Conecte-se agora

CV responsabiliza policiais por mortes no Preventório; Bope nega e afirma que foi recebido a bala em disputa de facções por território

Publicado

em

O crime parece mesmo estar a cada dia mais organizado no Estado. Uma nota de esclarecimento, supostamente emitida por membros do Comando Vermelho, circulou na manhã desta terça-feira (15) em grupos de mensagem fazendo duras críticas à forma com a qual os policiais como Batalhão de Operações Especiais (Bope) teriam entrado na última segunda-feira, dia 14, no bairro Preventório.

Procurada pela reportagem para falar sobre as acusações dos criminosos da forma de atuação na ocorrência da noite de segunda, a Polícia Militar negou que tenha iniciado disparos e explicou também que a criança já estava ferido quando as guarnições chegaram à comunidade. A informação é ainda de que os militares já estavam na região durante o dia e que saíram de lá no fim da tarde.

Durante a ação que teria sido um confronto de facções rivais, uma menina de 11 anos morreu, e dois outros homens ficaram feridos. Além deles, um policial militar teria sido atingido na região do tórax, e só não ficou ferido porque estava de colete à prova de bala. Nesta terça-feira, dia 15, após divulgação da ocorrência pela imprensa, os criminosos se manifestaram, jogando a culpa sobre a polícia.

Em nota, os membros do CV destacam: “Tudo o que aconteceu foi que o BOPE chegou na comunidade atirando para todos os lados, enquanto houve o tiroteio do BOPE nenhum dos moradores entraram em confronto com eles para que essa chacina ocorresse (sic). O que houve na realidade foi que o BOPE fez uma chacina e criou toda uma farsa para que a população acreditasse”, relata o texto.

Ainda segundo a nota atribuída a fação que estaria em guerra com o Bonde dos 13, “os moradores da comunidade estão perplexos com essa farsa que o BOPE criou para assassinarem de forma brutal moradores e uma criança”. Eles completam falando sobre a menina de 11 anos que era estudante e estava dentro de casa com a família quando foi atingida pelos tiros que tiraram a vida dela.

Em mensagem enviada a reportagem de ac24horas, a Polícia Militar destaca que “uma guarnição do Bope, que estava próximo, no momento do acionamento via 190, chegou rápido e foi recebida com disparos contra a guarnição, que revidou (…) uma facção veio do Segundo Distrito, atravessando o rio, e começou a efetuar disparos contra as residências”, diz a PM rebatendo os criminosos.

Segunda: uma noite de terror

Um tiroteio que aconteceu na noite desta segunda-feira (14), na rua Rio Grande do Sul, no bairro Preventório, deixou três mortos. De acordo com informações de populares, o tiroteio começou por volta das 17h30m. Segundo o que foi repassado aos policiais, na localidade havia uma disputa por território entre duas facções rivais que disputam o domínio do tráfico na região.

Os membros de uma das fações teriam chegado ao local e barco e subiram o morro da Rua Rio Grande do Sul, já efetuando disparos em direção a duas residências no Bairro Preventório. Ainda de acordo com a polícia, eles passaram o dia patrulhando o bairro após receber em um vídeo em que jovens criminosos aparecem segurando armas de grosso calibre a beira do barranco.

Pouco depois que a polícia saiu o tiroteio começou e os policiais retornaram para fazer a intervenção. No total, dois homens ainda não identificados e uma criança de 11 anos morreram. Outras duas pessoas ficaram feridas, sendo eles: Francisco Vitor Junior, de 21 anos – e Raimundo Lacerda, de 26 anos.

Propaganda

Destaque 2

Para comandante do Bope, UPP não é o melhor modelo a ser adotado para o Acre

Publicado

em

O fim do programa Polícia da Família, ocorrido logo no início da gestão Sebastião Viana (PT), em 2011, representou o fim da presença do Estado nas áreas de maior vulnerabilidade, e a tomada destes territórios por parte das facções criminosas. O resultado foi o salto nos índices de violência desde então, como apontam os dados do Atlas da Violência 2018.

Para garantir o mínimo de presença da força policial nestas áreas, a própria Polícia Militar, de forma independente e sem o apoio de uma política da Secretaria de Segurança Pública, desenvolve ações junto às comunidades escolares, envolvendo alunos, pais e professores.

Uma delas é o Programa de Erradicação das Drogas (Proerd), que alerta os jovens sobre os perigos causados pela dependência química e o envolvimento com o tráfico. Agora, quem também passa a realizar um trabalho mais comunitário, num sentido mais preventivo do que repressivo, é o grupo de elite da PM, o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Nós estamos com o que chamamos de ação de legalidade e de presença do Estado para incentivar e fazer com que as pessoas estejam vendo a presença do Estado”, diz o major Assis Santos, comandante do Bope.

Segundo ele, membros do batalhão, que recebem treinamento especial de pronta resposta, têm participado de palestras nas escolas para garantir uma maior proximidade entre a polícia e os cidadãos.

“Nosso objetivo é estar o mais próximo da comunidade para que haja uma interação direta do policial com as pessoas de bem, e influenciar positivamente crianças e adolescentes para não serem cooptadas pelo crime”, pondera Santos.

Na análise do major, ações deste tipo surtem efeitos mais práticos do que a simples presença do Estado por meio de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), modelo adotado nas favelas cariocas como medida para o governo retomar territórios dominados pelo tráfico e milícias.

“O modelo UPP não caberia aqui [no Acre], é uma outra situação. Temos um modelo de proximidade com a comunidade para estimular jovens e adolescentes para ter como referência positiva o Estado de direito, e não o estado do criminoso”, ressalta o comandante do Bope.

Outra ação destacada por ele é a chamada “ação de longo alcance”, também baseada numa relação mais próxima entre os soldados do Bope e os moradores dos bairros, Além disso, o grupo de elite passará a desenvolver policiamento de moto, o que garante uma maior mobilidade dos policiais.

Continuar lendo

Destaque 2

Enfim Polícia Militar passa a ter mais receitas do que a Comunicação de Sebastião

Publicado

em

A crise da segurança pública que provoca o acirramento entre as forças policiais contra as criminosas, aliado ao debate político-eleitoral em torno da questão, fez o governo Sebastião Viana (PT), já no fim de seu mandato, destinar mais recursos para a Polícia Militar do que para a propaganda.

É o que está previsto em novo decreto que partilha as receitas estaduais do próximo trimestre entre os órgãos, publicado na edição desta quarta (18) do “Diário Oficial”. Até setembro, a PM contará com orçamento de R$ 1,9 milhão, enquanto a Comunicação terá pouco mais de R$ 1 milhão. Até mesmo a Polícia Civil terá mais verba em caixa neste próximo trimestre: R$ 1,4 milhão.

Desde os governos Jorge Viana, passando por Binho e se mantendo com Sebastião, as gestões petistas vinham destinando muito mais recursos para gastar com publicidade do que com o policiamento.

Percebendo que injetar apenas recursos na agência de publicidade Companhia de Selva não surtiu o efeito de amenizar a crise da violência, o governo se viu obrigado a reverter as prioridades, investindo onde de fato a criminalidade pode ser vencida.

Em tempos de vacas magras, o governador Sebastião Viana definiu regras bem rígidas para seus secretários e ordenadores de despesas não extrapolarem na gastança, para evitar desequilíbrio nas contas públicas. Entre elas fica vedada ao gestor “realizar despesas ou contrair novas obrigações de despesas que não estejam compatíveis com os limites disponíveis e os cronogramas estabelecidos”.

Continuar lendo

Bar do Vaz

Pré-candidata ao governo do Acre pela REDE defende a intervenção federal na segurança pública: “Toda colaboração que vier é importante”, diz Janaina

Publicado

em

Continuar lendo
Propaganda

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.