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Brasil estreia na Copa como favorito, mas não consegue se livrar do 7 a 1

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Há quatro anos, era impossível imaginar que o Brasil fosse começar a Copa do Mundo de 2018 como o principal candidato a ganhar o título. Há dois anos, inclusive, era plausível suspeitar que os pentacampeões fossem ficar fora do Mundial pela primeira vez na história. Contra todos os prognósticos, hoje, a poucas horas da estreia, o mundo espera que o duelo contra a Suíça, às 13h (horário do Acre) deste domingo, seja o início de uma arrancada em busca do hexa. Essa reviravolta passa justamente pelo tratamento dado ao 7 a 1 diante da Alemanha, que mesmo com toda a mudança no ambiente permanece como sombra para Neymar e companhia.

Dunga, o escolhido para substituir Felipão no comando da seleção, sempre tratou o 7 a 1 como algo a ser “eliminado”. Em sua busca por uma nova seleção, trocou símbolos internos, como a braçadeira de capitão, e tentou mexer com os brios dos jogadores, lembrando que a seleção “não era mais a melhor do mundo”. Em entrevista à Época, chegou a dizer que Neymar ainda não era craque.

Mesmo nos momentos de crise, o capitão do tetra se recusou a beber do conhecimento dos rivais. “Eu acho que você ter opiniões e referências é sempre bom, mas aí precisamos decidir o que nós queremos. Nós queremos resgatar o futebol brasileiro ou queremos pegar do europeu?”, questionava ele em 2015, durante um encontro de treinadores da CBF.

A “limpa” promovida passou pelo fim da seleção formada por Felipão. Até nomes populares, como Thiago Silva e Marcelo, perderam espaço entre 2014 e 2016, mudança que era tratada com orgulho pela comissão. Os resultados não vieram, Dunga caiu e a filosofia com relação ao 7 a 1 mudou, o que diz muito sobre a guinada da seleção.

Sob o comando de Tite, a seleção deixou de se esquivar do 7 a 1, passou a reconhecer a importância do capítulo e admitir o peso histórico que a tragédia tem para o futebol brasileiro. “Ele tem um componente de maturidade importante. É importante fazer esse enfrentamento antes da Copa. Carregamos esse fantasminha todos os dias. Ele está todos os dias aqui”, disse o treinador dias antes do confronto com a Alemanha em Berlim, no início deste ano.

A vitória contra os algozes fora de casa, vale lembrar, esteve longe de ser tratada como revanche. Para Tite, foi uma etapa para uma geração que agora sabe que não irá se livrar da marca. Durante os dias de preparação para a Copa, tanto na Granja Comary, quanto em Londres e em Sochi, já em território russo, não houve entrevista coletiva que ignorasse o 7 a 1. Os que viveram o trauma, em especial, aprenderam a lidar com a questão. “O futebol é bom porque dá oportunidades muito rápido para você reverter o que você fez”, disse Paulinho, um dos que mais sofreram com 2014.

O cenário na Rússia, de fato, é favorável. Campeão das Eliminatórias com campanha impecável, o Brasil chega à Copa como favorito, popular entre os torcedores e surpreendentemente renovado em relação a 2014. Nada disso garante, no entanto, que o 7 a 1 é passado. E é justamente por ter entendido isso que a seleção é capaz de superar o trauma.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X SUÍÇA

Data: 17 de junho, domingo
Local: Arena Rostov, em Rostov-on-Don (Rússia)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Cesar Ramos (México)
Assistentes: Marvin Torrentera e Miguel Hernandez (ambos do México)

BRASIL: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite

SUÍÇA: Sommer; Lichtsteiner, Schar, Akanji, Rodriguez; Xhaka, Behrami; Shaqiri, Dzemaili, Zuber; Seferovic
Técnico: Vladimir Petkovic

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Cotidiano

Atlético e Galvez se classificam e estão na final do 1º turno do Campeonato Acreano

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FOTO: SÉRGIO VALE

Foi com muito mais bem dificuldade do que suas torcidas esperavam, mas Atlético Acreano e Galvez passaram pelas semifinais, confirmaram o favoritismo e vão decidir o primeiro turno do Campeonato Acreano 2020.

Atlético e Humaitá fizeram a primeira semifinal na Arena Acreana. O time de Porto Acre endureceu o jogo contra o atual campeão acreano e apenas aos 28 minutos do segundo tempo, o Galo saiu na frente após gol do zagueiro Douglas. A certeza da classificação só veio aos 43 minutos, quando Ciel marcou seu sexto gol no campeonato, garantiu o Atlético na final e reassumiu de forma isolada a artilharia da competição.

Na outra semifinal, Galvez e Plácido de Castro fizeram outro jogo duro, tanto que a vaga só foi decidida nos pênaltis.

Durante os 90 minutos, empate em 1 a 1 e muita emoção. O representante do interior abriu o placar com Marlon aos 2 minutos da segunda etapa. Quando já se pensava que o time de Plácido de Castro iria se classificar, aos 45 minutos vem o empate salvador do Imperador pelos pés de Adriano.

FOTO: SÉRGIO VALE

Com a igualdade no placar, decisão nas cobranças de pênalti. No momento decisivo, apareceu o talento do goleiro atleticano Miller que defendeu a terceira cobrança de Plácido e garantiu a classificação do Imperador que foi preciso e acertou todas as penalidades.

A decisão do primeiro turno do Campeonato Acreano acontece no próximo domingo, às 4 da tarde no estádio Florestão.

Fotos: Sérgio Vale

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Cidades

Xapuri e Independência FC fazem parceria para a disputa do Acreano 2020

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O futebol xapuriense voltará à 1ª divisão do Campeonato Acreano depois de três anos da última participação da Amax – Associação de Militares e Amigos de Xapuri, que manteve durante alguns anos uma equipe na disputa da competição profissional.

A iniciativa se dará por meio de uma medida inédita. Sem a intenção de disputar o certame em 2020, o Independência Futebol Clube vai emprestar a camisa para uma equipe formada por jogadores de Xapuri, com o apoio da prefeitura do município.

A parceria foi apresentada a atletas e pessoas ligadas ao futebol na cidade em uma reunião realizada na noite desta terça-feira, 14, na sede da Fundação Municipal de Cultura e Desportos, localizada nas dependências do estádio municipal Álvaro Felício Abraão.

Participaram do encontro o presidente do clube da capital, José Eugênio de Leão Braga, conhecido como Macapá, o treinador Illimani Suarez, o prefeito Ubiracy Vasconcelos, presidentes dos times de futebol locais e atletas interessados no projeto.

Na reunião, foram explicados os termos da parceria e as exigências da CBF para a inscrição de jogadores no profissionalismo. Illimani Suarez, que não treinará a equipe que disputará o campeonato, afirmou que a parceria representa uma oportunidade para os atletas do município que tem uma bela história no futebol amador.

“Daqui saíram muitos nomes para o futebol acreano e a cidade continua a ser um celeiro de bons jogadores. Valorizando-se essa prata da casa e trazendo alguns nomes de fora, caso necessário, é possível sonhar com o campeonato ou o vice-campeonato que garantem duas vagas para a Copa do Brasil e Série D”, disse.

O Independência entrará apenas como o nome e a camisa, ficando por conta da prefeitura todos os encargos da participação da equipe no campeonato deste ano. O presidente Macapá disse que o objetivo é manter o Independência vivo e disputar o campeonato de igual para igual com as outras equipes.

“Nós temos um compromisso com antigos companheiros, sócios do clube, já falecidos, de não deixar o Independência morrer. E nós não queremos disputar o campeonato simplesmente por disputar, para fazer artilheiros para os adversários, queremos disputar de igual para igual, buscando a classificação para as competições de nível nacional”, afirmou.

O prefeito Ubiracy Vasconcelos considera que a parceria é uma realização possível e que tem o objetivo de proporcionar um horizonte para os atletas do município. Segundo ele, os gastos estão dentro da realidade e têm um retorno garantido, do ponto de vista do investimento no sonho de muitos jovens xapurienses em ser jogadores de futebol.

Uma comissão técnica será formada para definir o grupo de jogadores que vai representar o “Independência xapuriense” na competição acreana. Toda a parte burocrática junto à CBF ficará por conta da direção do tricolor acreano.

Campeonato Acreano

O Campeonato Acreano de 2020 será disputado por 10 equipes. No grupo A estão Atlético Acreano, Rio Branco, Plácido de Castro, Andirá e São Francisco. Na chave B estão Galvez, Independência, Vasco, Humaitá e Náuas.

O jogo de abertura do estadual deste ano será entre Atlético Acreano, atual campeão, e o São Francisco, a partir das 15h do próximo dia 2 de fevereiro. No mesmo dia, o Galvez enfrenta o Náuas, às 17h.

A sequência da primeira rodada ocorrerá no dia 6 (quinta-feira), na Arena Acreana, com Rio Branco x Andirá (17h30) e Independência x Humaitá (19h30).

De acordo com o regulamento deste ano, no primeiro turno as equipes do grupo A enfrentam as do grupo B, classificando-se os dois melhores de cada chave para as fases semifinal e final.

No returno, os times jogam dentro dos próprios grupos, mas os dois clubes com as piores campanhas no primeiro turno ficam fora da disputa, restando apenas oito times na competição.

Na decisão deste ano, haverá saldo de gols como critério, ao contrário do que aconteceu na temporada passada.

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Cotidiano

Weverton diz que torcida palmeirense cresceu muito no Acre com sua chegada

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O goleiro acreano Weverton disse neste sábado (26) ao Fox Sports que depois que começou a jogar no Palmeiras a torcida do clube paulista cresceu muito no Acre.

“Com certeza hoje as pessoas torcem muito mais para o Palmeiras no Acre. É uma região que tem muito palmeirense. Independente de time e de outras equipes, mas a torcida de lá é maior por eu representar também”, disse o goleiro.

Contratado no final de 2017, Weverton conquistou a titularidade em pouco mais de quatro meses no time paulista e o primeiro título logo em 2018. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o arqueiro foi o titular absoluto na campanha do Campeonato Brasileiro.

Mesmo com um vasto leque de partidas com a camisa do Palmeiras, um jogo em especial não sai da cabeça de Weverton. Justamente o confronto do título, no Rio de Janeiro. “A vitória mais emocionante foi a partida contra o Vasco, quando fomos campeões e pude comemorar meu primeiro título com a camisa do Palmeiras”. Na tarde de 25 de novembro de 2018, o triunfo por 1 a 0 com um gol de Deyverson, deu o 10° título brasileiro ao Verdão.

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Cotidiano

Técnico mais cobiçado do país ganhou 1º título no Acre em “carreira sofrida”

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“Futebol é um esporte de resistência, você tem que seguir, que uma hora vai dar certo.” A frase acima é de Tiago Nunes, técnico que hoje completa seu centésimo jogo no comando do Athletico, seu primeiro time na elite do futebol brasileiro. Antes de chegar a um dos times mais bem estruturados do país para se sagrar já um campeão continental (Copa Sul-Americana do ano passado) e também nacional (Copa do Brasil deste ano), trabalhou em diferentes funções e nas mais diversas condições, categorias e localidades.

Qualquer que seja o resultado diante do Fluminense no Maracanã, Nunes é um dos poucos técnicos com o privilégio de não ter seu cargo em risco, fato raro no futebol brasileiro em um campeonato no qual apenas cinco clubes seguem com o mesmo treinador desde o início da competição, um deles é o próprio Athletico.

Nunes chegou ao Athletico em 2017 para comandar o time sub-17, assumiu o sub-23 e levou o time ao título paranaense de 2018 e conseguiu seu espaço no segundo semestre do mesmo ano com a queda de Fernando Diniz. Ainda assim, só foi efetivado como técnico do time principal em janeiro de 2019, depois de já ter vencido a Copa Sul-Americana.

Hoje tem seu nome ventilado a cada nova demissão de treinador no futebol brasileiro, além de sondagens de equipes do exterior. Se o momento é promissor, a frase que costumava dizer ao amigo Tarcísio Pugliese, de quem foi auxiliar técnico e preparador físico o faz lembrar situações não tão prósperas de quando correu o Brasil profundo atrás do sonho de ser treinador de futebol.

A distância entre Santa Maria, cidade-natal de Tiago Nunes, e Curitiba, onde treina o Athletico é de 793 km, mas no caminho entre seu início como preparador físico no Internacional de Santa Maria, em 2003, até assumir o comando do clube paranaense, o treinador percorreu 32.912 km, com passagens por outros 20 clubes e 19 cidades.

Graduado em Educação Física pela Universidade de Santa Maria, Nunes iniciou seu trabalho na própria cidade onde nasceu, mas é o único treinador entre todos os que comandaram até agora os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro em 2019 a ter trabalhado em todas as regiões do país. Supera até mesmo os mais experientes Abel Braga, Geninho, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo, que nunca trabalharam no Norte, além de apenas Geninho ter atuado no Centro-Oeste.

Se no Rio Grande do Sul, os trabalhos de Nunes nos maiores clubes ocorreram apenas nas categorias de base, ele desempenhou diferentes funções passando por Rio Branco, no Acre, Manaus, no Amazonas, Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, Ipameri, em Goiás, além de Bacabal, no Maranhão. (Com informações do Portal UOL).

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