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Na defesa da Legalidade

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Sou rodado no jornalismo político. Nunca vi seja por ato de governantes da oposição ou da FPA uma posição legalista como a tomada pela prefeita Socorro Neri, para evitar o uso da máquina pública em campanhas políticas, como o Decreto da sua lavra recentemente publicado. O comum sempre vinha sendo nas duas últimas décadas ver funcionários públicos em horário de expediente balançando bandeiras nas esquinas, participando de atos políticos, em arrastões nos bairros, burlando a lei, tudo da forma mais cínica e consentida possível por quem estava no poder. A farra acabou. A farra acabou. Pelo texto do Decreto, o servidor municipal que for fazer campanha no horário de expediente e for flagrado será “sumariamente” demitido. O termo foi este mesmo: “sumariamente demitido”.  Num tempo de Lava Jato, com o Brasil fervendo politicamente, a Polícia Federal de olho aberto, ela teria mesmo que se precaver cortando o mal pela raiz. Este ato da prefeita Socorro (foto) merece ser aplaudido por todos aqueles que querem uma eleição limpa e seguida por outros mandatários. Nada é mais danoso para a democracia que o uso da máquina pública em campanha. Decisão a ser aplaudida! Comemorada! Deixemos o eleitor decidir a eleição de forma mais livre e soberana.

FORAM AVISADOS
A prefeita Socorro Neri foi perfeita neste Decreto. A sua advertência de “demissão sumária” para quem usar a máquina municipal da campanha deixa todos os servidores avisados. Não vão ter como reclamar de demissão em caso de serem flagrados descumprindo a norma.

BRIGA SURDA
Há uma briga surda entre alguns caciques da FPA que já virou comentário nos bastidores e pode acabar vazando para a opinião pública. Depois que inventaram o gravador fazer declarações intempestivas virou um problema. O céu não é de brigadeiro na FPA.

RESTA O PT
O PCdoB já levou porta na cara do PODEMOS-PRB-PROS para uma coligação de deputado estadual. Só lhe restam dois caminhos: chapa própria ou convencer o PT a formar uma aliança.

O BURACO É MAIS EMBAIXO
A deputada federal Jéssica Sales (MDB) não correrá mais solta como na sua última eleição. Este ano teremos quatro candidatos disputando com ela os votos de Cruzeiro do Sul e restante do Juruá: Henrique Afonso (PV), Rudiley Estrela (PP), César Messias (PP) e Perpétua Almeida (PCdoB). E com o agravante de que, Jéssica não terá mais a máquina da prefeitura de Cruzeiro.

DEBANDADA EM APOIOS
Nota-se também a debandada de apoiadores da sua última eleição, como os vereadores Marivaldo da Várzea e Lucila Brunetta, que deixaram seu grupo e se somaram ao PP do prefeito Ilderley Cordeiro e apoiarão a candidatura do seu rival direto Rudiley Estrela (PP).

MUITO MAIS DIFICULDADE
O grupo comandado pelo ex-prefeito Vagner Sales (MDB) ainda é forte na região do Juruá, mas com as defecções naturais de quem está fora do poder. Seria temerário se dizer que por causa disso a deputada federal Jéssica Sales (MDB) não se reelegerá, pode sim bisar o mandato, mas não caminhará nesta disputa mais leve e solta como na primeira eleição. Isso pode ser dito.

FICHAS NO VELHO LOBO
O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, fala com a maior convicção que, em Sena Madureira, os mais votados para deputado federal serão pela ordem Flaviano Melo (MDB) e Antonia Lúcia (PR). E montou uma estratégia para funcionar neste sentido nesta eleição.

QUATRO GABINETES
A informação que se tem é que o prefeito Mazinho está aparelhando quatro gabinetes, para que os candidatos Flaviano Melo (MDB), Antonia Lúcia (PR), Marivaldo Melo (PSD) e Jéssica Sales (MDB), quando forem à Sena Madureira, tenham onde conversar com seus eleitores.

JOGO BRUTO
Jogo bruto também será na candidatura da sua mulher Meire Serafim (MDB), que disputará uma vaga de deputada estadual. Para se ter a idéia da sua estrutura de campanha, estão lhe apoiando 23 vereadores, dois prefeitos, o deputado Chagas Romão e o ex-prefeito de Senador Guiomard, James Gomes. Só o que sei! Com uma estrutura deste porte fica muito forte.

FORTE CONCORRENTE
Dentro da chapa do MDB, com esta estrutura, Meire Serafim, será difícil de ser batida.

QUE É ISSO, ELIANE?
No pacote de sugestões apresentadas pela deputada Eliane Sinhasique (MDB) para ajudar no combate à violência consta um que pede à imprensa que não mostre mais a cara dos bandidos presos. Divulgar um fato negativo ou positivo é papel do jornalismo. Censura? Que é isso, Eliane? É um tipo de sugestão que não acrescente nada para por fim à situação de terror.

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA
Com o clamor de “o povo do Acre pede socorro”, citando ter o Estado a “maior taxa de homicídios do país”, o deputado federal Alan Rick (DEM) pediu da tribuna da Câmara Federal a intervenção federal na Segurança Pública. Citou que a sua parte ele já fez, com destinação de recursos para compra de carros, equipamentos de segurança, e armas às polícias.

QUAL O PROBLEMA?
Não consigo entender por qual razão o governador ainda não pediu a ajuda da Força Nacional, que é acionada em situação de emergência. Vamos ter a humildade de reconhecer que estamos numa fase de extrema gravidade, em que pese a ação elogiável da PM e Polícia Civil, louve-se sempre isso.

QUAL O INCENTIVO?
Um casal foi preso por policiais após um assalto e foi liberado na Audiência de Custódia. Pois bem, a dupla, 24 horas depois da liberdade foi novamente presa assaltando no Canal da Maternidade. Espero que não aconteça, mas não vou me surpreender se forem soltos novamente. E vem a pergunta: com decisões deste naipe qual o policial que se sente motivado a arriscar a vida para defender a sociedade?  No mínimo tira o incentivo. Isso acontece com a cidade assistindo uma chacina atrás da outra. Não entro na discussão jurídica, mas o policial, a opinião pública, aquele que não vive cercado de seguranças, nunca vai entender um fato desta natureza. Não há como ser mais duro sem ferir a lei? E outra pergunta que fica.

COLOCAÇÃO FELIZ
Meu colega Nelson Liano fez uma colocação muito pertinente sobre a violência que tomou conta do Estado, notadamente, na Capital, citando que a pauta da segurança pública pode ter influência nesta eleição tanto quanto já teve a desastrada mudança de horário. Não duvido.

PAUTA CERTA
Os candidatos ao governo podem se preparar que a Segurança Pública não tem como não estar no debate principal desta eleição para governador. É impossível disso não vir ocorrer.

POR QUAL MOTIVO?
O Conjunto Tropical é um bairro visado pelos ladrões. E não se vê um Plano do Comando da PM para um policiamento mais ostensivo na região, por onde raramente passa um carro da ronda policial. Acho que o Coronel Kinpara tem alguma bronca com alguém do Tropical. Só pode ser!

FAÇO O REGISTRO POSITIVO
A nota acima, eu mandei para a minha coluna no jornal OPINIÃO. Pois bem, os moradores do Tropical tiveram na noite de ontem a grata surpresa em assistir a presença de um aparato policial forte passando pelo bairro, ao que só tem que se agradecer. Não foi em função da nota acima no OPINIÃO, por este só chegar nesta manhã nas bancas. Os que os moradores esperam é que essa presença policial seja perene no Tropical, um bairro em sobressalto. Não custa viaturas ficarem passando pelo bairro ou estacionando em um local estratégico. E ao que indica, o Kinpara não tem broca com ninguém da comunidade. Ainda bem, né Kinpara?

INVERTENDO O PAPEL
Andam querendo debitar ao deputado Antonio Pedro (DEM) o fechamento da Fábrica de Camisinhas, por ter denunciando o seu marasmo. Só há um culpado: a falta de gestão.

PAU QUEBROU
No popular, o pau quebrou ontem na tribuna do Senado, entre os senadores Sérgio Petecão (PSD) e Jorge Viana (PT), por conta da violência que vem assolando, principalmente, a Capital. É um debate que não está só entre os políticos, mais enraizado no meio do povão.

FRONTEIRAS COM VIGILÂNCIA
O candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), fez ontem da tribuna do Senado uma prestação de contas do semestre do mandato, incluindo, a liberação de recursos para os municípios. Aproveitou para clamar por uma unidade dos poderes com os segmentos sociais para o combate à violência e pediu a presença de forças federais na vigilância das fronteiras com o Peru e Bolívia, para impedir a entrada de armas e drogas. Tem de cobrar mesmo.

CANSARAM DE SER ESCADAS
Os deputados do PRB-PODEMOS-PROS- resolveram falar grosso e mandaram o PT e PCdoB  procurar coligação em outra freguesia. Quando isso ocorreu quando o PT estava forte? Nunca! Em fim de mandato, nem o garçom do cafezinho é solícito, quanto mais os deputados.

SALVANDO A PELE
Os deputados do PODEMOS-PRB-PROS querem salvar a própria pele. Sabem que se forem se coligar com PT e PCdoB serão engolidos pelos esquemas desses partidos. Seguro morreu de velho. Diz o velho ditado. E estão absolutamente certos em caminhar de chapa própria.

CABEÇA E CORPO
Fora dos deputados Raimundinho da Saúde (PODEMOS), Heitor Junior (PODEMOS), André da Farmácia (PRB), Dra. Juliana(PRB), Josa da Farmácia(PODEMOS) e Maria Antonia (PROS), a chapa dos nanicos da FPA soma no total quarenta candidatos. Pode beliscar três vagas.

NOVIDADE POLÍTICA
A FPA resolveu inovar e fará cinco convenções regionais para as suas candidaturas majoritárias: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá, Brasiléia e Sena Madureira. Será no final deste mês. Objetiva dar mais visibilidade ao candidato ao governo, Marcus Alexandre (PT) e aos dois candidatos ao Senado, Jorge Viana (PT) e Ney Amorim (PT).

MAIORES COLÉGIOS ELEITORAIS
Foram escolhidos justamente os municípios de maiores colégios eleitorais.

CORRENDO O MUNDO
O candidato Marcus Alexandre (PT) está correndo o mundo. Dormiu nos últimos dias em Jordão e Santa Rosa e semana que vem retorna ao Juruá, já para organizar a convenção regional. Seus assessores têm considerado as visitas aos municípios muito receptivas.

DEDO DO ZEN
Já na ALEAC projeto de autoria do deputado Daniel Zen (PT) para a atualização de valores das horas pagas no Banco de Horas da Polícia Militar. Chegou ontem também o projeto que unifica ao soldo as gratificações pagas aos PMS, matéria da qual Zen teve ampla participação na defesa da medida do governo.

NÃO PASSOU EM BRANCO
Daniel Zen (PT) é um deputado que não passou em branco o seu mandato, sempre muito atuante nas comissões, na apresentação de projetos, e é uma das gratas revelações da nova safra de políticos do PT. Zen é um político que Sempre primou pelo livre debate na ALEAC.

NÃO ME PARECE O RESPONSÁVEL
O deputado Eber Machado (PSDC) entrou ontem pela cobrança errada na tribuna da Assembléia Legislativa. Se quartéis da PM estão deteriorados a culpa não cabe ao Coronel Kinpara, comandante da PM, como acusou o parlamentar, mas ao governo. Muito simples.

BOM ASSESSOR
Entre os assessores mais lúcidos do candidato ao governo, Gladson Cameli (PP), está o ex-deputado José Bestene, sempre um apaziguador nos momentos de conflito político. Bestene, que foi um bom deputado, voltará disputar um mandato para a ALEAC na eleição deste ano.

NÃO TEM CONVERSA
Pelo que disse ontem o deputado Gehlen Diniz (PP) numa conversa sobre composições políticas, não há a mínima chance do PP vir a se coligar com o MDB na área estadual.

MUITA GENTE EQUIVOCADA
Alguns candidatos a deputado estadual acham que os atuais parlamentares não fazem nada e prometem que se eleitos mover céus e terra. Conversa fiada. O papel do deputado é limitado. Começa que não pode apresentar projetos que impliquem em gastos do governo.

A REALIDADE É DIFERENTE
A realidade do plenário de um parlamento é diferente do que se imagina. Um deputado de oposição, com bancada minoritária, tem que ficar restrito a denunciar, cobrar do governo, porque seus projetos, geralmente, são derrubados pela maioria que governa.

O BOLO DO SENADO
Os grandes partidos estão marcando as suas convenções regionais para o final do mês. A partir daí terão apenas agosto e setembro para fazer campanha. O tempo pequeno dá certa vantagem a quem é conhecido no Estado, principalmente, nos municípios do interior  distantes. Os candidatos novos têm que correr para ganhar visibilidade. A eleição deste ano vem com um diferencial do equilíbrio. Para o Senado, por exemplo, está um bolo formado e que somente haverá uma definição de quem vai se descolar lá para o final de agosto. Pode haver até vitórias de nomes que entraram na disputa como sendo zebras na eleição. Não duvidem de nada nesta briga pelas duas vagas para senadores.

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