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A política do Acre nas eleições será um museu sem grandes novidades

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Parafraseando o Cazuza vou de novo desagradar todos os lados da política acreana. Mas escreverei o que penso baseado na minha percepção da realidade porque ainda não é dessa vez que o eleitor do Acre irá conhecer o “novo”. Pelo menos no que se refere à disputa ao Governo do Estado. Os três principais candidatos Gladson Cameli (PP), Marcus Alexandre (PT) e Coronel Ulysses (PSL) são relativamente políticos jovens, os três têm mais ou menos a mesma idade. Mas por outro lado, pelos apoios políticos as suas voltas, são todos de tendência conservadora. E não me venham falar que o Marcus é de esquerda porque não quero ver os grandes líderes socialistas do passado se revirarem nos seus túmulos. Todos eles, por enquanto, estão apresentando o óbvio para a população. Promessas de mudanças depois do atual Governo do PT que não agradou. (Por favor, se tiver uma pesquisa que mostre o contrário me apresente). Nessa dança de tentar inovar o Marcus, apesar de estar sendo apoiado pelos atuais gestores petistas, tem pregado nas suas visitas que fará diferente. Óbvio que cada governo tem a sua cara apesar de ter por trás o mesmo partido que está há 20 anos no poder do Acre. Jorge Viana (PT), Binho Marques (PT) e Tião Viana (PT) foram diferentes entre eles, uns agradaram mais que outros. Por outro lado, as notícias que me chegam é que Gladson tem como conselheiros figuras da velha guarda da política acreana como o José Bestene (PP), Alércio Dias (PSD) e Osni Lima (PSD). Todos com passagens por governos anteriores a FPA e bastante manjados. Então vamos para o Coronel Ulysses que tem como guru o Bocalom (PSL) que além da prefeitura de Acrelândia tem no currículo várias derrotas para o governo do Acre, prefeitura de Rio Branco e o indefectível projeto “Produzir para Empregar”. Longe de ser uma novidade para os nossos cansados eleitores. Todos muito “honestos” prometendo uma “mudança” que parece difícil diante da atual situação econômica de um Estado quebrado. Além de terem que agradar um bando de políticos e aspones nos cargos comissionados, caso cheguem ao Palácio Rio Branco. Como dizia Jesus Cristo, vinho novo em odres velhos, acaba por estourar os odres e perde-se o vinho. Definitivamente não será dessa vez que haverá novidades nesse grande museu político que se tornou o Acre.

Mal menor
O meu conselho é que entre os nomes postos o eleitor escolha aquele que tiver mais pulso e capacidade de administrar o Estado. Porque, infelizmente, no Acre pagar salário em dia para o funcionalismo virou um instrumento eleitoral poderoso. Mas uma gestão desastrosa nem isso irá garantir como vimos recentemente em estados como o Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, etc.

Oportunismo
Esse projeto de impeachment do governador Tião Viana (PT) do vereador Roberto Duarte (MDB) é risível. Mesmo que tenha base jurídica, e não vou debater isso, como o Tião seria derrubado na ALEAC onde tem a maioria
absoluta de votos? Qualquer impeachment tem que necessariamente passar pelo Legislativo. E aí a chance é zero nesse caso.

Bom de marketing
Mas o Roberto Duarte conseguiu fazer bastante barulho nas redes sociais com esse “impeachment”. Será sem dúvida nenhuma um candidato forte à ALEAC. Isso se o MDB conseguir se coligar com algum outro partido da oposição. Se não acontecer, mesmo com candidatos fortíssimos, irá eleger somente um.

O apressado…
O professor Coelho que é um profissional da política foi muito precipitado em anunciar o seu apoio ao presidente ALEAC, Ney Amorim (PT), ao Senado. Deixou muitos aliados descontentes e certamente perderá algumas consultorias. Mas deve ter suas compensações com o apoio.

…come cru
O pior é que colocou o seu principal assessorado senador Sérgio Petecão (PSD) numa calça justa. Claro que esse não é o único apoio vindo da oposição para o Ney. Como citou o próprio Petecão vários deputados estaduais oposicionistas estarão nesse mesmo barco além da presidente do PTB a publicitária Charlene Lima. Mas a precipitação do Coelho foi enorme.

Medo
Um deputado estadual vindo do Juruá que não quis revelar o seu nome me disse que o tráfico de drogas na região tomou proporções enormes. Ele é de oposição e até citou “empresários importantes”, também sem dizer quem, envolvidos nesses esquemas milionários da droga que passa pelo Juruá. Lembrando que a Naluh é
conselheira do TCE e não mais deputada.

Cidade fantasma
O fato é que nas mais recentes vezes que estive em Cruzeiro do Sul, à noite, a cidade fica deserta. As pessoas estão com medo de sair das suas casas. O interessante é que nessa guerra da criminalidade as pessoas de bem é que viram prisioneiras.

Corredor valoroso
Nessa “guerra” entre facções para encontrar novas rotas de tráfico na Amazônia o Acre é atrativo. Quase dois mil quilômetros de fronteiras com os dois maiores produtores de cocaína do planeta, Bolívia e Peru. Quem assumir o próximo Governo do Estado terá na segurança pública o ponto mais delicado.

O dilema do MDB
A chapa para deputado estadual do MDB é muito forte. Vagner Sales (MDB), Eliane Sinhasique (MDB), Roberto Duarte (MDB) e Meire Serafim (MDB). Quem vai querer servir de “escada” para eleger esse time de favoritos?

Caminhando e cantando
O Marcus está fazendo a sua pré-campanha corretamente. Visitando pessoas e conversando frente a frente. Tem contra si o voto de protesto que é difícil de mudar. Mas continua a sua jornada passando por todos os recantos do Estado.

Voto de vingança
Mas além do voto de protesto temos agora também o voto de vingança. Aqueles que por algum motivo não foram atendidos pela atual gestão do PT e vão querer descontar nas urnas. Pra reverter esse situação e vencer a eleição o Marcus terá que gastar muita sola de sapato.

Pra ver a banda passar…
Por outro lado, a oposição precisa ir além dos votos de protesto e de vingança se quiser vencer a eleição. O Gladson e o Coronel Ulysses terão que conquistar simpatizantes pessoais que acreditem nos seus projetos. Porque esses votos do “contra” podem virar simplesmente abstenção. Com uma multa de R$ 3 reais e candidaturas que não empolgam o cidadão pode simplesmente ficar em casa e não votar como forma de protesto. É uma equação delicada que se ficarem olhando a “banda passar” vão acabar comendo mosca e dando a vitória mais uma vez à FPA ou ao PT, como diz o povão.

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