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Com associação, pecuaristas pretendem conter invasões de terras no Purus

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No próximo sábado (14), em Boca do Acre, grandes, médios e pequenos pecuaristas da calha do Purus, irão se reunir para criar a uma entidade representativa para coibir a invasão de terras produtivas na região.

O encontro acontece a partir das 14 horas no Parque de Exposição de Boca do Acre, e vai contar também com a presença de representantes do governo do Amazonas e do president da Federação Amazonense de Agricultura, Muni Lourenço Silva Júnior.

OS pecuaristas estão preocupados com o avanço das invasões em fazendas, areas produtivas, que entraram na mira dos invasores profissionais.

A disputa agrarian na Calha do Purus já foi diversas vezes denunciada á Polícia Federal e até confrontos acabaram ocorendo.

Integram essa região os municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Canutama, todos no Amazonas, que juntos formam uma área de aproximadamente 165.468 km2, maior que 12 Estados Federados.

Nessa área habitam cerca de 114.000 pessoas, com uma densidade demográfica de 0,7 h/km2.

Proposta para se chamar de PROMPURUS( Associação dos Produtores Rurais do Médio Purus), a Associação vai reunir pecuáristas do Amazonas e Acre,que possuem terras na região citada.

Em um document elaborado e que sera apresentado no encontro, os membros da futura Associação alertam para a onda de invasões e os frequentes conflitos e destacam a ausencia do poder public, que na maioria das vezes não aparece por causa da dolorosa geografia da Amazonia.

¨A ausência do poder público na região, fundamentalmente em suas áreas básicas de expressão: saúde, educação e segurança, é o principal fator impeditivo do desenvolvimento, diante da intranquilidade da população para o exercício de suas atividades laborais.No campo da segurança pública os índices são alarmantes, vez que a média de policiais por 1.000 habitantes é inferior a 01 servidor. A presença de Autoridades Judiciárias e do Ministério Público é esporádica. A extensão territorial e a prevalência do modal fluvial são outros fatores impactantes no desassossego das pessoas que lá habitam¨, diz um trecho do documento.

Em outro momento o documento justifica a necessidade da criação da Associação e destaca a importância da manutenção dos empreendimentos que fortalecem a economia.

¨ Diante do quadro existente, com o objetivo precípuo de preservar empreendimentos realizados na região, bem como salvaguardar pessoas que lá habitam e trabalham, é constituída a Associação dos Produtores Rurais do Médio Purus – PROMPURUS, cuja finalidade, no contexto das normas específicas de convivência humana e na formação social das atividades agropecuárias, é expressa no debate, análise, planejamento, apoio e acompanhamento dos problemas de segurança regional, na busca da integração e da cooperação entre as autoridades locais e a população.A instalação da PROMPURUS tem por meta principal estabelecer um circuito de proteção intervencionista representando seus associados na busca de medidas legais de salvaguarda de seus investimentos na atividade pecuária, nao o expondo a situações delituosas de organizações criminosas dedicadas a invasões de propriedades rurais , bem como de possiveis retaliações de autoridades comprometidas ideologicamente com aqueles setores ou as que fazem da inércia seu projeto politico¨, conclui .

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Cidades

Dólar tem quinta alta consecutiva

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A cotação da moeda norte-americana teve a quinta alta consecutiva, encerrando o primeiro pregão da semana com valorização de 0,64%, cotada a R$ 3,920 para venda. A alta de hoje (10) é a maior registrada desde 2 de outubro passado, quando a moeda fechou em R$ 3,933.

O dólar aumentou 0,89% com a série de altas na semana passada, após o Banco Central ter efetuado leilões extraordinários de venda futura da moeda, com compromisso de recompra, para conter a valorização da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), começou a semana em baixa de 2,5%, com 85.914 pontos. As ações das grandes companhias, chamadas de blue chip, acompanharam a queda, com Petrobras encerrando em baixa de 5,05%, Bradesco com –1,82%, Vale com desvalorização de 1,74% e Itau com – 2,42%.

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Cidades

Bolsonaro pede confiança de eleitores

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No discurso de diplomação, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu hoje (10) governar para todos, sem qualquer distinção ou discriminação. Bolsonaro pediu a confiança daqueles que não votaram nele. Também afirmou que o voto popular é um “compromisso inquebrantável”. Segundo ele, a construção de uma nação mais justa depende da “ruptura de práticas que retardaram o progresso no país”, como mentiras e manipulação.

“A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”, afirmou o presidente eleito durante a cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro disse que a diplomação representa o reconhecimento da decisão do eleitorado brasileiro, em “eleições livres e justas”. Agradeceu o trabalho da Justiça Eleitoral, o apoio da família e os 57 milhões de votos. Em primeiro lugar, agradeceu a Deus por estar vivo, após ter sido esfaqueado no início da campanha eleitoral.

Afirmou que cumprirá sua determinação de transformar o país em um local de justiça social. “Eu me dedicarei dia e noite a um objetivo que nos une: a construção de um Brasil próspero, justo, seguro e que ocupe o lugar que lhe cabe no mundo.”

Democracia

O presidente eleito lembrou que o Brasil deu um exemplo de respeito à democracia nas eleições de outubro. “Em um momento de profundas incertezas, somos um exemplo que a transformação pelo voto popular é possível. Este processo é possível. O nosso compromisso com o voto popular é inquebrantável. Os desejos de mudanças foram expressos nas eleições.”

Bolsonaro disse ainda que só com rupturas de algumas práticas haverá avanços. “A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer uma ruptura com práticas que retardaram o nosso progresso, não mais violência, não mais as mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão de nosso destino.”

Novas tecnologias

Para o presidente eleito, as novas tecnologias demonstraram sua força nas urnas. “As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma eleição direta entre o eleitor e seus representantes. Esse novo ambiente, a crença na liberdade, é a melhor garantia dos ideiais que balizam a nossa Constituição.”

Família

Bolsonaro agradeceu o apoio da família, citou a mulher Michelle, os cinco filhos e a mãe Olinda, de 91 anos. Ao mencionar o nome da caçula, Laura, 8 anos, acenou para a menina que estava sentada na plateia.

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Cidades

Acre realiza primeiro curso de classificação comercial de banana

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Na sexta-feira (7), engenheiros agrônomos de diferentes instituições públicas e empresas privadas do Acre, ligadas à área de produção vegetal, concluíram o primeiro curso sobre classificação comercial de banana do Acre. Realizada pela Embrapa, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Superintendência Federal da Agricultura (SFA), em Rio Branco, a capacitação de 40 horas preparou 15 profissionais que vão atuar com foco na melhoria da qualidade e adequação da produção do Estado ao padrão comercial estabelecido pela legislação que orienta a classificação de produtos vegetais no País.

O curso integra as ações para implantação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) da Sigatoka-negra no Acre. Os conteúdos abordaram conhecimentos teóricos sobre a classificação, padronização e fiscalização de produtos vegetais e aspectos legais do processo, além de práticas sobre coleta de amostras de frutos de banana, técnicas de
classificação do produto e uso adequado de equipamentos entre outros aspectos normativos exigidos. A programação também contou com exames classificatórios.

“Os participantes aprovados deverão se credenciar junto ao Mapa como classificadores de banana, procedimento necessário para obtenção do registro profissional de habilitação técnica para o exercício da atividade”, explica a pesquisadora da Embrapa Acre, Virgínia Álvares, coordenadora da atividade e autora do projeto de capacitação.

Critérios de classificação

De acordo com a legislação, a banana destinada ao comércio interno e exportação deve ser classificada em Grupos e Tipos, com base em critérios como tamanho dos frutos (comprimento e diâmetro), nível de maturação, apresentação (quantidade de frutos por penca) e qualidade (limpeza dos frutos e ausência de defeitos como rachaduras,
amassados). O Grupo 1, representado pelas variedades nanica e nanicão, pode ser dos Tipos Extra, Especial, Comercial e Comum. Já a bananas do grupo 2 (prata, maçã e banana da Terra, conhecida como banana comprida), variedades abundantes no Acre, incluem os Tipos Extra, Especial e Comercial.

“A tipificação ajuda a garantir padronização e homogeneidade à banana e agrega valor comercial ao produto. A prática trará benefícios para os produtores, que poderão obter preços mais justos para a produção, e para o consumidor, que contará com um produto com melhor qualidade”, afirma a engenheira agrônoma Maria do Carmo Brilhante, lotada no Serviço de Sanidade, Inspeção e Fiscalização da SFA/Mapa no Acre.

Ezequiel Pelentir, técnico da Cidasc e instrutor da capacitação, explica que os defeitos mais comuns na banana disponibilizada para o mercado são lesões por doenças, podridão, machucados e escurecimento dos frutos, geralmente resultantes de práticas inadequadas na colheita e pós-colheita e na logística de acondicionamento e transporte da produção. “Esses problemas, facilmente identificados, influenciam a compra do produto pelo consumidor, que dará preferência a pencas que possibilitem aproveitar todos os frutos. A permanência de bananas defeituosas na gôndola de exposição afeta outros frutos, inviabilizando a comercialização”, diz.

Casa de embalagem

A classificação comercial da banana também envolve critérios para embalagem e comercialização da produção. Desde 2005, a legislação brasileira recomenda que os frutos sejam comercializados em pencas, mas, no Acre, a fruta ainda é vendida em cacho para supermercados e outros estabelecimentos comerciais. “Essa prática tem por base sempre pagar pela menor banana, resultando em prejuízo para o produtor rural. Classificar a banana em pencas maiores e menores, selecionando os frutos, permite preços diferenciados”, enfatiza Ezequiel Pelentir.

A atividade de classificação e embalagem da banana deve ser realizada em local apropriado, seguindo critérios legais. A primeira casa de embalagem do Acre será construída no município de Acrelândia, principal polo produtor de banana do Estado, com recursos financeiros do Banco Mundial. Em fase de licitação, o processo é coordenado pela Associação dos Produtores Rurais do Ramal Campo Novo (Apruracan). A estrutura entrará em funcionamento no primeiro semestre de 2019.

“A existência dessa estrutura é requisito essencial para implantação do Sistema de Mitigação de Risco da Sigatoka-negra. Estamos finalizando o diagnóstico da produção do município e a partir dos pontos críticos identificados, vamos capacitar os produtores em boas práticas na colheita e pós-colheita da banana e em procedimentos de
embalagem, para garantir produção comercial de qualidade”, diz Virgínia Álvares.

Para o engenheiro Agrônomo Josicley Azevedo, técnico da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), um dos 15 participantes do curso, a classificação comercial do produto requer mudança de comportamento por parte dos agricultores, que deverão se profissionalizar e investir mais na atividade produtiva.

“Atualmente, o produtor rural é quem menos ganha com a venda da produção, mas, pretendemos atuar para mudar essa realidade. A oferta de banana classificada pode aumentar a procura pelo produto e resultar em mais renda para as famílias”.

Novos mercados

A Sigatoka-negra ataca as folhas da bananeira, reduz a produtividade dos cultivos e prejudica a qualidade dos frutos e impõe limitações comerciais. Devido à ocorrência da doença, a banana acreana somente pode ser comercializada com Rondônia e Amazonas, estados que também não contam com o Sistema de Mitigação de Risco da doença. Para implantar o sistema no Acre, um conjunto de instituições atua na capacitação de produtores rurais e técnicos ligados à produção agrícola do Estado. “Além da adoção de procedimentos adequados em todas as fases da cultura da banana, com o objetivo de garantir sanidade aos bananais, aumentar a produtividade e fortalecer essa cadeia produtiva, o sistema visa contribuir para abrir novos mercados para a fruta”, afirma Virgínia Álvares.

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