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França é salva por tecnologia da arbitragem e vence a Austrália

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Em um jogo que entrou para a história das Copas do Mundo pelo primeiro uso de um árbitro de vídeo (VAR), a França foi salva pelo uso da tecnologia da arbitragem para vencer a Austrália por 2 a 1 na abertura do Grupo C do Mundial, neste sábado (16), na Arena Kazan.

O primeiro gol francês nasceu de um pênalti marcado após a consulta do VAR, convertido por Griezmann aos 13 minutos do segundo tempo. Depois do empate australiano em pênalti convertido por Jedinak três minutos mais tarde, Pogba fez gol da vitória em um lance em que a bola tocou no travessão e depois perto da linha aos 36 minutos. Alertado pelo dispositivo para este tipo de lance, o árbitro uruguaio Andres Cunha confirmou o gol

Com a vitória no sufoco, construída depois de um primeiro tempo travado, a França saiu na frente no Grupo C da Copa do Mundo com três pontos, enquanto a Austrália não tem nenhum. Os franceses voltam a campo no dia 21 de junho, quando enfrentam o Peru. Já os australianos encaram no mesmo dia a Dinamarca. Peruanos e dinamarqueses se enfrentam ainda neste sábado, às 13h (de Brasília).

O primeiro uso do árbitro de vídeo em uma Copa do Mundo teve origem em um lançamento de Pogba em profundidade para Griezmann aos 9 minutos do segundo tempo. Joshual Risdon deu um carrinho e, em um primeiro momento, o árbitro uruguaio Andres Cunha teve a impressão de que o australiano fez o desarme na bola.

Na sequência, porém, o árbitro de vídeo foi acionado para a revisão do lance. Depois da decisão, Andres Cunha então voltou a campo, fez o sinal característico do uso da nova tecnologia e apontou para a marca do pênalti. O processo até a cobrança de Griezmann demorou três minutos.

Este nem precisou de VAR

O gol de empate australiano também teve origem em um lance de pênalti, mas neste o árbitro nem precisou consultar o árbitro de vídeo. Após uma rápida hesitação, ele apontou para a marca da cal em um claro toque de mão do zagueiro Umtiti em cruzamento para a para a área australiana. Jedinak converteu.

1º tempo: Domínio francês, mas equilíbrio em chances de gol

Os primeiros cinco minutos da seleção francesa foram promissores, mas de fôlego curto. Foram três finalizações em menos de seis minutos. Mbappé, Pogba e Griezmann exigiram três defesas de Mathew Ryan, a mais difícil em chute do jovem de 19 anos que fez a sua estreia em Copas. Mas até o intervalo, o domínio francês se resumiu à posse de bola (52% a 48%), com poucas chances efetivas.

Tanto que a chance mais clara de gol do primeiro tempo foi australiana, em uma cabeçada de Mathew Leckie que exigiu grande defesa de Hugo Lloris aos 17 minutos. A Austrália ainda assustou em chute cruzado de Behich, no último lance do primeiro tempo, que passou perto da meta de Lloris.

Disputando a sua quarta Copa do Mundo, o australiano Tim Cahill, de 38 anos, falhou em sua primeira tentativa de igualar o mesmo recorde atingido por Cristiano Ronaldo no último sábado, o de marcar pelo menos um gol em quatro edições consecutivas de Mundiais.
O veterano começou no banco de reservas e não saiu dele. Além de Cristiano Ronaldo, o brasileiro Pelé e os alemães Miroslav Klose e Uwe Seeler são os outros jogadores que ostentam o recorde de marcar em quatro Copas do Mundo consecutivas.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 2 x 1 AUSTRÁLIA

Data e hora: 16 de junho de 2018, às 7 horas (de Brasília)
Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)
Auxiliares: Nicolas Taran e Maurizio Espinosa (ambos do Uruguai)

Cartões amarelos: Austrália: Mathew Leckie, Joshua Risdon, Aziz Behich.
França: Tolisso
Gols: Griezmann (França), aos 13 minutos do segundo tempo, Jedinak (Austrália) aos 16 minutos do segundo tempo), e Pogba (França, aos 36 minutos do segundo tempo)

FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti, Lucas Hernández; Corentin Tolisso (Matuidi), N’Golo Kanté, Pogba; Griezmann (Giroud), Mbappé e Dembélé (Fekir).
Técnico: Didier Deschamps

AUSTRÁLIA: Mathew Ryan; Aziz Behich, Mark Milligan, Trent Sainsbury, Josh Risdon; Aaron Mooy, Mile Jedinak, Tom Rogic (Irvine), Robbie Kruse (Arzani), Mathew Leckie; e Andrew Nabbout (Juric).
Técnico: Bert van Marwijk

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Cidades

Prefeito de Xapuri diz que parceria com o Independência não terá repasse de dinheiro público

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O prefeito de Xapuri, Ubiracy Vasconcelos (PT), se viu diante de algumas críticas nas redes sociais depois que anunciou uma inusitada parceria com o Independência Futebol Clube para colocar na disputa do Campeonato Acreano de Futebol Profissional, em 2020, uma equipe formada por jogadores do município, vestindo a camisa do tricolor da capital acreana.

Oficialmente é o Independência quem estará em campo, mas com o elenco e a comissão técnica formados em Xapuri. O tradicional e falido time acreano apenas cederá o nome e a camisa, além de cuidar de toda a questão burocrática junto à Federação Acreana e CBF, cabendo à prefeitura a responsabilidade por todos os custos referentes a participação da equipe na competição.

O anúncio da parceria gerou questionamentos e dúvidas a respeito da iniciativa. Alguns condenando o envolvimento do ente municipal com o futebol profissional e outros criticando a destinação de recursos públicos para um fim não prioritário ao invés serem investidos em áreas consideradas essenciais. Houve até quem levasse o tema para a seara política partidária.

Em uma das postagens sobre o assunto, o advogado Gomercindo Rodrigues comentou:

“Não entendi o prefeito de Xapuri, fez acordo com um time cujo presidente e o diretor (técnico?) são duros críticos das administrações petistas, consideram TODOS/AS corruptos/as… (é só ver seus comentários nas redes sociais!) aí, na hora do aperreio, vão buscar apoio de uma prefeitura administrada pelo PT… vá entender esse pessoal… interessante, muito interessante os interesses”.

O professor xapuriense Carlos Estevão Ferreira Castelo completou:

“Cara, vc falou o mesmo que pensei quando vi essa notícia. Dois “bolsominions juramentados” – desculpem, não deu para segurar kkkk – na foto com o Prefeito de Xapuri, do PT. É por essas e outras que o PT tá pagando caro… sigamos”.

Atento às críticas, o prefeito Bira Vasconcelos optou por não polemizar o teor político dos comentários e explicou que a parceria feita com o clube não envolve repasse de dinheiro público para a instituição esportiva. Segundo ele, os custos se resumirão ao pagamento das taxas referentes às inscrições dos jogadores, transporte – a Fundação Municipal de Cultura e Desportos dispõe de ônibus próprio – e alimentação dos atletas nos dias de jogos.

“Essa é uma oportunidade para que os nossos atletas disputem uma competição em nível estadual e isso será uma espécie de vitrine para eles, que podem ter oportunidades futuras no próprio Independência, no Atlético Acreano, no Rio Branco ou em outros clubes”, disse ele.

O gestor afirmou ainda que os gastos referentes a participação dos atletas xapurienses no campeonato defendendo a equipe do Independência serão custeados “pela cidade de Xapuri, por meio de várias pessoas, amigos e amantes do futebol”. De acordo com ele, não há nenhum convênio firmado pela prefeitura e não haverá a destinação de dinheiro público para um time de futebol.

“Não se trata de aplicação de dinheiro público da prefeitura em um time de futebol. É uma parceria da cidade de Xapuri, por meio de várias pessoas, amigos e amantes do futebol, inclusive eu, que estou capitaneando isso na condição de prefeito, em uma gama de esforços de muita gente para que os jovens de Xapuri disputem o campeonato acreano com a tradição do Independência”, afirmou.

Outro detalhe explicado pelo prefeito é sobre os salários dos jogadores. Ubiracy diz que os atletas assinarão um termo de “doação” do seu trabalho, ou seja, não haverá pagamento mensal aos jogadores que atuarão apenas pelo amor ao ofício, o que não impede que eles venham a ser premiados por outros meios o resultantes do sucesso na participação no campeonato.

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Cidades

Xapuri contrata novos agentes de endemias e institui “dia D de combate à dengue”

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A prefeitura de Xapuri realizou na manhã desta quinta-feira, 16, ato de assinatura de contrato dos novos agentes de endemias aprovados no último no último processo seletivo. O reforço chega quando os números relacionados às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti têm crescido substancialmente no município.

São seis os novos agentes que vão reforçar o trabalho de combate às endemias no município. Além da contratação dos novos servidores, o ato marcou também a definição informal, pela Secretaria Municipal de Saúde, do dia 16 de janeiro como o dia D de combate ao mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

O ato teve a presença do prefeito Ubiracy Vasconcelos, da vice-prefeita, Maria Auxiliadora, e do secretário municipal de saúde, Wagner Soares de Menezes, além de funcionários de todas as secretarias municipais que foram mobilizados para ajudar no trabalho de rondas domiciliares em busca de focos de reprodução e de conscientização da população.

Há uma década, circulam no Brasil quatro tipos de vírus da dengue. A cada epidemia, um desses sorotipos predominam nas regiões brasileiras. Por essa razão, mesmo com surtos recentes de dengue, quando um vírus é reintroduzido no país, uma grande parcela da população fica suscetível.

O Brasil inteiro está em estado de combate ao Aedes aegypti, sendo o Acre um dos estados de maior preocupação por parte das autoridades. Além de eliminar os criadouros, as pessoas precisam se informar e entender sobre os riscos que as doenças transmitidas pelo mosquito trazem, inclusive do seu potencial de mortalidade.

O médico sanitarista da Fiocruz, Cláudio Maierovitch, explica que, cientificamente, chama-se o vírus de sorotipo porque o que diferencia um do outro é o tipo de anticorpo produzido pelo organismo humano quando infectado.

“Qual que é a questão de serem quatro sorotipos: é que a reação é específica para cada um deles. As pessoas podem ter a infecção por um tipo de vírus mesmo já tendo sido contaminado por um dos outros. Então, uma mesma pessoa pode ter dengue até quatro vezes, uma por cada sorotipo”.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, até outubro deste ano, foram notificados mais 1,5 milhão de casos prováveis de dengue em todo o país. Em 2019, 754 óbitos foram confirmados.

A maior incidência de casos da doença ocorreu nas regiões Centro-Oeste – com mais de 1,3 mil casos por 100 mil habitantes, Sudeste – com 1,1 mil casos e o Nordeste com 372 casos por 100 mil habitantes.

No Acre, até o mês de novembro do ano passado, foram registrados mais de 12 mil casos suspeitos de dengue, segundo o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Desses, mais de 5,9 mil casos foram confirmados. Até dezembro, pelo menos três pessoas haviam, comprovadamente, morrido de dengue no estado.

*Com colaboração da Agência do Rádio Brasileiro.

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