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Jorge Viana alerta lideranças indígenas sobre o perigo de retrocesso das conquistas

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O senador Jorge Viana (PT) participou de um encontro de agentes agroflorestais indígenas, nesta quinta, 10, na Comissão Pró-Índio (CPI), na Estrada Transacreana, em Rio Branco. Durante a palestra para mais de 80 índios das mais diferentes etnias, o senador acreano, pintou um quadro do atual momento social e político do país. Destacou o retrocesso das políticas públicas do Governo Temer em relação às comunidades indígenas. Se referiu, sobretudo, ao desmonte da FUNAI, cada vez com menos orçamento, e da nomeação de pessoas despreparadas para exercerem cargos essenciais às políticas públicas sociais.

Jorge Viana alertou sobre o perigo de haver um retrocesso com a perda de direitos já conquistados pelos indígenas brasileiros. “Estive ligado ao Movimento pelos Direitos Indígenas desde os seus primórdios. Sobretudo, aqui no Acre, conseguimos avançar bastante nos nossos governos da FPA. Garantimos conquistas essenciais às populações indígenas. Mas é inegável que o atual Governo Temer representa um serio risco de retrocesso, inclusive, em questões como demarcações de terras. Daqui a pouco podem começar achar que os índios têm terras demais e podem pedir a revisão desses territórios,” salientou.

O senador afirmou que no momento delicado que o Brasil atravessa é preciso fortalecer as instituições do Movimento Indígena para enfrentar os desmandos do atual Governo Federal. Como boa notícia, destacou que foi relator de um projeto no Senado que poderá auxiliar as causas ambientais e indígenas. Trata-se de uma Medida Provisória que garante a compensação financeira às unidades de conservação vindas de áreas que sofreram algum tipo de dano através de obras ou outras inciativas.

Depois de falar por cerca de quase uma hora, Jorge Viana, fez questão de ouvir as opiniões das lideranças indígenas presentes.

Tashka Yawanawa afirmou que acha justo que as populações indígenas recebam pelos serviços ambientais de preservação da floresta que realizam ancestralmente de maneira gratuita beneficiando todo o Planeta. Nesse sentido, pediu ao senador Jorge Viana que crie uma lei que garanta às comunidades indígenas uma parte dos royalties de créditos de carbono.

Jorge Viana pontuou depois de escutar a todos:

“A minha responsabilidade como um amigo da causa indígena, mas sobretudo como senador é muito grande. Ouvi as demandas com muita atenção. Estou trabalhando esse assunto há muito tempo com os acertos e erros, mas a gente deve preservar nesse momento alguma coisa que nos una para que possamos ficar mais perto uns dos outros e enfrentar o que está vindo. E tenho muito medo que se reproduza no Acre o que está acontecendo no plano nacional. Mas vou lutar para que isso não aconteça. Porque fui um dos primeiros a valorizar, quando era governador, os encontros de cultura indígenas que resgatou a nossa história. Que salvou muitos irmãos indígenas do alcoolismo através do reencontro com a sua cultura e o sagrado dos seus rituais ancestrais,” disse Viana.

A hora de ter os próprios parlamentares

As falas das lideranças indígenas destacaram que as comunidades entendem que o momento exige a eleição de representantes autênticos das etnias para representa-los na ALEAC e na Câmara Federal. Assim dois nomes estão pauta do Movimento o de Francisco Pianko Ashaninka (PSOL), como possível candidato a deputado federal e de Manoel Kaxinawa (PP) para estadual.

Tashka Yawanawa fez a seguinte ponderação em relação as pretensões políticas dos indígenas:

“Tivemos a luta pelo reconhecimento e a demarcação das terras indígenas, depois como fazer o uso sustentável desse território. Mas no momento a nossa luta é assegurar o que a gente já tem. Por isso, temos que ter aliados políticos para termos uma economia para as nossas populações. Antes os indígenas votavam sem saber quem eram os candidatos. Agora, temos consciência de quem estamos escolhendo porque sabemos que se votarmos errado poderemos perder direitos já conquistados e assegurados pela Constituição. Por isso, a gente quer lançar os candidatos indígenas. Pessoas que já mantém diálogo com as nossas aldeias e podem ser nossos futuros representantes. Ainda que isso seja uma luta árdua porque existem muitas divisões internas nas aldeias,” disse o líder Yawanawa.

Possível pré-candidato a deputado federal Francisco Pianko acredita que uma candidatura indígena colocará em pauta na campanha as necessidades dos povos da floresta.

“No Acre poderemos nesse período de campanha marcar uma posição sobre os interesses dos povos indígenas. Isso já representa um ganho para a gente. E vale destacarmos que estamos alinhados com o movimento social de todo o Brasil. Porque não é só uma questão indígena, mas um projeto muito mais abrangente no qual o PSOL contemplou a possibilidade de uma candidatura a deputado federal também no Acre,” disse Pianko.

Por sua vez Manoel Kaxinawa também defendeu a representatividade indígena na ALEAC.

“Parece que agora está surgindo uma clareza nas nossas lideranças para termos candidatos próprios. Assim fica mais fácil mantermos os nossos direitos. Temos que acreditar no nosso povo, termos os nossos representantes, assim como acontece com todas as categorias de trabalhadores,” afirmou.

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Vanderlei Thomas deixa Secretaria de Segurança do Acre e delegado Carlos Flávio assume

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O delegado Vanderlei Thomas se despediu nesta segunda-feira, 15, do cargo de secretário de Segurança Pública. Em aviso dado via Facebook, ele alegou “motivos pessoais” e aproveitou para agradecer aos operadores da segurança pública, amigos e sua família.

“Penso que cumpri minha missão. Espero ter cumprido com a sociedade acreana. Volto para minha função de origem e sempre estarei à disposição com humildade, seriedade, respeito, dedicação e profissionalismo”, disse.

No lugar de Thomas vai assumir o atual secretário de Polícia Civil, Carlos Flávio Portela, que vai acumular as duas Pastas.

Vanderlei Thomas passou a comandar a Secretaria de Segurança Pública em abril deste ano no lugar do seu colega de trabalho, o também delegado Emylson Farias, que deixou o cargo para virar vice na chapa do candidato Marcus Viana (PT), derrotado nas eleições do primeiro turno.

Com Thomas na Segurança, o Estado comemorou uma redução significativa no número de homicídios nos últimos meses. Mas foi também ele, em julho deste ano, que deu a polêmica declaração em entrevista à Rádio CBN de que o acreano deveria se acostumar com o conflito entre as facções criminosas. “Essa guerra se instalou e precisamos nos acostumar a ela”, declarou o delegado em entrevista a emissora de rádio.

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Candidatos derrotados nas eleições retornam para o primeiro escalão no governo Sebastião

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Pelo menos três candidatos derrotados nas eleições 2018 voltam a compor o primeiro escalão do governo Sebastião Viana nestes pouco mais de dois meses para o fim da gestão petista no Acre. As informações constam na edição do Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 15.

O procurador do Estado Cristovam Moura, que disputou uma das oitos vagas para Câmara e obteve apenas 5.587 votos, sendo o quarto mais votado da chapa do PDT que elegeu Jesus Sérgio a deputado federal, volta a comandar o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, Hidrovias e Infraestrutura do Acre (Deracre) no lugar de André Mansour, que deixa a pasta para para exercer o cargo de Diretor Executivo no Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa).

Outro que retorna para o cargo de diretor-presidente do Instituto Sócio-Educativo foi o candidato derrotado Rafael Almeida, também do PDT, que teve 3477 votos, e teve seu candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Se os votos de Almeida fossem validados, ele seria o mais votado na chapa pedetista para deputado estadual e conseguiria uma das 24 cadeiras na Assembleia. Ele briga, por meio de recursos, para que o TSE valide sua candidatura.

Sebastião José Araújo de Oliveira, que ocupava o cargo de direor-presidente do ISE, foi remanejado para a Secretaria do Meio Ambiente com salário de pouco mais de R$ 7 mil.

Amigo pessoal do governador Sebastião Viana, Glenilson Figueiredo, o Nil, volta a comandar o cargo de Diretor-Presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre). Nil obteve 2.161 mil votos e não conseguiu se eleger na chamada chapa da morte formada pelo PT e PCdoB.

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Procissão do Círio de Nazaré levou milhares de fiéis às ruas e avenidas de Rio Branco neste domingo

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Milhares de fiéis caminharam pelas ruas e avenidas de Rio Branco neste domingo, 14, durante o Círio de Nazaré, padroeira da catedral católica da Capital.

O ato religioso começou na Gameleira com o encontro das imagens na beira do rio Acre. Os fiéis peregrinaram por parte das ruas 06 de Agosto, no 2º Distrito; Marechal Deodoro e avenida Brasil, no 1º Distrito, até a catedral Nossa Senhora de Nazaré, onde a procissão foi encerrada com uma missa.

A imagem de Nossa de Nazaré foi conduzida durante todo o trajeto em um veículo motorizado enquanto os fiéis com velas nas mãos cantavam louvores e rezavam.

Durante todo o Círio de Nazaré nas ruas centrais de Rio Branco, os fiéis mantiveram a tradição de segurar a corda do Círio, um forte símbolo de fé e devoção católica durante a peregrinação.

Na missa, no interior da catedral, as pessoas fizeram questão de ao menos tocar na corda , que simboliza a ligação umbilical entre Maria e seus filhos.

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