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Câmara de Rio Branco diz que boicote a Juruna na prefeitura foi “ato atentatório contra a dignidade do Parlamento”

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A relação política e institucional entre a Câmara de Vereadores e a prefeitura de Rio Branco ficou mesmo estremecida depois que José Carlos Juruna (PHS) foi impedido, anteontem, de assumir o cargo de prefeito na ausência da prefeita Socorro Neri.

Imaginava-se que após a reunião entre o presidente da Casa, Manuel Marcos (PRB), a prefeita e procuradores dos dois poderes, nesta quarta-feira, pela manhã, na sede da prefeitura, os representantes dos dois poderes chegariam a um entendimento em nome da relação institucional, que Socorro e o presidente do parlamento mirim diriam, na tentativa de diminuir a gravidade do ato, que tudo não passou de um equívoco e falta de comunicação, mas não foi o que ocorreu.

Os procuradores da prefeitura de Rio Branco chegaram a insinuar certa incompetência técnica da Câmara no tema jurídico sobre a linha sucessória, e, durante a discussão, teriam citado até, fora do contexto do tema, o Estatuto da Família aprovado pela Casa. O presidente Câmara de Rio Branco confirmou que a reunião “foi tensa”.

Para completar, logo após a reunião, a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, em meio à polêmica, emitiu nota se eximindo e afirmando que “não houve obstáculo para que o vereador Juruna assumisse. Sou intransigente no cumprimento da legalidade, defensora do processo democrático e sem preconceito de qualquer ordem. O que houve foi uma surpresa na equipe diante de um entendimento da Procuradoria Jurídica da Câmara que difere da interpretação dada pelos procuradores municipais ao Art.54 da Lei Orgânica do Município, que trata da sucessão no executivo municipal”, disse a socialista.

A Câmara de Rio Branco resolveu emitir também uma nota dizendo, entre outras coisas, “que o fato nos causou estranheza, notadamente pela questão já vir informalmente sendo discutida pelos servidores de ambos os poderes desde o início do mês, quando se teve notícia da viagem da Prefeita”.

“Reiteramos que tal situação constitui ato atentatório contra a dignidade do Parlamento, em especial aos princípios republicano e democrático, uma vez que autoridade plenamente capaz e eleita pelo voto popular foi preterida do exercício de tão honroso mister pela falta de diálogo e boa vontade institucional, o que esperamos não voltar a se repetir em situações análogas”, completa a nota da Câmara Municipal de Rio Branco.

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Colégio Militar do Acre é o único do país a possuir sala de atendimento educacional especializado

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João Vitor Almeida tem 11 anos, é morador do loteamento Santo Afonso e percorre o caminho de casa para a escola sozinho, desde que recebeu um novo vizinho, o Colégio Militar Dom Pedro II, gerido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC). Diagnosticado com mielomeningocele, hidrocefalia e pé torto congênito, sonha em se tornar bombeiro militar e conta com a ajuda de uma cadeira de rodas para auxiliar em seu deslocamento e tarefas diárias.

Sua mãe, a dona de casa Maria Erlande, não escondeu a emoção durante o primeiro dia de aula do filho na sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) da própria escola, quando o colégio foi oficialmente inaugurado, na última quarta-feira, 16.

“A educação nos dias de hoje é muito importante para as crianças, com ou sem alguma necessidade especial. Não é fácil encontrar pessoas que cuidem tão bem dos nossos filhos e aqui nós encontramos. Vi que ele está se desenvolvendo muito bem com os cuidados e o ensinamento que recebe. Todos os dias ele chega em casa com atividades para fazer, está sempre ocupado com alguma tarefa da escola. Às vezes, alguém do colégio ou da própria Secretaria [de Educação] me liga para saber como ele está em casa. Vejo que a sala de AEE aqui é fundamental, tanto para mim quanto pra ele”, destaca a mãe.

O Dom Pedro II, construído no Acre, é o primeiro colégio militar do país a oferecer à comunidade estudantil uma sala exclusivamente destinada ao atendimento de crianças e adolescentes com necessidades especiais de aprendizagem.

A instalação da sala de AEE no Colégio só foi possível por meio do empenho do governo do Estado e da Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE), que viabilizaram a assinatura do convênio para a construção dos dois colégios militares do Acre: Tiradentes, gerido pela Polícia Militar, e Dom Pedro II, gerido pelo Corpo de Bombeiros.

A instituição de ensino atende, atualmente, 12 alunos com necessidades especiais, entre surdez, Síndrome de Down, hidrocefalia, etc. Possui, ainda, cinco crianças em fase de observação. Ao todo, são 569 alunos matriculados na escola, destes, apenas 92 são filhos de militares. A coordenadora do colégio, Angélica Batista, considera a oferta do AEE na escola Dom Pedro II um marco na educação militar do estado.

“Esse é o nosso diferencial. Sabemos que é um modelo positivo, oriundo da parceria da SEE com o Corpo de Bombeiros, sendo exemplo a nível nacional. Achamos muito bem vindo inserir essa realidade do ensino especial na educação militar, já que o Acre é referência na educação inclusiva, dentro da nossa realidade”, afirma.

Todos os alunos de AEE são amparados por um cuidador especializado, como Antônio José, que acompanha o processo de ensino-aprendizagem de João Vitor no ambiente escolar. “Falo para ele, todos os dias, que ele é um aluno normal, como qualquer outro e tem todas as condições de seguir uma vida estudantil e profissional brilhante”, conta.

De acordo com a coordenação do Colégio Militar, todos os alunos de AEE, inclusive os que ainda não eram alfabetizados, apresentam significativa melhora no rendimento escolar. “Fazemos o possível para que eles sejam os melhores dentro do que eles podem ser. E notamos que eles se desenvolveram amplamente. Com a introdução das aulas do AEE, nossos alunos estão bem adiantados, se compararmos com a situação em que eles chegaram aqui. Isso para nós é gratificante”.

A introdução da educação inclusiva no âmbito militar garante a oportunidade a alunos com necessidades especiais também seguir uma carreira militar. Emocionado ao relembrar os desafios que já enfrentou para conseguir estudar, o pequeno João Vitor ressaltou sua paixão pelo aprendizado. “Estou achando muito legal estudar aqui, e o que mais gosto é de aprender coisas novas. Vim para aprender e não para ser excluído. Aqui me sinto mais a vontade e mais feliz. Não sinto diferença com os outros colegas e, como quase todos aqui, quero ser Bombeiro quando eu crescer”, assegurou.

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Conselho tarifário de Rio Branco fecha preço da passagem de ônibus em R$ 4,03

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O conselho tarifário de Rio Branco anunciou na manhã desta sexta-feira (18) que o novo preço da tarifa de ônibus na capital será de R$ 4,03. O valor foi definido a partir de dados analisados pela câmara técnica responsável por aprovar ou rejeitar o pedido de reajuste apresentado pelas empresas do setor. O sindicato dos empresários queria aumento para R$ 4,55.

Hoje a passagem em vigor é de R$ 3,80. Segundo Gabriel Forneck, chefe da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBTrans), os R$ 4,03 ainda não são o valor em definitivo, podendo vir a passar por alterações.

Segundo Forneck, a tendência é que a prefeitura arredonde a passagem para R$ 4,00. A perspectiva é que todo o processo de reajuste da tarifa esteja concluído até o fim do mês.

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Oposição critica ato a favor de Lula e petista responde: “Meu ouvido é quase um penico ao ouvir essas baboseiras de Bolsonaro”

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Vereadores de oposição ao PT criticaram de forma veemente, durante a sessão de hoje, a IV Conferência da Amazônia, que começa nesta quinta-feira, 17, e encerra no sábado, 19, no Hotel Terra Verde, em Rio Branco. Eles consideram o evento um ato político em defesa de Lula.

Nogueira Lima disparou contra os palestrantes anunciados na campanha publicitária da conferência. “Quem é Fernando Haddad para falar sobre Amazônia? Quem é Gleisi Hoffman? Não conhecem um palmo dessa terra! Isso é uma imoralidade. Defender um ladrão é uma imoralidade! O Lula vai continuar preso em nome de Jesus!”, disparou o vereador do PSL.

O líder do PT na Casa, Rodrigo Forneck, rebateu N. Lima ao citar que é um castigo ter que ouvir o oposicionista falar diariamente, da tribuna da Câmara, sobre Jair Bolsonaro. O petista disse acreditar que Lula será candidato e eleito presidente da República.

“Meu ouvido é quase um penico ao ouvir essas baboseiras de Bolsonaro que o senhor fala aqui. Duvido que o seu candidato que vai pegar balsa, como a gente diz no bom acreano, pense o Brasil. Vocês tem que nos engolir. Tem que engolir que o Lula será lançado como candidato a presidente da República, sim. Vai ter ato pró-Lula, sim! Vamos lançar o Lula, sim, e eleger o Lula de novo!”

Já Roberto Duarte (MDB) considera um absurdo o ato a favor de Lula organizado pelo governador Sebastião Viana na frente do Palácio, nesta sexta-feira, 18, como parte da programação da conferência. “O resultado do ato a favor de presidiário, de bandido, é resultado da insegurança do nosso Estado. É um verdadeiro absurdo o que a gente tá vivenciando nesse Estado.”

Ato Lula Livre

A IV Conferência da Amazônia, que começa nesta quinta-feira, 17, e encerra no sábado, 19, no Hotel Terra Verde em Rio Branco, terá como conferencistas na abertura do evento, o governador Sebastião Viana, o senador Paulo Rocha (PT/PA) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). Eles irão falar sobre “O Golpe e a Amazônia”.

Já na sexta, o ex-ministro Luiz Dulci palestra pela manhã sobre o “Resgate do Histórico das Conferências anteriores”. No mesmo dia, ainda pela manhã, a conferência abre espaço para “os desafios da Pan Amazônia para um modelo alternativo de desenvolvimento econômico, humano e sociocultural” e ainda “os desafios dos movimentos sociais na Amazônia brasileira”.

Também na sexta-feira, à tarde, o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Viana, e a ex-governadora do Amapá, Dalva Figueiredo, falam sobre “as experiências e desafios dos governos de esquerda, popular e democrático na Amazônia”.

“O Programa de Governo do Brasil que o Povo quer e a Amazônia” terá como expositores o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Hadad, e Esther Bemerguy.

A programação da sexta-feira se encerra com o ato Lula Livre, em frente ao Palácio Rio Branco, a partir das 17h.

Já no sábado, dia do término do evento, acontecem as reuniões de diversos setores da esquerda para discussões sobre o “Brasil que o povo negro quer, Mulheres/Elas por elas, LGBTTIS, Juventude e Indígenas”.

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