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Cesário ataca Gladson, que responde: “Agressões como essas serão levadas à Justiça”

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Em um texto intitulado “Gladson Cameli um comparsa de Michel Temer, aliado de Aécio Neves (PSDB) e de sua quadrilha do PP”, o secretário de Organização Partidária do PT, Cesário Campelo Braga, ataca o senador e pré-candidato progressista ao governo do Acre ao comentar, entre outras coisas, que Gladson “finge que não lembra que é um aliado para todos os momentos, um comparsa incondicional de Michel Temer, saqueador dos cofres públicos que se sustenta através do apoio de parlamentares cúmplices legítimos dos crimes e dos recentes castigos aplicados ao povo e à classe trabalhadora de todo o Brasil”.

O texto, na verdade, é parte de um conjunto de estratégias eleitoreiras do PT do Acre e aliados que tem por objetivo desgastar na opinião pública a imagem de Gladson ao juntá-la ao emedebista Temer.

“Gladson (PP), que costuma utilizar adjetivos pejorativos e imputar crimes aos que lhe fazem oposição, não tem a mesma indignação diante dos inúmeros crimes praticados por seus aliados. Em episódio recente foi o fiel defensor de Aécio Neves (PSDB) e não titubeou na hora de votar e livrá-lo de seguir o caminho da perda de mandato e possível reclusão”, diz o texto.

Cesário cita ainda um ranking de partidos envolvidos na Lava Jato e lembra que “dos 46 deputados do PP em exercício, pelo menos 27 são alvos de investigações por uma infinidade de supostos crimes”. Cita também que Gladson teve seu nome envolvido no esquema de propinas, mas foi “estranhamente retirado processo”.

Procurado para comentar o texto do petista Cesário, Cameli disse que “não vai baixar o nível da discussão que tem que ser pautada por propostas” e prometeu acionar a Justiça.

“Quem me conhece sabe que as minhas campanhas são iguais a minha trajetória pessoal e pública: de respeito pelas pessoas e pelas famílias do Acre. Não vou baixar o nível da discussão que tem que ser pautada por propostas. Mas os ataques a minha honra e da minha família não serão tolerados. Vou defender a minha família e agressões como essas serão levadas à Justiça. Quem mente, ataca e agride vai ter que enfrentar a Lei”, diz Cameli.

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Acre

No Acre, candidato grava vídeo dentro do cemitério e pede votos

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Um certo dia, o advogado Mauricio Hohenberger, candidato a deputado estadual pelo PSL, estava em casa muito preocupado em chamar a atenção do eleitor e teve uma ideia inusitada para pedir votos: se dirigir a um cemitério e lá gravar um vídeo. Foi o que ele fez. Circulando por caminhos estreitos entre túmulos, o advogado lembrou que ali é o destino de todo mundo, do velho, do jovem, da criança desassistida e também do sujeito corrupto.

E ele gravou entre os finados a seguinte mensagem: “Hoje eu estou num lugar bem inusitado. Um lugar que é o caminho de todos nós. É um lugar onde as crianças chegam aqui antecipadamente por roubo de merendas. O idosos chegam aqui antecipadamente por falta de delegados medicamentos. Jovens chegam aqui assassinados por falta de oportunidade”.

Ao final do vídeo, o candidato manda um recado, uma espécie de profecia escatológica: “Você, político, que roubou merenda, que roubou remédio, que roubou dinheiro pra segurança tenha certeza que o seu final também aqui será. Os senhores não vão escapar!”.

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Acre

Ciro Gomes diz que pretende aplicar política tributária ‘mais simples’

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O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira (25) que, se eleito, pretende aplicar uma política tributária “mais simples”, com menor taxação do consumo dos mais pobres. Ele também defendeu juros mais baratos para capital de giro.

Ciro fez campanha em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele caminhou por ruas da cidade ao lado de aliados políticos, cumprimentou eleitores e tirou fotos.

“A política econômica estúpida fechou 220 mil lojas. A gente que um política tributária mais simples, com menos incidência sobre o consumo dos mais pobres e capital de giro a juros mais baixos. Essa mesma política estupida fechou 13 mil indústrias no país”, disse Ciro.

Ele também falou sobre medidas que pretende adotar na área de segurança pública. Ciro afirmou que vai investir em inteligência policial para combater o crime organizado.

“Nós vamos infiltrar a inteligência policial, a espionagem nas organizações criminosas e facções criminosas. Vamos mapear o caminho do dinheiro, expropriar esse dinheiro, vamos interceptar comunicações”, explicou.

Disputa eleitoral
O candidato foi questionado por jornalistas que acompanharam o ato sobre a estratégia para a reta final de campanha. Na pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24), Ciro aparece em terceiro lugar, coom 11% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que tem 28% e de Fernando Haddad (PT), com 22%.

“A campanha está em aberto. E não entrei em campanha porque era favorito. Entrei porque era a chance de mudar”, disse Ciro.

“É isso que estamos fazendo: trabalhando. Temos aí mais dez dias pela frente para pedir ao povo para pensar. Pesquisa é um retrato do momento. Será que o Brasil aguenta projetar a crise de 2014, que nos atinge até agora, mais para a frente?”, completou o candidato.

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Acre

Objetivo é só atrapalhar, diz Alckmin sobre investigação do MP

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O candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, criticou a abertura de um inquérito por parte do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para investigar supostas irregularidades em decretos assinados quando era governador do Estado e que poderiam ter beneficiado um sobrinho de sua esposa.

“O objetivo é só atrapalhar mesmo (a campanha eleitoral), é absolutamente irresponsável”, disse o tucano em entrevista concedida na manhã desta terça-feira à rádio Gaúcha. “Nós fizemos obras no Estado inteiro, estamos duplicando uma rodovia e tivemos 130 propriedades desapropriadas. Nunca soube quem eram os proprietários até que vejo uma matéria na imprensa falando que um sobrinho da minha mulher (foi beneficiado). Só que não tem sobrinho nenhum, mas a ex-esposa desse sobrinho, cuja família tinha propriedade lá. Eles eram casados em regime de separação total de bens e hoje não são mais”, rebateu o ex-governador.

A denúncia, oferecida ontem pelo promotor Marcelo Camargo Milani foi aberta após ao jornal Folha de S. Paulo mostrar dois decretos assinados pelo tucano em 2013 e 2014 que culminaram na desapropriação de imóveis de Othon Cesar Ribeiro, sobrinho de Alckmin, e sua esposa à época, Juliana Fachada. As ações, que fazem parte da construção de uma estrada na região de São Roque, no interior do Estado, teriam rendido uma indenização de ao menos R$ 3,8 milhões.

Othon é filho de Adhemar Ribeiro, irmão da ex-primeira-dama. Adhemar é citado em delações da Odebrecht como arrecadador de caixa dois para campanhas do tucano em 2010 e 2014.

“Não é governo que paga, é a concessionária, e quem estabelece valor é a Justiça”, completou Alckmin.

Na entrevista, Alckmin voltou a atacar Jair Bolsonaro e apelar para a estratégia do voto útil contra o PT. “Tem eleitores que, como não querem a volta do PT, têm medo, olham a pesquisa veem que Bolsonaro está na frente e vão de Bolsonaro. Só que é o contrário, Bolsonaro é a maneira mais rápida de trazer o PT de volta”, explicou. “É preciso olhar o segundo turno, no 1º, o eleitor escolhe, no 2º o eleitor rejeita e Bolsonaro tem a maior rejeição, perde para todos no segundo turno”, disse, referindo-se à pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem.

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