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Procurado pela polícia por esquartejamento é morto na Bolívia

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A morte aconteceu há pelo menos sete dias em uma área de mata da Bolívia, mas, a confirmação da identificação só foi dada nesta quinta-feira (12), à Delegacia de Homicídios e a proteção à Pessoa (Dhpp).

Claudivan Pereira Ferreira, de 24 anos, mais conhecido como “Pezão” era integrante da facção Bonde dos 13.

Só na Delegacia de Homicídios, ele possuía três mandados de prisão, sendo um deles pelo esquartejamento do jovem, Gabriel Nunes da Silva, na época com 17 anos, que foi gravado tendo as partes do corpo decepadas com terçado. O vídeo foi amplamente divulgado na rede social e causou grande repercussão na cidade. O crime aconteceu em Dezembro de 2016.

De lá pra cá, a polícia conseguiu identificar os participantes do vídeo. Alguns foram presos, mas, faltou Claudivan que segundo informações, estava morando na Bolívia.

Ele foi encontrado desovado em uma floresta daquele país, com perfurações de tiros espalhados pelo corpo.

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Cotidiano

Consignado com garantia do FGTS estará disponível a partir desta quarta-feira, 26

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A partir de amanhã (26) os trabalhadores do setor privado poderão contar com uma nova opção de crédito, o empréstimo consignado com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. Por enquanto, apenas a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito, segundo informou o Ministério do Trabalho. Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer agência do banco público.

De acordo com o ministério, a nova linha de crédito estará disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado, informou o ministério. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos).

O uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporciona juros mais baixos para os tomadores porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores.

Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos. As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia.

Para dar maior garantia aos bancos, no mês passado foi feita uma nova regulamentação da modalidade de crédito e a Caixa criou um sistema que permite realizar a reserva de valores da conta do FGTS como garantia ao contrato consignado.

“A Caixa informa que disponibilizou aos bancos um sistema que permite o envio e recebimento de informações sobre os créditos consignados, no intuito de realizar a reserva de valores da conta vinculada do fundo para garantia ao contrato consignado. O sistema já se encontra disponível para que toda instituição financeira que tenha interesse em operar possa encaminhar e receber informações sobre crédito consignado. Vários bancos estão se preparando para operar com o produto”, disse a Caixa, em nota, em agosto.

O valor reservado como garantia do empréstimo permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário.

Segundo o ministério, além da Caixa, outros bancos também poderão disponibilizar a nova linha de crédito. “Basta seguirem as regras estabelecidas em lei”, diz o ministério.

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Cotidiano

Empresa de transporte intermunicipal é responsabilizada por tombamento de ônibus

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O Juizado Especial Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul julgou procedente o pedido de indenização por dano moral apresentado por F.S no Processo 0700258-32.2018.8.01.0002 e condenou a empresa Transacreana Ltda. ao pagamento de R$5 mil. A decisão foi publicada na edição n° 6.191 do Diário da Justiça Eletrônico (pág. 105).

A passageira tinha como destino o município de Cruzeiro do Sul. Durante o deslocamento houve diversos problemas, incluindo o acidente de trânsito. O ônibus apresentou falha no ar condicionado, nos freios e direção, por isso o condutor perdeu o controle do veículo e tombou o ônibus em um barranco.

Entenda o caso

De acordo com os autos, quando chegou a Sena Madureira, o motorista parou a viagem para tentar verificar qual era a falha mecânica. Então, parou novamente quando o ônibus perdeu o controle.

A autora narrou que várias pessoas não estavam com cinto de segurança, por isso caíram de suas poltronas e se machucaram. Ainda, segundo ela, o ônibus não tinha saída de emergência funcionando, e todos ficaram presos até um dos passageiros quebrar um vidro da janela com os pés, o que lhe também gerou uma lesão corporal.

Por conseguinte, abrigaram-se em uma obra próxima até que a empresa enviasse outro ônibus. Desta forma, registrou na petição inicial que em nenhum momento a empresa se pronunciou. Outra passageira foi testemunha no processo e narrou os fatos em sintonia com a reclamação inicial.

Em contestação, a demandada alegou que o acidente ocorreu devido a causas de força maior, tendo em vista as péssimas condições de tráfego das estradas combinado com o período chuvoso. Por isso, negou as falhas mecânicas e culpa do motorista, bem como alegações de negligência ou imperícia.

Já em audiência, o representante da ré afirmou que o ônibus não chegou a tombar, só desceu a traseira e ficou inclinado. Salientou que o veículo havia sido vistoriado por uma empresa ligada a um órgão fiscalizador e ratificou a assistência prestada pela empresa, pois foi enviado outro ônibus para levar os passageiros até Feijó, e lá foi fornecido café da manhã. Além disso, as pessoas com necessidades de irem ao hospital também foram encaminhadas.

Decisão

O juiz de Direito Marlon Machado, titular da unidade judiciária, afirmou que está configurada a conduta culposa da parte reclamada, vez que o condutor do veículo agiu com negligência ao prosseguir com a viagem mesmo verificando que o veículo apresentava inúmeras falhas mecânicas, o que se agravou ao escolher fazê-lo considerando o tempo chuvoso e as condições de tráfego da via.

Diante da responsabilidade objetiva e a comprovação da ocorrência do acidente de trânsito, o magistrado asseverou que a empresa Transacreana deve responder pela falha na prestação de serviço.

Na sentença, concluiu que a passageira vivenciou um verdadeiro abalo moral por estar envolvida em um acidente e que toda situação transbordou os limites de mero aborrecimento.

Da decisão cabe recurso.

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Cotidiano

Cruzeiro do Sul está sem defensor público para processos criminais e revolta população

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A situação da Defensoria Pública do Acre, em Cruzeiro do Sul, é a cada dia mais crítica. Com a falta de profissionais do Direito para defender os populares que não tem condições de pagar pelo serviço, o Poder Judiciário precisou, mais uma vez, intervir e convocar advogados dativos.

A falta de defensores disponíveis atinge a área criminal. O problema já se arrasta há mais de 4 anos, e para não prejudicar as audiências, o Judiciário tem pedido ajuda para a Ordem dos Advogados do Brasil como forma de auxiliar na resolução do problema, ainda que provisoriamente.

“Infelizmente o número de defensores não é suficiente para nossa necessidade e isso dificulta nosso trabalho e eu preciso de um advogado para atender a demanda dos nossos clientes”, disse o juiz Marlon Machado em entrevista exclusiva à TV Juruá, afiliada do SBT na região.

O juiz Marlon Machado disse que a maioria das pessoas não possui condições de pagar um advogado particular e por isso a necessidade de um defensor. “Se faz necessidade de um defensor como não há precisa de um dativo e acabamos indicando para que posso acontecer as audiências e mais trabalhos”, afirmou.

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