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Porta-voz de Sebastião faz ataques à família de advogado; OAB repudia e defende advocacia

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O clima de guerra entre governo e oposição que se acirra com a aproximação das eleições fica a cada dia mais intenso, colocando na linha de tiro até entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na semana passada, o porta-voz do governador Sebastião Viana (PT), o ex-blogueiro Leonildo Rosas, usou sua página nas redes sociais para rebater as críticas feita pelo vereador Roberto Duarte (MDB) sobre os gastos excessivos do Palácio Rio Branco com a folha de pagamento do funcionalismo.

Ao defender o governo, Rosas fez ataques a Duarte, dizendo que ele contribuiu para prejudicar centenas de pessoas que investiram na pirâmide financeira Telexfree. Roberto Duarte atuou como advogado da empresa.

Sua atuação no caso foi usada como bandeira para se eleger vereador. “O calote em milhares de investidores da Telexfree não levou ninguém à cadeia. O advogado da empresa era o hoje vereador Roberto Duarte, que está solto falando bobagem por aí”, escreveu Leonildo Rosas.

“Duarte defendeu os donos da Telefree e deixou os pequenos investidores sofrendo os prejuízos da pirâmide falida. Defender gente que navega pelo crime é coisa de família do pequeno parlamentar.”

Em seguida, o ex-blogueiro fez menção ao tio de Roberto Duarte, o também advogado Rui Duarte, morto em 2012. Rui Duarte ganhou notoriedade ao defender os principais acusados de liderar o esquadrão da morte no Acre, comandado pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal.

A fama veio após o advogado criminalista emitir a polêmica declaração em entrevista ao “Jornal Nacional”:  “É melhor defender o crime organizado, do que o crime desorganizado”.

Para o presidente da OAB no Acre, Marcos Vinícius Jardim, as declarações do ex-blogueiro e porta-voz do governo são uma afronta à advocacia acreana e seus princípios constitucionais. Para o presidente da entidade, as declarações foram desastrosas.

“Eis que, sob o mote de manifestação política em resposta às manifestações do vereador Roberto Duarte, o porta-voz do governo do Acre, Leonildo Rosas, investe contra a advocacia, fazendo crer que o exercício profissional, por si, teria indistintamente ocasionado prejuízos a terceiros”, afirma Jardim.

“Desrespeitar a advocacia, diminuindo-a ao seu equivocado conceito, é menosprezar a luta histórica dos advogados por democracia e liberdade, inclusive de expressão, por mais desastrada que seja.”

O presidente da OAB ainda defendeu a memória de Rui Duarte, destacando-o como um dos advogados mais importantes na história da advocacia acreana. A sala dos advogados no Fórum Criminal de Rio Branco leva o nome do tio de Roberto Duarte.

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Após ser exonerado, Rogério Wenceslau diz que foi enganado e que governo de Gladson “é fraco, confuso e sem rumo”

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O jornalista Rogério Wenceslau, que neste final de semana deixou de ser o Porta-Voz do governo de Gladson Cameli, usou as suas redes sociais para justificar sua saída do primeiro escalão do Estado. O comunicador afirmou que entrou no governo por mérito próprio e sem indicação de partido político. “Eu entrei nesse governo por mérito próprio, não por indicação de partido nem de político algum, (eu nem estou filiado a partido). O que me levou para o governo foi o meu sucesso profissional como jornalista, não devo nada a ninguém, a não ser satisfações ao contribuinte”, disse.

Ainda em seu texto, Wenceslau revelou que nunca foi “porta-voz” do governo. “Esse cargo não existe na estrutura do governo. Me prometeram esse cargo, me enganaram. Depois me prometeram uma assessoria especial, me enganaram de novo. Depois me ofereceram uma diretoria, aí eu aceitei porque senão eu ia terminar sem nada”, lamentou o jornalista, afirmando ainda que se submeteu a “humilhação” porque já tinha pedido demissão do emprego na Tv Gazeta. “Tenho família para sustentar, e também porque o governador me garantiu que ia corrigir isso, o que não fez, é claro”, disse.

Rogério afirmou que trabalhou quase um mês sem receber nada, e no mês que já estava nomeado, o salário que recebido foi como “diretor”, metade do valor que prometeram quando foi convidado para compor o governo como “porta-voz”. “Da parte do governo para comigo foi uma fraude em todos os sentidos. Mesmo assim, de minha parte, cumpri com minha obrigação, e o fiz com zelo e dedicação, como tudo que faço. Quem quiser confirmar pergunte aos repórteres com quem eu conversava todos os dias”, revelou.

“Apesar de estar no alto escalão do governo, não concordava com os erros e trapalhadas que a sociedade está assistindo, atônita, desde o início. Bati de frente com aqueles de dentro do governo que tem interesses particulares e tentam manobrar as coisas em benefício próprio. Também bati de frente com os de fora, que também tem interesses escusos, e tentam barganhar através de chantagem. Isso fez de mim uma ameaça ambulante para muitos, e desagradou o governador, por isso ele me exonerou”, disse o jornalista.

Demonstrando mágoa, Wenceslau acusou o governo de Gladson Cameli de ser “fraco, confuso e sem rumo que ainda não mostrou a que veio, e se continuar assim vai ser um fracasso completo”.

“Este governo está cheio de incoerência, deslealdade entre os que o compõe, e principalmente, está cheio de gente despreparada para os cargos que ocupam. O resultado é que as coisas no Acre, no que depende do governo, atualmente estão piorando ao invés de melhorar, alguém duvida?”, questionou o jornalista.

“Tudo que diz respeito ao governo é do interesse público, e qualquer um de seus servidores tem a obrigação legal e o dever moral de defender as práticas republicanas. Falando em nome do governo jamais iria compactuar com qualquer coisa que minha consciência desaprovasse. Sempre agi pensando no interesse coletivo, paguei o preço. Saio limpo e de cabeça erguida, como em todos os desafios que enfrentei até hoje. Lamento que este governo tenha começado no rastro do que o antecedeu, fingindo, enganando e maltratando a população. Eu sou prova viva disso! Não falo só por mim, observem tudo o que está acontecendo e vão me dar razão. Uma coisa que começa errada não tem como terminar certa, e isso nada tem a ver com “ainda está no começo”, só um tolo não enxerga!”, explanou.

O ex-apresentador da TV Gazeta diz ainda que “vão dizer que eu só falo isso agora porque fui exonerado. Mais é o contrário, eu só fui exonerado porque essa sempre foi minha opinião, e não vai mudar por causa de salário, cargo, ou para agradar o governador ou quem quer que seja”.

“Por último, antes de decidirem por me exonerar, me ofereceram uma SEC 7, para eu deixar de ser o “porta-voz” e ficar quieto, parar de incomoda-los, ou constrange- los. Eu fiquei com vergonha alheia nessa ocasião. Eles realmente não me conhecem… Graças a Deus fui exonerado, para mim a benção, nesse caso, foi ter saído, ao invés te ter ficado. Se tiver mais algum destemido como eu, que zela pelo nome e a reputação que tem, vai pedir para sair ou dar um jeito de ser exonerado, porque o ambiente é caótico e moralmente insalubre. Eu não preciso disso para viver! Enquanto lá estive fui muito boicotado, e ajudado também por alguns, poucos, a quem sou grato. No governo incomodei muita gente sem escrúpulos, aqui fora, como jornalista, vou incomodar muito mais”, finalizou.

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Gladson luta por dinheiro do Fundo de Exportação para o Acre

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O governador Gladson Cameli participou  na manhã desta quarta-feira (13), em Brasília, de uma reunião no Tribunal de Contas da União com o ministro Aroldo Cedraz, para discutir a liberação do Auxílio Financeiro de Fomento das Exportações (FEX). Na pauta também estava a Lei Kandir.

Além de Cameli  também participaram do encontro os governadores do Pará (Helder Barbalho), Piauí (Wellington Dias), Mauro Mendes (MT) e Amapá (Waldez Goes). O grupo dos cinco governadores representa todos os estados que recebem o FEX.

Em fevereiro deste ano, o TCU se posicionou que o Governo Federal não teria mais nenhum tipo de obrigação em repassar o auxílio financeiro, via FEX, aos Estados e Municípios.

O FEX é a compensação aos estados em decorrência do que se deixar de arrecadar de ICMS, por causa da exportação, via Lei Kandir. A lei prevê que não incidirá imposto sobre operações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários, como é o caso do agronegócio, e produtos industrializados semielaborados, bem como sobre prestações de serviços para o exterior.

 

 

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