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Juiz começa a ouvir envolvidos em decapitação de jovem ligada ao Comando Vermelho

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O juiz Leandro Gross, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, iniciou a fase de instrução e julgamento dos envolvidos no assassinato da jovem Deborah Bessa, de 19 anos, morta em janeiro desse ano em Rio Branco. A jovem teve o pescoço cortado por um facão. Toda a ação foi filmada pelos criminosos e o vídeo repercutiu internacionalmente à época do crime.

O Ministério Público do Acre (MP/AC) apresentou denúncia contra duas pessoas por envolvimento direto na morte da moça: Luciele Souza do Nascimento e André de Souza Martins, que apesar dos sobrenomes em comum, não são da mesma família, e mantinham, segundo fatos narrados, amizade há algum tempo.

Gross só está ouvindo esses dois porque ambos são maiores de idade e já estão reclusos no presídio Francisco d’Oliveira Conde, na Capital, onde devem permanecer pelo menos até o final do processo. Nesta segunda-feira, dia 18, Luciele mudou o depoimento de afirmou que foi pressionada por policiais que a recolheram em casa a assumir o crime durante depoimento na delegacia.

Não foi autorizada a gravação dos depoimentos, mas a jovem afirmou que jamais armou cilada para Deborah e que também não a conhecida. Luciele também negou ter filmado todo o episódio, mas confirmou que esteve no local do crime um dia depois de o corpo ter sido encontrado e recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML). André Martins também prestou depoimento

A mãe de Deborah, Irlanik Freitas, afirmou que o fato de a filha participar de uma facção criminosa não justifica o assassinato dela, ainda mais nas condições em que ocorreu. “Eles colocam as pessoas lá dentro e não deixam mais sair, e o que espero dessa audiência é que seja feita justiça e que eles peguem muita cadeia, porque o que eles fizeram não se faz nem com um animal”, afirma.

Deborah foi vítima dos “irmãos” de facção

Déborah havia se desligado da organização criminosa Bonde dos 13 dias antes do crime acontecer. Ela chegou a gravar um vídeo informando a saída dela do grupo criminoso. Antes de os denunciados serem presos, os familiares já acreditavam que isso havia ocorrido porqeu ela havia mudado de facção, entrando no Comando Vermelho.

Débora havia desaparecido no inicio de janeiro, e a família começou a receber ligações que davam conta de que a jovem havia sido alvo de uma emboscada. A informação era de que Débora, que pertencia a facção criminosa Bonde dos 13, havia pegado um mototáxi até a entrada do bairro Caladinho, e de lá, desapareceu.

Na verdade, ela havia sido arrastada por um irmão de facção para dentro de uma mata fechada, onde o crime foi consumado por pessoas maiores e menores de 18 anos. Na grande maioria, participou do crime adolescente. Tudo foi gravado, em detalhes, e ao final do vídeo, os criminosos citam o Comando Vermelho como responsável pela execução.

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Casal é impedido por funcionária de deixar Motel em Rio Branco e caso gera confusão

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Um caso considerado inusitado será analisado pela justiça do Acre neste mês de março. Um casal de namorados, que no início de fevereiro, foi ao Motel Glamour, localizado na Via Chico Mendes, no Segundo Distrito de Rio Branco, passou por momentos de constrangimento ao serem obrigados a pagar por algo que não chegaram a consumir.

De acordo com petição protocolada no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais Cíveis de Rio Branco, o jovem que estava acompanhado de sua namorada, quando ao entrar no estacionamento de uma das suítes do motel, encontrou a porta do quarto fechada. O casal ainda insistiu a entrar no local, mas não obteve êxito e se dirigiu a outra suite. Ao chegar no novo quarto, encontrou o ambiente com “odores demasiadamente fortes, ficando totalmente impossibilitado de utilizar o quarto”. Com isso, os dois resolveram deixar o estabelecimento sem utilizar os serviços, mas foram barrados na saída por uma funcionária do estabelecimento, que perguntou se o autor estava junto com as pessoas de um carro que também estava de saída mais na frente, o que foi negado casal.

O jovem relatou a funcionária que ficou cerca de 15 minutos no estabelecimento e não chegou a consumir algum produto ou utilizar os serviços, porém a atendente reiterou que ele devia pagar pelo serviço por ter ficado no recinto “por mais de 11 minutos”. O casal ficou impedido de sair do Motel enquanto não pagasse o serviço e a utilização de uma quarto que nem entrou. Com a namorada já nervosa e constrangida, o rapaz afirmou a funcionária que não iria pagar a conta.

Momentos depois, ao analisar que houve um erro, a funcionária liberou o casal para sair e segundo relatado na minuto, não apresentou nenhum pedido formal de desculpas diante do acontecido.

O casal que se diz vítima pleiteia o recebimento de R$ 5 mil a título de dano moral e um pedido de desculpas formal. Uma audiência de conciliação está marcada para o próximo dia 26 entre os representantes do motel e o autor da ação.

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