionar. Como é se faz um hospital desse tamanho sem estacionamento? Eu venho visitar minha mãe todo o dia e é sempre a mesma coisa. Ás vezes damos volta e volta no quarteirão e não há vaga”, desabafa um parente de uma paciente internada que não quer se identificar.

A falta de um local para estacionar dificulta a vida de acompanhantes e visitantes de pacientes e também dos servidores. O Pronto-Socorro possui 150 leitos e entre efetivos e terceirizados, o hospital tem mais de 800 servidores. Por mês, a unidade realiza, em média, mais de 9 mil atendimentos, 60 mil exames laboratoriais e de imagens, além de cerca de 300 cirurgias de emergência.

Veja o vídeo:

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Cidades

IDAF envolve instituições de todo o Estado em ação de prevenção a zoonoses

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O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) está promovendo uma iniciativa em parceria com várias instituições em todo o estado que possuem conexão direta ou indireta com a área de Saúde Pública, como os Departamentos de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, Secretarias de Infraestrutura Urbana e de Meio Ambiente, entre outras, além do Ministério Público, por meio das promotorias nos municípios.

O objetivo da iniciativa é produzir ações conjuntas entre os diversos órgãos, visando a promoção de medidas voltadas para a prevenção de doenças infecciosas que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos, as zoonoses. O trabalho tem por base o conceito de Saúde Única, sugerido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) com o fim de demonstrar a indissociabilidade da saúde humana, animal e ambiental.

A médica veterinária Maria do Carmo Portela, do Setor de Comunicação Social do Idaf, é a coordenadora dos encontros realizados nesta última semana nos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Capixaba. Ela ressalta a importância da integração das instituições em torno do tema como maneira de se estabelecer um plano de ações que envolva todas as áreas de intervenção no âmbito da saúde pública no estado.

“Nós estamos reunindo as vigilâncias sanitária e epidemiológica dos municípios, a vigilância ambiental e o Ministério Público no sentido de que o tema saúde, na atualidade, engloba, inevitavelmente, a saúde humana e a saúde animal. É necessário que todos assumam o compromisso com as medidas e ações que nos levem a ter um controle sobre as possibilidades de desenvolvimento de zoonoses, que são as doenças animais possíveis de ser transmitidas ao homem”, explicou.

O cuidado para que animais, principalmente bovinos e suínos, não tenham acesso aos lixões ou aterros sanitários e conscientização de pessoas e empresas para que evitem a destinação de sobras de alimentos para a alimentação de animais, o que pode facilitar o surgimento de doenças como a peste suína clássica, estão entre as medidas que devem ser observadas e implementadas pelos setores envolvidos na ação. Cuidados ambientais também são importantes, como a coleta e destinação correta do lixo, projetos de reflorestamento e descarte adequado de embalagens plásticas.

A importância do conceito de Saúde Única

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), 60% das doenças infeciosas humanas são zoonoses; 75% dos agentes de doenças infeciosas no homem são de origem animal; cinco doenças novas no homem surgem por ano, sendo três de origem animal, e 80% dos agentes causadores de doenças que podem ser utilizados como armas biológicas são zoonóticos.

Do ponto de vista econômico, o Ministério da Agricultura afirma que até 2020 a expectativa é de que a produção nacional de carnes supra mais de 44% do mercado mundial. A excelência das granjas brasileiras coloca o país como terceiro maior produtor de carne de frango e o quarto maior produtor de carne suína do mundo. A saúde dos rebanhos tem importância fundamental nos processos de comercialização desses produtos.

Doenças como a brucelose são responsáveis por grandes perdas econômicas na cadeia produtiva do leite e na credibilidade da unidade de produção. Pesquisas mostram que a doença pode ser responsável pela queda de 25% na produção de leite e pela redução de até 15% na produção de bezerros. A brucelose representa também um risco potencial à saúde humana caso o leite contaminado seja ingerido pela população.

A médica veterinária Ane Gabrielle Cardoso Lima, chefe do escritório do Idaf em Xapuri, diz que o principal foco da ação de Saúde Única é voltado para os riscos de raiva animal, tuberculose, brucelose, peste suína clássica e mal da vaca louca (EEB). Segundo ela, como o contato entre humanos e animais é muito intenso, as ações preventivas são fundamentais para que várias doenças possam ser evitadas.

“Em várias ações nós iremos levar informações para as pessoas a respeito de como ela deverão fazer para evitar se contaminar ou contaminar seus animais. Nós sabemos que a proximidade entre homem e animal é muito grande, seja na zona rural, por meio das criações, seja na zona urbana, com os animais de estimação, e até mesmo por conta da alimentação, no consumo de produtos animais”, afirmou.

Raiva Bovina

No mês de janeiro deste ano, o Idaf teve a confirmação de um caso de raiva bovina na região do seringal Espalha, no limite entre os municípios de Xapuri e Rio Branco. Depois disso, novos casos suspeitos foram comunicados ao órgão.

A médica veterinária Ane Gabrielle informou que todas as medidas previstas foram tomadas pelo órgão e todos os animais suscetíveis da área foram vacinados à época da ocorrência, e que essa imunização ainda será reforçada pelo Idaf.

A chefe do escritório do instituto em Xapuri informou também que outras ações serão realizadas na região, como a captura de morcegos e a intervenção dos setores de vigilância sanitária e epidemiológica para agir na vacinação de cães e gatos, além do trabalho de investigação com relação aos humanos.

No caso de agressões de morcego contra animais, Ane Gabrielle explica que o Idaf deve ser comunicado. Quando houver o registro de ataques contra pessoas, a saúde pública deve ser procurada para que as medidas preventivas de costume sejam tomadas.

Febre aftosa

Desde 1º de novembro, o Acre está em plena campanha de vacinação contra a febre aftosa, que encerra no próximo dia 30. Depois disso, o estado, juntamente com Rondônia e parte do Amazonas, sairá do calendário do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

O estado acreano será um dos primeiros a receber do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a certificação de zona livre de febre aftosa sem precisar mais de vacinação. A condição proporcionará uma mudança de status diante do mercado de exportação de carnes.

O Acre é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial da Saúde Animal como zona livre de aftosa há quase 14 anos em virtude dos resultados exitosos de suas políticas de defesa e inspeção animal. Por isso, está no bloco 1 do PNEFA.

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