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Brasil e Bolívia negociam tratado para integração elétrica; cooperação deve ser firmado até março de 2019

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Os governos do Brasil e da Bolívia negociam alternativas de aproveitamento do potencial hidrelétrico ao menor custo, com menos impactos socioambientais e mais efeitos socioeconômicos positivos, de tal forma que a energia gerada possa ser destinada ao território brasileiro. Os acordos ainda estão em fase de negociações.

Inicialmente, a disposição é para definir um tratado binacional, com bases legais e segurança jurídica, para uma integração elétrica de grande porte entre o Brasil e a Bolívia. A expectativa é fechar os termos de cooperação até março de 2019.

No último dia 5, técnicos brasileiros e bolivianos se reuniram, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), no Comitê Técnico Bilateral Brasil-Bolívia em matéria energética (CTB). O vice-ministro de Eletricidade da Bolívia, Bismark Canelas, e Moacir Bertol, do Ministério de Minas e Energia, coordenaram os trabalhos.

Para a próxima reunião, prevista para 2019, brasileiros e bolivianos deverão levar estudos mais aprofundadas de normas legais e infralegais que devem ser criadas ou adaptadas para viabilizar as propostas.

Etapas – Na reunião da semana passada, as atividades foram desenvolvidas em três etapas. Na primeira, foram debatidos os estudos hidrelétricos do Rio Madeira e dos principais rios localizados em território boliviano e brasileiro.

Já na segunda etapa, houve os estudos preliminares sobre a possível operação da Usina Hidrelétrica Jirau em cota constante de aproximadamente 90 metros sobre o nível do mar para que opere com essa quantidade tanto no período de cheia, quanto no período de seca.

Na última etapa, foram debatidos o impacto no território boliviano e os rendimentos da usina binacional, além da interconexão energética por meio de geração termelétrica em curto, médio e longo prazos entre os países, viabilizando uma oferta potencial superior a 14 GW.

Parceria – Os grupos de trabalho de brasileiros e bolivianos estudam as condições para o intercâmbio de eletricidade há três anos, por meio do comitê que faz análises técnicas e legais, para buscar possibilidades do fornecimento de energia elétrica em longo prazo com caráter ininterrompível a partir da Bolívia.

Os temas tratados consideraram os aspectos de exploração e produção de gás natural na Bolívia, informações gerais sobre o contrato de suprimento firmado entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que acaba no final de 2019, e a possibilidade de renovação do acordo. Agência Brasil.

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Dólar tem quinta alta consecutiva

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A cotação da moeda norte-americana teve a quinta alta consecutiva, encerrando o primeiro pregão da semana com valorização de 0,64%, cotada a R$ 3,920 para venda. A alta de hoje (10) é a maior registrada desde 2 de outubro passado, quando a moeda fechou em R$ 3,933.

O dólar aumentou 0,89% com a série de altas na semana passada, após o Banco Central ter efetuado leilões extraordinários de venda futura da moeda, com compromisso de recompra, para conter a valorização da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), começou a semana em baixa de 2,5%, com 85.914 pontos. As ações das grandes companhias, chamadas de blue chip, acompanharam a queda, com Petrobras encerrando em baixa de 5,05%, Bradesco com –1,82%, Vale com desvalorização de 1,74% e Itau com – 2,42%.

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Bolsonaro pede confiança de eleitores

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No discurso de diplomação, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu hoje (10) governar para todos, sem qualquer distinção ou discriminação. Bolsonaro pediu a confiança daqueles que não votaram nele. Também afirmou que o voto popular é um “compromisso inquebrantável”. Segundo ele, a construção de uma nação mais justa depende da “ruptura de práticas que retardaram o progresso no país”, como mentiras e manipulação.

“A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”, afirmou o presidente eleito durante a cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro disse que a diplomação representa o reconhecimento da decisão do eleitorado brasileiro, em “eleições livres e justas”. Agradeceu o trabalho da Justiça Eleitoral, o apoio da família e os 57 milhões de votos. Em primeiro lugar, agradeceu a Deus por estar vivo, após ter sido esfaqueado no início da campanha eleitoral.

Afirmou que cumprirá sua determinação de transformar o país em um local de justiça social. “Eu me dedicarei dia e noite a um objetivo que nos une: a construção de um Brasil próspero, justo, seguro e que ocupe o lugar que lhe cabe no mundo.”

Democracia

O presidente eleito lembrou que o Brasil deu um exemplo de respeito à democracia nas eleições de outubro. “Em um momento de profundas incertezas, somos um exemplo que a transformação pelo voto popular é possível. Este processo é possível. O nosso compromisso com o voto popular é inquebrantável. Os desejos de mudanças foram expressos nas eleições.”

Bolsonaro disse ainda que só com rupturas de algumas práticas haverá avanços. “A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer uma ruptura com práticas que retardaram o nosso progresso, não mais violência, não mais as mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão de nosso destino.”

Novas tecnologias

Para o presidente eleito, as novas tecnologias demonstraram sua força nas urnas. “As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma eleição direta entre o eleitor e seus representantes. Esse novo ambiente, a crença na liberdade, é a melhor garantia dos ideiais que balizam a nossa Constituição.”

Família

Bolsonaro agradeceu o apoio da família, citou a mulher Michelle, os cinco filhos e a mãe Olinda, de 91 anos. Ao mencionar o nome da caçula, Laura, 8 anos, acenou para a menina que estava sentada na plateia.

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Acre realiza primeiro curso de classificação comercial de banana

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Na sexta-feira (7), engenheiros agrônomos de diferentes instituições públicas e empresas privadas do Acre, ligadas à área de produção vegetal, concluíram o primeiro curso sobre classificação comercial de banana do Acre. Realizada pela Embrapa, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Superintendência Federal da Agricultura (SFA), em Rio Branco, a capacitação de 40 horas preparou 15 profissionais que vão atuar com foco na melhoria da qualidade e adequação da produção do Estado ao padrão comercial estabelecido pela legislação que orienta a classificação de produtos vegetais no País.

O curso integra as ações para implantação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) da Sigatoka-negra no Acre. Os conteúdos abordaram conhecimentos teóricos sobre a classificação, padronização e fiscalização de produtos vegetais e aspectos legais do processo, além de práticas sobre coleta de amostras de frutos de banana, técnicas de
classificação do produto e uso adequado de equipamentos entre outros aspectos normativos exigidos. A programação também contou com exames classificatórios.

“Os participantes aprovados deverão se credenciar junto ao Mapa como classificadores de banana, procedimento necessário para obtenção do registro profissional de habilitação técnica para o exercício da atividade”, explica a pesquisadora da Embrapa Acre, Virgínia Álvares, coordenadora da atividade e autora do projeto de capacitação.

Critérios de classificação

De acordo com a legislação, a banana destinada ao comércio interno e exportação deve ser classificada em Grupos e Tipos, com base em critérios como tamanho dos frutos (comprimento e diâmetro), nível de maturação, apresentação (quantidade de frutos por penca) e qualidade (limpeza dos frutos e ausência de defeitos como rachaduras,
amassados). O Grupo 1, representado pelas variedades nanica e nanicão, pode ser dos Tipos Extra, Especial, Comercial e Comum. Já a bananas do grupo 2 (prata, maçã e banana da Terra, conhecida como banana comprida), variedades abundantes no Acre, incluem os Tipos Extra, Especial e Comercial.

“A tipificação ajuda a garantir padronização e homogeneidade à banana e agrega valor comercial ao produto. A prática trará benefícios para os produtores, que poderão obter preços mais justos para a produção, e para o consumidor, que contará com um produto com melhor qualidade”, afirma a engenheira agrônoma Maria do Carmo Brilhante, lotada no Serviço de Sanidade, Inspeção e Fiscalização da SFA/Mapa no Acre.

Ezequiel Pelentir, técnico da Cidasc e instrutor da capacitação, explica que os defeitos mais comuns na banana disponibilizada para o mercado são lesões por doenças, podridão, machucados e escurecimento dos frutos, geralmente resultantes de práticas inadequadas na colheita e pós-colheita e na logística de acondicionamento e transporte da produção. “Esses problemas, facilmente identificados, influenciam a compra do produto pelo consumidor, que dará preferência a pencas que possibilitem aproveitar todos os frutos. A permanência de bananas defeituosas na gôndola de exposição afeta outros frutos, inviabilizando a comercialização”, diz.

Casa de embalagem

A classificação comercial da banana também envolve critérios para embalagem e comercialização da produção. Desde 2005, a legislação brasileira recomenda que os frutos sejam comercializados em pencas, mas, no Acre, a fruta ainda é vendida em cacho para supermercados e outros estabelecimentos comerciais. “Essa prática tem por base sempre pagar pela menor banana, resultando em prejuízo para o produtor rural. Classificar a banana em pencas maiores e menores, selecionando os frutos, permite preços diferenciados”, enfatiza Ezequiel Pelentir.

A atividade de classificação e embalagem da banana deve ser realizada em local apropriado, seguindo critérios legais. A primeira casa de embalagem do Acre será construída no município de Acrelândia, principal polo produtor de banana do Estado, com recursos financeiros do Banco Mundial. Em fase de licitação, o processo é coordenado pela Associação dos Produtores Rurais do Ramal Campo Novo (Apruracan). A estrutura entrará em funcionamento no primeiro semestre de 2019.

“A existência dessa estrutura é requisito essencial para implantação do Sistema de Mitigação de Risco da Sigatoka-negra. Estamos finalizando o diagnóstico da produção do município e a partir dos pontos críticos identificados, vamos capacitar os produtores em boas práticas na colheita e pós-colheita da banana e em procedimentos de
embalagem, para garantir produção comercial de qualidade”, diz Virgínia Álvares.

Para o engenheiro Agrônomo Josicley Azevedo, técnico da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), um dos 15 participantes do curso, a classificação comercial do produto requer mudança de comportamento por parte dos agricultores, que deverão se profissionalizar e investir mais na atividade produtiva.

“Atualmente, o produtor rural é quem menos ganha com a venda da produção, mas, pretendemos atuar para mudar essa realidade. A oferta de banana classificada pode aumentar a procura pelo produto e resultar em mais renda para as famílias”.

Novos mercados

A Sigatoka-negra ataca as folhas da bananeira, reduz a produtividade dos cultivos e prejudica a qualidade dos frutos e impõe limitações comerciais. Devido à ocorrência da doença, a banana acreana somente pode ser comercializada com Rondônia e Amazonas, estados que também não contam com o Sistema de Mitigação de Risco da doença. Para implantar o sistema no Acre, um conjunto de instituições atua na capacitação de produtores rurais e técnicos ligados à produção agrícola do Estado. “Além da adoção de procedimentos adequados em todas as fases da cultura da banana, com o objetivo de garantir sanidade aos bananais, aumentar a produtividade e fortalecer essa cadeia produtiva, o sistema visa contribuir para abrir novos mercados para a fruta”, afirma Virgínia Álvares.

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