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Em Tarauacá, Polícia prende em flagrante secretário de Marilete Vitorino por peculato

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A Polícia Civil em Tarauacá prendeu na tarde desta terça-feira (17) o secretário municipal de Agricultura, Gleicioney Fernandes, acusado de peculato, que é a apropriação ou desvio de bens ou recursos públicos por servidores.

Segundo o delegado titular da cidade, José Obetânio dos Santos, denúncia feita por dois vereadores dava conta de que um trator de propriedade da prefeitura estaria realizando serviços na fazenda de um parente do secretário.

Os policiais, segundo o delegado, chegaram quase que no mesmo momento do secretário. Feito o flagrante, Fernandes e o operador do trator foram presos. Os dois continuam detidos na delegacia à espera do julgamento do habeas corpus pelo Tribunal de Justiça.

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. “Tudo está sendo apurado. Ainda é muito precipitado para fazer qualquer afirmação”, disse o delegado ao Ac24horas. Se denunciado e condenado, o secretário pode pegar pena de 2 a 12 anos.

Os vereadores foram informados sobre o uso do trator na propriedade de parentes do secretário a partir de queixas da comunidade, inconformada pela suposta apropriação de um bem público para fins particulares. O trator deveria estar fazendo serviços de mecanização agrícola de pequenos e médios produtores.

“Os parlamentares apenas cumpriram seu papel de fiscalizar, e, na oportunidade, informaram à policia local para que fosse averiguar tal situação.  O delegado, de imediato, enviou uma equipe da Policia Civil ao local que,  ao chegar na comunidade, foi constatado a veracidade da denúncia, com a confirmação dos fatos, a policia prendeu o Secretário de Agricultura Gleicioney em flagrante”, diz nota emitida pela Câmara Municipal de Tarauacá

A reportagem tentou entrar em contato com a prefeitura do município para obter o outro lado, mas os dois telefones fixos deram como inexistentes pela mensagem eletrônica.

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Para especialista, ambiente virtual deixa eleitor mais seguro para opinar e criticar políticos

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A disputa de 2018 será a primeira eleição geral em que a doação de dinheiro por grandes empresas privadas a partidos e candidatos estará vetada. Será permitido apenas contribuições de pessoas físicas, mas empre respeitando um teto. O maior volume de dinheiro será o do Fundo Eleitoral. Na teoria, cada centavo usado na campanha estará devidamente controlado pelas autoridades.

Essa nova regra acaba com uma das principais marcas de pleitos passados: o altíssimo custo para se pagar marqueteiros que desenvolviam campanhas publicitárias estrondosas, barulhentas. Com isso, fica evidente que a propaganda eleitoral no rádio e na TV perderá ainda mais força, numa época em que a maioria das pessoas já não assiste TV aberta.

Com isso, a tendência é que as redes sociais ganhem ainda mais força na estratégia de marketing eleitoral dos candidatos. Esse novo cenário deixará os políticos mais sujeitos a críticas e opiniões do eleitorado, que se sentirá mais seguro para tal postura atrás da tela de seu smartphone ou tablete.

Essa é a análise do jornalista e especialista em mídias sociais Bruno Cássio. Nessa entrevista concedida via e-mail, Cássio avalia o papel que as redes sociais vão desempenhar na eleição de 2018.

Ele ainda alerta sobre os riscos da proliferação das notícias falsas – as fake news –  e afirma que o eleitor precisa estar atento ao que lhe é enviado e que depois pode vir a compartilhar.

“Os eleitores/internautas estão mais observadores, e um simples comentário negativo pode gerar uma crise sem a possibilidade de mensuração do alcance desse conteúdo”, avalia ele.

Na avaliação de Bruno Cássio, não adianta somente o político “comprar” seguidores para suas páginas, passando a impressão de serem populares na internet. A qualidade daquilo que será publicado deve vir em primeiro lugar.

“Um conteúdo de qualidade, com informações corretas e clareza em sua redação, será sempre compartilhado por um maior número de pessoas e, por consequência, o número de seguidores aumentará.”

Leia a entrevista a seguir

ac24Horas:  Em uma eleição em que a influência do dinheiro estará teoricamente reduzida por conta do fim das doações de empresas, qual será o papel das redes sociais por parte dos candidatos?

Cássio: As redes sociais terão papel decisivo. Só para se ter uma ideia, segundo dados de 2016, divulgados pelo IBGE, 116 milhões de pessoas, o equivalente a 64,7% da população brasileira com idade acima de 10 anos, estão conectadas à internet no país. Ainda de acordo com o IBGE, o celular ainda é a principal forma usada para acessar a internet no Brasil, ou seja, 94,6% dos internautas usam o aparelho para realizar conexão com o ambiente virtual. Apesar de nas regiões Norte e Nordeste os índices estarem abaixo da média nacional, é inegável a presença de smartphones conectados à web na rotina das pessoas. Os eleitores utilizarão cada vez mais a internet como forma de monitoramento e comparativo entre os candidatos. Por outro lado, há um grave problema que pode atrapalhar o processo eleitoral, as chamadas fake news, geralmente massificadas por meio de robôs (bots) ou de grupos de aplicativo de mensagens instantâneas (WhatsApp). Em debate recente realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral, representantes do Facebook relataram as ferramentas usadas pela plataforma para inibir a publicação de notícias falsas. O Facebook é um dos mais acionados pela Justiça por conta de publicações inverídicas produzidas por seus usuários. Um dos pontos apontados como positivo, incorporado pela legislação eleitoral, é a identificação do conteúdo considerado falso por meio da URL (endereço virtual) da postagem, isso permite a exclusão específica da informação, sem prejuízo para a página que gerou esse dado, e, assim, a preservação da liberdade de expressão. É importante que o eleitor perceba que o(a) candidato(a) deve utilizar uma página e não um perfil pessoal para realizar campanha eleitoral, e que a palavra “patrocinado” evidencia que aquele conteúdo é pago e de responsabilidade do autor/administrador da página. A mesma lei eleitoral que inibe a propaganda de rádio e de TV, às véspera das eleições, permite que os candidatos façam campanha virtual paga até mesmo no dia da eleição. Portanto, saber usar essas ferramentas com consciência e ética, trará benefícios para os eleitores e para os bons candidatos.   

Qual deve ser a melhor estratégia aos políticos para que, ao invés de atrair a antipatia, ganhe a simpatia do eleitor nas redes sociais?

Cássio: O Brasil vive um momento de polarização de forças políticas. E dentro desse contexto, a descrença com a política, ou até mesmo a revolta com o sistema político, tem afastado muitos cidadãos do debate saudável de ideias. Nas redes sociais virtuais o que se vê, quase que diariamente, é a troca de ofensas entre defensores de partidos políticos, ao invés da discussão sobre quais são os pontos fortes que possam levar ao convencimento da mudança de pensamentos e até mesmo a conquista da simpatia dos que pensam diferente.

A estratégia mais eficaz, e talvez a mais difícil, é demonstrar sinceridade na hora de falar das suas habilidades e competências para atuar como legislador(a) ou gestor(a) público(a). Apresentar opiniões sobre temas considerados polêmicos, respeitando as diferenças de credo, religião, cor, raça e gênero. Ao invés de dirigir ataques pessoais aos seus opositores, concentrar-se no convencimento do eleitorado a partir da divulgação das suas plataformas de mandato. Responder com cordialidade aos comentários públicos e mensagens enviadas no modo privado, mesmo que essas não tragam opiniões parecidas com as do(a) candidato(a). Orientar os assessores que trabalham na campanha a não emitir opiniões pessoais que possam gerar um conflito com as propostas defendidas pelo(a) candidato(a). E, por fim, ter a convicção de que a internet é um tribunal virtual, onde qualquer palavra mal colocada, ato não condizente com a legalidade ou mesmo comportamentos não adequados com a função pública que se deseja ocupar, podem colocar em risco uma candidatura.

O que terá mais peso: uma campanha publicitária bem produzida para os meios tradicionais (TV e rádio) ou as redes sociais?

Cássio: A legislação eleitoral restringe o tempo de campanha dos candidatos em rádio e em TV de acordo com a representatividade dos seus partidos na Câmara dos Deputados, ou seja, para obter mais tempo nos meios tradicionais serão levadas em consideração as coligações partidárias. No caso de partidos que não tenham tanta representatividade na Câmara, a internet acaba sendo um fiel da balança, uma ferramenta que iguala as condições de disputa. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV começará no dia 31 de agosto. Até lá os candidatos poderão definir uma estratégia de formato do material publicitário que pretendem utilizar, que deve ser diferente para cada meio de comunicação. Nas redes sociais o conteúdo é, em tese, mais dinâmico, interativo e com apelo de compartilhamento instantâneo por parte do internauta. Já nos meios tradicionais, os eleitores geralmente não param diante da TV ou do rádio para ver e ouvir as propostas dos candidatos, o investimento em conteúdo de qualidade, sem a dramatização da realidade, com depoimento de pessoas notoriamente respeitadas pela população, pode atrair a audiência. Mas as redes sociais estarão sempre mais próximas aos eleitores, no bolso, nas ruas, no local de trabalho, na escola, para onde eles levarem seus celulares, tablets e notebooks conectados à internet. Os aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, ganham peso durante a campanha eleitoral. Os candidatos que souberem utilizar essa ferramenta sem aparentar invasão de privacidade, com linguagem objetiva e com criatividade, tendem a ter bons resultados com os eleitores, caso contrário, eles podem ter seus números bloqueados e a experiência negativa ser compartilhada com todos do seu círculo familiar e de amizade.     

O mais importante será ter números (grande quantidade de seguidores) ou qualidade (bom engajamento)?

Cássio: Já está comprovado e pode ser checado em vários anúncios na internet, nem sempre o número de seguidores condiz com a realidade. Várias são as empresas e aplicativos que oferecem a possibilidade de compra de seguidores. Os eleitores podem perceber isso facilmente, basta observar o teor dos comentários, que quando partem de seguidores comprados, geralmente se apresentam como mensagens repetidas. O ideal é que o alcance da mensagem dos candidatos fosse avaliado pelo engajamento orgânico, ou seja, a quantidade de curtidas e compartilhamentos de postagens que não foram patrocinadas/pagas. Nos casos do Facebook (fanpage) e do Instagram (perfil comercial) uma série de métricas é apresentada aos administradores. A partir delas, é possível ter a certeza dos temas que geraram mais interesse e, portanto, mais engajamento. O horário de postagem apontado por especialistas como sendo o mais aconselhado durante a semana seria das 10h às 15h (basta perceber qual é o horário que aquele seu(ua) YouTuber preferido(a) costuma lançar vídeos novos). Especificamente o Facebook, que mudou seu algoritmo, priorizando a aparição de postagens de parentes e de amigos na sua timeline, ao invés de postagens de páginas comerciais, é hoje a rede social que representa maior desafio para os que trabalham com o marketing eleitoral. Um conteúdo de qualidade, com informações corretas e clareza em sua redação, será sempre compartilhado por um maior número de pessoas e, por consequência, o número de seguidores aumentará. Os eleitores ou simpatizantes irão, a partir daí, relacionar essas páginas aos seus feeds (assuntos preferidos ou conteúdos mais curtidos pelo internauta).

Qual a melhor forma de avaliar o sucesso ou o fracasso de uma página de político?

Cássio: O número de curtidas e de compartilhamentos orgânicos, a partir de postagens não pagas, é um dos fatores que podem indicar o êxito de uma campanha eleitoral. A conquista da credibilidade no ambiente virtual seria um outro ponto. Os candidatos deverão ter em mente que serão cobrados no futuro, caso sejam ou não eleitos, por todos os seus posicionamentos apresentados nas redes sociais virtuais. Os eleitores/internautas estão mais observadores, e um simples comentário negativo pode gerar uma crise sem a possibilidade de mensuração do alcance desse conteúdo. Por trás das telas, os internautas se sentem mais seguros para apontar falhas e opinar sobre esse(a) ou aquele(a) candidato(a), quem não souber lidar com opiniões contrárias, não será eficiente na comunicação com o eleitorado. Uma dica para os eleitores, principalmente aqueles que usam os aplicativos de mensagens instantâneas, é checar as mensagens que são compartilhadas. Atualmente, existem vários serviços (nos próprios portais de notícias) e agências que fazem esse trabalho. Uma dessas agências, a pioneira no Brasil, é a agência Lupa <http://piaui.folha.uol.com.br/lupa>. Nela, os internautas podem checar a veracidade das notícias por meio dos seus links. Chequem, apurem e só compartilhem conteúdos que vocês têm certeza.       

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Com Acre na pindaíba, turma do ac24horas faz leilão das vacas do governador Sebastião Viana

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Em Rio Branco, vice-presidente nacional do PT diz que nova prisão de José Dirceu é injusta

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O vice-presidente nacional do PT, Luiz Dulci, lamentou há pouco, durante a IV Conferência da Amazônia, no Terra Verde Hotel, em Rio Branco, o novo mandado de prisão contra o ex-ministro chefe da Casa Civil, o petista José Dirceu, expedido pela juíza substituta da 13ª Vara Federal, Gabriela Hardt, ontem.

“É uma demonstração de como nosso País é injusto com nossos líderes. Foi um grande coordenador da campanha do Lula 2002”, disse.

Dirceu tem que se apresentar à Polícia Federal (PF) em Brasília até as 17h desta sexta-feira. Ele pode recorrer. O mandado é referente ao processo em que o ex-ministro responde no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele deve cumprir 30 anos e 09 meses de prisão.

A IV Conferência da Amazônia, promovida pela Fundação Perseu Abramo e o Partido dos Trabalhadores, tem a participação de parlamentares do PT acreano, além de membros de diversas organizações de esquerda.

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