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Debate entre presidenciáveis na Band deverá aumentar eleitores indecisos

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O primeiro debate entre candidatos à presidência da República produzido pela TV Bandeirantes não chegou empolgar. Se os eleitores já estavam desinformados a respeito das propostas dos participantes, provavelmente, continuarão no limbo sem saber quem escolher com certeza, sobretudo, pela atual situação do país que precisa de mudanças urgentes para retomar o seu crescimento econômico e social.  Claro que os militantes partidários passam ao largo dessa tese. Para eles não importa o que o seu candidato disser que o voto continuará a ser o mesmo. No entanto, o eleitor comum deveria estar esperando um desempenho melhor dos postulantes à presidência. Participaram do Debate: Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alkmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). O ex-presidente Lula (PT), preso em Curitiba, não obteve a autorização da Justiça para participar do evento televisivo. Apesar do clima morno do debate, o programa ao vivo conseguiu bater recordes de audiência nas principais redes sociais e no canal Youtube, revelando que a população está se despertando aos poucos para a eleição do próximo presidente do Brasil.

Pérolas no ar
Farei um apanhado de algumas frases ditas pelos candidatos que são significativas das suas intenções de gestão se por ventura chegarem ao Palácio do Planalto. Os temas mais debatidos foram na ordem: segurança pública, geração de emprego, reformas da previdência e trabalhista, corte de impostos e saúde pública.

Quando o tema era geração de emprego:
Cabo Daciolo: “Jesus vai ser o meu auxiliar para gerar os empregos necessários”.

Alkmin: “É preciso retomar a confiança,” se referindo e demonstrando claramente que é um dos candidatos do Mercado Financeiro.

Marina Silva: “Uma coisa é certa, aqueles que criaram esse problema não serão os que resolverão o problema”.

Bolsonaro: “O Brasil precisa voltar a fazer comércio com o mundo inteiro e diminuir a burocracia. E apesar de que sei que perderei votos vou dizer: É preciso reduzir os direitos dos trabalhadores para aumentarem as ofertas de emprego.”

Boulos: “Revogar todas as medidas do atual Governo Temer e mexer profundamente com os privilégios dos ricos. Vamos fazer uma melhor divisão das riquezas”.

Meirelles: “O caminho para gerar emprego é retomar a estabilidade do Brasil. Isso só se consegue com uma política econômica correta.”

Ciro Gomes: “Vou gerar 2 milhões de novos empregos nos primeiros anos do meu Governo. A fórmula retomar o poder de consumo dos brasileiros, inclusive, limpando o nomes daqueles no SPC que estão impedidos de consumir.” Ciro insistiu muito em retomar as obras paradas do Brasil.

Nota: Os ricos brasileiros devem ter ficado preocupados. Até mesmo os candidatos mais à direita dizem que vão aumentar os tributos às grandes fortunas. Já vi esse filme em outras eleições e os ricos continuam mais ricos.

Segurança pública
Alkmin promete aplicar o mesmo método do estado de São Paulo, que reduziu 12 mil homicídios para três mil ao ano. Ele também promete investir na vigilância nas fronteiras do país e combater as facções criminosas.

Bolsonaro destacou o Referendo que pretende fazer para a população ter acesso ao porte de armas e a compra de armamentos. Segundo ele, os bandidos estão bem armados enquanto a população está a sua mercê. Ele também acha que a questão dos Direitos Humanos é um empecilho para a Justiça no Brasil.

O Cabo Daciolo acha que falta amor entre as pessoas e mais uma vez convocou Jesus para ajuda-lo na tarefa contra a violência.

Os radicais
Em extremos opostos Guilherme Boulos e Jair Bolsonaro protagonizaram um dos poucos momentos mais ríspidos. Boulos alega que Bolsonaro tem uma “funcionária fantasma” do seu gabinete. E que conseguiu comprar imóveis com a verba de auxílio moradia da Câmara Federal. Bolsonaro respondeu rispidamente que não cometeu nada ilegal porque está na Lei. Em relação a tal “funcionária” simplesmente se negou a responder e chamou Boulos de invasor de propriedades privadas.

Detalhes
O Henrique Meirelles alegou que todos os outros candidatos não têm conhecimento em economia, apenas ele. Marina Silva repetiu várias vezes que os culpados pela atual situação do Brasil querem retornar ao poder. Alkmin sempre usou as conquistas do seu Governo em São Paulo como referência para o que pretende fazer no Brasil. Ciro Gomes quebrou um pouco a sua imagem de “Seu Lunga” e surpreendentemente se mostrou simpático e bem humorado. Cabo Daciolo promete uma caça ao comunismo no seu Governo. Boulos se disse o único candidato representante dos trabalhadores. Álvaro Dias destacou a presença das mulheres na sua equipe se chegar ao Governo. Bolsonaro quer que se abra a “caixa preta” dos empréstimos do BNDES nos tempos dos governos do PT.

Sem vencedores
Na minha avaliação não dá para afirmar que um dos oito participantes venceu o debate. Todos tiveram bons e maus momentos, mas o tom morno prevaleceu para todos. Mas ninguém apresentou propostas revolucionárias e claras para os sérios problemas que o país enfrenta. Bolsonaro quer militarizar o ensino do país. Marina dar oportunidade e acesso à educação para os mais pobres. Alkmin pretende investir em ensino infantil e básico, sinalizando uma possível privatização das universidades públicas. Álvaro Dias quer institucionalizar a Lava Jato para combater a corrupção e chamar o ministro Sérgio Moro para ser o seu ministro da Justiça (só não disse se tem ou não a autorização do Moro para usar o seu nome).

Conclusão
Entre os candidatos que estão a frente das pesquisas (quando o nome de Lula não aparece) fico a pensar como irão se divulgar. Bolsonaro e Marina terão apenas poucos segundos nos programas gratuitos para mostrar as suas propostas e debates com oito postulantes pulveriza a ação de cada um deles. Ciro terá um pouco mais de tempo e mostra potencial para crescer durante a campanha se manter a calma que demonstrou no Debate. Quem terá um tempo representativo será o Alkmin. Não diria que foi mal no programa, mas de uma certa forma é o que representa mais o poder instituído no Brasil num momento que a população quer mudanças. Façam as suas apostas sobre o imponderável.

 

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