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Vagner Sales é denunciado por peculato durante pagamento de R$ 600 mil

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O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (MDB), foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP/AC) essa semana, pelo crime de peculato. A informação está no site Juruá em Tempo, que obteve cópia da denúncia enviada à 2ª Vara Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul.

Segundo a denúncia, o crime teria sido cometido quando Sales autorizou o pagamento que margeia R$ 600 mil a barqueiros contratados pela prefeitura para o transporte escolar de alunos da rede pública entre a cidade e a Comunidade “Boca do Moa”. Um dos barqueiros teria recebido, no papel, R$ 200 mil, valor muito acima do efetivamente pago.

A denúncia também alcança o ex-secretário de finanças do município, José Eudes Bandeira Freire. Um outro político da cidade também pode ser arrolado, já que foi citado por um dos barqueiros ouvidos pelo MP/AC. Este, por exemplo, recebia um salário mínimo, mas denunciado que teriam sido pagos valores maiores.

O golpe foi aplicado envolvendo os nomes e os respectivos CPF’s de dois donos de barcos (catraieiros) da cidade, os quais recebiam um salário mínimo por mês para a execução do trabalho enquanto os acusados ficavam com o valor principal, denunciou o promotor de justiça substituto e representante do Ministério Público na região, Antônio Alceste Callil de Castro.

O promotor pede a indisponibilidade de bens do ex-prefeito, incluindo dinheiro depositado em contas bancárias, automóveis e até mesmo a apreensão de semoventes (bois e cavalos) encontrados em grandes quantidades na fazenda de Vagner Sales.

Em depoimentos prestados, os barqueiros ouvidos confirmaram o transporte das crianças durante os 200 dias etivos, conforme contratado, No entanto, na prestação de contas enviadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que se negou a aprová-las apontando outras irregularidades, o então prefeito e seu secretário disseram que tais despesas foram da ordem de R$ 607.631,64.

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Advogado condenado por ofender jornalista é nomeado como assessor jurídico do IMAC

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O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) André Hassem designou nesta segunda-feira, 22, segundo publicação no Diário Oficial, o advogado Leandrius de Freitas Muniz como assessor jurídico do órgão.

O advogado foi condenado pela justiça a indenizar a jornalista Júnia Vasconcelos, então contratada da TV Acre, por ofensas em um grupo de WhatsApp, em março do ano passado. Leandrius fez comentários que foram considerados homofóbicos e ofensivos.

Em fevereiro deste ano, o 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco condenou, em decisão passível de recurso, o advogado a pagar uma indenização de R$ 10 mil pelas ofensas.

O Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac), que à época da divulgação das mensagens, emitiu uma nota repudiando o que considerou uma atitude antiética, covarde, caluniosa e homofóbica, voltou a se manifestar sobre a nomeação.

“Mais uma vez lamentamos que o novo gestor do executivo estadual não se atente aos que o rodeiam. Como alguém que responde processo por calúnia, difamação, entre outros ataques a honra de uma mulher, sem mencionar outras pessoas que possuem historias surreais às atitudes do mesmo é nomeado? Como disse, um lamento para falta de habilidade e gestão do novo governo”, afirmou o presidente do Sinjac, Victor Augusto de Farias.

André Hassem, diretor-presidente do IMAC, procurado, disse o seguinte. “Enquanto presidente do Imac, não posso me manifestar com relação a uma coisa que entendo que é pessoal, ou seja, do próprio indivíduo em questão. Ele foi ‘portariado’ antes da condenação, em fevereiro, mas como procurador da autarquia. No entanto, a nomenclatura do cargo estava errada e por isso foi feita a renomeação dele como assessor. O que aconteceu foi fora do Imac e ele, por ser advogado, cabe a OAB se manifestar sobre isso e não ao presidente do Imac”, disse André.

O ac24horas tentou entrar em contato com o advogado em dois números de telefone fornecidos pela OAB, mas não conseguiu contato.

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Acre

Servidores param e limpeza de hospitais pode ser comprometida

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O atraso no pagamento nos salários dos servidores de uma empresa terceirizada que é responsável pela limpeza dos hospitais nos municípios de Xapuri, Brasileia, Assis Brasil, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard, pode comprometer a higiene nas unidades de saúde.

Ao todo, são cerca de 120 profissionais que convivem com o atraso no recebimento de seus salários e, consequentemente, a dificuldade para pagar as contas e manter as despesas mensais de suas famílias.

Com mais um atraso, já que a Limpacre, empresa responsável pelo serviço de limpeza nos hospitais, ainda não pagou os salários de março, o décimo terceiro do ano passado e já vai vencer o mês de abril, os servidores que fazem a limpeza do Hospital Sansão Gomes em Tarauacá e na Unidade Mista de Saúde de Assis Brasil resolveram cruzar os braços a partir desta segunda-feira, 22. “Nós estamos parados até que paguem nossos salários. Não vamos trabalhar até receber os dois meses. Hoje uma colega estava chorando porque o filho estava pedindo comida e ela não tinha de onde tirar. Isso dói na alma da gente”, afirma uma servidora de Tarauacá que pediu para não ser identificada.

Dênis Solon, sócio proprietário da empresa, afirmou que vai entrar em contato com os servidores das duas unidades de saúde. “A gente entende a situação dos trabalhadores. A empresa não gostaria de atrasar salário nenhum dia. Isso só acontece porque também não recebemos em dia. A informação que temos é que a Secretaria de Saúde vai realizar o pagamento de março até a próxima sexta-feira. Isso acontecendo, automaticamente, os servidores recebem um mês de salário”, afirma.

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