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Marcus Viana diz não à florestania e fala em investir no agronegócio

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O candidato a governador pelo PT, Marcus Alexandre Viana, foi o segundo dos concorrentes ao Palácio Rio Branco a ser sabatinado ao vivo pelo ac24horas na noite desta terça-feira, 21.

A sabatina começou às 19h30. Durante uma hora, os jornalistas Fábio Pontes, Luiz Carlos Moreira Jorge e Nelson Liano Junior, do ac24horas, fizeram perguntas diversas e sobre o plano de governo do candidato para as áreas de educação, saúde, agricultura, infraestrutura, habitação, segurança e economia.

O primeiro tema perguntado ao candidato pelos jornalistas foi sobre segurança pública.

Marcus falou em executar ações nas fronteiras do Acre com o Peru e a Bolívia por meio da criação de um comando de operações da fronteira e acrescentou que seu plano tem eixos definidos de ação com foco em “investimento em reaparelhamento,
tecnologia e valorização”.

Sobre a valorização e equiparação salarial entre PMs e policiais civis, Marcus falou em reduzir “paulatinamente a distância salarial entre as polícias civil e militar”.

“Nós temos que fazer um debate com o pé na realidade. O Estado tem um orçamento hoje que é quase o dobro na Segurança”, disse.

Sobre o sistema penitenciário, o candidato governista disse que “não trabalha na linha da privatização”.

“Vamos vincular o Iapen à Secretaria de Segurança, que hoje é vinculada à Secretaria de Direitos Humanos.”

Na área da Segurança, Marcus respondeu sobre seu vice, o delegado Emylson Farias, ex-secretário do setor. Ele elogiou seu companheiro de chapa.

“É um delegado de carreira, um homem de coragem. Eu tenho a honra de ter o Emylson do lado.”

Saúde

Marcus Viana quer reduzir as “filas das cirurgias na Saúde”. Ele destaca a necessidade de promover a descentralização dos atendimentos hospitalares
por meio, por exemplo, da conclusão do Hospital Regional de Brasileia, que deve atender toda a região do Alto Acre. Marcus também citou a conclusão das obras de verticalização do Pronto Socorro e da UPA de Cruzeiro do Sul.

Viana falou em “fixação dos especialistas” para regulação e estruturação” para reduzir as filas de cirurgias.

O candidato, ao ser perguntado sobre o Pró-Saúde, disse que não seria irresponsável em dizer que vai readmitir o pessoal do setor.

“Não vou aqui fazer nenhuma promessa. A minha posição é lutar para que não haja demissão. Temos que buscar amparo legal, para que a gente encontre uma solução.”

Educação

Marcus fala em construir em Sena Madureira e em Cruzeiro do Sul escolas de tempo integral, experiências que vem dando certo em unidades com esse modelo já existentes em Rio Branco.

“A construção de uma escola de tempo integral em cada uma das regionais. É um avanço porque você usa o horário ampliado para várias atividades”, disse.

O petista lembrou que em suas gestão na prefeitura da capital foram construídas 14 creches em Rio Branco, além da criação de cinco mil novas vagas na educação infantil.

O petista falou em aumentar o número de colégios militares e ampliar o Quero Ler, programa executado pelo atual governo com o objetivo de reduzir o analfabetismo.

“As escolas militares em Rio Branco foram um sucesso, pois trabalha a questão da disciplina e a educação. Também vamos dar sequência ao Quero Ler, que é um sucesso.”

Economia

O candidato a governador do PT não vai repetir a florestania dos governos da Frente Popular. Quer incentivar o agronegócio.

“Nós não vamos construir indústrias para incentivar a cadeia produtiva. Florestania é mais um conceito. Queremos ampliar áreas de agricultura para dobrar a produção. E ainda unificar as secretarias na
Secretaria de Produção Abastecimento.

Marcus lembrou que o Acre tem 2, 3 milhões de hectares de áreas abertas prontas para investimentos no agronegócio.

Ao falar sobre a ZPE, a Zona de Processamento de Exportação, projeto fracassado do atual governo, Marcus não descartou a possibilidade de transformar espaço em um espaço de pólo logístico.

Temas diversos: cargos em comissão, Lula e processos

Ao ser perguntado sobre a relação de seu eventual governo com os cargos em comissão, Marcus disse que vai manter sua fidelidade aos partidos e que suas escolhas são baseadas em critérios técnicos e políticos.

Para ele, o número de comissionados não é tão representantivo.

Segundo Marcus ocupantes de cargos em comissão devem “funcionar e trabalhar”.

“Pra indicar pessoas pra trabalhar comigo, tem trabalhar muito. Temos que respeitar essa aliança.”

Marcus disse que 80% dos processos contra ele foram arquivados. “Restam nove, agora”, acrescenta.

Sobre uma eventual eleição de um presidente não petista, Viana acrescentou que “entende que quem ganha a eleição tem governar pra todo mundo. Eu espero, caso eleito, que tenhamos um presidente para todos. Cada governador enfrentou o desafio do seu tempo”.

“Eu vou fazer o que tenho no meu coração. Acho que temos que ter a humildade de reconhecer as nossas falhas”, completou.

Para Marcus, Lula “foi o presidente que mais ajudou o nosso Estado”.

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