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Youtuber acreano, Raylton Soares conquista o Play de Ouro com 1 milhão de inscritos em seu canal

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Ele tem a maior cara de “novinho”, mas já entrou pro seleto grupo dos que ganharam o Play de Ouro do YouTube, concedido aos criadores de conteúdo (canal) com alcance de 1 milhão de inscritos. Ele é acreano e se chama Raylton do Nascimento Soares, 19 anos, conhecido no meio artísticos como Raylton MC.

Com irreverência nas músicas, ele adotou também uma pegada de humor nos seus vídeos e, assim, ele interage, diverte e conquista a garotada jovem e os amantes do estilo Hip Hop.

Em entrevista ao ac24horas, o acreano conta que está focado e pretende investir na carreira musical. Nascido na capital acreana, Raylton MC deixou a terrinha e foi em busca do sonho.

Atualmente, ele vive uma temporada em Goiânia (GO), onde encontrou maior apoio e patrocínio para alavancar sua carreira.
Embora não adote rótulos, Raylton MC se diz bastante eclético quando o assunto é música. Seu gosto vai do rap, funk ao sertanejo, mas seu amor é mesmo o Hip Hop.

“O Hip Hop com certeza é uma ideologia de vida. O rap, o break, o grafite e o DJ estão ativos no mundo todo, é o único movimento ativo no mundo todo, onde tem uma dessas culturas individuais (Hip Hop) e eu me identifiquei com o rap, mas eu não quero que me vejam como um ‘rapper’. Eu quero ser visto apenas como um garoto que faz vídeos para o Youtube para dar uma vida melhor para minha família”, conta.

Mas o jovem, com carinha de “novinho”, fala sério quando precisa. Em uma de suas músicas, ele expressa sua revolta e dor ao perder alguns de seus amigos, uns para o crime, outros para a falta de atendimento nas unidades de saúde do Acre.

“Como vou falar bem da minha cidade natal, se cada vez que pisco os olhos morre um amigo meu. Cada vez que eu respiro vai mais um para o hospital, e com a demora de atendimento com certeza morreu”, diz em trecho da música que lhe rendeu 190 mil visualizações.

Em outro verso, ele canta:

“Eu quero ser visto como herói nessa cidade. A verdade é que os “boy” tão se perdendo no caminho e tu não sabe o quanto dói ver um amigo de verdade iludido com o crime, virando aviãozinho”.

A triste realidade dos jovens, especialmente os que vivem na periferia do Acre, inspira o MC, mas também causa indignação.Ao falar do início de sua carreira, ele conta que infelizmente sua terra natal não trouxe a valorização que precisava, tampouco apoio. Por isso, decidiu parar os estudos e seguir em busca de novas oportunidades e o Play de Ouro representa o início dessa luta.

“Já fui muito desvalorizado na minha cidade e ainda sou. Infelizmente muitos acreanos só valorizam os artistas de fora. E as chances de quem busca uma carreira nesse meio são menores ainda. Um exemplo disso é o alto custo para se gravar um videoclipe ou uma música”.

Raylton MC aponta ainda a violência como um fator desmotivante. “Eu gosto muito da minha cidade natal, mas o Acre não é mais um lugar ‘bom’ para morar devido à violência e a falta de investimentos na saúde, educação e segurança”.

Embora ainda seja pouco conhecido no Acre, Raylton MC fala que ama sua cidade e valoriza os fãs que conquistou na terrinha. Ele aproveita e manda um recado para seus fãs acreanos: “Acreano no topo, e mais uma vez a ‘favela’ venceu”.

Raylton MC manifesta a gratidão pelos 1 milhão de inscritos no seu canal e relembra as dificuldades desse início de carreira e deixa uma mensagem para quem ‘sonha alto’.

“Hoje somos 1 milhão de inscritos, foram tantas lutas pra chegar até aqui. Hoje eu realizo mais um sonho e calo várias vozes. Quem almeja essa carreira ou qualquer outra: corra atrás dos seus sonhos antes que seja tarde. Se não vencer com o seu talento, vença com o seu esforço. Deixo meu muito obrigado por tudo. Quero agradecer a cada um que faz parte dessa conquista, muito obrigado a produtora (Screentwo) sem ela não teria conseguido, sou grato a vocês por tudo. Agradeço também o amigo Samyron e os Cobra Dance que sempre me apoiaram e acreditaram em mim. A vocês o meu muito obrigado!”, manifesta.

Conheça mais, acesse e acompanhe o trabalho do artista

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Acre tem as piores rodovias de todo o país, aponta DNIT

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O Acre tem as piores rodovias do país, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional e Infraestrutura de Transportes (Dnit), que tem sob seu comando mais de 57,2 mil quilômetros de rodovias pavimentadas. Do total, 59% apresentam bom estado de conservação. O percentual divulgado pelo órgão representa o total de 33,7 mil quilômetros.

Segundo o Dnit, os dados mostram ainda que 18% das rodovias estão em estado regular; 10%, ruim; e 13%, péssimo. As rodovias em melhor estado de conservação estão no Distrito Federal, onde 87,1% da malha alcançou o percentual bom. Em seguida vem Roraima, com 84,7% das rodovias atingindo o percentual e a Paraíba com 79,1% das estradas sob supervisão do Dnit com o índice bom.

Os piores resultados foram identificados no Acre, onde apenas 25,8% das rodovias atingiram o percentual bom. Em seguida aparece o Espírito Santo com 41,1% e Sergipe, onde 44,5% das rodovias apresentaram bom estado de conservação.

De acordo com o Dnit, a pesquisa serve para que a instituição possa utilizar as informações apuradas na tomada de decisões sobre investimentos como obras de implantação, pavimentação, duplicação e manutenção da malha.

“A queda coincide com a diminuição dos recursos destinados à infraestrutura rodoviária. Nos últimos quatro anos, a média do orçamento do Ministério dos Transportes para o setor rodoviário caiu 28%, passando de R$ 9,66 bilhões, entre 2011 e 2014, para R$ 6,97 bilhões, de 2015 a 2018”, informou a assessoria do Dnit.

Segundo a pesquisa, a redução no orçamento provocou uma variação negativa de 22% nos recursos para manutenção e conservação das rodovias no comparativo entre esses dois períodos citados. Ainda de acordo com o Dnit, no entanto, nos últimos quatro anos, o ministério tem direcionado mais da metade do seu orçamento, 54%, em média, para a manutenção da malha federal.

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Dor de cabeça pode ser causada por abuso de analgésico

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Um tipo de cefaleia desconhecida pela população, mas cada vez mais frequente nos consultórios médicos, é a dor de cabeça provocada por uso excessivo de analgésicos. O caso foi apresentado nesta semana no Congresso Brasileiro e Panamericano de Neurologia, na capital paulista.

Segundo Márcio Nattan Portes Souza, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, o paciente que sofre constantemente com dores de cabeça e passa a abusar da medicação pode desenvolver ainda mais cefaleia. “A gente observa que o paciente sabe disso, que começa a diminuir o efeito do analgésico. Então, antes [a dor de cabeça] melhorava completamente, agora não melhora tanto. Antes, ele [o paciente] ficava três dias sem dor depois que tomava um analgésico, agora ele fica meio dia e a dor volta”, disse o médico.

O especialista lembra que, por ser um desconforto comum entre a população, poucas pessoas procuram ajuda médica, o que só piora o problema. “A Sociedade Brasileira de Neurologia recomenda que em casos de mais de três dias com dor de cabeça por mês ou de mais de três meses de dores de cabeça frequentes, é preciso procurar a ajuda de um neurologista”.

Tratamento

Além da conscientização do paciente para eliminar os abusos, existe o tratamento contínuo que evita o surgimento das dores. “Quando você está fazendo o tratamento profilático, você toma uma medicação todos os dias. Em quatro semanas, começa a diminuir a frequência da dor de cabeça. Sem esse tratamento, principalmente para quem tem dor muito frequente, não há como melhorar”, esclarece o médico.

Ele recomenda também uma reflexão sobre os hábitos. Nattan sugere que o paciente invista em atividade física, na redução do peso (para obesos), melhora do sono, no combate ao estresse e tratamento dos sintomas de depressão e ansiedade. A meditação também pode ser uma boa aliada.

Enxaqueca

O especialista explica que a enxaqueca tem influência genética e que o gatilho nem sempre é a causa do problema. Gatilhos são fatores desencadeadores das dores, sendo os mais comuns a ingestão de chocolate, alimentos embutidos, enlatados e bebidas alcóolicas, especialmente o vinho tinto com alto teor de tanino. A cafeina (presente no café, refrigerante de cola e energético) é contraditória, pois pode tanto auxiliar no tratamento, quanto servir como gatilho na piora da dor.

Quando a cefaelia dura mais de 15 dias (com oito dias de características típicas da doença), em um mês já pode ser considerada crônica. Essa forma mais grave de cefaleia afeta 15% da população mundial e é responsável por 20% dos dias perdidos no trabalho nos Estados Unidos. Entre os que sofrem de enxaqueca, o abuso de analgésicos também é presente – de 25% a 50% dos pacientes fazem uso excessivo desses medicamentos.

Sinais de perigo

Dor de cabeça pode ser sintoma de uma doença mais grave. “A dor de cabeça ser forte, em si, não significa sinal de alarme. Mas quando a dor de cabeça começa subitamente e, em poucos segundo já está extremamente intensa, é chamada de trovoada. Parece que está explodindo a cabeça. A pessoa não deve marcar consulta e sim ir para o Pronto-Socorro”, alerta o médico.

Ouros sinais citados por Nattan são desmaio, dor de cabeça diferente do habitual e associada a febre. Além disso, pessoas com mais de 50 anos, sem histórico de dores, devem se preocupar se apresentar os sintomas. Pacientes transplantados ou com doenças imunodepressoras também devem ficar atentos.

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Com “sexo indefinido”em registro, menina não consegue emitir RG

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Quando procurou a OCA em Rio Branco para requerer a emissão da Carteira de Identidade da filha de 16 anos, a doméstica Ana Paula Silva do Nascimento, descobriu que sua filha foi registrada em sexo indefinido.

A menina, que mora com a mãe na Vila Campinas (localizada no KM 60 da BR-364), para a justiça, não é do sexo feminino nem do masculino. O registro da garota, emitido pelo cartório Bittencourt, com sede em Plácido de Castro, simplesmente ignorou o sexo da jovem. No lugar onde deveria constar a sexualidade, o cartório preencheu com traços.

O primeiro registro foi emitido no dia 26 de fevereiro de 2003, três meses depois do nascimento da menina. Em julho desse ano, Ana Paula Nascimento tentou emitir a carteira de identidade da filha e descobriu na OCA o erro. Ela voltou ao cartório onde requereu a emissão de um outro registro, corrigido.

O cartório emitiu novo registro no dia 1 de agosto de 2018, assinado pela escrevente Natália Barbosa de Paiva Lima, com o aval da oficial registradora Ana Paula Gavioli Bittencourt. Dessa vez o cartório escreveu: sexo ignorado.

“Eu fui lá no cartório de novo e me deram um papel e disseram para que eu procurasse um defensor público. Eu não tenho como ficar indo e vindo até Rio Branco e Plácido porque não tenho dinheiro para custear as passagens. Só quero tirar a carteira da minha filha. Ela é uma menina, mas disseram lá que é preciso provar que ela é mulher”, disse Ana Paula Nascimento, mãe da garota.

No cartório, a oficial registradora Ana Paula Bittencourt admitiu que o documento foi emitido por lá, mas que não poderia alterar na segunda via do registro o erro cometido no registro original.

Segundo ela, a segunda via apenas repete todas as informações contidas no original, mesmo o erro tendo sido constatado.

“Eu não posso atestar que a pessoa registrada é do sexo masculino ou feminino. Quem tem essa atribuição é o médico. A mãe dela precisa vir aqui para que seja elaborado um requerimento ao Ministério Público solicitando a correção do suposto erro. Só a justiça pode autorizar esse processo”, explicou.

A mãe da garota, informada sobre o posicionamento do cartório, disse vai aguardar que alguém se prontifique a ajuda-la a resolver juridicamente o problema.

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