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Magoado com declarações de Cármen Lúcia sobre violência no Acre, Sebastião alfineta ministra em carta

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Os comentários feitos pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, ao jornalista Frederico Vasconcelos, da “Folha de São Paulo”, sobre a situação da violência no Acre irritaram o governador Sebastião Viana (PT)., levando-o a escrever uma carta endereçada a ela.

A Vasconcelos, a presidente da mais alta Corte do país disse ter ficado “profundamente impactada” com os relatos da criminalidade que colocam o Acre no topo dos estados mais violentos do país. No último dia 20 de julho, a presidente do STF esteve em Cruzeiro do Sul cumprindo agenda.

Dos membros do Judiciário acreano, ela recebeu relatos sobre o atual momento vivido pelo Acre na área da segurança pública, como a superlotação dos presídios e o elevado número de presos provisórios. Conforme ac24horas mostrou nesta quinta (9), 36% das pessoas presas no estado ainda aguardam sentença condenatória, segundo dados do CNJ.

Em Rondônia, essa quantidade é de 20%. “O índice de encarceramento no Acre é três vezes maior do que a média dos estados. Ela [Cármen Lúcia] pediu mais celeridade no julgamento dos casos de presos provisórios custodiados na penitenciária Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul”, escreveu o jornalista da Folha.

Como de costume, a primeira estratégia de Sebastião foi tentar desqualificar o trabalho de Frederico Vasconcelos. “Cheguei a pensar, inicialmente, em má-fé jornalística. A matéria, todavia, mostra que não”, disse o petista.

Numa alfinetada ao Judiciário, Sebastião Viana escreveu que a questão do superencarceramento e de presos provisórios não é um problema do seu governo, mas do Tribunal de Justiça do Acre.

O governador, também numa cutucada à autoridade máxima do Judiciário brasileiro, disse ter ficado espantado com o desconhecimento, por parte de Cármen Lúcia, da realidade da violência no interior do país.

“Cheguei a pensar no filme “Eram os Deuses Astronautas?”, como se alguém de outro tempo, de outra realidade, estivesse tendo informações, pela primeira vez, a respeito da realidade da violência no Brasil.”

Sebastião Viana disse ter tentado por várias vezes audiências com a presidente do STF para lhe repassar informações sobre a realidade da violência no interior do país, em especial na região amazônica.

O objetivo era expor a ela seu clichê de que a responsabilidade da atual crise da segurança no Acre é do governo federal por não proteger as áreas de fronteira.

No documento, o governador acreano ainda elenca uma série de investimentos que seu governo tem realizado na área da segurança pública, como a construção de novos presídios e o aumento dos investimentos no setor, saindo, segundo ele, de R$ 175 milhões para mais de R$ 507 milhões em seus oito anos à frente do Palácio Rio Branco.

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Alysson tenta amenizar impacto das declarações do governador sobre possível cartel na saúde

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FOTO: ODAIR LEAL/SECOM

O secretário de saúde, Alysson Bestene, fez plantão extra ontem (21) no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), após os impactos das declarações do governador Gladson Cameli que supôs a formação de um cartel na saúde que vem travando ações de resultados no setor.

Cameli ainda era senador quando encampou o discurso de que existia recursos e faltava gestão na saúde pública. Hoje, governador, enfrenta os maiores desafios de sua gestão na área encabeçada pelo odontólogo Alysson Bestene.

Durante programa de Rádio pelo sistema público de comunicação, em um verdadeiro desabafo, o governador pediu na última terça-feira (21) para profissionais que não querem “fazer a coisa andar” pedirem demissão. O chefe do Palácio Rio Branco voltou a dizer que recursos têm. Ele também reclamou da burocracia e criticou a lei de licitações que muitas vezes demora 120 dias para viabilizar compras de remédios e equipamentos.

Alysson Bestene teve que passar grande parte da noite de ontem reunido com a direção do HUERB e médicos de departamentos estratégicos da unidade, entre eles, o setor de ortopedia e de cirurgias. É do HUERB que o setor vem enfrentando as maiores críticas e denúncias.

“Conversamos com nossos profissionais e ouvimos atentamente as sugestões e os anseios”, disse Alysson que voltou a elogiar profissionais comprometidos e dispostos a ajudar. “Homens e mulheres que dedicam suas vidas para salvar vidas” acrescentou.

O secretário saiu da reunião garantindo adaptar o centro cirúrgico para abrir mais uma sala de atendimento a ortopedia. Segundo médicos que estiveram no encontro, o clima chegou a ficar tenso por conta das declarações do governador.

A questão é que além do governador, na Assembleia Legislativa do Acre, o deputado José Bestene sempre que ver o setor administrado pelo sobrinho atacado, abre o verbo, cobra maior ação das unidades de saúde de competência do município e não esconde seu descontentamento com a classe médica.

Até a manhã de hoje, nenhuma entidade do setor se manifestou com relação as declarações do governador.

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Destaque 2

Imagens mostram Emurb colocando asfalto onde não tem buraco

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Bem verdade que as condições de algumas ruas de Rio Branco começam a melhorar desde o início da Operação Verão, desencadeada pela prefeitura com o objetivo de recuperar as vias da capital acreana. Bem verdade também que o que foi feito agora está longe de ser suficiente para acabar com os buracos da cidade e acabar com o martírio dos motoristas que precisam de muita atenção, principalmente no período noturno.

Por isso, o espanto de internautas que flagraram equipes da Emurb colocando asfalto em um trecho da Avenida Ceará em frente ao José de Melo, onde aparentemente não há buracos “Eu não consigo entender. Com tantas ruas esburacadas em quase todos os bairros da nossa cidade, a prefeitura tá concentrando esforços onde não tem buraco. Na rua Manaus, onde moro no bairro Parque das Palmeiras, todas as ruas tem buracos”, disse um internauta que encaminhou as fotos ao ac24horas.

Em nota, a prefeitura de Rio Branco explicou se tratar de uma determinação da prefeita Socorro Néri para a recuperação preventiva das vias onde há grande circulação de veículos. Segundo a Emurb, ao longo dos anos, as muitas operações tapa-buracos criaram desníveis na capa asfáltica da cidade. Nesses mesmos pontos de tráfego intenso, a orientação é que uma fina camada de asfalto seja aplicada para melhorar e deixar mais uniformes as pistas.

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